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Como ir do aeroporto de Lisboa ao centro

O Aeroporto Internacional da Portela – ou simplesmente Aeroporto de Lisboa – é o mais movimentado de Portugal. São cerca de 25 milhões de passageiros por ano. O aeroporto está a 7 quilômetros do centro. Veja como chegar:

Metrô – O metrô de Lisboa não chega ao aeroporto. Mas você nem vai sentir falta de tão pertinho que ele está do centro.

Ônibus – Primeiramente, saiba que ônibus é chamado de “autocarro” em Portugal. O AeroBus (nº 91) conecta o aeroporto ao centro, das 7h às 23h. Saídas a cada 20 minutos. O bilhete, que custa € 3,50 e pode ser comprado a bordo, é válido durante o dia em qualquer transporte da Carris. Mas você não precisa esperar pelo AeroBus. Na frente do terminal de desembarque, tem um ponto onde passa o autocarro nº 44 que leva ao centro. Passagem a € 1,50. O ônibus noturno nº 208 (veja os horários aqui) faz a linha Estação do Oriente – Aeroporto – Cais do Sodré. Passagem a € 1,50.

Shuttle – O AeroShuttle, o micro-ônibus oficial da Carris, faz a ligação entre o aeroporto e as estações de trem Gare do Oriente e o terminal rodoviário Sete Rios. Saídas a cada 30 minutos. O bilhete pode ser comprado a bordo e custa € 3,50. Também é válido por 24h no transporte público Carris – o que não inclui o metrô.

Táxi – Com a proximidade do aeroporto do centro de Lisboa a corrida não deve custar mais do que € 10/12. Se preferir, é possível adquirir um Táxi-Voucher já no aeroporto. Com o passe, o preço da corrida é pré estabelecido. Assim, não há surpresas na hora de pagar a tarifa.

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As sete maravilhas de Portugal


Palácio da Pena: um delírio excêntrico no topo da serra de Sintra.

Num concurso oficial promovido pelo governo, Portugal elegeu as sete maravilhas do país. A princípio foram selecionados 793 monumentos nacionais classificados pelo IPPAR – Instituto Português do Patrimônio Arquitetônico. Depois, personalidades e peritos de diversas áreas artísticas classificaram 21 construções de relevância. Durante seis meses os portugueses votaram via internet, telefone, sms e elegeram os seus (deles!) sete monumentos preferidos. Aproveite, a maioria está em Lisboa e/ou arredores!

Castelo de Guimarães | Está na cidade de mesmo nome, na região do Minho, a 53 km do Porto. O município é considerado o berço de Portugal e foi neste castelo que nasceu – em 1110 – o primeiro rei do país, Dom Afonso Henriques. Aproveite e conheça a Capela de São Miguel, na área do castelo, onde o rei teria sido batizado. Guimarães é Patrimônio Cultural da Humanidade pela Unesco.
Local: Rua Conde Dom Henrique, Paço dos Duques.
Horário: De terça a domingo, das 9h30 às 12h30 e 14h às 17h30.
Entrada: € 1,50 para subir na torre.

Castelo de Óbidos | A construção, do tempo dos romanos, hoje é uma pousada de luxo. Para quem quiser ter uma experiência diferenciada em termos de hospedagem passe uma noite aqui. Óbidos, a 100 km de Lisboa, é uma daquelas cidadezinhas perfeitas: casinhas brancas, com flores na janelas, ruas de pedras e tortuosas, onde carros não circulam.
Local: Paço Real
Diárias: a partir de € 160.

Mosteiro de Santa Maria | Abriga, além da maior igreja do país, a trágica história de amor de Pedro e Inês de Castro. Aqui estão os túmulos dos dois. No melhor (ou pior) estilo Romeu e Julieta, Inês foi assassinada a mando de Dom Afonso IV (pai de Pedro). O lugar é lindo, com tetos abobados. Obra prima. O mosteiro está na cidade de Alcobaça, a 130 km de Lisboa.
Local: Praça 25 de abril.
Horário: das 9h às 16h30 (outubro a março) e das 8h às 18h30 (abril a setembro).
Entrada: € 5.

Mosteiro de Santa Maria da Vitória | A cidade de Batalha (a 150 km de Portugal e 20 km para frente de Alcobaça) praticamente nasceu por causa desse mosteiro. Demorou quase 200 anos para ficar pronto e é símbolo da vitória portuguesa sobre os espanhóis no século 14.
Local: Praça Mouzinho de Albuquerque.
Horário: das 9h às 17h (outubro a março) e das 9h às 18h (abril a setembro).
Entrada: € 5.

Mosteiro dos Jerônimos | É um dos meus preferidos. Tornou-se um marco da Era dos Descobrimentos. Dizem que foi na igreja deste mosteiros, que os navegadores rezavam, pedindo proteção nas viagens. É o ponto alto da arquitetura manuelina. Fica no bairro de Belém, em Lisboa.
Local: Praça do Império.
Horário: das 10h às 16h30 (outubro a abril) e das 10h às 17h30 (maio a setembro). Fecha às segundas-feiras.
Entrada: € 7. Grátis domingos e feriados até às 14h.

Palácio Nacional da Pena | É um delírio no topo da serra de Sintra. Muitos reis e rainhas passaram por aqui. Cada um deixou sua marca e… gosto! Virou uma mistureba de estilos arquitetônicos que, no final das contas, deu certo! De mosteiro virou um excêntrico palácio. Abriga, curiosamente, o primeiro chuveiro de Portugal e as salas reproduzem fielmente a vida da Corte antiga.
Local: Estrada da Pena, a 500 metros de altitude. (Um ônibus leva os visitantes até o alto da montanha. € 4,50 – ida e volta.)
Horário: das 10h às 17h (outubro a março) e das 9h30 às 19h (abril a setembro). Fecha às segundas-feiras.
Entrada: € 8 (na baixa temporada) e € 11 (alta temporada ou € 9,50 até às 11h ou às segunda-feiras, dia todo)

Torre de Belém | Juntamente com o Mosteiro dos Jerônimos forma um complexo eleito Patrimônio Mundial da Humanidade. Está à beira do rio Tejo, em Lisboa, e dava aporte aos navios que chegavam do Novo Mundo cheio de novidade$. Já foi ocupado pelos espanhóis, período em que o subsolo foi prisão política.
Local: Praça do Império.
Horário: das 10h às 16h30 (outubro a abril) e das 10h às 18h (maio a setembro). Fecha às segundas-feiras.
Entrada: € 4. Grátis Grátis domingos e feriados até às 14h.

Foto: Tânia Fonseca

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ONDE FICAR EM PORTUGAL

Tarefa fácil. Portugal tem alguns dos melhores albergues do mundo, eleitos por sites especializados como o Hostelword.com. Caso queira fazer um up grade em hospedagem, o país é uma das melhores opção do seu roteiro. Aqui você encontra bons hotéis de 3 ou 4 estrelas pela metade do que você pagaria numa hospedagem similar, em Londres, por exemplo. Consulte o Hoteis.com e o Booking.com

HOSPEDAGEM ECONÔMICA EM PORTUGAL

Na capital, o Lisbon Dreams Guest House tem quartos – single, duplo ou triplo – ótimos e charmosos. Fica no centro histórico, num casarão amarelo-ouro de esquina. Diárias em acomodação dupla saem a partir de € 45 com internet wi-fi grátis incluída. Detalhe: não há banheiro privativo. Já a Pensão Globo é um clássico na cidade para quem tem um escorpião no bolso. Quartos bem simples com detalhes coloridos. Fica no Bairro Alto, próxima à praça Luís de Camões. Diárias a partir de € 50. Mas na baixíssima temporada podem ficar entre € 25/30. O Travellers House  já ficou em primeiro lugar na lista dos melhores hostels do mundo. Tem cozinha equipada para o hóspede e wi-fi grátis. Os quartos com banheiros – somente três privativos – ficam num apartamento ao lado. Está na Baixa, um bairro central e descolado. Diárias nos quartos coletivos a partir de € 18 e no quarto duplo, a partir de € 60. (O site é bonito, mas pouco funcional: não traz tarifas nem dicas de como chegar.) A Rede Íbis também tem hotéis bacanas na cidade. Os mais bem localizados são o Íbis Lisboa Liberdade e o Íbis Lisboa Saldanha. Diárias para casal a partir de € 55. Café da manhã à parte: € 6 por pessoa. 

Já o Porto tem recorde de hostels excelentes e baratíssimos. O Spot Hostel tem a incrível marca de 94% de aprovação no Hostelword. Está a dois minutos a pé da estação de Metrô da Trindade, linha que serve o aeroporto e a dois passos da Torre dos Clérigos e da Ribeira. Café da manhã, wi-fi nos quartos e lençóis incluídos. Diárias nos dormitórios a partir de € 16. O quarto triplo sai a partir de € 18. Não tem quarto duplo, mas se a ideia é privacidade, pelo custo-benefício, compensa pegar um triplo e, ainda assim, sai em conta! Não há banheiro privativo. No Wine Hostel  (o site está em construção) – que fica perto do centenário Café Piolho e da Torre dos Clérigos – oferece café da manhã, lençóis e wi-fi grátis nos quartos. Toalhas podem ser alugadas. Está num casarão histórico reformado. Diárias nos dormitórios a partir de € 17. Quarto duplo a partir de € 40. Todos os quartos têm banheiro privativo. 

Em Coimbra, o Grande Hostel pode ser uma opção bacana. Está a cinco minutos da Praça da República. Quartos coletivos a partir de € 18 e de casal a partir de € 40. Café da manhã e internet wi-fi incluídos. 

Um achado em Albufeira, no Algarve: os apartamentos Soldorio  ficam a 150 metros da praia. São aparts tipo estúdio com cozinha, TV e telefone. Tem piscina e sauna. Apartamento para duas pessoas com a incrível tarifa de € 36 – o apê, não por pessoa. Em alguns períodos do ano, há descontos especiais, como “fique sete dias e pague cinco!”. Consulte as promoções aqui

ONDE COMER BEM E BARATO EM PORTUGAL

Eu não diria, assim, para você entrar em qualquer tasca, uma espécie de taverna-restaurantinho-botequim português, que apareça na sua frente. Mas posso afirmar que a maioria não vai fazer feio! Se você estiver caminhando, em qualquer cidade do país, e encontrar uma portinha simpática cheia de gente – principalmente se a multidão for de nativos – pode entrar. Provavelmente você vai comer muito bem pagando muito pouco. Coisa de € 4 ou 5 euros por prato bem servido. 

No restaurante Ceia Minhota, em Lisboa, você poderá provar pratos típicos gastando em torno de € 9. O tradicional Cozido à Portuguesa é servido às quartas-feiras. Aaaah, o Pastel de Belém – o doce emblemático do país – feito com recheio de ovos e massa folhada. Coma onde é melhor: na fábrica dos pastéis de Belém. Custa € 0.90 cada. E, em qualquer oportunidade não deixe de provar uma tosta-quente, o misto-quente deles! Prove  a do café A Brasileira, bat-point do tudo vale à pena… Fernando Pessoa! 

Em Sintra, nos arredores da capital, conheça o pequenino Tasca Mourisca. São menos de 10 mesas, onde você poderá provar um maravilhoso Bacalhau à Brás por € 8. Fica na Calçada de São Pedro, nº 28. Atende das 12 às 15h e das 19h às 23h. 

No Porto comida boa e barata é no Café dos Lóios. O “Prego no Prato” – o PF deles – não sai por mais de € 5. Fica no Largo dos Lóios, 21 – próximo à Praça da Liberdade. No tradicional Mercado do Bolhão você mergulha na alma portuguesa. Compre um punhado de azeitonas para saborear com vinhos da região ou coma nos ótimos e baratos restaurantes no segundo andar. 

Em Coimbra, se você for estudante com carteirinha, aproveite as cantinas – espécie de refeitórios da Universidade de Coimbra. O Prato Social custa € 3,30 (com sopa de entrada, o prato do dia, sobremesa e uma garrafa de água mineral.). Querendo pagar um pouco mais, experimente o bacalhau com natas por € 4,50. Para encontrar a cantina mais próxima entre em contato com a Universidade de Coimbra. Há diversos endereços na cidade. 

SESSÃO MÃO-DE-VACA-MUQUIRANA

Conheça algumas vinícolas na região do Porto. Na cave Ramos Pinto, fundada em 1880, no município Vila Nova de Gaia (a 11 km do Porto), a visita custa € 5 e inclui degustação. Rá! 

MOMENTO EXTRAVAGÂNCIA

Cê sabe que o momento extravagância de uma viagem mega-econômica como essa não pode ser irreal. Para se dar ao luxo sem ter que gastar os tubos faça uma refeição sofisticada no restaurante Eleven – o primeiro e único restaurante de Lisboa com uma estrela no guia Michelin. O chef  alemão Joaquin Koerper elabora pratos requintados a € 43 euros no almoço com o vinho incluído. No jantar são € 74 e o menu degustação sai por € 89 – ambos sem bebida. Faça reserva! 

Ó QUE CURIOSO

Bicha é fila, cueca é calcinha, rapariga é apenas uma mocinha de família, porreiro é gente bacana e rabo pode ser bumbum ou final da fila. E para chamar o garçom – conhecido como empregado de mesa – experimente o sefazfavoire… o “por favor” deles.  Pois, pois, ó pá! 

UM FILME PARA INSPIRAR

Capitães de Abril, de Maria de Medeiros (2000) 

PORTUGAL LEMBRA

Nosso passado, Saramago, vinho do Porto, azulejo e o tio Manoel… da padaria. 

MELHOR ÉPOCA PARA IR

Prefiro as estações intermediárias, outono e primavera. De dezembro a fevereiro faz frio, mas não chega a ser nada congelante. O detalhe é que chove mais nessa época. Claro que no verão todo e qualquer lugar fica mais animado. Portugal também. Mas os precinhos inflacionam fácil, fácil. 

Site do país: www.visitportugal.com  
Embaixada brasileira: Estrada das Laranjeiras, 144 tel.: 217 258 510 | www.embaixadadobrasil.pt 

Foto: Matraca’s Image Bank 

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Portugal a 50 euros por dia – Parte 2

+ 15 dicas de Portugal

1. Antes de botar o pé pra fora do avião saiba que autocarro é ônibus, comboio é trem, eléctrico é bonde e telemóvel é celular. E quando você fizer uma ligação telefônica na terrinha não se assuste. Em vez de dizer um simples alô, eles se saem com essa: tô sim! ou está lá? Não me pergunte o porquê.

2. O aeroporto de Lisboa não está interligado à rede de metrô da cidade. Mas é super fácil – e barato – chegar ao centro. Se for de ônibus, há várias linhas conectando o terminal de desembarque com diversos bairros da capital. A passagem custa € 1,40. O Parque das Nações, por exemplo, está a cinco minutos do aeroporto. Você também pode optar pelo Aerobus ou Aeroshuttle (ticket a € 3,50 cada – válido por 24h também no transporte público, menos metrô). Tanto o Aerobus (cada 20 minutos) quanto o Aeroshuttle (cada 30 minutos) passam por diversos hotéis, mas seguem por rotas diferentes. Consulte aqui.


Os eléctricos de Lisboa proporcionam passeios bacanas e baratos.

3. Como as distâncias em Portugal são pequenas compensa muito fazer os trajetos entre as principais cidades de trem (Alfa Pendular ou Intercidades). São viagens rápidas e econômicas. Lisboa-Porto a partir de € 20. Lisboa-Coimbra a partir de € 16,50. Lisboa-Faro a partir de € 16. Veja preços e horários no site do Comboios de Portugal.  Se você for de carro de Lisboa para o Porto, por exemplo, só de pedágio são quase € 20.

4. Para conhecer mais do encontro entre a cultura portuguesa e asiática, visite o novo Museu do Oriente, em Lisboa. Inaugurado há dois anos, está numa construção da década de 30 chamada… Pedro Álvares Cabral.  Entrada € 4. Às sexta-feiras, das 18h às 22h, a visita é grátis. A Fundação Calouste Gulbenkian também não pode ficar de fora. É um dos centros culturais mais importantes de Portugal. O museu reúne relíquias da arte egípcia, grega e clássica. Entrada € 4.  Já a Coleção Berardo é outro novíssimo museu focado na arte contemporânea. E melhor, com entrada gratuita.

5. O centro de informações turísticas do Porto oferece – de graça – mapas e o Guia Turístico com diversas informações práticas, o Guia de Museus e a Agenda do Porto, com dicas culturais. Fica na rua Clube dos Fenianos, 25. Fone 223.393.472.

6. Na Biblioteca Municipal do Porto, em frente à Praça dos Poveiros, há internet grátis. Funciona de segunda a sexta, das 9h às 17h e aos sábados até 12h. Limite de uso: 30 minutos. Em Lisboa, o Pavilhão do Conhecimento, no Parque das Nações também oferece uma penca de computadores com acesso grátis para o visitante. Fecha às segundas-feiras.

7. A Fundação de Serralves é um daqueles pontos de visitação no Porto que – se não são obrigatórios – deveriam ser nosso dever de casa. Com projeto do badaladíssimo arquiteto português Álvaro Siza Vieira (o mesmo que fez a Fundação Iberê Camargo, em Porto Alegre) abriga o Museu de Arte Contemporânea – com o maior acervo do país. Metrô: Casa da Música. Museus e jardins: € 5.

8. Se você dedicar mais do que dois dias ao Porto, aproveite para fazer um bate-e-volta a Guimarães (53 km), Braga (55 km) ou Barcelos (64 km). Guimarães é o berço de Portugal, Braga tem a catedral mais antiga e em Barcelos você poderá garimpar no Centro de Artesanato, alguma espécime do Galinho de Barcelos, o representante típico do país. Para conhecer a lenda do galinho colorido, clique aqui.

9. A Igreja de São Francisco, em Évora (Patrimônio Histórico da UNESCO, a 133 km de Lisboa) reserva uma curiosidade, um tanto mórbida, é verdade. Além da bela arquitetura gótico-manuelina, ao lado da igreja está a Capela dos Ossos, com paredes e altar erguidos com ossos – restos mortais – de cinco mil monges. Entrada para a capelinha a € 2.


Praia em Cascais, a 40 minutos de Lisboa.

10. Ainda na cidade mais romana de Portugal (Évora) visite o Templo de Diana – ou Templo Romano. É uma construção do século 1 (um!). O local – com ruínas de colunas – rendem um agradável passeio. Grátis.

11. Se você pretende passar no mínimo uma semana nas grandes cidades ou uma bela temporada sabática em Portugal (presente!) alugue um apartamento. Além de ficar mais barato, você terá sua casa para voltar no fim do dia. Tente os sites Traveling To Lisbon ou Rent 4 Days

12. Momento Romeu e Julieta: visite o Mosteiro de Santa Maria, em Alcobaça (134 km de Lisboa) – o maior do país, com teto em abóbadas, liiiindo – onde estão os túmulos dos amantes Pedro e Inês. Para quem não sabe foi uma história de amor trágica, que terminou com a morte de Inês, assassinada a mando do pai de Pedro, o então rei de Portugal. Entrada a € 5.

13. Se você estiver em duas ou mais pessoas, não precisa ter medo de andar de táxi em Lisboa. É a única capital da Europa ocidental onde você não vai romper nosso contrato de viagem por fazer um trajeto de poucos quilômetros. A bandeirada começa em € 2 (6h às 21h) ou € 2,50 (21h às 6h). Desde que você não queira atravessar a cidade, mas optar por corridas centrais (onde está a maioria dos atrativos turísticos) não deve pagar muito mais do que € 10.

14. Em Albufeira, no Algarve, percorra o centro histórico sem pressa. Daqui vá até o alto do penhasco da Praia dos Pescadores. Vista linda!

15. Tá, essa é para matar a pau. Mas se você sair do nosso modelo 5.0 de viagem econômica, a culpa é sua, assuma! Nos arredores de Lisboa está o Freeport, o maior outlet da Europa, com quase 150 lojas das maiores marcas mundiais. Abre de domingo a quinta, das 10h às 22h e sexta, sábado e véspera de feriados das 10h às 23h. Em Lisboa pegue na Gare do Oriente os ônibus (ops, autocarros) nº 431, 432 ou 437.

MUITO BOM – De toda a série Europa a 50 euros é o país mais viável diante da nossa proposta viagens econômicas, com dignidade e mala de rodinhas.

MUITO CHATO – Não ser um Estado do Brasil. :-)

Fotos: Matraca’s Image Bank | Do tempo em que máquina digital era coisa dos Jetsons.

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Portugal a 50 euros por dia – Parte 1


Padrão dos Descobrimentos, em Lisboa: homenagem aos antigos navegadores.

Tive a honra, o prazer e o privilégio de morar por dois meses em Lisboa. Finalizar a série “Europa a 50 euros” com Portugal me dá aquele nó na garganta. De saudades… palavra tão nossa, tão portuguesa. Pois então, para os padrões europeus, Portugal é o país da pechincha.

Sendo um dos menores da Europa, é possível atravessá-lo de cima para baixo em poucas horas. São 800 quilômetros de norte a sul. Com gastronomia rica, dizem, há mais de 300 receitas de bacalhoada. Os mais variados restaurantes oferecem o prato e com preços incrivelmente acessíveis.

Um dos mais antigos países da Europa, Portugal permaneceu isolado durante cinquenta anos da ditadura de Salazar. Quando conquistou a liberdade teve que lutar contra o empobrecimento da população. A integração à União Europeia trouxe muitos investimentos ao país e transformou a terra dos fados, dos pastéis e das grandes navegações em uma preciosa – e muitas vezes esnobada pelo viajante – jóia da Península Ibérica.

Eles têm => Fernando Pessoa: o poeta que disse “tudo vale a pena se a alma não é pequena”.

Eles não têm => Culpa no cartório: nós somos o que somos – para bem ou para mal – por culpa ou responsabilidade nossa. Os portugueses descobriram o Brasil há 500 anos. E isso já faz tempo, gajos! Se eles tivessem tido tanta influência assim nas nossas mazelas (ou cultura) provavelmente nossa feijoada seria à base de azeite, o samba seria “Ai bate o pé, bate o pé, bate o pé” e as nossas cores nem seriam verde e amarela e, sim, verde e… vermelha.

O português sem gerundismo

Os portugueses passaram pelo domínio árabe, foram os pais dos descobrimentos marítimos, sofreram um terremoto em 1755 que destruiu a capital do país. Tiveram um Marquês, o de Pombal, que reconstruiu a cidade – e um Salazar, o ditador que voltou, digamos, a destruí-la!

Há quem goste do moço só porque Portugal passou longe da 2ª Guerra, graças ao que chamaram de “engenhosa diplomacia portuguesa”. Desculpe, mas eu estou falando de liberdade. Ou da falta de… Hoje, moderna e democrática, busca um lugar ao sol na União Europeia.

Nos doces e vinhos temos a alma portuguesa. Escute um fado – aquele ritmo entre Roberto Carlos e Alcione – para você ver… e sentir. Os melhores albergues do mundo – segundo o Hostelword.com – estão em Portugal. Além disso, preservam o idioma com coragem.

Os portugueses não têm gerundismo. Jamais “estarão retornando a ligação” ou “estarão entrando em contato” com você. Estás a perceber? Mesmo assim, quando você começar a aprender a língua que eles falam, já vai estar quase na hora de ir embora.

O BARATO DE PORTUGAL

LISBOA – Com disposição, em dois dias é possível conhecer o básico da cidade. Comece pela Praça do Comércio, à beira do rio Tejo. Dê as costas para o rio e verá o arco da rua Augusta, o início de um calçadão cheio de lojas, cafés, bancos, casas de câmbio e floriculturas ao ar livre. No fim desta ruazona para pedestres está a Praça do Rossio com uma estátua do nosso Dom Pedro I, véio de guerra. Ao lado tem a Praça da Figueira, uma espécie de boca maldita portuguesa e daqui de baixo é possível ver as muralhas do Castelo São Jorge lááá em cima. Até agora, aproveite, tudo grátis! Afunde-se na história lisboeta. Entrada a € 5.  Do lado oposto à Praça da Figueira está a Praça dos Restauradores com um enorme obelisco erguido após a libertação de Portugal do domínio espanhol em 1640. O Chiado, vizinho à Baixa, está cheio de lojas chiques, o bairro também é sede da ancestral Livraria Bertrand, aberta desde 1732. Visita grátis. A galeria Armazéns do Chiado tem três andares de lojas óbvias, mas a visita vale a pena porque é uma construção histórica totalmente recuperada. Alfama é o ponto alto – em todos os sentidos – de uma visita a Lisboa. Subindo ladeira em direção ao Castelo de São Jorge a primeira parada é a Catedral da Sé, construída sobre uma antiga mesquita. Numa das capelas está a pia onde Santo Antônio foi batizado. Santo Antônio de Pádua, o casamenteiro, era português! Entrada grátis. € 2,50 para visitar os claustros.  Caminhado um pouco mais a gente dá de cara com o Miradouro de Santa Luzia, que promove uma daquelas vistas exuberantes da capital portuguesa. Por aqui, às terças e aos sábados acontece a Feira da Ladra, estilo mercado das pulgas. Vendem de lâmpada queimada a artesanato regional, passando por xícaras de porcelana do século 16  a reproduções do Galinho de Barcelos. Faça o trajeto com o Eléctrico 28, um clássico na cidade. Por € 1,40 você sobe as  ladeiras montado em um bonde com conservados bancos de madeiras. Belém é um bairro da capital portuguesa. Aqui, visite a Torre de Belém ( € 3 e grátis aos domingos) e o Mosteiro dos Jerônimos (gratuito aos domingos e € 4,50 para conhecer os claustros) que fica em frente. Termine sua visita – ou comece – no outro lado da cidade: no Parque das Nações, a Lisboa moderna, progressista e atual. Entrada grátis. Algumas das atrações são pagas como o Oceanário – o maior aquário da Europa. Entrada a € 11.  Site da cidade: www.visitlisboa.com

CASCAIS – A partir de Belém siga para Cascais. Bem ao lado da estação de Cascais tem um posto de informações turísticas que dá mapinha, indica as atrações do dia e oferece até cafezinho. A praia? Está logo ali. Não é a melhor do mundo para quem está acostumado com praias… brasileiras. Mas vale um fim de tarde por aqui. Pegue o trem na estação Cais do Sodré – o trajeto de 40 minutos percorre um lindo trecho do lendário Rio Tejo – e por menos de € 2 (valor da passagem) passe o dia nessa antiga vila de pescadores. A melhor e mais bonita praia da região é a do Guincho. A prefeitura oferece – de graça – biciletas para circular pela região.

SINTRA   E  ÓBIDOS – São cidades Patrimônios da Humanidade, tudo pertinho de Lisboa. Dá para ir e voltar no mesmo dia. A passagem de trem da capital para Sintra, por exemplo, custa módicos € 1,70. A viagem dura 45 minutos.

PORTO – A segunda maior cidade de Portugal está situada no alto de uma colina, cortada pelo Rio Douro. A base da economia local é o tradicionalíssimo vinho do… Porto. O cartão-postal do Porto é a Ribeira, declarada Patrimônio Mundial pela UNESCO. É um conjunto de casas antigas e coloridas, arcadas, becos, fachadas de azulejos e ruas de pedra. Além de todo esse charme e originalidade é uma das cidades mais baratas do país. Site da cidade: www.portoturismo.pt

COIMBRA – Já foi capital do país e hoje abriga a universidade mais antiga do mundo, criada em 1290. Justamente por ser o ícone da cidade, a Universidade de Coimbra – que guarda a Biblioteca Joanina, com mais de 200 mil livros – torna-se passeio compulsório. São € 9 o tour completo. Não é barato, mas vale à pena. Se não quiser colocar a mão no bolso contente-se com a Sé Velha, uma das mais antigas catedrais do país. Aqui, admire – sem pressa – o claustro gótico, o mais antigo de Portugal. Entrada grátis. (€ 1,50 para visitar os claustros). Site da cidade: www.turismodecoimbra.pt

FÁTIMA – É passeio para uma tarde. Fátima está a 147 quilômetros de Lisboa e é um dos maiores centros de peregrinação católica do mundo. Recebe em torno de 4 milhões de fiéis todos os anos. (O Brasil – inteiro – recebe um pouco mais do que isso por ano). Mesmo se você não for católico, mas aprecia gigantes santuários, vai gostar. É uma visita muito agradável. (Menos em maio, quando a cidade lota. Foi nesse mês, em 1917, que a Virgem teria aparecido aos três pastorinhos.) Além da sublime Basílica, há uma delicada capela construída no local das aparições. Grátis.

ALGARVE – Meu sonho de consumo. No Algarve o sol brilha mais de 200 dias por ano. É a região que mais recebe irradiação solar em toda a Europa. Portanto, o litoral é invadido por hordas de portugueses e europeus a cada fim de semana ou feriado. De Lisboa são 40 minutos de vôo ou três horas e meia de ônibus. O bilhete rodoviário custa em torno de € 20. Como as praias estão espalhadas, o ideal seria alugar um carro para zanzar entre elas. Mas com orçamento apertado, prefira o trem e arme a barraca em Faro (a capital do Algarve) ou Albufeira (mais cosmopolita).

PARA FUGIR DO ÓBVIO

Se você não se animar muito com Fátima, corra para Tomar, a 20 quilômetros dali. Tomar é a capital dos Templários, famosa ordem religiosa dos tempos das Cruzadas. Por aqui, visite o Convento de Cristo, monumento Patrimônio Histórico da Humanidade. Foi fundado em 1162 pelo Grão-Mestre dos Templários, Dom Gualdim Pais. Mescla arquiteturas gótica, românica, barroca e manuelina. Bilhete individual a € 6. Entrada gratuita aos domingos e feriados até às 14h.

SEM MARCAR TOUCA

Existem casas da fados maravilhosas – e caras para o padrão do turista mão-de-vaca-muquirana. Para não perder a oportunidade de escutar o ritmo-marca-registrada de Portugal sem ter que passar o dia segunite à base de pão e água vá a Tasca do Chico. É uma espécie de karaokê, versão Ídolos-fase-final – ou seja, qualquer um pode ir lá e dar seu show. Mas ao contrário dos nossos karaokês tupiniquins, os “cantores” de lá são realmente bons. Eles chamam de Fado Vadio. O restaurante é super pequeno, chegue cedo se não quiser ficar em pé. Não é obrigado a consumir para assistir ao espetáculo. O Tasca do Chico fica na Rua do Diário de Notícias, 39. Tel.: 21 343 1040.

Fotos: Matraca’s Image Bank | Do tempo em que máquina digital era coisa dos Jetsons…

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LISBOA: de Belém a Cascais


Quando viajo gosto de encontrar coisas novas. É uma delícia descobrir uma rua diferente e interessante para passear, um museu que quase ninguém vai ou algum recanto típico que nenhum guia indica. Mas gosto mesmo, confesso, de confirmar estereótipos. Ou seja, alguém se atreve a ir a Paris e NÃO visitar a Torre Eiffel? Ou vir para Curitiba e NÃO conhecer o Jardim Botânico? Ir à Espanha e NÃO tomar uma sangria? Na verdade, quase sempre viajamos para visualizar ou comprovar pessoalmente aquilo que já vínhamos lendo e pesquisando em livros, guias e sites.

No caso de Lisboa, o bairro cartão postal é Belém. O da famosa Torre de Belém (foto). Aquela mesma das latas de azeite que conhecemos desde criança. Construída como um forte às margens do Rio Tejo, a torre já foi controle aduaneiro, central de telégrafos e até um farol. Em alguns momentos de sua história foi até masmorra, servindo de prisão política em 1580. Hoje é um centro preservado como Patrimônio Cultural da Humanidade. A entrada para conhecer o monumento custa € 3. Estudante paga meia e aos domingos e feriados é GRÁTIS!

Belém fica no meio do caminho para quem vai a Cascais ou a Estoril (isso mesmo – Estoril – a cidade do cassino), praias do ladinho de Lisboa. É aqui que descem os farofeiros chiques da capital: aqueles que vão e voltam no mesmo dia, mas que deixam um bom dim dim na cidade. Faça assim: pegue o trem para Cascais e desça na Estação Belém. Visite a Torre e o Mosteiro dos Jerônimos que fica em frente. Pegue o trem de novo e siga até Cascais. Bem ao lado da estação de Cascais tem um posto de informações turísticas que dá mapinha, indica as atrações do dia e oferece até cafezinho. A praia? Está logo ali. Não é a melhor do mundo. Mas vale um fim de tarde por aqui.

Foto: Conselho de Turismo de Lisboa

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LISBOA: da Baixa à Alfama

Quando viajei pela primeira vez à Europa, em 1997, Portugal nem sequer entrou na minha lista. Numa segunda tentativa, indo para o Oriente Médio, passei direto, com stop apenas em Madri. Em outra oportunidade, com destino às Ilhas Canárias, investi em uma passagem pela Alitália e fiz baldeação em Milão. Só em 2001 – e porque comprei um bilhete bem mais econômico da TAP– fui “obrigada” a descer em Lisboa. Depois disso, já voltei quatro vezes. Mais do que qualquer outra capital européia. Não, não é minha preferida. Mas é uma daquelas deliciosas surpresas como Veneza e Sevilha.

Por todos os motivos já enumerados no post PORTUGAL: vem para cá, ó pá!, Lisboa passou a ser a minha porta de entrada no velho continente.Não é uma cidade muito grande, tem um serviço de transportes muito eficiente, come-se muito bem, paga-se muito pouco, tem um monte de história para contar (isso sim, meu ponto fraco!) e funciona 24 horas, de segunda a segunda. (Alguns shoppings de Sevilha, por exemplo, fecham aos domingos!)

Bairro a bairro

BAIXA

Com disposição, em dois dias é possível conhecer o básico da cidade. Comece pela Praça do Comércio, à beira do rio Tejo. Daqui saem as barcas para a margem sul de Lisboa. Era aqui também a porta de entrada da cidade, onde desembarcavam reis, nobres e políticos importantes. Dê as costas para o rio e verá o arco da rua Augusta, o início de um calçadão cheio de lojas, cafés, bancos, casas de câmbio e floriculturas ao ar livre. No fim desta ruazona para pedestres está a Praça do Rossio com uma estátua do nosso Dom Pedro I, véio de guerra. Para eles, Dom Pedro IV. Ao lado tem a Praça da Figueira, uma espécie de boca maldita portuguesa e daqui de baixo é possível ver as muralhas do Castelo São Jorge lááá em cima. Do lado oposto à Praça da Figueira está a Praça dos Restauradores com um enorme obelisco erguido após a libertação de Portugal do domínio espanhol em 1640. Nesta praça há um excelente escritório de informações turísticas.

CHIADO

O Chiado é vizinho à Baixa. Cheio de lojas chiques, o bairro também é sede da ancestral Livraria Bertrand, aberta desde 1732. Mas do que eu gosto mesmo no Chiado é o café A Brasileira, freqüentado no passado por ninguém menos que Fernando Pessoa. Tem até uma escultura em metal do poeta em tamanho natural, sentado em um banquinho por ali. Fotinho obrigatória. Entre e peça um pastel de belém (doce típico) e uma “bica”, o nosso cafezinho. São € 3, nada mais e você tal qual um lorde português. A galeria Armazéns do Chiado tem três andares de lojas óbvias, mas a visita vale a pena porque é uma construção histórica totalmente recuperada.

ALFAMA

Alfama é o ponto alto – em todos os sentidos – de uma visita a Lisboa. Subindo ladeira em direção ao Castelo de São Jorge a primeira parada é a Catedral da Sé, construída sobre uma antiga mesquita. Numa das capelas está a pia onde Santo Antônio foi batizado. Não sabia? Santo Antônio de Pádua, o casamenteiro, era português! Nasceu e cresceu aqui. Só depois foi viver na Itália. É o santo padroeiro da cidade. Caminhado um pouco mais a gente dá de cara com o Miradouro de Santa Luzia, que promove uma daquelas vistas da capital portuguesa. Por aqui, às terças e aos sábados acontece a Feira da Ladra, estilo mercado das pulgas. Vendem de lâmpada queimada a artesanato regional, passando por xícaras de porcelana do século XVI a reproduções do Galinho de Barcelos.

Comendo em Lisboa

O bacalhau é o prato típico, não nego. Mas ninguém agüenta comer o peixinho salgado todos os dias. Você almoça feijoada todos os dias? Então! É possível provar o delicioso queijo da Serra da Estrela ou a sopa alentejana. Não busque, necessariamente, os restaurantes turísticos ou indicados pelos guias oficiais. Boteco, bar, padaria, botequim, baiúca, bodega e taverna existem em qualquer lugar do mundo, com a grande vantagem de sempre oferecerem uma comida regional e barata!

Lembrando que….

Ônibus é autocarro, trem é comboio e bonde é eléctrico.

Seção mão-de-vaca-muquirana

Lisboa por € 1,20? Pegue o Eléctrico nº 28. Ele circula pelos principais pontos turísticos num trajeto charmoso e muito típico. Andar de bonde já é legal, imagine sentadinho ali naquela janela de madeira, circulando por ruelas estreitas vendo o melhor da cidade? Embarque na Baixa e ele vai parar lá na Alfama. Você pode comprar o bilhete diretamente com o motorista e ele vale para uma única viagem até o ponto final. Mas se quiser descer, por exemplo, na Basílica da Estrela, vale a pena. O interior da igreja é lindo. Depois retome o bonde, pague nova passagem e siga o caminho. Não serão – seguramente – estes € 1,20 a mais ou a menos que lhe deixarão mais pobre. Pelo contrário!

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