O bairro da Liberdade | São Paulo

O Japão sempre esteve presente de alguma forma na minha vida. Gosto da comida, das festas típicas, de quimono, do Karatê Kid, já fiz dança japonesa por quatro anos e até me divirto quando vejo uma luta de sumô. Chico Xavier provavelmente diria que fui gueixa – ou samurai – em alguma outra vida. Rá. O bairro da Liberdade, em São Paulo – maior reduto da comunidade nipônica fora do Japão – oferece, numa ambientação típica  e ao ar livre! – história, arquitetura, gastronomia e compricthas – tudo num lugar só, a dois passos do metrô.


O portal Toori: marco do bairro Liberdade, em São Paulo.

Desde a Expedição Brasil Express tenho um código de conduta estabelecido nas minhas viagens: priorizar poucos e bons atrativos. Realmente me convenci de que não é possível conhecer todos os museus, todas as igrejas, todas as praças, todos os cafés da cidade… se eu não tiver pelo menos uns três meses para isso. Sempre que planejava ir a São Paulo, por exemplo, sofria ao tentar montar um roteiro lírico, beirando o devaneio. Queria esbugalhar a capital num sábado e domingo. Já havia decidido que ia dedicar um dia ao bairro quando conheci o delicioso guia prático – e grátis – da Liberdade , um oferecimento do Blog de São Paulo, criado e editado pelo espanhol Tony Gálvez, radicado na capital paulista.

De fato, nunca busquei aquelas dicas de lugares escondidinhos. Eu sempre quero mesmo é tentar conhecer o básico da cidade – aliás, o “básico” aqui, sozinho, já relaciona uns 50 atrativos interessantes. O bairro da Liberdade se encaixou perfeitamente nos meus atuais critérios de viajante. Há uma enorme quantidade de restaurantes japoneses e chineses, muitas lojinhas de presentes típicos, de utilidades domésticas a cosméticos importados. Aos sábados e domingos (9h às 18h) acontece uma tradicional feirinha na Praça da Liberdade – que fica na saída da estação de metrô… Liberdade (linha azul).

Continuação natural da praça, a Rua Galvão Bueno (não, não é uma homenagem ao locutor da rede gRobo e, sim, faz menção a um professor e advogado brasileiro do século 19) é a principal via do comércio do bairro. Daqui você leva uma das mais tradicionais fotos da região: o enorme portal vermelho Toori, acompanhado de luminárias no mais perfeito estilo oriental. Por toda a alameda há vários mercadinhos com comidinhas, frutas exóticas e bebidas tradicionais. Não espere os preços atacadistas da Rua 25 de Março. Até porque, na Liberdade, quase tudo tem certificado de procedência: é gaLantido, né!

Sintonize na Rádio Matraca: nosso podcast sobre São Paulo!
São Paulo: seu destino em um minuto

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Fotos: Matraca’s Image Bank

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12 comentários

  1. Comentário do dia 15/10/2010 às 10:25

    E agora você lê pensamentos, é? ;-) Tem um tempão que eu planejo ir turistar em São Paulo e finalmente vai sair! O Eduardo quer ir ao Salão do Automóvel, então vamos aproveitar o feriado de Finados para explorar São Paulo. Já estou montando meu roteirinho e agora vou receber o bairro da Liberdade de bandeja! :-D

    Beijos!

    (Responder)

  2. Oscar
    Comentário do dia 15/10/2010 às 10:58

    Silvia

    Muito legal esse seu Post sobre a liberdade… Foi nesse bairro que tive o primeiro contato com o oriente desde que me entendo por gente.. Devia ter uns 4-5 anos de idade e ficava fascinado pela arquitetura e principalmente as luminárias tradicionais do bairro… Como meus pais não eram muito chegados a sushi nesta época ainda não havia descoberto uma das minhas cozinhas favoritas…
    Parabéns ;) vendo este post e as belíssimas fotos lembrei de quando era pequeno :D

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  3. Mac
    Comentário do dia 15/10/2010 às 11:53

    Galera,

    Não deixei de comer um pastel na Yoka (Rua dos Estudantes, 37, tel.: 3207-1795) e tomar um Pobá na Bakery Itiriky (Rua dos Estudantes, 24 – Liberdade, SP
    Tel: 11 3277-4939
    ). Ambas ficam na rua dos Estudantes quase uma de frente para outra.

    Prepare a paciência porque aos fins de semana, o movimento é grande. Se os restaurantes estiverem cheios ( e entre as 11:30 as 15:00 SEMPRE ESTÂO), recomendo uma ida na Barão de Iguape onde fica o Katsuzen(Barão de Iguape, 55 ) , especializado em milaneza. O lugar é pequeno e poucas mesas, mas só vi algumas vezes cheio.

    Descendo a Galvão Bueno, tem o Restaurante Galvão Bueno (Galvão Bueno, 451) que é um restaurante de comida chinesa, japonesa e coreana. O Bulgogui é o prato da casa. Você pega as carnes no buffet e faz na mesa. Prepare-se para a defumação, mas vale a pena. Também tem ostras frescas, apesar que o sushi não é tão bom.

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    Resposta de Silvia Oliveira

    Legais as dicas! De todas as suas indicações eu só comi o pastel e uma esfiha de beringela ma-ra-vi-lho-sa no Yoka ! Vou deixar tudo anotado para a próxima! :-)

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    Resposta de MacCrow

    Precisa experimentar o pastel japonês também da Yoka! =)

    Nas próximas também um lugar legal para almoçar na praça é no restaurante Karê Ya (Pça da Liberdade, 258). NO 2o andar tem um a vontade e com sushis gostosinhos ! =)

    Mas opções não faltam mesmo!

    E com mais um ônibus, em 10 minutos você pode ir parar no Bixiga, bairro das cantinas italianas e da feirinha de antiguidade aos domingos e os passeios podem ser feitos juntos! =)

    Na Barão de Iguape com Galvão Bueno, tem um ponto de ônibus e passam uns ônibus laranja (Shop. Continental, Jd Maria Luiza, Cohab Educandário) só dar sinal, e uns 4 ou 5 pontos depois, você chega na Brigadeiro Luis Antonio (pede para o cobrador avisar quando chegar no último ponto da brigadeiro antes da 13 de maio).

    Sobe a brigadeiro a pé até a ponte do Armandinho do Bexiga e vira a direita (qq dúvida tem um posto de gasolina, só perguntar onde fica a feira, mas é fácil fácil), ai mais uns 10 minutos de caminhada pela calçada do posto, você chega na feira e nas cantinas!

    De metro fica mais complicado pq é mais longe mas acho que o taxi é uma boa escolha e deve dar uns 15 reais.

    Nas cantinas, qdo quiser indico algumas depois =)

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  4. nair
    Comentário do dia 15/10/2010 às 15:29

    Nossa!! chega me deu um “aperto” no coração, de saudade da minha terra…. Em dois segundos, me vi dentro do metrô, que naquela epóca nem era separado por cores…rs, indo pro trabalho, voltando da facul, ou simplesmente passeando por tantas esquinas dessa nossa Sampa! Bom… deixa eu voltar aqui pro meu expediente…rs, bjão procê!

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  5. Marcia Cristina
    Comentário do dia 15/10/2010 às 16:02

    Imagino que deve ser um passeio realmente cultural , mais até do que compras! É outro universo.

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  6. Comentário do dia 15/10/2010 às 17:41

    eu queroooo! um monte de buginganga q comprei no japão, fora essas bebidinhas de frutas q adorooo!

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  7. Comentário do dia 18/10/2010 às 23:16

    Simplesmente perfeito!!!!!
    Voltarei para Sampa em novembro, ainda não conheci a Liberdade, não consegui encaixá-la em agosto.
    Agora com o seu guia completo, vou sozinha mesmo e aproveitarei cada cantinho, sem pressa… =))
    Aliás, adorei o Melona!!! Passei 1 semana em Sampa e tomei 1/dia (o de manga tb é fantástico), semana passada encontrei aqui no Rio também, fiquei meeega feliz!
    Parabéns pelo post e novamente valeu pelas dicas!

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    Resposta de Silvia Oliveira

    Vá mesmo (menos à noite!). O bairro merece de um a dois dias inteiros! :-)

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  8. Neide
    Comentário do dia 21/10/2010 às 09:17

    Na verdade o bairro da Liberdade está repleto de chineses e coreanos, os japoneses são minoria. Os sucos da foto e o famoso sorvete Melona são coreanos, as lanternas e grande parte das bugingangas a venda nas lojas são “made in China”. Acho que a Liberdade se transformou numa China Town. Até a versão mais recente do Karate-Kid foi filmado na China. Mesmo aqui no Japão ê raro encontrar algo genuinamente japonês. O Japão é um dos maiores importadores de produtos chineses. Há dois anos atrás quando fui ao Brasil dei um pulinho na Liberdade. Confesso que sou fã da comida japonesa adaptada ao paladar do brasileiro. Sinto falta da comida japonesa do Brasil.rsrs

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    Resposta de Silvia Oliveira

    Neide, adorei sua análise. De fato, tive essa percepção – mas acho que não tive coragem de dizer… aquilo é a Chinatown brasileira – sem nenhuma conotação pejorativa, claro! Existe uma enorme associação japonesa no bairro, mas, de fato, quase tudo por lá é made in china (não porque sejam produtos vagabundos, mas é que a China produz de tudo mesmo – hahahaha) e alguns dos melhores restaurantes são de cozinha coreana ou cantonesa!

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  9. Comentário do dia 24/10/2010 às 13:19

    *gaLantido hahahaha ri alto aqui, ótimo post.

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  10. Ana
    Comentário do dia 11/11/2010 às 13:21

    Moça, você está confundindo capitão de fragata com cafetão de gravata, quem fala trocando o “R” pelo “L” são os chineses e o coreanos (ou o Cebolinha), não os japoneses, eles fazem exatamente o contrário, trocam o “L” pelo “R”…wake up!

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    Resposta de Silvia Oliveira

    Querida, o que mais tem no bairro da Liberdade são chineses e coreanos. Se ligue e use seu senso de humor da próxima vez. (Se é que você sabe o que significa isso!)

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  11. Julio Cesar
    Comentário do dia 28/10/2011 às 01:28

    Estou indo para Sampa no próximo fim de semana e achei o máximo esse seu roteiro pelo bairro da Liberdade! Parabéns pelo site!

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  12. Mirian Sakura
    Comentário do dia 19/1/2012 às 21:45

    Silvia, você foi a algum karaokê ou tem algum para indciar na Liberdade? Obrigada!

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4 Trackbacks

  1. [...] This post was mentioned on Twitter by Carolina Rodrigues, Clarissa Comim. Clarissa Comim said: O Bairro da Liberdade – São Paulo http://goo.gl/45U1 [...]

  2. Por JapanTown – Explorando São Francisco « MauOscar em 20 de janeiro de 2011 às 18:55

    [...] Bairro da Liberdade em Sampa pela Silvia Oliveira do Matraqueando [...]

  3. [...] estação Paraíso você chega em 10 minutos ao bairro da Liberdade, em 15 minutos à estação São Bento (porta de entrada para o Mosteiro de São Bento e Rua 25 de [...]

  4. Por JapanTown – Explorando São Francisco | MauOscar em 10 de julho de 2011 às 16:35

    [...] Bairro da Liberdade em Sampa pela Silvia Oliveira do Matraqueando [...]

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