Silvia Oliveira

Buenos Aires

segunda-feira, 21 de maio de 2012

Soho Point: apartamento clean em Palermo SoHo, Buenos Aires

O Soho Point é mais um entre tantos apartamentos para alugar em Buenos Aires. A diferença é que você pode fazer a reserva com direito a cancelamento grátis até a data estipulada pelo proprietário. E mais: não é necessário caução nem adiantamento. Para quem não sabe, ao reservar um apartamento em Buenos Aires (como em todo o mundo) é necessário — além de pagar uma taxa de adiantamento — deixar uma caução (em torno de US$ 400 para uma semana).

Mas o que me fez mesmo optar por esta hospedagem foi a localização (no coração de Palermo Soho, o bairro descoladinho da cidade) e a avaliação dos hóspedes no TripAdvisor: beirava os 100% de satisfação. Como fui a Buenos Aires só com o Raul (filhota ficou com a avó) e só por 3 dias, não abri mão de uma hospedagem que não me agradasse do princpío ao fim!

O resultado foi excelente! Acompanhe:

Reserva: pode ser feita através do site do apartamento ou do Booking.com.

O apartamento: quarto, sala, banheiro e cozinha equipada com fogão, micro-ondas e frigobar. Tem ar-condicionado, calefação e wi-fi grátis. O quarto é para duas pessoas, mas acomoda uma terceira pessoa pelo mesmo valor da diária. Nesse caso, tem que pedir uma cama suplementar. Portanto, o custo-benefício melhora significativamente para quem viaja em 3 pessoas ou família com um filho adolescente, por exemplo. Não há berço.

Localização: na calle Malabia, esquina com Honduras. A três quadras da Plaza Serrano ou da Plaza Armenia.

Check-in: o proprietário Mariano acompanha seu voo e estará lá na hora da chegada para dar as chaves para você.

Pagamento: o pagamento deve ser feito em dinheiro, integralmente, no check-in. Não aceita cartão de crédito.

Check-out: caso seu horário de partida não coincida com o do proprietário é só deixar as chaves dentro do apartamento e…adios.

Vantagem: se der algum problema no apartamento (nossa calefação não desligava, por exemplo) o proprietário, o jovem e simpaticíssimo Mariano, mora ao lado. É só tocar a campainha dele.

Preço: US$ 110 (diária), US$ 550 (semana) e US$ 910 (quinzena). A pegadinha é que sobre este valor incide 21% de imposto. Mas durante toda a reserva isso fica muito claro. Portanto, o preço final da diária  — para quem fica menos de uma semana — é de US$ 133. Não é nenhuma bagatela. Eu também não estava a procura de uma hospedagem muquirana. Levando em consideração o que eu estava disposta a pagar pela minha micro lua de mel saí extremamente satisfeita. No entanto, na tarifa semanal este valor cai para US$ 95 a diária, já com os impostos incluídos.

SERVIÇO:

Soho Point
Local: Calle malabia, 1577 | Palermo Soho | Buenos Aires

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Fotos: Raul Mattar

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segunda-feira, 14 de maio de 2012

Brunch do Hotel Fierro: ensaio gastronômico no Hernán Gipponi Restaurante, em Buenos Aires

Não sei exatamente o que você espera de um brunch — mas se pensa que vai encontrar aqui uma mesa abarrotada de medialunas, bolo nega maluca, empadinhas, mortadela e pão francês ao lado de pratinhos-sirva-se-à-vontade — pode tirar o cavalinho da chuva. O brunch do Hernán Gipponi — chef argentino que dá nome ao lugar — é uma experiência poética, vai muito além do ato simples e puro de comer.

Quem deu a dica foi a Sylvia Lemos que há meses tentava fazer uma reserva na casa. Ela chegou a ficar em lista de espera e só na semana em que desembarcou em Buenos Aires é que acabou conseguindo confirmar nossos lugares. O Hernán Gipponi Restaurant fica dentro do Hotel Fierro, em Palermo Hollywood. O chef argentino tem fama internacional e já trabalhou em restaurantes 3 estrelas na Espanha.

Desconhecido da maioria dos brasileiros, o brunch do Hotel Fierro tem um passo a passo milimétrico, coordenado pelo garçom que acompanha sua mesa. O cardápio é extenso e todos os itens do menu vão chegando na hora certa e no momento adequado. A Sylvia, o Mario, o Raul e eu nos sentamos comodamente no acanhado restaurante (por isso é tão difícil conseguir uma reserva, o lugar acomoda menos de 30 pessoas) e logo recebemos uma salada de frutas, suco de laranja e um shot de suco de frutas e beterreba.

Pães, geleias e dulce de leche acompanham o café ou chás variados, à sua escolha. Mas o delírio começou com o primeiro prato propriamente dito: ovos bendeditinos. Taí uma receita muito difícil de fazer. Deixar a gema molinha sem o cheiro ou sabor forte característico do ovo não é para qualquer cozinheiro. Eu coloquei um pouquinho mais de sal e… quase lambi o prato. Sabe quando dá vontade de pegar uma casquinha de pão e raspar a tigela?

Em seguida, chega o Langostino con panceta — nada original, mas perfeito! Camarão cozido, enrolado no bacon e temperado no ponto. Folhinhas verdes para suavizar a textura do prato. E mais, olha que apresentação gentil. Simples, mas harmônica.

Iscas de berinjela acompanhadas por uma pasta de tomate e orégano surpreenderam. Sequinhas e crocantes, pareciam até peixinho frito. Uma cumbuquinha de guisado de Lentilhas com Matambre de Porco foi o momento sustância do brunch.

Depois dos ovos beneditinos o que mais me agradou foi o Bife Angosto Curado e Ahumado, uma espécie de contra-filé defumado e cortado em lascas finas. Estava perfeitamente escoltado por puré de papas e vinagrete de huacatay — uma erva muito comum na cozinha peruana. Em algum momento, eles servem um shot com álcool, como Bloody Mary.

As sobremesas seguem a linha estrelada do brunch. Sorbet de tangerina com pão de especiarias e peras ao vinho tinto e mousse de ricota. Por fim, são 3 horas comendo e quando é servido o último prato do menu você faz cara de quero mais, tipo, como assim, já acabou? Não que o menu seja insuficiente, pelo contrário, todo muito sai satisfeito. Mas fica no ar aquele desejo de seguir descobrindo as peripécias gastronômicas de Hernán Gipponi, principalmente quando você se lembra de quanto está pagando por esta experiência: 120 pesos ou R$ 53 por pessoa. É muito provável, que atualmente, seja o melhor custo benefício de Buenos Aires!

Dica: não vá sem reserva. Caso tenha dificuldade em fazer a sua, tente se hospedar no Hotel Fierro. Os hóspedes tem lugar garantido, desde que confirmem interesse, no brunch do restaurante. Suítes a partir de US$ 170.

SERVIÇO

Hernán Gipponi Restaurant
Local: Hotel Fierro Boutique | Calle Soler, 5862 | Palermo Hollywood | Buenos Aires
Tel. 3220-6800
Quando: somente aos domingos, das 12h às 15h.

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Fotos: Raul Mattar

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sexta-feira, 04 de maio de 2012

Al-Zein: restaurante árabe autêntico em Las Cañitas

Esta foi minha primeira vez em Las Cañitas, um microbairro próximo a Palermo. Há uns 5 anos o que parecia ser o novo point para turista ver e comer virou um corredor de restaurantes e bares bacanas. Não são exatamente os melhores de Buenos Aires, mas ficam fora do circuito carne-de-vaca (sem trocadilho e com trocadilho) da cidade.

Por aqui encontrei o Al-Zein, um restaurante árabe autêntico e apegado às tradições. O Shawarma (kebab ou churrasquinho grego) da casa foi considerado pela revista Planeta Joy como o melhor da capital. O ambiente é simples e o local é frequentado, principalmente, pelos conterrâneos do dono do restaurante, seu Munzer Tarbichi.

Enquanto degusta o Babaganush (18 pesos) – Puré de Berenjena em espanhol – você ouve música oriental. O pão de folha (4 pesos) chega quentinho para acompanhar.

A porção de Charutinho (Hojas de Parras por 20 pesos), com 12 unidades, derretia na boca. Mas a especialidade do Al-Zein é o Shawarma de Ternera (20 pesos). Recheio abundante, iogurte suave, cubos de tomate, um pouco de alface e um tempero que beira à perfeição.

Uma curiosidade é que a casa não oferece bebida alcoólica. Somente água, refrigerante e té de menta! O cardápio traz, entre outras especialidades, Arroz Persa, Falafel, Coalhada e doces árabes. Na nossa moeda, um casal gasta – em média – R$ 50 pilas. O sangue libanês do Raul já decretou: pra bater cartão sempre!

SERVIÇO

Al-Zein - Comida Árabe
Local: Calle Arce, 488 (quase esquina com Ortega y Gasset) | Las Cañitas | Buenos Aires
Tel.: 4775-1402
Funcionamento: de terça a domingo, das 12h à meia-noite.

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Fotos: Raul Mattar

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quinta-feira, 03 de maio de 2012

Cinco milongas em Buenos Aires: escolha a sua!

Já até perdi as contas de quantos shows de tango assisti em Buenos Aires. Fui dos mais intimistas aos hollywoodianos. Dos clássicos aos moderninhos. Eu gosto. E sempre que puder vou assistir a alguma novidade. Mas são as milongas, uma espécie de salão de baile, a grande atração para quem quer ver de perto o que é que o portenho tem!

Esqueça a sofisticação – ou a cafonice – das casas de shows. Enquanto algumas apresentações de tango lembram aqueles espetáculos desconcertantes de mulatas para gringo ver, as milongas se aproximam mais das nossas rodinhas de samba. São espaços modestos que reúnem gente de verdade, igual a mim e a você. Gente que quer aprender ou praticar o ritmo célebre da Argentina.

No ano passado percorri algumas delas. Me apaixonei por todas. Mas como meu interesse era bloguístico fiquei só na observação, não arrisquei qualquer rodopio. No fim de semana – passamos o último feriadão em Buenos Aires – conhecemos a milonga Bien de Abajo que acontece na La Glorieta, no bairro de Belgrano. O local, um coreto, é praticamente ao ar livre e tem entrada grátis. É só chegar e participar. Partimos para lá com um grupo de viajantes brasileiros. Foi o encontro #Vibaníadas2012. Para quem não sabe, Vibana® – Viciados em Buenos Aires Não-Anônimos – é um termo patenteado pela Mô Gribel e acabou entrando para o Dicionário da Boia.

Não demorou muito – eu zanzando para um lado, o Raul fotografando para o outro… – e um senhorzinho me tirou para dançar. Eu fui, né! :mrgreen: Nunca havia bailado aquilo na vida, mas o Seu Silvio (meu xará) me puxou e mandou ver! Foi muito divertido. Até levei umas broncas dele: meu cérebro não acompanhava aquele cruce de pernas. Rá Rá Rá!

A lista de milongas em Buenos Aires é interminável. Segundo a Asociación de Organizadores de Milonga são mais de 500 endereços! Este post não pretende esgotar o assunto, muito menos indicar as melhores ou as maiores. É apenas um pontapé para que você possa escolher da próxima vez a que mais combina com você.

1- Bien de Abajo – La Glorieta | Há 16 anos um grupo de aficionados por tango comanda esta milonga, uma das poucas ao ar livre e com entrada grátis. As aulas acontecem aos sábados e domingos a partir das 17h. Já a milonga começa às 20h, bem mais cedo do que as concorrentes. Entrada: grátis. Fica nas Barrancas de Belgrano, próximo ao Barrio Chino.

2- Confitería Ideal | É uma das milongas mais tradicionais de Buenos Aires. Funciona desde 1912 e foi um dos cenários do filme Evita. O ambiente faz a linha charmoso-antigo. A média de idade dos dançarinos é de… 90 anos. Amei! De terça a sábado, 22h30 a 3h. O baile é com orquestra ao vivo. Oferece aulas e matinês todos os dias. Entrada: 35 pesos. Calle Suipacha, 380 – Centro.

3- La Viruta | É tanta gente num mesmo lugar que nem dá tempo de ficar tímido. Com o lema “Entrás caminando, salís bailando”, esta milonga é das mais animadas e turísticas da cidade. Entrada: 30 pesos (inclui as aulas, a milonga e o show ao vivo). Calle Armenia, 1366 – Palermo SoHo.

4- Maldita Milonga | O ritmo tangueiro bate forte com a Orquestra Típica El Afronte.  São 11 instrumentistas, ao vivo, sempre às segundas e quartas-feiras, a partir das 22h30. Para quem quiser ensaiar uns pasitos, as aulas acontecem a partir das 21h. Entrada: 25 pesos. Calle Perú, 571 – San Telmo.

5- Salón Canning – Parakultural | O local foi fundado pela comunidade grega de Buenos Aires no início do século 20. Das que visitei foi a milonga mais avançada no quesito técnico. Os dançarinos são de intermediário para cima. As aulas – para principiantes, inclusive – acontecem de segunda a quinta, em horários variados. As milongas são às segundas, terças e sextas, a partir das 23h. Mas o bicho pega mesmo a partir da 1h da manhã! Entrada: 30 pesos. Calle Scalabrini Ortiz, 1331 – Palermo SoHo.

Dica: visite o blog Aquí me Quedo, da Gisele Teixeira. Ela sabe tuuudo de milongas! Acompanhe também o Buenos Aires Milongas que traz programação completa com dia e horário da maioria delas.

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Fotos: Raul Mattar

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sábado, 21 de janeiro de 2012

Buenos Aires bairro a bairro: Villa Crespo, a região dos outlets

Não se iluda. Para os mão-de-vaca-muquiranas como eu, Buenos Aires já não é mais a pechincha de bons anos atrás. Há inflação no país e – mesmo com o peso ainda muito desvalorizado – os produtos e serviços subiram de forma surpreendente por lá. Sim, tem muita coisa acessível que, seguramente, apresenta valores mais interessantes do que no Brasil. E isso vai de bons restaurantes a roupas bacanas. Mas nada que valha uma viagem única e exclusiva à capital argentina somente para encher as sacolas. Para isso, prefira Miami!

Por outro lado, se você quer aproveitar sua estada aqui para vasculhar os outlets da cidade, seu destino é Villa Crespo – bairro vizinho a Palermo. A região está pinhocada de lojinhas de grifes nacionais e internacionais. Minha mãe e eu percorremos diversas ruas, encontramos muitos lugares legais, provamos algumas peças e calçados, mas não levamos… nada! Juro, nem um único par de meia!

Mas isso se deve mais à nossa falta de paciência no entra-e-sai das lojas do que falta de opção. Se você tiver mais disposição do que a gente, talvez faça boas compras. A maioria das lojas fica na Avenida Córdoba e na Calles Aguirre e Gurruchaga. Muitas delas, principalmente as de marcas grã-finas, têm lojas nos principais shoppings da cidade – onde oferecem a coleção nova. Já nos outlets, geralmente, estão peças de coleções passadas ou que apresentam mínimos defeitos ou que não passaram pelo teste de qualidade da empresa. Os descontos reais chegam a 60%.

O QUE FAZER

Não é um bairro com pontos turísticos dos mais conhecidos. O barato aqui é justamente fuçar nas lojinhas. São muitas e muitas opções e todos os outlets estão bem próximos um do outro. Para quem quiser se hospedar na região e aproveitar melhor o bairro, uma boa opção é o hotel Querido, da brasileira Mariana Pereira que mantém o blog My Villa Crespo, um site supimpa cheio de dicas atualizadas.

ONDE COMER

Café Crispin | Lugar simples e despretensioso, como todo o bairro. Oferece bolos fresquinhos, sanduichinhos, diversas sobremesas e café de primeira.

Sarkis | Mesmo que você não se interesse por outlets, em Villa Crespo você encontra um dos melhores restaurantes de Buenos Aires. O armênio Sarkis tem uma decoração sem muito charme, mas isso é absolutamente insignificante se comparado com as generosas porções de comida árabe, como o quibe assado e kafta de cordeiro. E ainda por cima é barato!

ONDE COMPRAR

Saiba: as lojas não costumam abrir no mesmo horário. Chegue depois das 10h30 que não tem erro. Muitas ficam abertas até às 20h, mas a maioria fecha às 19h. No domingo, as principais lojas da Av. Córdoba não abrem. Para comprar, Villa Crespo é muito melhor durante a semana. Abaixo, listo alguns dos outlets mais famosos. Mas a região está coalhada de outras opções!

Outlets em Buenos Aires | Calle Aguirre

Daniel Hechter (nº 700), Rapsodia (nº 729), Cheeky (nº 827), Timberland (nº 840), Vitamina e Uma (nº 864), Cacharel (nº 865), Christian Dior (nº 949) e Brooksfield (nº 966).

Outlets em Buenos Aires | Calle Gurruchaga

Etiqueta negra (nº 770), Akiabara (nº 772), Wrangler (nº 783), Christian Lacroix e Yves Saint Laurent (nº 787), Puma (nº 806), Prune (nº 861), Cardon (nº 888) e Clona Shoes (nº 890).

Outlets em Buenos Aires | Av. Córdoba
Adidas (nº 4602), Levi´s (nº 4654), Nike (nº 4660), Chocolate (nº 4856) e Kevingston (nº 4870).

COMO CHEGAR

Metrô: Estação Malabia (Linha C). Ao sair da estação ande três quadras até a calle Aguirre e comece sua festa!

Buenos Aires bairro a bairro

La Boca

San Telmo

Centro e Monserrat

Puerto Madero

Recoleta

Palermo

Abasto

Fotos: Sílvia Oliveira

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MATRAQUEANDO - Viagens e Comidinhas | Por Sílvia Oliveira | Jornalista | Curitiba, BR

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