Expedição Brasil Express

Galeria de imagem: Teatro Amazonas

Fotos internas com minha maquininha tômática, nem pensar. Não salvou uma. Mas você pode ver as que eu fiz neste meu primeiro post sobre o Teatro Amazonas, quando eu tinha uma canonzinha – mas também não lembrei de levar o tripé – ainda nos tempos da analógica. Para saber mais sobre a construção histórica mais importante de Manaus, corre lá!


O Teatro Amazonas é a representação emblemática do Ciclo da Borracha.


O prédio foi tombado pelo Patrimônio Histórico Nacional.


A cúpula do teatro foi feita com quase 40 mil escamas de cerâmica nas cores da bandeira do Brasil.

 


Esta foto é feita do terraço do hotel que fica em frente. Tem que pedir autorização. Ou comer no restaurante que fica lá.

SERVIÇO

Teatro Amazonas
Local: Praça São Sebastião, s/nº | Centro | Manaus
Tel.: (92) 3232.1768
Funcionamento: segunda à sábado, 9h às 17h.
Entrada: R$ 10 (a visita é guiada).

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Fotos: Sílvia Oliveira | Matraca’s Image Bank

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Palacete Provincial: obra de restauro recupera patrimônio histórico de Manaus e inaugura importante centro cultural na cidade

Era uma área degradada e totalmente desamparada pelo poder público. Com um pouco de vontade política, a antiga sede da polícia militar do Amazonas – que estava, literalmente, caindo aos pedaços – foi restaurada e voltou a ter o pomposo nome de origem: Palacete Provincial.


Foto da foto: tirada no salão que mostra o antes e o depois da reforma.

O local virou um extraordinário centro cultural que abriga uma pinacoteca e diversos museus, entre eles o da imagem, do som, de história, de arqueologia e o de numismática – com quase 18 mil moedas. Um dos salões mais interessantes, no entanto, é aquele que mostra o antes e o depois da reforma do palacete. É chocante ver o “antes”. É maravilhoso ver o “depois”. Uma cela-memória foi mantida nos fundos para mostrar onde ficavam alguns criminosos na época em que o prédio era um quartel.

A secular praça Heliodoro Balbi, que fica em frente ao palacete, também foi toda repaginada. Por aqui já passou boa parte da história de Manaus, assim como foi ponto de encontro para debates políticos, boêmios e intelectuais. Com o passar dos anos, e completamente abandonada, havia perdido o brilho e a importância. A revitalização encheu a área de flores, laguinhos e um design agradável para um passeio a qualquer hora do dia.

O tradicionalíssimo Café do Pina, um dos mais antigos da cidade, agora está dentro do Palacete Provincial e oferece iguarias regionais como o sanduíche de tucumã. Acabei não tirando foto do lugar, mas depois da visita ao palacete, o café é o lugar perfeito para relaxar observando a decoração da lanchonete – cheia de fotos da Manaus do século 19!


Detalhes da Praça Heliodoro Balbi ao anoitecer.

SERVIÇO

Local: Praça Heliodoro Balbi. s/n – (antiga Praça da Polícia) | Manaus
Tel.: (92) 3622-8387
Funcionamento: terça e quarta, 9h às 17h; quinta a sábado, 9h às 19h e domingo, 16h às 20h. Grátis. (As visitas guiadas também são grátis)

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Fotos: Sílvia Oliveira | Matraca’s Image Bank

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As comidinhas de Manaus


Tucumã in natura: matéria prima para o famoso X-Caboclinho.

Algo absolutamente inusitado na minha viagem a Manaus foi conhecer – e experimentar –  o sanduíche de tucumã, chamado de X-Caboclinho. O tucumã é uma fruta de polpa alaranjada e fibrosa que me lembrou um pouco a cenoura, embora sejam de famílias completamente distintas. Já o X-Caboclinho trata-se de um crocante pão francês recheado com lascas de tucumã e queijo coalho derretido. Muito comum no café da manhã manauara. Adorei!

Onde comer: Café Regional Joelza | Estrada Torquato Tapajós, km 10 (próximo ao trevo da Estrada do Tarumã) Tel.: (92) 3654-5487.


Açaí: iguaria exótica em muitos países.

Outro clássico da cidade (assim como de toda a região amazônica) é o Açaí. Mas taí um troço que não me desce. Pode vir com granola, banana, leite condensado, seja lá o que for. Não sou fã. Quando comentei via Twitter que não conseguia me apaixonar pelo fruto do açaizeiro choveram mensagens entusiastas dizendo que eu, na verdade, não havia comido o verdadeiro açaí. Talvez. Embora seja oferecido em qualquer boteco de Manaus, o Pará – estado vizinho – é o maior produtor mundial do açaí, considerado em muitos países uma iguaria exótica.

Onde comer: Empório do Açaí | A. Rio Negro, 49 – Conj. Eldorado. Tel.: (92) 3236.8083.

Já o Tacacá me agrada em cheio. Uma combinação improvável de ingredientes resulta num dos pratos mais brasileiros de que se tem notícia. As cuias são montadas precisamente: uma porção de tucupi temperado, um pouco de goma, folhas de jambu (que amortecem os lábios, bem doido!) e um punhado de camarões secos. O mais famoso é o Tacacá da Gisela, nome em homenagem à primeira tacacazeira da cidade. Já a Banca da Adalgisa é tocada pela própria há quase 60 anos no mesmo lugar.

Onde comer: Banca da Adalgisa | Praça Heliodoro Balbi (antiga praça da polícia). Tel.: (92) 9128.7901 e Tacacá da Gisela | Largo São Sebastião (ao lado do Teatro Amazonas)


Bombom de araça-boi: acepipe típico da região.

Os bombons recheados com frutas regionais – como açaí, cubiu e araçá-boi – são sensacionais. Assim como as geleias de buriti e balas de cupuaçu. Há várias lojas na cidade. Além de ser um deleite, é uma ótima opção de lembrancinha tipicamente regional.

Onde comer/comprar: Bombons Finos da Amazônia | Amazonas Shopping – Av. Djalma Batista, 482, 2º piso. Tel.: (92) 8419.0005

Arremate tudo com o Guaraná Real, uma instituição no Amazonas. Primo-irmão do Planet Cola – um dos refrigerantes mais vendidos do estado – o guaraná lembra a tubaína de infância. Seria a bebida perfeita para harmonizar com a alta gastronomia local, o sanduíche de tucumã, por exemplo! :mrgreen:

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Fotos: Sílvia Oliveira | Matraca’s Image Bank

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Encontro das Águas, Manaus | Parte 2

A melhor época para conhecer o Encontro das Águas dos rios Negro e Solimões é entre abril e agosto, meses das cheias em Manaus. Por isso mesmo o risco de chuva é maior. Mas se você vier fora desta época, provavelmente, não vai conseguir fazer a segunda parte do passeio – a visita a comunidades ribeirinhas e um tour dentro de uma canoa motorizada para conhecer igarapés e vitórias-régias.

Após o ápice do passeio, o Encontro das Águas em si, eu pensei que o barco fosse dar meia-volta e partir para o porto de Manaus ou parar em algum ponto estratégico para o almoço em restaurante flutuante – que estava incluído na excursão. Pensando que já havia passado por tudo a que tinha direito naquela viagem-superação … vem a notícia. Sairíamos do nosso barcão para entrar numa canoinha onde, sentada, minha mão alcançava o rio.

Fiz a linha sô-xique-num-faço-escândalo e entrei quietinha na voadeira. Dali partimos para um incursão pelo Parque Ecológico do Janauari, infestado de igarapés – uma espécie de braço de rio bem estreito que corre mata adentro. Justamente pela geografia apertada só podem ser percorridos por pequenas embarcações. Toda a região está entrecortada por pequenas e grandes árvores com cipós – vegetação típica desse ecossistema. A invasão de mosquitos é imediata. Exagere no repelente e ainda assim você será devorado por eles.

Durante o passeio, aparecem outras canoas com algumas crianças que oferecem, para comprar, doces caseiros e frutinhas da região. Por um sacão dessa frutinha amarela (não me lembro do nome, caso você saiba, conte pra nós!) paguei R$ 2. Era bem azedinha, uma delícia! Ao sair dos Igarapés uma parada estratégica num centro de artesanato super lindo, em plena bacia amazônica. Tudo produzido pelas comunidades ribeirinhas da região. Vai de colares a barcos de madeira! Daqui você pode levar seu autêntico imã de geladeira amazonense.

Mas, para mim, o ponto fulminante – e encantador – foi cruzar uma pinguela para encontrar umas das imagens mais fantásticas de toda a viagem: um enorme conglomerado de vitórias-régias – planta aquática típica da região. São cenas de filme, todo a vista é emoldurada por árvores secas e, bem ali, aparece um jacaré (o bicho deve ser mancomunado com a empresa do passeio)!!! Justamente quando os turistas se aproximam, lá vem ele. Faz pose, tira foto, abana o rabinho e volta para o rio. Rá rá!

Finalizamos com o almoço em restaurante flutuante, em pleno Rio Negro, onde você se serve à vontade. São várias opções de peixe, incluindo o meu preferido – o tambaqui e suas costelinhas inconfundíveis.

Na volta para o porto de Manaus você estará cansado, mas assim mesmo sobrará disposição para acompanhar os últimos retratos deste passeio fantástico: fofíssimas casinhas de palafitas, habitação típica da região e a imensidão daquele lugar!

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SERVIÇO

Quem leva: várias operadoras fazem o passeio. Contratei a Amazon Explores.
Quanto custa: R$ 120,00 – inclui almoço em restaurante flutuante.
Duração: o dia inteiro
Dica: vista roupas confortáveis e não se esqueça de usar protetor solar e repelentes.
Nota: de setembro a dezembro, período da vazante, o passeio de canoa é substituído por uma caminhada pela selva com visita a maior árvore nativa da região, a Samaúma.

Fotos: Sílvia Oliveira | Matraca’s Image Bank

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Encontro das Águas, Manaus | Parte 1

Era minha última parada da Expedição Brasil Express. No roteiro, o Tacacá da Gisela, o reformado Palacete Provincial e, principalmente, o encontro das águas dos rios Negro e Solimões, um espantoso fenômeno que acontece nas cercanias de Manaus. Por mais de seis quilômetros as águas dos dois rios não se misturam por causa das diferenças de densidade, temperatura e velocidade. É um longo baile antes de se transformarem no imenso Rio Amazonas.

Já havia estado há 10 anos na capital do Amazonas. Naquela época foram apenas 48 horas na cidade. Ia para o Festival de Parintins e Manaus foi só uma parada estratégica. Desta vez, voltei disposta a conhecer o Encontro das Águas, um dos passeios mais famosos da região. Não pense você que essa decisão foi fácil. Morro de medo de rio, mar ou lagos profundos. Água para mim em abundância só mesmo a do banho doméstico.

Subir no barco já era todo um desafio. Mas para estimular ainda mais meu processo de superação estava previsto chuva! Imagine eu, sendo engolida pela imensidão daqueles rios debaixo de um tremendo toró? Confesso que cheguei a pensar em desistir. O dia virava noite. Se não existissem Twitter e essa cambada de redes sociais, onde a gente sai falando para todo mundo o que vai fazer, eu pegava meu chapéu e saía de fininho. Rá! Sendo assim, discretamente coloquei meu salva-vida – a única do barco – e pensei… eu sooou She-Ráááá! Seguido de um Pai-Nosso.

O viagem começa às 9h da manhã e dura o dia inteiro. É que o passeio inclui o Parque Ecológico do Januari para visita a comunidades ribeirinhas e observação de igarapés e vitórias-régias. Assim que o barco zarpa paisagens e imagens interessantes começam a aparecer. No meio do caminho… um posto de gasolina aquático. Durante o trajeto a empresa que opera o passeio oferece frutas aos passageiros, no nosso caso, uma exuberante melancia.

Há um restaurantinho a bordo. Você pode pedir algo para beliscar ou tomar enquanto não chega a grande hora: o encontro dos rios. Provei deliciosos croquetes de Tucunaré acompanhados pelo tradicional Guaraná Real, uma instituição no Amazonas. Não lembro quanto custou a porção nem o guaraná – mas não deve ter sido nenhum absurdo porque eu estava sozinha, não tinha com quem dividir e, mesmo assim, acabei comprando!

Depois de quase uma hora de navegação nos aproximamos ao apogeu. E, de fato, o que eu mais temia… aconteceu! Um baita aguaceiro caiu bem nos dois minutos da passagem ao lado do fenômeno.

Nas primeiras fotos quase não dava para ver nada. Mas de repente, não mais do que de repente, fez-se a luz. Abriu um fenda de sol que iluminou toda a região, destacando o dourado do barrento Solimões em contraponto ao Rio Negro. Fiquei impressionada com os poderes de GraySkull. Abaixo, o guia do barco mostra as diferenças de cores dos dois rios.

Já satisfeitíssima com o passeio mal sabia eu que ainda mais estava por vir. De canoa voadeira – sim, para minha aflição, você sai do barcão para um barquinho – nos embrenhamos no meio de igarapés com direito a aparição de um JACARÉ! Mas isso fica para amanhã, na parte II da epopeia matraquenha.

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Quem leva: várias operadoras fazem o passeio. Contratei a Amazon Explores.
Quanto custa: R$ 120,00 – inclui almoço em restaurante flutuante.
Duração: o dia inteiro. ( Dica: passe repelente e protetor solar.)

Fotos: Sílvia Oliveira | Matraca’s Image Bank

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Onde comer bem e barato no Recife

Bem… barato, baraaaaato mesmo são as comidinhas – nem sempre confiáveis, é verdade – ali do centro da cidade. Mas para fazer uma refeição típica, o destino deve ser o restaurante Parraxaxá . Com duas unidades, uma em Boa Viagem e outra no bairro Casa Forte, o cardápio reúne o fino da gastronomia nordestina: carne de sol, escondidinho de charque, paçoca, baião de dois, bode guisado, feijão verde, macaxeira frita e farofa.

De sobremesa – pra rebater – pamonha, munguzá, tapioca ensopada, arroz doce, fatias de banana douradas e o afamado bolo de rolo.  Nos fins de semana, a casa abre a partir das 6h da manhã para quem quiser começar o dia arretado: tapioca fresquinha com ovo de capoeira e pão assado na brasa com manteiga de garrafa, acompanhado de um cafezinho com leite que, dizem, veio da fazenda. 

 

O ambiente é fofo, decorado com esmero. O pessoal do atendimento se apresenta, digamos, caracterizado. O Parraxaxá funciona em formato buffet. Custa R$ 32,90 o quilo. Eu comi bem, repeti, pedi um suco regional (acho que foi de cajá, não me lembro agora) e a conta saiu por R$ 19,80.

 

Surpresa mesmo tive no aeroporto do Recife. Comi o melhor feijão de corda com queijo coalho da minha curta biografia. Ainda veio acompanhando com dois bifinhos suculentos. O Restaurante Romar (81 – 3464-4050/3464-4820) – com garçons e garçonetes também vestidos à caráter – serve vários pratos regionais e é famoso também pelos cafés que oferece. Meu prato (quase uma tigela!) custou  R$ 15,50 na promoção do dia e eu ainda ganhei o refri! Rá!

Fotos: Matraca’s Image Bank

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Praia de Ponta Negra, Natal

Não dá pra dizer que visitei a praia mais famosa de Natal. Apenas passei por Ponta Negra. Ela está a poucos metros do hostel onde fiquei hospedada. Foi uma caminhada tranquila, sem pretensões bloguísticas.

A região, além de abrigar a praia em si – que tem quatro quilômetros de extensão – é um agradável bairro da capital potiguar. Há diversos hotéis, pousadas, restaurantes e… (para não variar) vendedores ambulantes. No canto direito de quem está de frente para o mar fica o Morro do Careca, uma das dunas famosas de lá.

A cor da água – própria para banho – é verdinha. E, dizem, morninha. Mas, infelizmente, o excesso de guarda-sóis e cadeiras de plástico estragam um pouco a beleza do lugar (lembrando que eu só andei em um pedaço da praia, talvez, mais adiante, isso mude).

Mesmo assim, sentei em algum quiosque – do qual não me lembro o nome – e apostei numa porção de mandioquinha frita com água de côco para ver o tempo passar… por 15 minutos! Rá!

Fotos: Matraca’s Image Bank

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