-  Atualizado 17/02/2015

Como diferenciar uma hospedagem simples da pobre de espírito

Publicado por: Silvia Oliveira Matraqueando

Buenos-Aires-Pontos-Turisticos-Matraqueando-Blog-de-Viagem-06

Conto nos dedos de meia mão quantas vezes pude passar alguns dias num hotel de categoria superior. Minha especialidade é a hospedagem simples, a pousada rústica, o hotelzinho despojado, o albergue fuleiro ou a estância jaguara. Sempre trago boas lembranças. Deprimente e traumático é quando caio num lugar pobre de espírito.

A hospedagem pobre de espírito tem alma tacanha. Para ela, atendimento, missão e valores são coisas de estudante de marketing desocupado. Enquanto as pousadas simples oferecem um carinhoso chá de capim limão no meio da tarde, a pobre de espírito disponibiliza papel higiênico lixinha nos banheiros. Quase sempre desinfetados com o alarmante Pinho Sol, é certo.

Em nome do baixo custo, quem trabalha ou gerencia a hospedagem pobre de espírito confunde contenção de despesas com desmazelo e falta de dignidade. Em vez de investir em lençóis brancos de algodão – embora sejam um pouco mais caros podem durar uma vida  – jogam os hóspedes em panos piniquentos de florzinha , cheios de bolinhas com a desculpa esfarrapada de que são mais baratos. Sim, até são. Só que a falta de visão não deixa o empresário desinteressado perceber que isso vai custar, mais tarde, a própria biografia da empresa.

Delicadezas não custam quase nada, quando não, saem de graça. E isso varia do sorriso disposto a um par de balinhas de hortelã oferecido no check-out. Mas a hospedagem pobre de espírito é melancólica por natureza. Fico desacorçoada quando encontro um “café da manhã incluído na diária” como se fosse um favor do estabelecimento. Leite cheio de nata, café aguado, pães amanhecidos e, pior, uma apresentação deplorável com margarina e geléias lambuzadas em potinhos plásticos velhos! A hospedagem simples, ao contrário, tem por essência cuidar, zelar pelo bem-estar e acolher com delicadeza. E isso inclui oferecer, além de um básico e decente café da manhã, uma caseira e cheirosa torta de banana para acompanhar – por exemplo.

O hoteleiro pobre de espírito insiste no baixo padrão do seu negócio porque acredita que a simplicidade está associada ao desprezo pelo outro. Ele não se importa em agradar. Acha que uma cama e um chuveiro são suficientes porque cobra pouco. Concordo que hospedagens econômicas são desprovidas de luxos e de certos serviços. Mas quanto custaria ao empreendimento imprimir simpáticas mensagens de boas-vindas e deixar sobre sua cama ao lado de um chocolatinho regional? Por certo, só a mensagem já produziria uma sensação reconfortante ao hóspede.

A hospedagem pobre de espírito tem um agravante: não gosta de crianças, apesar de aceitá-las como “cortesia”. Se você desemboca num lugar desses com seus bacuris pode estar certo de que, se não for mal-tratado, muito provavelmente não será bem-vindo.  Não há pretexto – nem baixo custo – que justifique tanta animosidade. Já vi pousada pequena, módica e sem infra-estrutura para os pequenos oferecer de bom grado um balão colorido quando a garotada chega. Assim, simples e suficiente.

É possível diferenciar uma hospedagem simples da pobre de espírito já no primeiro dia. Na pobre de espírito o recepcionista está jururu e tem cara de poucos amigos. Ele não atende ou recebe você, apenas preenche uma ficha com seus dados. A tia da limpeza – seres simpáticos e comunicativos de nascença – fica sorumbática em ambientes como esse. Num encontro pelo corredor, ela não lança um “bom dia”, mas “fia, cuidado com o carpete”. Ainda tem isso. Nem toda hospedagem com carpete é pobre de espírito. Mas toda acomodação pobre de espírito vai ter alguma ala com carpete. 🙄

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42 comentários

  1. Comentário do dia 10/11/2010 às 13:07

    amei o texto Silvia! acho que não só hospedagem, mas tudo na vida pode se dividir em: básico, charmoso ou pobre de espírito. 😉

    E comentando seu comentário lá no blog: o Atacama é para sonhar sempre! Também fiz o que queria, mas a energia do lugar chama… eu só desanimo um pouco quando lembro das mil e uma conexões que me comeram dois dias inteiros (milhas-pinga-pinga, mas valeu!).

    (Responder)

    Resposta de Marcia Cristina

    Concordo com a Ana Carolina: primeiro, amei o texto. Claro, objetivo, fala tudo o que a gente pensa (mas não sabemos como se expressar) e, segundo, pode ser aplicado a tudo, de restaurantes a cabelereiros! 🙂

    (Responder)

  2. Sylvia
    Comentário do dia 10/11/2010 às 14:10

    Perfeito , lucido e verdadeiro !
    Adorei , viu Silvia ?

    (Responder)

  3. marina gomes
    Comentário do dia 10/11/2010 às 14:25

    Precisava imprimir isso e sair distribuindo por ai rsrsr Perfeito!

    (Responder)

  4. Margareth Bastos
    Comentário do dia 10/11/2010 às 14:41

    Minha amiga, há muito não “ouvia” algo tão sensato:
    “Nem toda hospedagem com carpete é pobre de espírito. Mas toda acomodação pobre de espírito vai ter alguma ala com carpete”
    Silvia Oliveira
    Vai para o livro Reflexões e Pensamentos! bjinhos

    (Responder)

  5. Comentário do dia 10/11/2010 às 15:26

    Oi Silvia! Adorei esse texto e já caí em tanta hospedagem “fuleira” na vida! Mas vivendo e aprendendo. Andei sumida de tudo porque estava voltada para a seleção do doutorado (lembra que vc me enviou um texto seu quando eu buscava referências bibliográficas?). Então, passei. Será que agora vou ter mais tempo? rs
    Beijos para vc e sem dúvida volto a ser assídua – só não tenho viajado tanto quanto gostaria (ainda).

    (Responder)

  6. Comentário do dia 10/11/2010 às 16:19

    Perfeito! Realmente tem uma diferença gigante entre pagar pouco e receber delicadezas e pagar pouco e receber papel higiênico lixinha. hahahahahaha!

    (Responder)

  7. vera
    Comentário do dia 10/11/2010 às 22:20

    Muito bom texto, sivinha, e as idéis estão perfeitas.
    beijo,
    vera

    (Responder)

  8. Alice
    Comentário do dia 11/11/2010 às 14:11

    Seria legal se houvesse um selo ou algo semelhante que ajudasse a distinguir a hospedagem simples mas efetivamente hospitaleira da hospedagem inóspita (como seu texto bem demonstra, esse oximoro existe aos montes). Infelizmente a classificação em estrelas, mesmo nos países onde a fiscalização é mais rigorosa, não afere esses pequenos detalhes. Um 3 estrelas muquefento é dez vezes pior que um 2 estrelas bem cuidado. Infelizmente essa informação a gente só consegue boca a boca ou chegando com a mochila e pedindo para ver o quarto antes. Parabéns pelo excelente texto.

    (Responder)

  9. Simone Lobo
    Comentário do dia 11/11/2010 às 18:05

    Fantástico Silvia!
    A pobreza de espírito muitas vezes afeta pousadas que cobram um pouco mais também (entre 250 a diária). Delicadeza e gentileza não tem muito a ver com preços, e, infelizmente, até quando pagamos mais por isso, acontece.
    Comigo aconteceu recentemente, em viagem de comemoração de aniversário de casamento. Não quero divulgar o nome por motivos éticos. Imagina chegar de madrugada com um bebê e ver que os lençóis não foram trocados? Isso não tem desculpa, não é? E olha que foi uma pousada recomendadíssima, na linda praia de Itacimirm – Litoral Norte da Bahia.
    Depois disso me desencantei tanto que o que valeu foi a linda vista para o mar e, é claro, a compania do maridão e do filhote.
    Beijos!

    (Responder)

    Resposta de Silvia Oliveira

    Ai, Simone, nem me fale! Pagar muito ou pagar bem e ainda assim não ter o mínimo aceitável é chocante! Isso nem é hospedagem pobre de espírito, mas ordinária mesmo!

    (Responder)

    Resposta de Simone Lobo

    Nem me fale… Isso porque eu avisei que era nosso aniversário de casamento e que estávamos com um bebê de 1 ano e 3 meses. Achei que, no mínimo, teria um agrado, sabe? Que nada, lençóis usados, com cheiro, um absurdo! Outras coisas podem até passar, mas dormir em lençol usado não dá! Acho que me acostumei muito mal com as pousadas da Rota Ecológica…rs
    Suas dicas são ótimas, adoro!!!!
    Beijos

    (Responder)

  10. Claudia
    Comentário do dia 12/11/2010 às 19:34

    Silvinha, já falei que vc é demais? Já né? hehehe….
    Adoreiii o texto, é isso mesmo….
    Otimo feriado….passo aqui sempre…..assim mato a saudade de vc, lendo seus textos….
    Beijo
    Clau

    (Responder)

  11. Comentário do dia 12/11/2010 às 20:45

    Adorei Silvia! Também sou habituée de cafofos, mas nunca me dei muuuito mal. E concordo que o pobre de espírito pode estar até mesmo escondido entre as estrelas…

    (Responder)

  12. mara sallai
    Comentário do dia 12/11/2010 às 22:31

    Texto brilhante.

    (Responder)

  13. Comentário do dia 13/11/2010 às 00:44

    Perfeito!!!!
    Sou como você, geralmente fico em Pousadas , albergues, etc. Tudo simples! Mas detesto a pobreza de espírito!
    Nossa! A parte do lençol foi perfeita! O Tales (Zuco) sempre se estressa com lençol ruim e cheio de bolinhas. Quando fomos para Natal, ele chegou a forrar o travesseiro com a minha canga, de tão crítica que a situação estava.
    No Hostel Chapada (Lençóis – BA) a experiência foi inversa, lugar simples, mas sem pobreza de espirito. O café da manhã era simples, mas com gosto de casa! O próprio dono (Juan – argentino) sempre fazia alguma coisa especial! Tapioca, cuscuz, etc. Recomendo 100%.
    Excelente crônica! Me identifiquei muuuito!!!!

    (Responder)

  14. Comentário do dia 13/11/2010 às 13:13

    O que tem de pousada / hotel e outros serviços pobres de espírito por aí não está no gibi (é uma rima, mas não uma solução)…
    Abraços!

    (Responder)

  15. Vica
    Comentário do dia 14/11/2010 às 01:00

    Nossa, me achei no local “pobre de espirito”. Há alguns anos atrás, fui a Gramado com minha prima, ficamos em uma pousada deste estilo. Estava frio, o aquecimento não ficou ligado o tempo inteiro, a cama era horrivel, o cafe o estilo citado no texto seguindo o estilo “pobre de espirito”. Tinha pouquissimas quantidades no café, ou seja, 2-3 fatias de pão, 2-3 fatias de bolo… Passamos um email falando disso e uma parte que me chamou a atenção: “voces dormiram em uma cama box sabiam? São as melhores camas do mundo”. Sim, são mas aquelas não eram! Ele poderia ter respondido de uma outra maneira! Não estavamos pedidindo, de forma alguma, uma diaria extra e sim a melhoria do local. Pelo jeito que fui tratada, nunca recomendo a pousada! Acho que um local simples não necessariamente tem que ser ruim. Exatamente como voce falou. Eles me deixaram tão traumatizada que hoje quando escuto a palavra pousada acho que vai ser sempre desse jeito. Hoje, dou preferencias a hotéis que se enquadram no meu orçamento.
    Resumindo, achei o texto otimo!

    Abraços
    Vica

    (Responder)

  16. Carmen
    Comentário do dia 14/11/2010 às 11:33

    Alojamento simple, sim!… alojamento pobre de espírito nunca jamais!!!
    Bjs

    (Responder)

  17. Comentário do dia 14/11/2010 às 12:06

    Adorei o texto também!

    Parabéns pela lucidez e que ouçam seus sábios conselhos os donos de pousada!!

    (Responder)

  18. Comentário do dia 14/11/2010 às 12:26

    Visitando seu blog pela primeira vez e me identifiquei com seu modo de ver e de redigir suas percepções! Parabéns! Sandra
    http://projetandopessoas.blogspot.com//

    (Responder)

  19. CarlaZ
    Comentário do dia 14/11/2010 às 13:12

    Muito bom o texto Silvia! Eu que também fico em hotéis simples já cai nas 2 categorias…

    (Responder)

  20. Comentário do dia 15/11/2010 às 15:38

    Deus nos livre das pousadas pobres de espírito… Com certeza não será delas o reino dos céus!

    (Responder)

  21. Comentário do dia 17/11/2010 às 20:19

    Silvia,
    Como sempre, você foi precisa! Seu post é praticamente um tratado descritivo das espécies mais econômicas de hospedagem… rs
    Não tem nada melhor que uma pousada simples!
    Abs

    (Responder)

  22. Virginia Lucia
    Comentário do dia 20/11/2010 às 17:37

    Sílvia, que texto preciso! Como eu te contei, segundo a sua indicação, fiquei em Puerto Varas numa pousada simples mas charmosíssima, nada de pobre de espírito, cuidado e carinho em cada detalhe (Hotel Weisserhaus). Amei. Beijos

    (Responder)

  23. martha bachilli
    Comentário do dia 23/11/2010 às 18:32

    Bah, Silvia! Teu blog é espetacular! Eu adoro o VnV, mas nunca consigo seguir os conselhos do mestre no quesito hospedagem porque tô muito mais pro albergue rústico do que pro hotel charmoso e novinho.
    Os donos de pousadas, hosteles e albergues deveriam ler o teu post! E
    u mesma cada vez que vou a um lugar destes -bom ou ruim- sempre fico com vontade de ter minha própria pousada com caprichos pequenos e delicados que seriam um diferencial neste mar de estabelecimentos do tipo.
    Obrigada pelas dicas! Tô lendo o “Espanha 50 euros por dia” e aproveitando as dicas (viajo sábado, cheia de expectativas, apesar do invernão).
    Beijo

    (Responder)

  24. Comentário do dia 29/11/2010 às 11:27

    Adorei a definição: “Pobre de Espírito”…

    E olha que encontramos cada vez mais esse tipo de hotel. E a culpa é dessa conteção de despesas burras. Investir na qualidade é certeza de retorno. Pode não ser a curto prazo, mas ele virá e será muito bom.

    Vale a pena investir na qualidade, que não é sinônimo de luxúria, e sim, de bom gosto e respeito pelo cliente.

    Abraços!

    (Responder)

  25. Abgail
    Comentário do dia 06/1/2011 às 15:52

    Entretanto vale lembrar que ninguém é obrigado a se hospedar em tal ou tal lugar sendo essa uma escolha, pois o hospede é livre para decidir….
    Assim como as estalagnes mediocres, também existem os hospedandos mediócres, que não querem pagar por nada, mas fazem questão de tudo…..

    (Responder)

    Resposta de Silvia Oliveira

    Muito bem lembrado, Abgail. Quando se paga pouco, geralmente sabemos que a hospedagem é desprovida de certas serviços. O que não justifica a pobreza de espírito de muitas hospedagens baratas, que justificam falhas absurdas por que cobram pouco. No entanto, existe, sim, hóspede imbecil que quer pagar uma micharia, mas quer alguém para carregar malas, lençóis de linho, amenities no banheiro… aí num dá, né!

    (Responder)

    Resposta de Andressa Fabris

    Aqui vale lembrar também que há locais muito luxuosos e ainda assim pobres de espírito, né?

    (Responder)

    Resposta de Silvia Oliveira

    Sem dúvida nenhuma, Andressa! 🙂

  26. Edileuza Lima de Oliveira
    Comentário do dia 21/2/2011 às 18:02

    Caraca…… vc continua o máximo, né!!!!
    Que texto perfeito!!!
    Eu, que sempre gostei de me aventurar, sei muito bem o que é encontrar pela frente hospedagem “pobre de espírito”!
    Afff!!!
    Beijos … beijos.

    (Responder)

    Resposta de Silvia Oliveira

    Pô, como ousas ficar tanto tempo sem dar o ar da graça por aqui? Bora matraquear!!!! 🙂

    (Responder)

  27. Timbalada
    Comentário do dia 30/3/2011 às 21:21

    minha última hospedagem pobre de espirito, foi a pousada lagamar em parati. moscas nos paes, nojento. meu bacuri pediu agua no cafe da manha. no primeiro dia, so tinha quente. no segundo nem quente tinha.

    o que valeu foi o tempo maravilhoso, o passeio de barco, em suma o tempo passdo longe da pousada PdE.

    (Responder)

  28. Comentário do dia 09/6/2011 às 00:59

    Nossa Silvia, li seu texto como se ele fosse meu!

    Quem fez o preço? O estabelecimento ou o cliente? O estabelecimento certo? Então por que o cliente tem que pagar o pato?

    Eu sempre digo que independente do valor que é cobrado pelo serviço, temos o direito de sermos tratados com o mínimo de dignidade. Se o local não tem condiçoes de hospedar pelo preço Y, então não o faça.

    🙁

    (Responder)

  29. Andressa Fabris
    Comentário do dia 30/7/2011 às 12:39

    Nossa, seu texto me fez lembrar da pousada Mikolay, em Gramado, simplééérrima, mas riquíssima em espírito, com um café da manhã super caseiro, tudo saindo quentinho do forno, ai que delícia! É bem isso que procuro, lugares simples e ricos em espírito. Bem que poderias fazer uma listinha destes lugares que já lassaste, né? Bj

    (Responder)

  30. Camilla
    Comentário do dia 25/9/2011 às 11:56

    Parabéns pelo texto Silvia! E como muitos já falaram aqui, pobreza de espirito não tem relação com preço ou status, é um estilo de vida!! Torcemos sempre pra nunca encontrar esses pobretões em nossas viagens, pq isso acaba com qq humor 🙂
    Bjo

    (Responder)

    Resposta de Silvia Oliveira

    De acordo! 😀

    (Responder)

  31. Renata
    Comentário do dia 23/10/2011 às 14:28

    Sílvia, me indica um hotel simples em Curitiba, que não seja pobre de espírito??Estou um pouco preocupada pois sou de Belo Horizonte e vou sozinha, tenho pouca experiencia em viagens solo.

    Li em outro site que a regiao central não é lá mto segura, e que os hoteis prox. a Rodoferroviaria sao meio duvidosos. Por outro lado, ficar no Batel não tá barato.

    Minha viagem vai começar pela ilha do Mel (sexta a domingo) e Curitiba de seg a quarta. Pensei em inverter a ordem pra pagar mais barato em Curitiba, mas penso que a ilha vazia durante a semana pode ser meio depressivo pra mim.

    Qualquer dica que puder dar vai ajudar muito!

    (Responder)

    Resposta de Sílvia Oliveira

    Na região da rodoferroviária tem o econômico Formule 1 – da rede Accor que tem valor único para até 3 pessoas no mesmo quarto – e no Batel, o Ibis Batel. Não sei qual a sua previsão de gastos, mas tem o Roma Hostel (albergue) que fica em frente ao Shopping Estação! Abs!

    (Responder)

  32. leonardo daniel
    Comentário do dia 27/3/2012 às 12:56

    A verdade sou um recente propietariode pousada, procurando outras coisas por internet me di com esta pagina. Vc esta correcta super certa, a falta de calidez humana e mezquindade espanta cualquer pasageiro e hipoteca ofuturo de qualquer emprendimento. Agraceço a vc por o texto sirveu muito para mi. saludos Leo

    (Responder)

  33. Comentário do dia 07/6/2012 às 03:06

    Adorei o texto. É exatamente a impressão que eu tenho sobre hotéis baratos. Estou viajando com um orçamento apertado pela ásia. já encontrei algumas excelentes hospedagens simples e outras tantas pobres de espirito. Quando se está longe de casa um hotel acolhedor é tão bom. Eu fico me lembrando dos hotéis baratinhos que ficava no interior de minas, em cidades pequenas e pobres (a trabalho) mas super acolhedores e com aquele café da manhã que só o brasil sabe oferecer….

    (Responder)

  34. Alice
    Comentário do dia 13/8/2012 às 18:17

    Adorei o texto, gostaria que as pessoas/usuarios que avaliam os hoteis e pousadas que frequentam tb tivessem essa desenvoltura … facilitaria para todos.

    (Responder)

  35. Klenize
    Comentário do dia 24/10/2012 às 00:17

    Nossa! Estive esta semana em um hotel (?) exatamente assim em Porto Alegre… rssss….

    (Responder)

  36. Carina Teixeira
    Comentário do dia 05/12/2012 às 14:11

    Ainda não tive essa má sorte de cair num muquifo pobre de espirito, as pousada que já visitei eu pesquisei muito e fui atrás de vários depoimentos, pra mim é imprescindível ter uma boa cama, limpeza descente do local e bom atendimento, nesses aspectos eu me dei bem na minhas escolhas.É tão gostoso você entrar num quarto de uma pousada e sentir aquele cheirinho agrádavel, e no café da manhã conseguir notar a preocupação da pousada em agradar o máximo possivel os hospédes, isso é muito e bom e querendo ou não a gente se sente super a vontade e importantes.

    (Responder)

  37. Comentário do dia 26/12/2012 às 23:00

    Silvia!!!
    Como eu curto teus textos, sempre tão lúcidos e ao mesmo tempo divertidos! Tens razão em tudo o que falaste, e faço minhas as palavras do pessoal que ja comentou por aqui!

    Aqui em casa somos adeptos do simples e aconchegante, geralmente ficamos em pousadas ou apes! Uma vez nos ocorreu na cidade de Torres de cair em uma pousada com site perfeito, atendimento por telefone perfeito, comentários bons… E quando chegamos lá, simplesmente não conseguimos entrar no quarto, nos obrigamos a reclamar e desistir da reserva! E olha que não somos nada reclamões, aceitamos muitas falhas numa boa, com conversa e soluções, mas do jeito que apresentaram essa, não tivemos outra saída!

    Um adendo: bora compartilhar esse texto por ai, pode??? Gestores de hospedagem e turismo precisam ter conhecimento disso!!! 🙂

    Um beijo grande, de quem comenta pouco, mas quando comenta, quase faltam caracteres!!! Kkk

    (Responder)

  38. Osvaldo Gonçalves Ribeiro
    Comentário do dia 15/2/2013 às 17:19

    Ótimas considerações. Deveria ser enviado a todos os donos de hotéis e pousadas. Parabéns.

    (Responder)

  39. Comentário do dia 21/6/2013 às 17:19

    Nossa!!!!! Texto gostoso, leve, fácil de entender, disse tudo o que alguém gostaria de dizer ou escrever, mas esse dom não é para todos . Silvia, você é mui ADMIRAVEL ! Vejo amor no que faz. Beijão.

    (Responder)

    Resposta de Silvia Oliveira

    Obrigada, Edna! Apareça sempre! 😉

    (Responder)

  40. Raquel Oliveira
    Comentário do dia 08/7/2013 às 19:46

    Tenho que imprimir um monte desses pra deixar de “lembrança” para as pousadas pobres de espírito que encontrar por aí! rsrrss

    (Responder)

  41. Comentário do dia 19/9/2013 às 18:41

    Muito bom texto, Silvia!
    Na minha última viagem, fiquei em hotéis de rede, mas considerados simples (Ibis e Ibis Budget) e por duas vezes precisei caçar a “tia da limpeza” e dizer que precisava repor o sabonete líquido…
    (ainda bem que levo sempre um frasquinho com sabonete na mala…)

    (Responder)

    Resposta de Silvia Oliveira

    Pois é, eu sempre fiquei em hospedagens simples… mas ando muito embirrada com sovinice e má vontade só porque o lugar é “barato”.

    (Responder)

  42. Comentário do dia 19/9/2013 às 20:29

    Texto perfeito que me fez lembrar de exemplares de ambas as categorias de hospedagem. Uma vez, em especial, numa viagem com amigos, essa diferença saltou aos olhos. Íamos ficar todos num determinado lugar, mas quando algumas pessoas descobriram que tal lugar era um hostel, deram para trás: “ui, um albergue, Deus me livre”, aquele preconceito típico de brasileiros pouco habituados a viajar.
    Eu e mais algumas pessoas já tínhamos feito e mantivemos nossas reservas no hostel em questão, que se revelou uma hospedagem simples, porém simpática e agradável (e barata, claro). Tudo limpinho, piso de cerâmica, comidinha simples mas honesta, funcionários simpáticos e bem dispostos, uma piscina show, animação para quem queria festa, tranquilidade para quem queria sossego.
    O pessoal que desistiu do hostel foi parar num hotelzinho velho e tristonho. Pela cara dos que nos visitaram no hostel, era visível a frustração resultante da escolha. E adivinha? Todo mundo passando mal de rinite por causa do carpete fedorento, rs. Clássico.

    (Responder)

    Resposta de Silvia Oliveira

    Hahaha, ótimos exemplos! 😀

    (Responder)

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