Silvia Oliveira

Na categoria Curitiba

sábado, 25 de outubro de 2008

Os minininhos

Ninhos de batata com creme de queijo cremoso e bacon crocante. Você acaba de conhecer os Minininhos: uma porção de nome curioso elaborada pelo chef do Beto Batata. São seis unidades a R$ 11,00.  Fomos lá ontem – Raul, Mariana e eu – e adoramos a entradinha.

A casa é especializada em batata suíça e o ambiente, todo design. Bom atendimento. Eles têm quatro restaurantes em Curitiba. Também servem almoço, oferecem sobremesas saborosas e apresentam carta de vinhos. No mínimo, happy hour garantido.

Fotos: Matraca´s Image Bank

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sábado, 29 de março de 2008

Aos 315 anos, peça museu de presente!

No aniversário da capital do meu paranã celebre a cidade: vá ao MON – Museu Oscar Niemeyer. Um dos melhores do Brasil. Já consagrado em boa parte do mundo. É aquele tipo de visita que começa pelo lado de fora. Em exposição permanente, a estrutura do prédio é a principal obra de arte, quase um monumento. O projeto foi concebido pelo maior arquiteto de todos os tempos. O brasileiro que deu nome à instituição. Tem forma de olho. Mas a construção toda é humana. Mostras interativas. Apresentações lúdicas. Vantagem única: ao contrário dos seus concorrentes pelo planeta afora, o MON cobra simbólicos R$ 4,00 de entrada. Média de US$ 2,00. Estudantes identificados pagam meia. E no primeiro domingo do mês é grátis.
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Foto: Raul Mattar
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SERVIÇO:
Museu Oscar Niemeyer
Horário: de terça a domingo, 10h às 18h.
Local: Rua Marechal Hermes, 999 – Centro Cívico – Curitiba . Paraná . Brasil
Telefone: 41 3350.4400
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quinta-feira, 27 de setembro de 2007

QUIZ Matraqueando: onde fica esta igreja?

A construção original data de 1737.
Foi erguida pelos escravos e para os escravos.
A atual fachada ainda traz azulejos do projeto original.

Está no centro histórico da cidade.

Perguntinhas:

1. Qual o nome da igreja?
2. Em que cidade fica?
3. Foi construída com que propósito?

Foto: Raul Mattar

RESPOSTA DO QUIZ:

And the Oscar goes to… GISELA GARCIA, nossa chefe de reportagem. É a Igreja de Nossa Senhora do Rosário de São Benedito, que fica no Largo da Ordem, em Curitiba. O nome original era Igreja de Nossa Senhora dos Pretos de São Benedito. Com a abolição da escravatura, a igreja – que foi construída para os negros exercerem a fé (já que não podiam freqüentar o mesmo templo dos brancos) – perdeu a razão original de ser. No interior abriga azulejos portugueses, com os Passos da Paixão. Foi a terceira igreja de Curitiba, depois da Matriz e da Igreja da Ordem.

Outros QUIZ:

QUIZ: onde está este castelo?

QUIZ: onde está este teatro?

QUIZ MATRAQUEANDO

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quarta-feira, 19 de setembro de 2007

Os poetas do mercadão

Enquanto isso, na sala de justiça (até quando vocês decidirem onde vou passar minha lua de mel) fico por aqui, indo vez ou outra ao Mercado Municipal de Curitiba: a rota mais apropriada para aplicar a diversidade antropológica de uma viagem.
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Engana-se completamente quem pensa que mercadão é tudo igual. É verdade, invariavelmente, há frutas, legumes e verduras. Especiarias, aos montes. Quase sempre é o melhor lugar para comprar produtos árabes ou japoneses. Aqui, no Egito ou em Porto Alegre.

Até existem mercadões fajutos, jecas, muquifos ou fuleiros. Mas eles, assim como as feiras, deveriam ser o ponto de partida de qualquer excursão. O da capitar do meu Paranã é até bem sofisticado. Grande, bem arrumado e traz aquele colorido comum ao gênero.


Nos 10 primeiros minutos de passeio, um olhar desavisado não vai achar nada diferente. Já uma vista disposta perceberá o mercadão de Curitiba como único. Em vez de ficar só babando nas bancas bem montadas dê uma olhadinha para cima. Lá estão elas. Placas enormes penduradas no teto com poesias de Paulo Lemenski, Helena Kolody, Alice Ruiz – entre outros poetas e escritores paranaenses.

Mas não é só isso!!!, como diriam meus amigos apresentadores do Polishop. Só aqui e somente aqui você encontra as mini abobrinhas brasileiras importadas. Repito: mini-abobrinhas-brasileiras-IMPORTADAS! Assim me explicou o feirante – que deve ter estudado marketing na mesma escola do Jaime Lerner. É ou não é único?

Fotos: Raul Mattar
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domingo, 19 de agosto de 2007

Um domingo na Alemanha

Se sábado é dia de feijoada, domingo é dia de comer Eisbein e Marreco Recheado no Bar do Alemão, em Curitiba.

Sorte que sempre existe uma segunda-feira para poder começar o regime.
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Fotos: Matraca´s Image Bank
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sexta-feira, 03 de agosto de 2007

Carne seca da Ucrânia

A Ucrânia é um país do Leste Europeu. Mas aqui em Curitiba, ela fica perto da minha casa, numa praça arborizada, onde acontece toda sexta-feira um festival gastronômico para muquirana nenhum botar defeito.
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É a feirinha noturna da Praça da Ucrânia. Diferentemente da Feira do Largo da Ordem – com foco absoluto no artesanato – essa tem aquela pinta de quitanda: vende frutas, verduras, brotos e raízes da estação.
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Nada exótico, aquilo que a gente come no dia a dia como abacaxi, banana, maçã, pimentão e mandioca.
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Pois é justamente uma delícia feita de aipim a responsável por boa parte do charme do evento semanal: bolinho de mandioca com recheio de carne de sol.

Custa R$ 3,50 na barraca da Dona Cecília. Nesse frio, a boa pedida é comer o bolinho acompanhado com quentão de vinho. Quentão e bolinho de aipim. Isso deveria virar prato típico do Paraná.

Como notívaga de plantão, outra característica que me atrai na feirinha é que ela começa às cinco da tarde e termina tarde da noite. Eu sempre aproveito para levar uns tomatinhos para casa, mas vou lá é pra comer, mesmo!

Tem acarajé, bolinho de bacalhau, batata suíça, pamonha, milho verde, espetinho de carne, empanadas chilenas e até o clássico pastel. Tudo feito na hora, com preços honestos.


De sobremesa, tudo o que engorda estratosfericamente como bombons recheados e bolo de milho com leite condensado. Isso é melhor que festa junina: tem toda semana!
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SERVIÇO:
Dia: toda sexta-feira
Local: Praça da Ucrânia, entre ruas Padre Anchieta e Padre Agostinho – Bigorrilho.
Horário: das 17h00 às 22h00 Cidade: Curitiba – PR

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Fotos: Raul Mattar

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quinta-feira, 29 de março de 2007

CURITIBA: mais de 300 anos de transformação

Nem sempre foi assim. A ecológica Curitiba, que você tanto ouve falar como sendo o melhor lugar do Brasil para viver (quiçá do mundo!), passou por uma severa plástica. Mexeu em tudo. Foi uma espécie de Extreme Makeover das cidades. Aqui pedreira virou palco para artistas, depósito de pólvora transformou-se em teatro e fundo de vale, em parque. Não há dúvida de que as urucubacas arquitetônicas de Curitiba foram um tiro certeiro no quesito abre-alas-lerniano.
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Pouco assediada por turistas brasileiros e estrangeiros até os anos 70, a cidade foi – mais do que depressa – para a mesa de cirurgia. Sem as cataratas da conterrânea Foz do Iguaçu, apelou para uma enorme cachoeira (de mentira) no Parque Tanguá – construído em uma antiga área degradada. Hoje, é um charme a foto que a gente pode levar de lá.
Já concorrer com a vizinha Serra do Mar, um dos últimos remanescentes da mata atlântica, seria perda de tempo e de dinheiro. Afinal, botar uma serra no meio da cidade não seria nada fácil (e estético). Os técnicos em planejamento, entre eles o então Diretor do IPPUC, o arquiteto Jaime Lerner – que depois veio a ser governador do estado um par de vez – começaram a aproveitar todo e qualquer cantinho verde da cidade para criar parques.
E conseguiram. São lindos e aos montes: a maior concentração de parques por metro quadrado do planeta deve estar na capital paranaense. Mais uma vez o bisturi funcionou. O município carrega, orgulhosamente, a marca de 55 m2 de área verde por habitante.

Além disso, Curitiba acha chique ser primeira em quase tudo: a primeira Universidade Federal do país nasceu na cidade. A primeira rua brasileira projetada em espaço fechado (hoje um pouco decadente) – a Rua 24 Horas – está bem no centro da capital. Tem o único museu do mundo em forma de olho. Assinado por Oscar Niemeyer.

O pioneiro ônibus Ligeirinho, uma espécie de metrô sobre rodas, transformou a vida de quem depende do transporte coletivo. Ainda não é perfeito, eu sei. Existe superlotação em horários de pico e em alguma rotas ele é o Demoradinho. Mas o sistema é tão inovador, que cidades como Los Angeles já estão adotando o mesmo modelo.

À primeira vista, essa delineada capital pode incomodar o turista que não gosta de silicone, que busca freneticamente lugares cheios de belezas naturais ou que prefere um ambiente menos artificial. Mas Curitiba deu certo. Nem do frio posso reclamar mais. Porque a cidade está cada ano mais quente.
Além do que, tem um bem maior, envolvente, diversificado, com um monte de história para contar: Tem gente! Gente de todos os cantos, de todos os tipos. Imigrantes dedicaram-se à agricultura e trouxeram a mão de obra qualificada para as indústrias. Tanto trabalho, um título: o povo com uma renda per capita 40% maior do que a média nacional. (P.S. Ninguém me entrevistou para esta pesquisa).

A fase das loiras topetudas, aquelas oxigenadas que faziam um gigante topete cheio de laquê, já passou. Há alguns resquícios, é verdade. Mas gente exagerada e excêntrica tem em qualquer lugar do mundo e aqui não é diferente. (Não existem tribos emo, grunge, punk ou gótica? Então, em Curitiba tem a tribo autóctona das loiras topetudas). Já do povo que estava aqui quando tudo começou, quase nada sobrou. Dos índios, só ficou o nome da cidade, que veio do tupi guarani: coré (pinhão) etuba (muito). Os pinheirais sem fim, que cobriam toda a cidade, são o símbolo da capital do Paraná. Até os cruzamentos e faixas de segurança são pintados em forma de pinhão.

No domingo, a disputadíssima feira do Largo da Ordem, no centro histórico da cidade, vai fazer você voltar para casa cheio de cacarecos, artesanatos mil, livros usados, antiguidades e, principalmente, com a certeza de que Curitiba é – na verdade – o melhor botox que já existiu!

29 de março: aniversário de Curitiba. Parabéns, eu amo você.

Fotos: Raul Mattar

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MATRAQUEANDO - Viagens e Comidinhas | Por Sílvia Oliveira | Jornalista | Curitiba, BR

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