Silvia Oliveira

Expedição Brasil Express

sexta-feira, 01 de novembro de 2013

Por trás da Portinha de Belém

Portinha Belem Salgados

Não é apelido. Portinha é o nome — perfeito —  da… seria lanchonete? Bar? Boteco? Não há definição que possa fazer jus ao que você vai encontrar atrás daquela, literalmente, portinha.

O local não tem placa. Fica numa apertada ruela da cidade velha. Apenas uma mesa e três cadeiras. E mais dois bancos para os menos exigentes.  Só abre às sextas, sábados e domingos — o que reforça o mito. Sempre a partir das cinco da tarde.

Portinha Belem Esfiha de Pato Tucupi Jambu 01

Dito isso, programe-se para que sua viagem a Belém caia num fim de semana. Só aqui, na Portinha, você poderá provar os salgados mais incríveis da cidade. E não estamos falando de coxinha de frango com catupiry. A Portinha conseguiu transformar quitutes cotidianos em alta gastronomia paraense.

Portinha Belem Esfiha de Pato Tucupi Jambu

Faço referência à perfeita Esfiha de Pato com Jambu e Tucupi (meu pedido), Embrulhadinho de Pirarucu com Jambu e Queijo Cuia, Folhado Recheado com Pupunha e o famoso Pão da Portinha, um acecipe com recheio de peito de peru, jambu e palmito.

O jambu, para quem não sabe, é uma erva típica da Amazônia, geralmente preparada como uma couve refogada e que tem o poder sensacional de amortecer a língua e os lábios.

Portinha Belem Bolo Chocolate Cupuacu Castanha do Para

A Portinha também serve algumas comidas típicas como maniçoba, arroz com jambu, tacacá e pedaços estratosféricos de bolo com frutas regionais. Caímos de boca na torta de chocolate com cupuaçu e castanha-do-pará. Tudo pode ser acompanhado por sucos de frutas regionais ou o tradicional guaraná Cerpa.

Não pense que a Portinha é um supersegredo da capital paraense. Todo mundo conhece, indica e quer ir à Portinha. Filas são comuns em frente do estabelecimento.

Portinha Belem Como chegar Localizacao

Nós fomos num sexta-feira. Às dez para cinco já fazíamos plantão no local. Para nossa sorte, o dono abriu um pouquinho mais cedo naquele dia e fomos um dos primeiros a ser atendidos. Comemos por ali mesmo porque conseguimos nos acomodar na única mesa disponível no estabelecimento.

Mas prepare-se para comer em pé e do lado de fora da Portinha, porque ali dentro não cabem mais do que cinco pessoas.  Ou compre para levar e comer no hotel ou tranquilamente na praça em frente a Catedral da Sé, a 500 metros dali!

SERVIÇO

Portinha

Local: Rua Doutor Malcher, 434 | Cidade Velha | Belém – PA

Funcionamento: de sexta a domingo, das 17h às 22h.

Tel.: (91) 3223-0922

Dica da Matraca: tente chegar à Portinha de táxi, principalmente se você for à noite. Caminhar pela área não me pareceu muito amigável. Caso prefira ir andando proteja seus pertences e redobre a atenção, como faria em qualquer região central das grandes cidades.


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Fotos: Sílvia Oliveira
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quarta-feira, 30 de outubro de 2013

Feira do Açaí, Belém: a essência da identidade paraense

Feira do Acai Belem Para 04

Às cinco da matina saltamos do táxi na Praça do Relógio. Estava escuro e a região portuária não parecia muito amigável. Eu carregava uma Mariana sonolenta no colo enquanto o Raul abria caminho para a gente passar pela calçada apinhada de gente. Chegamos na hora do rush.

— Vamu rápido, Damião! – gritava apressado um carregador com três cestos de açaí na cabeça. (Cada um pesa 15 quilos.)

Feira do Acai Belem Para 09

A movimentação ao lado do Mercado Ver o Peso começa cedo. Por volta da 1h da manhã chegam os primeiros barcos abastecidos com toneladas de açaí recém-colhidas da floresta e ilhas da região.

Feira do Acai Belem Para 01

Durante a madrugada, o enorme pátio — emoldurado pelo Forte do Castelo e pela Baia do Guajará — se transforma numa das cenas mais singulares do Brasil. Alguns milhares de cestos, chamados de paneiros, tomam conta do local e proporcionam aquela experiência antropológica, autêntica e única que todo turista gostaria de ter.

A Feira do Açaí de Belém é puro turismo de contemplação. Não se faz nada muito diferente senão observar o vai e vem dos carregadores, a pintura naïf formada pelos barquinhos ancorados, a história que passa de geração em geração, a formação da economia popular e a preservação da identidade.

Feira do Acai Belem Para 02

É a memória de uma região, onde o consumo de açaí em litros chega a ser o dobro do consumo de leite. (Pai d’égua! – pensei.)

— Dá licença, moça bonita! – pede outro carregador, esbaforido. (A moça bonita era eu, em transe atrapalhando o trabalho da rapaziada. Paixonei, claro!)

Como o açaí é muito perecível a negociação após o descarregamento é rápida. Os vendedores, aos berros, tentam oferecer o melhor preço — que varia de acordo com o grau de maturação, tamanho e variedade.

Feira do Acai Belem Para 03

Vai pagar mais caro quem quiser levar o famoso Açaí Branco que, na verdade, é verde. Embora não pareça, esta espécie mais exótica da fruta já alcançou seu grau máximo de maturação, mas não mudou de cor. Como chega em menor quantidade, o Açaí Branco é vendido como se fosse uma iguaria, quase uma trufa paraense. Tem sabor diferenciado, dizem.

— Simbora, menina, olha o passo! (A menina era eu, ainda em transe atrapalhando o trabalho da rapaziada. Largada de amor!)

Feira do Acai Belem Para 08

Comprador é o que não falta. O Pará é o maior produtor nacional da frutinha, o que corresponde a 85% do total produzido no Brasil. Sem contar que o próprio paraense é um consumidor compulsivo do açaí. Mas esqueça a granola e a banana.

Por aqui, o açaí acompanha peixe, farinha e camarão. Também vira mingau, suco ou sorvete. Muita gente come sem açúcar durante as refeições. Já quem adoça está com a sobremesa garantida.

Feira do Acai Belem Para 05

O sol nasce e o descarregamento diminui. Lá pelas 7h da manhã você só vê os cestos vazios, empilhados de cabeça para baixo. A esta hora, bares, restaurantes, sorveterias e lanchonetes  — não só da capital, mas de toda a região — já estão abastecidos com o fruto negro-arroxeado. O açaí passará por uma despolpadeira até se transformar naquele caldo grosso (ou mais fino, depende do freguês) chamado “vinho do açaí”.

Feira do Acai Belem Para 07

Também já havia chegado minha hora de partir. (Valeu, Riq Freire, se não fosse esse seu post eu não teria vindo até aqui!) O Mercado do Peixe, logo ao lado, me esperava. Mas tive uma espécie de delirium tremens, aquela psicose causada pela ausência de algo que eu não poderia voltar a experimentar tão cedo. Feira do Açaí você só encontra em um único lugar do mundo: Belém.

Não queria abandonar aquela dança sincronizada, os frutos simetricamente organizados, o moça bonita, a coreografia perfeita do tira o cesto do barco, descarrega no pátio, volta para o barco, tira do barco

“— Simbora, menina, olha o passo!”

Feira do Acai Belem Para  06

SERVIÇO

Feira do Açaí
Local: ao lado do Mercado Ver o Peso, entre a Praça do Relógio e o Forte do Castelo.
Horário: madrugada adentro, com horário de pico entre 5h e 6h.

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Fotos: Raul Mattar

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sábado, 28 de setembro de 2013

Próxima parada da Expedição Brasil Express: Belém e Ilha de Marajó

Esta viagem está um ano atrasada. Minha visita a Belém foi programada para acontecer de 02 a 07 de outubro de 2012. Cheguei a emitir as passagens com apenas 6 mil milhas (ida e volta). Mas uma sequência de compromissos profissionais me obrigou a cancelar o passeio em cima do laço.

Foi um deus-nos-acuda. Com o adiamento da parada em Belém eu atrasaria uns oito meses o encerramento dessa segunda fase da Expedição Brasil Express, uma vez que as viagens para Paraíba a Sergipe já estavam agendadas para logo em seguida.

Depois disso começaria a temporada de chuvas na região amazônica. O que me restou foi esperar novamente a melhor época para conhecer a capital do Pará. Assim como estava previsto no ano passado, vou para Belém uma semana antes do Círio de Nazaré, a maior manifestação católica do Brasil e uma das maiores do mundo.

Como hospedagem e avião durante o evento (que acontece no segundo domingo de outubro) têm valores impraticáveis vou fazer uma espécie de preparativos do Círio. Rá! A boa nova dessa viagem é que vou incluir a Ilha de Marajó (no ano passado eu só ia para Belém mesmo), um avanço na minha linha espiritual de viajante urbanóide. :mrgreen:

Quando você estiver lendo esse post provavelmente já terei embarcado. Acompanhe tudo pelo nosso Instagram e curta nossa Fanpage para ficar por dentro desse pedaço precioso do Brasil.

Por onde a Expedição Brasil Express já passou:

Aracaju

Canindé de São Francisco

Inhotim

João Pessoa 

Laranjeiras

Lençóis Maranhenses  Sílvia Oliveira Personagem 200

Maceió

Manaus

Natal

Olinda

Piranhas

Recife

São Luís

 

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quinta-feira, 14 de março de 2013

Rota do Cangaço: o passeio que leva você à história do sertão nordestino | Piranhas-AL

Rota do Cangaco Piranhas Alagoas Rio Sao Francisco

Meu avô, pai do meu pai, era alagoano de Santana do Ipanema, sertão nordestino. Como todo cabra macho que nasceu ou viveu por aquelas bandas ele dizia que tinha feito parte do bando de Lampião — cangaceiro ora retratado como matador impiedoso ora como herói da caatinga!

Rota do Cangaco Piranhas Alagoas Entremontes Casario

Casario do povoado de Entremontes.

A história do cangaço, aliás, sempre me fascinou. Virgulino Ferreira da Silva é um daqueles personagens brasileiros que até hoje deixam os estudiosos do tema descabelados com tanta informação desencontrada sobre a origem e o fim do périplo bandoleiro.

Ao colocar o Sergipe na pauta da Expedição Brasil Express II descobri (amei, amei, amei!) que a partir de Aracaju era possível fazer a Rota do Cangaço, um passeio que tem base na cidade de Piranhas (Patrimônio Histórico Nacional),em Alagoas.

O pequeno município fica na divisa com Canindé de São Francisco (Sergipe), de onde saem os catamarãs que levam ao Cânion do Xingó (veja nosso relato aqui), um dos principais pontos de visitação do estado. Fechou! \O/

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Rota do Cangaco Piranhas Alagoas Catamara

A Rota do Cangaço começa no atracadouro de Piranhas, às 9h, com um passeio pelo leito natural do Rio São Francisco. São 45 minutos de navegação com brisa constante — e uma vista linda do Véio Chico — até à primeira parada: o povoado de Entremontes.

O vilarejo, distrito de Piranhas, é conhecido pelo trabalho das bordadeiras de rendedê, herança artesanal passada de geração em geração.

Rota do Cangaco Piranhas Alagoas Entremontes BordadosRota do Cangaco Piranhas Alagoas Entremontes Bordadeiras 2

Uma associação — a Cia do Bordado de Entremontes — foi fundada para estimular e preservar essa tradição. Mulheres passam o dia com agulhas, linhas e bastidores nas mãos para criar os mais lindos desenhos em jogos americanos (a partir de R$ 16 cada), pano de prato, toalhinhas de bandeja (a partir de R$ 8) e caminhos de mesa. Aceitam cartão de crédito e débito.

Rota do Cangaco Piranhas Alagoas Entremontes Bordadeiras 1Rota do Cangaco Piranhas Alagoas Entremontes Casario 2Rota do Cangaco Piranhas Alagoas Entremontes Casa do Bordado

Um pequeno museu na Cia do Bordado abriga peças antigas da arte do rendedê. 

A parada em Entremontes é rápida, 30 minutos. Além de comprinhas você poderá conhecer a casa onde se hospedou Dom Pedro I na passagem do imperador pela cidade e o pequeno museu (com objetos antigos de bordados) que fica dentro da associação, na pracinha principal.

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Rota do Cangaco Piranhas Alagoas Barcos Entremontes

Atracadouro de Entremontes, Alagoas.

De volta ao catamarã seguimos para o ponto (Restaurante Angicos) de onde sai a trilha até à Grota do Angico. Foi aqui que Lampião, Maria Bonita e mais nove cangaceiros morreram numa emboscada.

Esse era o momento mais esperado (por mim) do passeio, apesar de estar consciente da caminhada desumana que faria sob um sol de 40ºC pelo sertão nordestino. Aliás, a trilha é opcional, quem não quiser percorrê-la pode almoçar ou ficar tomando banho de rio. O local tem estrutura tipo prainha.

Rota do Cangaco Piranhas Alagoas Raul e Mariana

Trilha que leva à Grota do Angico: 700 metros  de caminhada sob 40ºC sem vento.

Cheguei a perguntar ao Raul — vááárias vezes — se ele não preferia ficar com a Mariana ali, à beira do São Francisco enquanto eu fazia a trilha de 700 metros. Mas ele quis ir junto e, claro, teve que levar a filhota no ombro em boa parte do caminho.

O certo é que quase a Família Matraca inteira foi pras cucuias de tão absurdamente quente que é o trajeto. Fiquei com medo de passar mal, mas fui caminhando devagar, parando, tomando bastante água e imaginando quão lazarenta era a vida dos jagunços errantes pelo sertão.

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Rota do Cangaco Piranhas Alagoas Casa de taipa Mariana

Já no começo da caminhada você pode conhecer uma verdadeira casa de taipa que, segundo nossa guia, foi de Pedro Cândido, um dos coiteiros de Lampião. Quando nos embrenhamos pela mata o clima vira uma estufa.

Entre mandacarus, cactos diversos e vegetação rasteira você se depara com a Caatinga, bioma que só existe no Brasil e está quase todo no Nordeste. A trilha, tecnicamente, é fácil se não fosse o calor retumbante. São 30 minutos na ida e mais 30 minutos na volta.

Rota do Cangaco Piranhas Alagoas Casa de taipaRota do Cangaco Piranhas Alagoas CaatingaRota do Cangaco Piranhas Alagoas Trilha do cangaco cacto

Ao chegar à Grota do Angico —  lugar de difícil acesso naquela época e, por isso, considerado seguro por Lampião — o guia (no nosso caso era uma moça vestida de cangaceira muito simpática e falante) conta sobre o massacre e como se deu o fim de um dos personagens mais controversos da história nacional.

Após matarem o Rei do Cangaço e parte do bando, os policiais cortaram as cabeças dos jagunços e as deixaram expostas na escadaria da prefeitura de Piranhas (veja nosso relato sobre a cidade aqui), dando origem a uma das fotos mais emblemáticas deste conflito brasileiro.

Rota do Cangaco Piranhas Alagoas Poco Redondo Grota do AngicoRota do Cangaco Piranhas Alagoas grota do angico placasRota do Cangaco Piranhas Alagoas Placa

No lugar do acontecido, cruzes e uma placa com os nomes dos cangaceiros emboscados e de Adrião, o único soldado morto no confronto. Ou seja, não há nada demais ou visualmente surpreendente na trilha ou na Grota a não ser seu significado histórico.  O que — para mim,  repito — foi mais do que suficiente, outro sonho realizado!

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Rota do Cangaco Piranhas Alagoas Silvia e mariana

Morro no meio do sertão, mas não perco a pose… nem a flor do cabelo.

Rota do Cangaco Piranhas Alagoas TRestaurante 2Rota do Cangaco Piranhas Alagoas Restaurante Angicos 2

Ao voltar ao ponto inicial do trajeto, o almoço que havíamos pedido antes de começar a trilha já estava à nossa espera: tucunaré frito com arroz, feijão de corda e salada (R$ 37 para dois).

Mas antes de comer, o Raul e a Mariana correram para o rio e eu tomei um banho, com roupa e tudo, num chuveiro ao lado do restaurante,  tamanho era o meu desespero por causa do calor. (Moro em Curitiba, lembra?)

Já refrescados comemos o melhor peixe da viagem! Dali, o barco volta a Piranhas, onde passamos duas noites na cidade mais importante para a história do cangaço.

SERVIÇO

Rota do Cangaço

Como chegar a Piranhas vindo de Aracaju:

– Carro | Pegue a BR 101 sentido Maceió. Vá em direção ao município de Areia Branca (BR 235) e siga para Itabaiana (passa por fora da cidade). Entre em Ribeirópolis e, em seguida, pela rodovia estadual SE -106, passe pelos municípios de Nossa Senhora Aparecida e Nossa Senhora da Glória (cidadezinha com mais estrutura, restaurantes, lanchonetes, lojinhas, posto de gasolina, etc).  Siga pela rodovia SE-206 e passe por Poço Redondo, Canindé e, finalmente, Piranhas. São 220 quilômetros. Todo o trajeto tem placas indicativas e a estrada está relativamente boa. É difícil se perder. No mapa acima não aparece Piranhas como destino final, porque o Google Maps faz uma volta enorme de Canindé a Piranhas. Mas chegando a Canindé (SE) é só atravessar uma ponte e você está em Piranhas (AL). (Nós alugamos um carro em Aracaju). Em tempo: de Maceió são 280 km.

– Ônibus | Você pega o ônibus na rodoviária nova de Aracaju. São 4,5 horas de viagem entre Aracaju e Piranhas. Passagem a R$ 21. Caso prefira ir a Canindé primeiro, você pega o ônibus na rodoviária velha de Aracaju. Há várias saídas diárias. Tarifa a R$ 19. (De Canindé a Piranhas você pode ir de táxi ou moto-táxi. São 10 minutinhos, no máximo).

– Excursão | Caso você não queira ir por conta, várias agências (como a Nozes Tur e a Peregrinos) fazem o passeio tipo bate e volta saindo de Aracaju. (Existe também um pacote que dura dois dias e inclui os passeios  Cânion do Xingó e Rota do Cangaço, uma noite em hotel e o traslado por R$ 320 por pessoa. Crianças até 3 anos não pagam e de 4 a 9 anos pagam 50% deste valor).

Quanto custa: só o passeio custa R$ 50 (mais R$ 5 para fazer a trilha até à Grota do Angico, trecho opcional). Eu comprei meu voucher direto no hotel (reservei com antecedência). Já os pacotes oferecidos pelas agências custam R$ 115. Inclui traslado ida e volta e o catamarã. (Almoço à parte).

Quanto tempo dura o passeio: 4,5 horas.

Dica da Matraca |  Não esqueça o traje de banho. Para fazer a trilha do cangaço vá com roupas leves, confortáveis e tênis. Passe muito protetor solar e use chapéu. Leve água fresca e bom humor. O trecho é cruel, mas fica pra sempre na sua história.

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Fotos: Raul Mattar e Sílvia Oliveira

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quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013

Hotel Ibis em João Pessoa: hospedagem econômica na praia de Cabo Branco

Onde se hospedar em Joao Pessoa

Praia de Cabo Branco: em frente ao hotel Ibis.

Muita gente pensa que reservar um hotel Ibis é garantia de ter o mesmíssimo padrão em todas as unidades da rede. Não é bem assim — e logo abaixo explico o porquê.

Antes, abro um parêntese. Há algum tempo me associei ao Le Club Accor Hotéis, o programa de fidelidade da rede. O programa é válido nos hotéis Sofitel, Pullman, MGallery, Grand Mercure, Novotel, Suite Novotel, Mercure, Adagio (exceto Adagio Access), Thalassa Sea & Spa,  Ibis e Ibis Styles. (O Ibis Budget, antigo Formule 1 , não entra). Sua estadia se converte em pontos que podem ser trocados por vouchers de desconto ou tarifas reduzidas em vários lugares do mundo. Fecho o parêntese.

O que acontece é que alguns Ibis estão totalmente reformados (ou são novos) e têm excelente localização para quem vai pegar o primeiro voo no dia seguinte, por exemplo, como é o caso do Íbis Aeroporto de Porto Alegre. (Passamos uma noite lá vindo de Gramado.) Outros, embora sejam satisfatórios, precisam de um retoquezinho — ou a localização pode não ser a melhor para o turista — talvez esse seja o caso do Ibis de João Pessoa. Vejamos:

Reserva: pelo site da rede Accor. Pegamos a tarifa web, mais barata, só que não dá direito a reembolso ou cancelamento. Só faça essa opção se tiver certeza de que vai viajar naquele período.

Hotel Ibis Joao pessoa Matraqueando Blog de Viagem 1

O quarto: mais apertado do que outros Íbis que conhecemos. Mas os equipamentos estavam bem conservados e a ducha era excelente. A única ressalva eram os corredores do hotel, com carpete (CARPETE!) em pleno Nordeste e de frente para a praia. (Desculpe, não tiramos nenhuma foto do  quarto!)

Wi-fi: grátis e funcionava bem.

Localização: está no finalzinho da praia de Cabo Branco, sem nada perto — nem padaria, mercado ou farmácia.  Há uns dois restaurantes por ali. Já a praia é linda e sossegada. O hotel está a quase 4 quilômetros do centrinho turístico, a Praia de Tambaú.

Check-in: rápido, sem problemas. A tarifa, assim como o café da manhã, estava paga antecipadamente.

Check-out: também foi tranquilo. Pagamos o que consumimos no restaurante do hotel.

Onde ficar em Joao Pessoa Hospedagem Barata 1

Atendimento: cordial.

Vantagem: a tarifa para acomodar dois adultos e uma criança (R$ 103) foi a principal vantagem para nós que, além disso, acumulamos pontos no Le Club Accor Hotéis. O hotel está localizado em um trecho bem calmo da praia e tem uma linda vista na hora de tomar o café da manhã. Nós voltaríamos!

Desvantagem: está longe do burburinho da cidade (mas tem ponto de ônibus em frente). Nossa locomoção era o ônibus. Mas se você preferir o táxi e embutir isso no valor da sua diária, a tarifa econômica do hotel já não vai compensar.

Preço: diária para casal (e uma criança de até 5 anos) a partir de R$ 103 (tarifa web). Café da manhã à parte por R$ 14 por pessoa (sem tapioca ou bolo de macaxeira. Nhé!)

SERVIÇO

Ibis João Pessoa

Av. Cabo Branco, 4350.

Tel.: (83) 2108-9200

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Fotos: Raul Mattar (praia) e Sílvia Oliveira (café da manhã).

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sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013

João Pessoa: como ir do aeroporto ao centro ou à orla da cidade

Aeroporto de João Pessoa

Para um mão-de-vaca-muquirana não há forma decente de sair do aeroporto de João Pessoa. Não existe um ônibus executivo ou van oficial que leve o turista até o centro ou à orla da cidade com um mínimo de dignidade: ar condicionado e espaço para a bagagem.

O aeroporto de João Pessoa, na verdade, fica no município de Bayeux, a 22 quilômetros das praias da capital. Quem não quiser pagar pelo táxi — caríssimo, destaco — terá que enfrentar quase 2 horas dentro do busão municipal. Veja as possibilidades:

Ônibus | A linha regular Aeroporto-Bayeux-João Pessoa (R$ 1,50) não vai direto para as praias (onde a maioria dos turistas fica hospedada). O coletivo passa, primeiro, pelo centro — onde você terá que pegar outro ônibus para chegar à orla. Mais R$ 2,20. O trajeto todo, incluindo a troca de ônibus, pode chegar a 2 horas.

Táxi | Atualmente os preços dos táxis estão tabelados. Para ir à praia de Tambaú, por exemplo, custa R$ 70. Tente negociar, nós conseguimos por R$ 60 (novembro de 2012).

AEROPORTO INTERNACIONAL CASTRO PINTO | João Pessoa

Telefone: (83) 3041-4200

Site:  Aeroporto Castro Pinto | Distância das praias: aproximadamente 22 km.

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Foto: Sílvia Oliveira

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terça-feira, 05 de fevereiro de 2013

As praias do Litoral Sul de João Pessoa

Joao Pessoa Litoral Sul Praias Como chegar Barra de Gramame Siri

Nunca, nunquinha eu ia imaginar um cenário tão ofuscante. Justamente por não ser dada a praias não costumo sonhar com elas. Aliás, na minha viagem a João Pessoa eu pensava em Centro Histórico e Estação Cabo Branco! Rá!

De qualquer forma , dentro dos meus parâmetros do que é “praia paradisíaca” encontrei não só neste passeio — mas nas praias urbanas da cidade também — o auge do trio águas mornas-areia fina-coqueirais.

Além do célebre pôr do sol na Praia do Jacaré outro tour clássico é conhecer as praias do litoral sul da capital paraibana. Boa parte delas, na verdade, fica no município de Conde, a 22 quilômetros de João Pessoa. (Existe também um passeio que leva ao Litoral Norte, mas esse ficou para a próxima!)

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Nós contratamos um buggy para passeio de dia inteiro. É aquele corridão, você conhece a maioria das praias para, numa próxima oportunidade, escolher onde montar sua base. De qualquer maneira, há paradas suficientes para banho, almoço e tempo satisfatório para garantir as mais belas fotos da sua viagem! Veja nosso périplo:

Barra do Gramame

Joao Pessoa Litoral Sul Praias Como chegar Barra de Gramame

Joao Pessoa Litoral Sul Praias Como chegar Barra de Gramame Pescador 2

Joao Pessoa Litoral Sul Praias Como chegar Barra de Gramame Pescador

Matraqueando Instagram

A praia é dividida em duas partes pelo Rio Gramame. De um lado, o rio deságua no mar. Do outro, o Gramame permanece sereno — dando espaço ao trabalho dos pescadores da região. Tem pouca estrutura com uma ou duas barraquinhas para receber os turistas. O acesso é por estrada asfaltada com um pequeno trecho de chão esburacado no final.

Praia do Amor

Joao Pessoa Litoral Sul Praias Como chegar Praia do Amor

Joao Pessoa Litoral Sul Praias Como chegar Praia do Amor 3

A atração aqui — além do mar verdíssimo — é a pedra furada, um buraco numa rocha vulcânica com 2 metros de diâmetro formado pela ação do mar. A lenda local diz que o casal que passar por baixo tem felicidade eterna.

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Jacumã

Joao Pessoa Litoral Sul Praias Como chegar Jacuma 7

Joao Pessoa Litoral Sul Praias Como chegar Jacumã 2

Joao Pessoa Litoral Sul Praias Como chegar Praia do Amor 4

É uma das mais urbanizadas. Eu que não sou fã de roteiros muito “não-ter-o-que fazer” montaria meu QG aqui em outra oportunidade. Jacumã é um distrito de Conde e, portanto, tem uma vilinha ao redor com mercados, lojinhas, farmácia, padarias, pousadas, posto de combustível e até imobiliárias. A praia é formosa com falésias e recifes. No mar, sempre uma imagem dos pescadores em seus barquinhos e jangadas.

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Carapibus

Joao Pessoa Conde Litoral Sul Como chegar Carapibus 2

Joao Pessoa Conde Litoral Sul Como chegar Carapibus 1

Do ladinho de Jacumã temos Carapibus, uma luminosa praia com trechos de piscinas naturais e maceiós, lagoas formadas pelas águas do mar. O local abriga diversas — e boas — pousadas com preços excelentes.

Tabatinga

Joao Pessoa Conde Litoral Sul Como chegar Coqueirinhos 1

Essa eu vi de longe. Tem uma parte deserta e outra com recifes e coqueiros. Poucas pousadas. Acesso a pé por uma escada trabalhada na falésia. Considerada uma das mais lindas praias da Paraíba.

Coqueirinho

Joao Pessoa Conde Litoral Sul Como chegar Coqueirinhos

Joao Pessoa Conde Litoral Sul Praia de Coqueirinhos

Joao Pessoa Conde Litoral Coqueirinho 2

É a mais badaladinha da região, embora o acesso seja por uma difícil estrada de areia, daquelas que quando chove carro comum não entra. Mas por badaladinha não entenda como agito. Ela é apenas uma das preferidas da região. A Praia de Coqueirinho está numa enseada, o que deixa o mar calmíssimo e mais quente ainda.

Está rodeada por uma fila de coqueiros (daí o nome) e rochas vulcânicas. Existem duas ou três barracas (que vendem porções de camarão a preços exorbitantes) e nativos alugam cadeira e guarda sol. Há uma fonte de água doce logo na entrada. A partir de Coqueirinho é possível ir caminhando (3 km) pela praia até Tabatinga.

Joao Pessoa Conde Litoral Sul Como chegar Mirante Dedo de Deus 1

Joao Pessoa Conde Litoral Sul Como chegar Mirante Dedo de Deus 2

Joao Pessoa Conde Litoral Sul Como chegar Mirante Dedo de Deus 3

Joao Pessoa Conde Litoral Sul Como chegar Mirante Dedo de Deus 4

Joao Pessoa Conde Litoral Sul Como chegar Mirante Dedo de Deus Coqueirinhos

Joao Pessoa Conde Litoral Sul Mariana 1

Joao Pessoa Conde Litoral Sul Mariana 2

Alguém tinha que garantir as fotos para o brogue. 😀

Antes de chegar a Coqueirinho o bugueiro entra numa estradinha íngreme para mostrar a você o Mirante Dedo de Deus. Lá de cima, visão caribenha do mar! Caso você decida ir por conta, recomenda-se não chegar sozinho ao mirante. Ocorrem muitos assaltos no lugar. Os buggys entram em comboio e havia policiamento na hora em que estávamos lá.

Joao Pessoa Conde Litoral Sul Canyon Coqueirinho

Joao Pessoa Conde Litoral Sul Canyon Coqueirinho 1

Joao Pessoa Conde Litoral Sul Canyon Coqueirinho 3

Matraqueando Instagram

Outro trecho de visitação para quem vem a esta praia é o Cânion de Coqueirinho, formações rochosas coloridas. O local tem difícil acesso e em dias de chuva fica impossível chegar aqui em um carro passeio.

Neste trecho você vai encontrar o restaurante Canyon de Coqueirinho, dizem que é muito bom — mas passe reto se você não quiser pagar R$ 18 numa jarra de água de coco ou R$ 150 num peixe frito para dois. (Valores absolutamente incompatíveis com a realidade e a boa comida de João Pessoa).

Tambaba

Joao Pessoa Conde Litoral Coqueirinho

Considerada a primeira praia naturista do Nordeste, Tambaba disputa em beleza com Coqueirinho e Tabatinga. O local está dividido em duas partes, um pequeno trecho para os paramentados como eu e outro para os interessados no tema Adão & Eva. Como não visitei a parte oculta da coisa, fique com o divertido texto da Lidiane Spínola do blog Viajando Com Pouco. Ela foi… e gostou! 😉

Joao Pessoa Litoral Sul Praias Como chegar

Meu veredito: vale conhecer o Litoral Sul para você saber se vai voltar ou não. A região é lindíssima, mas eu não curto praia muito deserta. Já Coqueirinhos, embora bem famosa e com certa infraestrutura, achei meio tumultuada (e eu fui durante a semana, hein!) com preços desonestos na comida, porções e bebidas — seja nas barracas ou no restaurante local.

Além de não ter banheiros adequados para o veranista. Da próxima vez, eu não saio de João Pessoa. Lá, coloco o pé para fora do meu hotel e também caio numa praia verde-caribe com água de coco a R$ 1. Rá!

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Joao Pessoa Litoral Sul Praias Como chegar Praia do Amor 2

SERVIÇO

Como chegar às praias do Litoral Sul de João Pessoa

Não há transporte público eficiente para percorrer todo estre trecho em um dia só. Os horários são irregulares e a maioria dos ônibus não entra nas praias mais bonitas, justamente as que têm difícil acesso.

Caso queira dormir em algumas dessas praias pegue um ônibus até o município de Conde (menos Barra do Gramame que está do ladinho de João Pessoa) e de lá um moto-táxi até sua parada final.

Você pode alugar um carro e seguir pela rodovia PB 008 acompanhado as placas. Caso tenha chovido, informe-se antes sobre o acesso com trechos de areia.

Muitas agências na orla de João Pessoa oferecem o tour ao Litoral Sul de van (R$ 60 por pessoa) ou buggy (R$ 180 para até 4 pessoa). Depois de muito regatear fechamos o buggy por R$ 150 (novembro de 2012).

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Procurando hospedagem boa e barata em João Pessoa? Pesquise no Booking.com – onde sempre faço minhas reservas. O sistema não cobra qualquer taxa e tem cancelamento grátis! Sempre que você reservar através deste link o Matraqueando ganha uma pequena comissão. Assim, você ajuda a manter o blogue com informações sempre quentinhas e gratuitas. Desde já agradeço a preferência! 😀

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Fotos: Raul Mattar | Todos os direitos reservados.

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sábado, 26 de janeiro de 2013

Tambaú: a mais famosa praia urbana de João Pessoa

Praia de Tambau - Joao Pessoa Pontos Turisticos Paraiba 3

É mais do que uma praia com areia branca, fininha e águas azuladas. Tambaú está no centrinho turístico da capital paraibana. Um enorme e revitalizado calçadão abriga quiosques (com água de coco a R$ 1,00 — UM REAL!) e espaços para a prática de esportes. Embora o pessoense prefira a praia do Bessa, a turistada (ou seja, eu) se refestela  em Tambaú.

Praia de Tambau - Joao Pessoa Pontos Turisticos Paraiba 2

Praia de Tambau - Joao Pessoa Pontos Turisticos Paraiba 4

Ainda que Bessa, Manaíra e Cabo Branco sejam praias urbanas com menos agito e muito boas para banho, a de Tambaú tem mais infraestrutura, apesar de sentir falta de um supermercado grande nesta região. O mais próximo dali é o Pão de Açúcar que está a quase 15 quadras da orla em direção ao centro da cidade. Por outro lado, há lojas de conveniências onde você poderá comprar água, papinha para bebê, alguma coisa para comer, mas… com preços de lojas de conveniência.

Praia de Tambau - Joao Pessoa Pontos Turisticos Paraiba 1

Matraqueando Instagram

De Tambaú saem os barcos para o passeio até Picãozinho, piscinas naturais que se formam a 2 quilômetros da costa.

Praia de Tambau - Joao Pessoa Pontos Turisticos Paraiba Mercado de Artesanato

Numa quadra paralela à orla está o Mercado de Artesanato Paraibano (MAP). São dezenas de lojas com produtos regionais como roupas de algodão colorido, chapéu sertanejo, rendas e lembrancinhas de viagem a rodo! Preços excelentes se comparados aos valores praticados em outras capitais nordestinas.

Praia de Tambau - Joao Pessoa Pontos Turisticos Paraiba Mercado de Artesanato 3

Praia de Tambau - Joao Pessoa Pontos Turisticos Paraiba Mercado de Artesanato 4

A única coisa de que não gostei aqui foi um lojista me deu um pito porque não queria que eu tirasse fotos do boxe dele. Tentei argumentar, disse que era para divulgação, mas o cabra tava arretado e me botou para correr dali! Humpf!

Praia de Tambau - Joao Pessoa Pontos Turisticos Paraiba Instagram 2

Fotos do meu Instagram – @matraqueando

Ao lado do MAP está o Mercado Público de Tambaú com as frutas mais cheirosas e doces do mundo, sem qualquer exagero na expressão! Um potão de seriguela (ou acerola) saía por R$ 2! Uma porção gigante de abacaxi-mel já cortadim também por R$ 2. Caju, seis por R$ 5.

Praia de Tambau - Joao Pessoa Pontos Turisticos Paraiba  Instagram 1

Fotos do meu Instagram – @matraqueando

Existe também a Feirinha de Artesanato de Tambaú, um pequeno polo de compras bem na orla com preços bem mais caros do que o MAP. Mas só aqui encontrei a camiseta do Che Guevara paraibano: “O caba tem que ser arrochado, mas sempre com uma peínha de bem querença!” Rá rá rá!

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Fotos: Sílvia Oliveira

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quinta-feira, 24 de janeiro de 2013

Corais, peixinhos coloridos e águas transparentes nas piscinas naturais de Picãozinho, João Pessoa

Picaozinho Joao  Pessoa Piscinas Naturais Passeios  12

Existem dois passeios náuticos em João Pessoa que fazem bastante sucesso entre os turistas: o que leva à ilha de Areia Vermelha (um gigante banco de areia em alto mar que se forma na maré baixa) e o tour de barco até Picãozinho.

Este último são piscinas naturais a dois quilômetros da costa (saindo da Praia de Tambaú) que também surgem na maré baixa, revelando uma enorme concentração de corais.

Picaozinho Joao  Pessoa Piscinas Naturais Passeios  1

Eu optei pelo segundo. A melhor época para fazer tanto um quanto o outro é na lua cheia ou na lua nova. O curioso é que estávamos em plena lua cheia — mas, mesmo assim, a maré marcava 0.5 (que significa 50 centímetros acima do joelho que, no meu caso, batia na goela!)

Eu estava consciente disso (quando fui comprar o passeio o guia nos avisou que não ia dar pé para a criança). Mal sabia ele que quase não deu pé nem para a mãe da criança. Rá!

Picaozinho Joao Pessoa Piscinas Naturais Passeios  16

Picaozinho Joao  Pessoa Piscinas Naturais Passeios  2

Picãozinho… aí vamos nós! Acredite, nunca havia estado antes numa piscina natural na minha vida. Nem quando fui a Maceió tive coragem de subir naquelas jangadas. Não sou fã de praia (ok, podem começar as vaias), muito menos de alto mar. Tenho medo de água.

O trajeto dura 15 minutos e a tripulação avisa que é proibido andar sobre o recife. O certo é que com os poderes da SuperMatraca eu até cheguei a descer do barco e dar três passos dentro da piscina, mas estava muita alta. Fiquei agoniada e voltei correndo para a embarcação.

Picaozinho Joao Pessoa Piscinas Naturais Passeios  4

Picaozinho Joao  Pessoa Piscinas Naturais Passeios  8

Já o Raul e a Mariana que, pela primeira vez me acompanhavam num destino da Expedição Brasil Express, se esbaldaram naquelas águas mornas e clarinhas. O cenário é realmente lindo, com mar azul-esverdeado. Venta gostoso e peixinhos coloridos arrematam os mergulhos.

O barco oferece aquelas boias tipo macarrão. Alguns fotógrafos se posicionam estrategicamente para garantir suas fotos com os peixinhos — por R$ 40.  Achei caro, mas vi fotos de quem comprou e achei a qualidade bacana! Então, fica a seu critério levar ou não esta lembrança para a casa!

Picaozinho Joao  Pessoa Piscinas Naturais Passeios  9

Picaozinho Joao  Pessoa Piscinas Naturais Passeios  7

INFORMAÇÕES PRÁTICAS

Onde comprar o passeio | Há diversas agências e/ou pessoas oferecendo o passeio na orla de Tambaú (principal praia urbana de João Pessoa), de onde saem os Catamarãs para Picãozinho.

Picaozinho Joao Pessoa Piscinas Naturais Passeios  13

Quanto custa | A partir de R$ 25. Negociando, conseguimos por R$ 20/pessoa no Barco Pirata que tem tobogã e trampolim. (Depois do mergulho nas piscinas, os barcos voltam para a costa. Este fica mais um pouco para o pessoal treinar as barrigadas na água!) Crianças até 5 anos não pagam.  (Confirme valores antes de ir!)

Picaozinho Joao  Pessoa Piscinas Naturais Passeios  15

Quando ir | Recomenda-se ir nos períodos de lua cheia ou nova, quando a maré — supostamente — está baixa. Fui no final de novembro de 2012/lua cheia e a maré marcava 0.5, que significa 50 centímetros acima do joelho. Beeem alta pro meu gosto! (Se estiver marcando 0.3, por exemplo, significa 30 centímetros acima do joelho). Consulte antes a Tábua de Marés. Entre os meses de dezembro a março as águas da região ficam mais transparentes.

Picaozinho Joao  Pessoa Piscinas Naturais Passeios  14

Comodidades | Os barcos oferecem banheiro, lanchonete (espetinho por R$ 5, porção de carne de sol com batata frita por R$ 18 e refrigerante por R$ 3) e aluguel de máscara e snorkel por R$ 10.

É proibido | Andar sobre os corais e alimentar os peixes.

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Fotos: Raul Mattar e Sílvia Oliveira

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sexta-feira, 18 de janeiro de 2013

Estação Cabo Branco, projeto de Niemeyer: ciência, cultura e artes em João Pessoa

Estacao Ciencia Oscar Niemeyer Joao Pessoa PB 1

Quem busca as capitais nordestinas, invariavelmente, quer praias. Justo. A fama da região se deve, entre outros atrativos, às suas águas claras e morninhas. Em João Pessoa não é diferente. Algumas das praias mais bonitas do Brasil estão no litoral sul da capital paraibana.

Estacao Ciencia Oscar Niemeyer Joao Pessoa PB 2

Estacao Ciencia Oscar Niemeyer Joao Pessoa PB 3

Mas se puder, reserve uma tarde longe do sol e do mar: vá à Estação Cabo Branco. O complexo foi inaugurado há pouco mais de quatro anos e já se tornou um dos principais pontos de visitação de João Pessoa. Aliás, é praticamente o novo cartão-postal da cidade.

Estacao Ciencia Oscar Niemeyer Joao Pessoa PB 7

São mais de 8 mil metros quadrados  de área construída com a missão de levar tecnologia, arte, cultura e ciência à comunidade. Melhor, é grátis! O espaço tem as tradicionais curvas de concreto, marca do arquiteto Oscar Niemeyer, responsável pelo projeto.

Estacao Ciencia Oscar Niemeyer Joao Pessoa PB 5

Matraqueando Instagram

O conjunto é composto por cinco edifícios. Um deles — destaque — é a torre espelhada construída em forma hexagonal. A torre está apoiada sobre uma parede cilíndrica. A qualquer hora do dia você tem uma linda visão do local. Mas ao entardecer, o sol se reflete nas janelas do prédio principal. É contemplativo.

Estacao Ciencia Oscar Niemeyer Joao Pessoa PB 10

Dentro, estão exposições e salas audiovisuais. Não há visitas guiadas, mas alguns monitores dão explicações, principalmente nos experimentos sobre física e química.

Estacao Ciencia Oscar Niemeyer Joao Pessoa PB 11

Já do terraço panorâmico você tem uma visão em 360º, chegando a ver o Farol de Cabo Branco e a Ponta do Seixas, extremo oriental do continente. (Aliás, daqui da estação você pode ir a pé ao Farol do Cabo Branco, o monumento que marca simbolicamente onde o sol nasce primeiro nas Américas!)

Estacao Ciencia Oscar Niemeyer Joao Pessoa PB 6

Do lado de fora, esculturas do escultor pernambucano Abelardo da Hora enfeitam o gramado. A Estação conta, ainda, com lanchonete e lojinha de souvenires. O passeio leva umas duas horas e, de lambuja, agrada em cheio as crianças.

Estacao Ciencia Oscar Niemeyer Joao Pessoa PB 8

SERVIÇO

Estação Cabo Branco | Ciência, Cultura e Artes

Localização: Av. João Cirillo da Silva, s/nº | Altiplano Cabo Branco
Tel. (83) 3214.8303 | (83) 3214.8270
Visitação: terça a sexta-feira, das 9h às 21h. Sábados e domingos, das 10h às 21h.
Entrada: grátis
Como chegar: pegue o ônibus 507 que passa pela rodoviária, praia de Tambaú e Cabo Branco. (A Estação está a uns dois quilômetros do Hotel Ibis, que fica na praia de Cabo Branco)

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Fotos: Raul Mattar 

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segunda-feira, 14 de janeiro de 2013

Lençóis Maranhenses: onde comer

Lençois Maranhenses onde comer 03

Tirando o camarão da Luzia (lá venho eu novamente, pareço um disco arranhado… camarão da Luzia, camarão da Luzia…) todos os lugares onde comi por aqui eram apenas médios. Bons, mas nada surpreendentes. (Sem falar no restaurante de Caburé que foi um desastre).

Onde comer em Barreirinhas

Na avenida beira-rio estão concentrados os principais restaurantes da cidade. Conheci o A Canoa (Av. Beira-Rio, 300. Tel. (98) 3349-1724), lugarzinho bem-apessoado e com música ambiente. Provei o bolinho de caranguejo com geleia de pimenta e um escondidinho de siri.  A conta final ficou em R$ 27, incluindo um suco de cajá! O lugar tem uma vista bonita para o rio e o cardápio inclui carnes, aves, peixes e pizzas. Preços honestos.

Lençois Maranhenses onde comer 05

Lençois Maranhenses onde comer 08

Na Lanchonete do Gaúcho (Av. Brasília, s/nº – Centro. Tel. (98)  8814-6918) você tem ambiente simplérrimo com refeições fartas a preços módicos. Um almoço com bife de carne de sol, arroz, mandioca, farofa, salada e vinagrete sai por R$ 19. Serve duas pessoas. A carne veio meio salgada, mas voltei lá mais duas vezes só para comer mais uma porção de macaxeira, perfeita, levemente crocante e suculenta por dentro! A lanchonete tem cardápio variado e oferece, ainda, Moqueca de Peixe (R$ 36,50) e porção de camarão (R$ 21,50).

Lençois Maranhenses onde comer 02

Lençois Maranhenses onde comer 06

Do outro lado do rio Preguiças, lá pelas cinco e meia da tarde, algumas senhoras que vendem artesanato começam a oferecer tapioca à espera dos turistas que estão voltando dos passeios. O menu se resume a tapioca de queijo com coco ou de queijo com leite condensado. R$ 2 cada. Não vai ser a tapioca da sua vida, mas é aquele tipo de tira-gosto que se não mata, engorda! :mrgreen:

Lençois Maranhenses onde comer 07

Em Barreirinhas havia dois supermercados – ambos muito ruins. (Ou eu tô ficando velha ou eu tô ficando muito chata ou a infraestrutura do lugar deixava a desejar mesmo!) Sem variedade alguma e caros demais para o meu bolso muquirana. Aliás, para não ser injusta, o preço da garrafa de água mineral era bem amigável, nada exorbitante: 1 litro por R$ 2,50.

Onde comer em Atins

No Restaurante da Luzia, ara! Já contei aqui!

Onde comer em Caburé

Várias pessoas haviam me falado do robalo grelhado do restaurante Península do Caburé (Praia de Caburé – Tel. (98) 8882-7363). Mas quando fui até lá o dito cujo estava fechado e eu comi na Pousada do Paulo (que fica quase em frente onde os barcos chegam, algumas pessoas chamam de Barraca do Paulão). Foi a pior refeição da viagem, o camarão tinha até um cheiro meio esquisito. Não recomendo.

Lencois Maranhenses quando ir como chegar 19

Onde comer em Santo Amaro

Famoso por estas bandas dos Lençóis Maranhenses é o camarão-da-malásia, um crustáceo gigante que chega à mesa com arroz de cuxá e farofa. Não provei desta vez, mas quando você vier para cá experimente o seu na Pousada Cajueiro ou na Pousada Água Doce e venha aqui me contar! 😉

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Lençóis Maranhenses: quando ir e como chegar

Lençóis Maranhenses: o que fazer em 3, 5 e 7 dias

Os Lençóis Maranhenses combinam com:

São Luís

Alcântara

Raposa

Fotos: Sílvia Oliveira

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domingo, 13 de janeiro de 2013

Lençóis Maranhenses: o que fazer em 3, 5 ou 7 dias

Lencois Maranhenses quando ir como chegar melhor epoca 3

Não é sempre que você pode conhecer um grande deserto banhado pelo mar no período da seca ou uma das paisagens mais insólitas com extensas formações de dunas e lagoas de água doce após as chuvas. É uma formação geológica rara e única no Brasil, como se fosse uma obra de arte itinerante que muda todo o ano ao bel-prazer dos ventos.

Lencois Maranhenses quando ir como chegar melhor epoca Dunas

Mas ao chegar a São Luís o que mais vi foram agências de turismo oferecendo passeios de dois dias (fim de semana) e até bate e volta (indo e retornando no mesmo dia, imagina!) aos Lençóis Maranhenses.

Lencois Maranhenses quando ir como chegar 14

Matraqueando Instagram

No meu entendimento para fazer o básico que a região oferece você deve reservar, pelo menos, três dias inteiros por aqui. Primeiro porque não é uma viagem exatamente econômica, daquelas que a gente pode fazer todo ano e a qualquer hora. Portanto, já que foi até lá, aproveite!

Os passeios mais conhecidos se concentram em Barreirinhas, porta de entrada para os lençóis com mais infraestrutura (tem agência bancária, pousadas, restaurantes, farmácias, mercados e lan house). A sede do parque nacional está a dois quilômetros da cidade. O parque não cobra entrada e a taxa de turismo está incluída no valor dos passeios.

(Procurando hospedagem em Barreirinhas? Veja aqui mais de 20 opções de hotéis e pousadas no Booking.com – onde sempre faço minhas reservas.) O sistema não cobra taxa de reserva e tem cancelamento grátis.) 😀

Lencois Maranhenses quando ir como chegar 7

Importante: os lençóis — dunas e lagoas — mudam de lugar pela ação do vento. Não há sinalização e os passeios devem ser feitos, sempre, com guias autorizados. A melhor maneira de “enxergar” os lençóis como um todo seria com o voo monomotor, proibido atualmente porque o aeroporto está fechado por falta de homologação. Mesmo assim, muitas agências oferecem o passeio e você faz por sua conta e risco (R$ 250 por pessoa). Uma vez que não existe fiscalização fica difícil saber se o brevê do piloto e as condições da aeronave estão em dia.

+ Clique e veja quando ir e como chegar aos Lençóis Maranhenses

Lencois Maranhenses quando ir como chegar 8

O que fazer nos Lençóis Maranhenses em 3 dias

A partir de Barreirinhas você terá acesso às Lagoas Azul e Bonita — as mais famosas e frequentadas da região. O jipe pega o turista no hotel e, após atravessar o Rio Preguiça de balsa (5 minutinhos), segue em estrada de areia (passa até por riozinhos) e para num determinado ponto, onde o passeio continua a pé pelas dunas.

Lencois Maranhenses quando ir como chegar melhor epoca passeios 01

A caminhada mais curta leva à lagoa Azul e a mais longa, à Lagoa Bonita. Tem que ter um certo preparo físico para subir as dunas. O sol é escaldante e não há uma sombrazinha sequer para contar história. A recomendação é conhecer uma lagoa por dia para não ficar muito cansativo. Prefira fazer o passeio à tarde para presenciar o pôr do sol entre dunas e lagoas.

+ Dicas de hospedagem boa e barata nos Lençóis Maranhenses

Lencois Maranhenses quando ir como chegar 9

Lencois Maranhenses quando ir como chegar 21

Invista no passeio pelo Rio Preguiças (sai cedo e volta no meio da tarde) para conhecer de uma tacada só o município de Vassouras, onde ficam os Pequenos Lençóis (dunas e lagoas menores, mas quando fui estavam sequinhas da silva) e a Tenda dos Macacos, um bar cheios dessas figurinhas fofas que adoram roubar a comida dos turistas.

Lencois Maranhenses quando ir como chegar 11

Pequenos Lençóis: completamente secos na estiagem do ano passado.

Para quem já fez o passeio até a Foz do Rio São Francisco em Alagoas e o Encontro da Águas em Manaus — como eu — o percurso de voadeira pelo rio em si não é nada, assim, óóóóhhh!!! Mas se você nunca fez um passeio semelhante vai gostar de conhecer os mangues e igarapés.

Lencois Maranhenses quando ir como chegar 12

Lencois Maranhenses quando ir como chegar 13

Uma das paradas é no povoado de Mandacaru para visitar o Farol Preguiças. São 160 degraus lá prarriba, 35 metros de altura. Do alto você avista o encontro do rio com o mar. Entrada grátis.

+ Alugue seu carro com segurança e percorra o Maranhão com mais economia!

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Caburé: uma das paradas do passeio pelo Rio Preguiça.

Daqui o barco segue para Caburé, um vilarejo com nada no meio de lugar algum — mas que é sonho de consumo dos aficionados do gênero sol-praia-camarão-e-nada-MAS-NADA-MESMO-para-fazer!

Para ir e voltar no mesmo dia, para mim, perfeito! Almocei aqui no restaurante da Pousada do Paulo (o único aberto durante a minha visita) e comi a pior refeição da viagem ao Maranhão. A comida parecia ter sido descongelada à paulada.

Camarão da Luzia: o melhor do mundo segundo o Matraca Guinness.

Neste mesmo passeio você pode combinar com o barqueiro para ir a Atins comer o camarão da Luzia. (No meu caso eu fiz o passeio pelo Rio Preguiça num dia e no outro fui a Atins provar o melhor camarão do mundo.)

Preço médio dos passeios:

Lagoa Azul: R$ 50 por pessoa

Lagoa Bonita: R$ 65 por pessoa

Rio Preguiça: R$ 60 por pessoa

+ Clique e veja como chegar ao Restaurante da Luzia, em Atins

Lencois Maranhenses quando ir como chegar 10

O que fazer nos Lençóis Maranhenses em 5 dias

Com alguns dias a mais você pode dormir em Atins, vilarejo mais sossegado e com menos infraestrutura do que Barreirinhas. Está na entrada leste do parque. Aqui as pousadas não têm agua quente, não aceitam cartão e a cobertura do celular é quase zero.

(Procurando hospedagem em Atins com ótimo custo/benefício? Tente a Eco Pousada Filhos do Vento. )

Por outro lado, além de chegar ao restaurante da Luzia sem hora para sair, você poderá conhecer as Lagoas Verde (no meio das dunas) e do Mário (rodeada por vegetação), ambas lindíssimas e pouco frequentada por turistas. Como as trilhas que levam a ambas são diferentes — e são 40 minutos de caminhada, só ida — é melhor fazer uma de manhã e outra à tarde, por exemplo.

Lencois Maranhenses quando ir como chegar melhor epoca 2

Caminhadas nas dunas levam às lagoas.

Outro passeio que você pode incluir na sua estadia de cinco dias é o Passeio de Boia pelo Rio Formiga. (Não, não fiz. Vá lá e depois me conte!)  A travessia dura uma hora e é recomendado besuntar-se de protetor solar — à prova d’água —, pois quase não há sombra durante o trajeto.

Preço médio dos passeios:

Ida a Atins: R$ 12 (barco de linha), R$ 350/400 para quatro pessoas (lancha) e R$ 60 de Toyota.

Passeio de Boia: R$ 50 a 70 por pessoa

Lencois Maranhenses quando ir como chegar 5

O que fazer nos Lençóis Maranhenses em 7 dias

Uma semana seria o mínimo para conhecer tanto Barreirinhas quanto a parte leste (Atins) e oeste (Santo Amaro) dos Lençóis Maranhenses. Geralmente quem tem sete dias aposta nas lagoas menos conhecidas e visitadas como Gaivota e Betânia, em Santo Amaro.

O local, cenário para gravação de filmes e novelas, é considerado por muitos os lençóis mais perfeitos do Maranhão! A cidade tem difícil acesso e ainda menos infraestrutura do que Atins.

+ Leitor do Matraqueando tem 15% de desconto no seguro de viagem. Pegue seu cupom aqui!

Lencois Maranhenses quando ir como chegar 20

Preço médio dos passeios:

Lagoa Gaivota: R$ 20 por pessoa

Lagoa Betânia: R$ 30 por pessoa

+ Clique e veja como chegar a Santo Amaro

Lencois Maranhenses quando ir como chegar melhor epoca Dunas e lagoas 9

Agências em Barreirinhas que levam aos Lençóis Maranhenses (existem algumas dezenas delas por lá, fique com estas apenas para fazer uma cotação):

São Paulo Ecoturismo (Eu comprei meus passeios, feitos por esta agência, diretamente na pousada.)

Tropical Adventure

Rotas das Trilhas

EcoDunas

Lencois Maranhenses quando ir como chegar melhor epoca Dunas e lagoas 5

Veja também:

São Luís

Alacântara

Raposa

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Minha viagem ao Maranhão faz parte da Expedição Brasil Express II, projeto do Matraqueando que leva recortes do nosso país até você!

Texto e fotos: Sílvia Oliveira | Todos os direitos reservados. ©

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quinta-feira, 10 de janeiro de 2013

Pousada do Rio: hospedagem em Barreirinhas, porta de entrada para os Lençóis Maranhenses

Hospedagem Lencois Maranhenses Barreirinhas Pousada do Rio Geral

Ao pesquisar hospedagem em Barreirinhas o que me chamou atenção é que a maioria das pousadas econômicas não tinha wi-fi. Acabei escolhendo a Pousada do Rio, que nem era tão barata assim, mas havia lido relatos de que a internet funcionava bem. Tsc tsc, no meu caso não funcionou, nem ficando ao lado do roteador na recepção.

No período da minha viagem eu tinha vários compromissos profissionais como entrega de textos, traduções, reunião via skype, etc. Não tendo internet conforme esperava, tive que ir todos os dias à lan house no centro da cidadezinha, a 15 minutos de caminhada da pousada. O que me custou tempo e dinheiro extra. Significa…

Reserva: pelo Booking.com. O sistema não cobra taxa de reserva e tem cancelamento grátis. Tentei mandar e-mail pelo site para tirar algumas informações, mas nunca responderam. Liguei e confirmei que, sim, havia internet wi-fi… aquela que nunca funcionou.

Hospedagem Lencois Maranhenses Barreirinhas Pousada do Rio Quarto

O quarto: rústico-simples, muito limpo e bem conservado. Tinha uma varanda deliciosa com rede. Tem frigobar desabastecido, televisão, ar condicionado e banheiro bom. Eu viajei sozinha, mas fiquei com o quarto de casal porque era a única opção na data escolhida por mim.

Localização: está fora do centrinho de Barreirinhas, a 15 minutos caminhando da muvuca noturna. Um dia, voltando à noite fiquei com medo, é tudo muito escuro e silencioso nos arredores da pousada. Mas todo mundo garante que a cidade é segura.

Check-in: tranquilo e rápido.

Hospedagem Lencois Maranhenses Barreirinhas Pousada do Rio Detalhes

Check-out: o pagamento é feito na saída, juntamente com os gastos extras (eles têm restaurante e oferecem passeios). Aceita cartões.

Atendimento: embora educado, não houve esforço algum para resolver a questão da internet.

Vantagem: por ficar fora do centro, o silêncio à noite é total. Dormi muito bem aqui. A pousada tem uma infraestrutura bacana, com um gostoso jardim ao fundo que fica realmente à beira do rio.  No dia em que fui embora fiz o check-out de manhã e saí para um passeio. Eles guardam as malas e na volta, à tarde, você tem um vestiário na parte externa para que possa tomar banho e pegar sua van/ônibus de volta para São Luís ou outro destino. Café da manhã bom.

Hospedagem Lencois Maranhenses Barreirinhas Pousada do Rio Sacada

 Desvantagem: a mesma localização afastada que me agradou pode ser uma desvantagem para você. Como está a quase um quilômetro do centrinho, às vezes, você será obrigado a jantar na pousada, caso não queira ir caminhando até a muvuquinha (os passeios pelas dunas são cansativos e todo mundo está morto à noite). E os preços do restaurante da pousada são proibitivos para uma mão-de-vaca como eu. O wi-fi não funciona.

Preço: a partir de R$ 128 diária (baixa temporada) e R$ 162 (alta temporada) para casal com café da manhã.

SERVIÇO

Pousada do Rio

Localização: Rua Cazuza Ramos, 700 | Barreirinhas (MA)

Telefone: (98) 3349.1255

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O camarão da Luzia, em Canto de Atins | Maranhão

Fotos: Sílvia Oliveira

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Minha viagem ao Maranhão faz parte da Expedição Brasil Express II – projeto do Matraqueando que leva recortes do nosso país até você.

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terça-feira, 08 de janeiro de 2013

Lençóis Maranhenses: quando ir e como chegar

Lencois Maranhenses quando ir como chegar melhor epoca Dunas e lagoas com turista

Os Lençóis Maranhenses são uma espécie de deserto africano. Só que do avesso. É uma formação geológica rara. No período de chuvas, lagoas de água doce repousam sobre uma gigantesca faixa de dunas, formando uma paisagem transgressora — absolutamente inconcebível em qualquer outro destino do mundo.

É o tipo de lugar onde a foto não mente. O que você vê nos panfletos publicitários é o que vai encontrar por lá — caso possa viajar na melhor época para visitar o parque. Prepare-se para uma mistura manjada de sol, água e areia — mas que em nada vai lembrar a mais paradisíaca das praias.

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Lencois Maranhenses quando ir como chegar melhor epoca Dunas e lagoas 1

COMO CHEGAR

Por Barreirinhas

Barreirinhas é a principal porta de entrada dos Lençóis Maranhenses.  É daqui que você parte para fazer o passeio pelo Rio Preguiça e conhecer as lagoas Azul e Bonita, as mais famosas do parque. A cidade, pequena e com infraestrutura que ainda deixa a desejar, tem hotéis, pousadas, farmácias, mercados (péssimos!) e uma meia dúzia de restaurantes. Fica a 260 quilômetros de São Luís.

– Ônibus | A empresa Cisne Branco opera o trajeto com quatro saídas diárias — 6h, 8h45, 14h e 19h30 — de São Luís do Maranhão para Barreirinhas. O trajeto dura 4,5 horas e custa R$ 28.

– Van | Diversas agências de turismo oferecem o traslado até os Lençóis Maranhenses em vans ou micro-ônibus. Por toda a capital há plaquinhas e folhetos oferecendo o serviço. Eu fui com a In Novar Tur. Saídas às 5h e às 7h. R$ 50 por pessoa, só ida. (Há traslados mais baratos, mas essa agência ficava em frente ao meu hotel o que facilitou para mim, digamos.)

– Carro | Se você estiver motorizado pegue a BR 135 até o município de Bacabeira. Daqui siga pela rodovia MA 402 até Morros. Em seguida, pegue a BR 402 (conhecida como Translitorânea) até Barreirinhas. O trecho é sinalizado, mas segundo o motorista da minha van, muitas placas estão destruídas.

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Por Atins

Este vilarejo fica na entrada leste do parque. É bem mais calmo e “rústico” do que Barreirinhas. (Por “rústico” leia-se pousadas sem água quente, energia elétrica e que não aceitam cartão de crédito/débito). Pelo meu perfil, eu não poderia ficar hospedada aqui jamé. Mas foi no Canto de Atins (onde fiz um bate e volta) que comi o melhor camarão da minha vida. E isso não é força de expressão.

– Barcos de linha | De Barreirinhas você pode chegar a Atins com barcos de linha que saem do cais da Avenida Beira-Rio. O trajeto demora 4 horas e custa R$ 12 por pessoa. A saída é por volta das 10h. Confirme o horário no dia anterior.

– Lancha | Se você quiser chegar mais rápido pode alugar uma lancha. Várias agências de Barreirinhas oferecem esta opção. Custa, em média, R$ 350/400 para 4 pessoas e a viagem dura 1h30.

– Toyota | Foi a minha escolha. Um veículo 4 x 4, do tipo jardineira, faz o percurso em 2 horas. A vantagem aqui é para quem quiser ir a Atins exclusivamente para conhecer o restaurante da Luzia (o do melhor camarão do mundo). Se você for de barco, ao chegar a Atins terá que pegar uma Toyota para ir até o restaurante. Indo direto com a Toyota eu desci na porta da Luzia. R$ 60 por pessoa.

Lencois Maranhenses quando ir como chegar melhor epoca Toyottas

Por Santo Amaro do Maranhão

É considerado por muitos os lençóis mais perfeitos, talvez justamente por ser um dos menos desbravados pelos turistas. Neste pedaço do parque foi gravado o filme Casa de Areia, com Fernanda Montenegro. Mas com a falta de chuva do ano passado, as principais lagoas estavam secas. É difícil chegar até lá. O acesso à cidade é por estrada de areia.

Você sai de Barreirinhas (ou de São Luís) e chega ao povoado de Sangue e daqui deve seguir em veículo 4 x 4 até Santo Amaro. Repetindo: carros de passeio, vans e ônibus não passam daqui (Sangue) e devem ser trocado por veículos 4 x 4 para fazer o trecho final.

– Ônibus | A viação Cisne Branco tem saídas de São Luís (6h, 8h45, 14h e 19h30 – 3,5 hora de viagem, por R$ 20 ) e Barreirinhas (6h, 9h, 14h e 18h30 – 1 hora de viagem, por R$ 5) até o vilarejo de Sangue. ATENÇÃO: ao chegar a Sangue você tem mais 36 quilômetros de areia que só podem ser feitos com veículos de tração nas 4 rodas. Contrate este trecho à parte (peça indicação nas pousadas e agências) e combine muito bem para não ficar perdido e sozinho no meio do nada. Ou seja, na hora em que você descer do ônibus ou van, a toyota contratada tem que já estar esperando por você. De Sangue a Santo Amaro são mais 2 horas por estrada de areia. Sim, 36 quilômetros em 2 horas. (o.O)

– Toyota | Várias agências levam de Barreirinhas direto a Santo Amaro (110 quilômetros, 3 horas de viagem). Embora fique mais caro do que o ônibus (R$ 100 a R$ 120 por pessoa) é bem mais garantido, porque não tem que fazer a troca de carro (e de empresa) em Sangue.

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Lencois Maranhenses quando ir como chegar melhor epoca Palmeiras

QUANDO IR

Poizé, até o ano passado a gente poderia dizer que a melhor época para visitar os Lençóis Maranhenses seria de maio a agosto — período em que as chuvas cessaram e as lagoas estão cheias. Mas em 2012… simplesmente não choveu na região.

Foi uma das maiores secas dos últimos 90 anos e as principais lagoas eram só areia. Portanto, fique atento ao noticiário para saber como foi o período de chuvas no Maranhão. Encontrei muita gente por lá que não sabia da situação e estava frustradíssima com a viagem (havia somente uma ou duas lagoas com água). Eu mesma só decidi dar uma passadinha pelos lençóis para entender o modus-operandi da região, porque sabia o que (não) ia encontrar!

Então anote aí: os melhores meses para conhecer os Lençóis Maranhenses vão de maio a agosto, podendo chegar a setembro. Mas mesmo neste período, caso não tenha chovido entre novembro e abril, a região pode estar seca. Consulte antes de ir.

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Os Lençóis Maranhenses combinam com:

São Luís

Alcântara

Raposa

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Minha viagem ao Maranhão faz parte da Expedição Brasil Express II – projeto do Matraqueando que leva recortes do nosso país até você.

Texto e fotos: Sílvia Oliveira | Todos os direitos reservados.

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domingo, 09 de dezembro de 2012

Centro histórico de João Pessoa: modo de usar

Não tive a pretensão de esquadrinhar o centro histórico de João Pessoa como fiz em São Luís do Maranhão. O principal acervo arquitetônico da Paraíba até merecia uma visita detalhada, mas era uma questão de prioridade e tempo da nossa expedição que, aqui, estava focada  nas praias e arredores da cidade.

Como viajei com  marido e filha, a gente acabou se dividindo nesse dia. Enquanto fui subir ladeira sob um sol e calor escaldantes (o que teria sido desumano para uma criança de 4 anos),  o Raul aproveitou a praia de Cabo Branco com a Mariana. Rá!

Casario da Praça Antenor Navarro

Para conhecer onde João Pessoa — a 3ª capital mais antiga do país — praticamente nasceu peguei um ônibus em Tambaú (principal praia da cidade) e depois de 45 minutos desci perto da Praça Antenor Navarro (na Cidade Baixa). Ali, um delicado quadrilátero — cheio de casarões coloridinhos e bem conservados — já teria sido suficiente para me deixar deslumbrada.

Igreja de São Frei Pedro Gonçalves

Em 2007 o Centro Histórico de João Pessoa foi tombado pelo IPHAN como Patrimônio Histórico e Artístico Nacional. O mais interessante é que as construções revelam não só o barroco colonial (comum em muitas de nossas cidades antigas), mas, também, detalhes de Rococó, Art-nouveau e Art-déco — destaques arquitetônicos destas casinhas fofas das décadas de 20 e 30.

O adro da Igreja de São Frei Pedro Gonçalves, de 1843, (com pintura novinha em folha) — bem ao lado da Praça Antenor Navarro — também foi revitalizado e abriga lojinhas, restaurantes e ateliês. No local, a pompa histórica fica por conta do Hotel Globo (de 1929), um dos primeiros hotéis de luxo da cidade, onde só se hospedava peixe graúdo da política e sociedade nacional.

Antigo Hotel Globo: local privilegiado para assistir ao pôr do sol.

Muita gente me recomendou assistir ao pôr do sol no antigo hotel (que hoje é centro de informações turísticas e museu) com o Rio Sanhauá ao fundo.

Mas ou eu assistia a mais este pôr do sol (já havíamos visto o mais emblemático deles na Praia do Jacaré) ou seguia para o principal e mais importante conjunto de arte barroca do estado: o Centro Cultural São Francisco.

Fiquei com a segunda opção e foi absolutamente deslumbrante descobrir que o entardecer lá na Cidade Alta (onde fica o centro cultural) realçaria ainda mais a fachada da igreja, proporcionando um final de tarde inesquecível. (Mas eu ainda volto para ver o do Hotel Globo, combinado?)

Ladeira de São Francisco, a rua mais antiga da cidade.

Para chegar ao Centro Cultural São Francisco — vindo da Praça Antenor Navarro — é bem fácil (no sentido geográfico da coisa). Você pega a Ladeira de São Francisco, considerada a primeira rua da cidade, e… prepare- se para colocar os bofes para fora. São uns 20 minutos de caminhada morro acima. Há quem prefira, inclusive, começar a visita pelo centro cultural e descer até à praça. Mas eu optei por finalizar meu passeio no monumento apoteótico da cidade.

No meio do caminho, outro atrativo (fechado para visitação) é a Casa da Pólvora. Nessa altura quando você olha para trás tem uma linda vista da cidade baixa, com a Igreja de São Frei Pedro Gonçalves lááá no fundo.

Já o Centro Cultural São Francisco é um dos mais notáveis exemplos do barroco brasileiro. A visita é obrigatoriamente guiada e custa R$ 4. O complexo reúne igreja, convento, capela, casa de oração, claustro e um enorme adro com o emblemático cruzeiro.

Você terá acesso a azulejos do século 16, a móveis de época e — ponto alto —  à Capela da Ordem Terceira de São Francisco com aquela enorme quantidade de ouro no altar, um “pormenor” das igrejas do período colonial.

Aos subir as escadas feitas com mármore de Carrara é possível conhecer dois pequenos museus — um de arte popular e outro de arte sacra — e o antigo coro feito de jacarandá. São muito detalhes, muitas histórias que vão do chão ao teto pintado com curiosa ilusão de ótica.

Minha visita terminou perto das cinco da tarde (horário de fechamento do centro cultural). Mas do lado de fora o presente continua até o sol cair por completo.

Dicas da Matraca

1. O melhor horário para fotografar as casinhas coloridas da Praça Antenor Navarro é cedinho. O sol bate direto nelas (quando cheguei lá, às 14h, já havia sombra). Para garantir as melhores imagens do Centro Cultural São Francisco você tem que ir depois das 16h, quando a luz do entardecer deixa a fachada da igreja muito mais bonita.

2. Eu fui por conta, usando transporte público, e me arrependi de não ter contratado um city-tour, passeio guiado oferecido pela maioria das agências da cidade. O centro histórico é espalhado e fica muito longe das praias (onde estávamos hospedados). Só entre ir e voltar com o transporte coletivo foram quase 2 horas de viagem. Sem contar que, ao chegar lá, fiquei meio perdida nos rococós e datas das construções.

3. Existem muitas outras edificações importantes no centro histórico da capital paraibana — que eu não visitei — mas que podem ser incluídas no seu roteiro como o prédio do Tribunal da Justiça (1865) e o Palácio da Redenção (1586), ambos na Praça João Pessoa; o Theatro Santa Roza (1889), na Praça Pedro Américo e a Igreja Nossa Senhora do Carmo (1592), na Praça Dom Adauto.

Como chegar ao centro Histórico de João Pessoa

Ônibus | Pegue o ônibus 507 e peça para o motorista deixar você o mais próximo da Praça Antenor Navarro. Da Praia de Tambaú até o centro são uns 45 minutos. É longe pra dedéu. Passagem a R$ 2,20.

Excursão | Várias agências da cidade oferecem um city-tour pelo centro histórico. Se eu soubesse que o trajeto de  ida e volta para o centro seria tão demorado e cansativo, teria contratado este tour. Pelo menos iria numa van com ar condicionado e teria alguém para me explicar melhor por onde passei. Cobram, em média, R$ 30 por pessoa. Apesar de parecer infinitamente mais caro do que o transporte público, o custo-benefício aqui vale a pena.

Táxi | A corrida da Praia de Tambaú até o centro histórico de João Pessoa fica em torno de R$ 25. Ou seja, uns R$ 50 — ida e volta. Portanto, mais uma vez, na minha opinião, vale a pena o city-tour.

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Fotos: Sílvia Oliveira

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