INHOTIM – Parte 4 | Arte contemporânea

Penetrável Magic Square, de Hélio Oiticica: invenção da cor.
Não precisa entender. Nem espere deste post um tratado sobre arte contemporânea, muito menos a descrição das obras distribuídas pelo complexo. Basta entregar os sentidos. Quando você fizer sua visita aqui – sim, você não pode morrer sem antes conhecer o Inhotim – acabará degustando o acervo à sua maneira.

Celacanto Provoca Maremoto, de Adriana Varejão: desconstrução da azulejaria portuguesa.
Embora eu não me atreva a definir o Inhotim, o próprio instituto estabeleceu que aquela imensa área verde é um complexo museológico, constituído por uma sequência não linear de pavilhões em meio a um parque ambiental. Dito isso, muitos guias de turismo o classificam simplesmente de museu. Um museu ao ar livre, é verdade. Sem as dimensões tradicionais dos abrigos de arte, um modelo totalmente inédito para expor a produção contemporânea.

Através, de Cildo Meireles: materiais que revelam o ver “por meio de”.
Não consigo me lembrar qual foi a primeira obra que vi, entrei ou prensenciei quando comecei meu périplo pelo Inhotim. Mas fica absolutamente clara a estratégia do complexo em oferecer aos artistas a oportunidade de criar obras específicas com as características do lugar. Sem contar que não existe uma rota obrigatória de visitação. Você fica livre para ir e vir entre exposições a céu aberto e galerias.

Folly, de Valeska Soares: videoinstalação com imagens refletidas infinitamente no interior.

Troca-troca, de Jarbas Lopes: os fusquinhas coloridos andam pelo complexo.
Alguns pavilhões foram construídos especialmente para acolher determinados trabalhos. Há muita coisa espalhada pelos jardins, peças e esculturas embrenhadas na mata ou ao redor das trilhas. A área é tão grande que existem carrinhos motorizados para levar o visitante até as obras com acesso mais difícil. Não se assuste se você vir três fusquinhas coloridos passeando por lá. A obra de Jarbas Lopes é “móvel” e durante um mesmo dia pode mudar de lugar.

Carrinhos motorizados levam o visitante às obras mais distantes.

Glove Trotter, de Cildo Meireles: volume, peso e gravidade. Uma das bolinhas é uma pérola.
A curadoria do museu está a cargo de Allan Schwartzman, Jochen Volz e Rodrigo Moura, com assistência de Júlia Rebouças. São mais de 100 artistas de 30 países diferentes. Mencionar apenas alguns deles (e não todos) poderia até deixar alguém magoado, mas como referência você vai encontrar, conhecer ou reconhecer nomes como Cildo Meireles, Hélio Oiticica, Iran do Espírito Santo, Adriane Varejão, Tunga, Valeska Soares, Janet Cardiff, Zhang Huan, entre muitos e muitos outros.

Beam Drop Inhotim, de Chris Burden: 71 vigas de construção jogadas por um guindaste de uma altura de 45 metros em cima de uma laje de cimento fresco.
Importante: reserve um dia inteiro para o Inhotim. Mesmo assim, provavelmente, você não vai dar conta. Se possível, agende uma visita orientada – que poderá ser temática ou panorâmica. Vá com um calçado confortável e use protetor solar. No mais, agende o dia, principalmente, para ser feliz!

Caleidoscópio gigante: interação de obra com natureza.

SERVIÇO
Instituto Inhotim | Como chegar ao Inhotim?
Local: Rua B, 20 | Brumadinho, Minas Gerais – a 60 km de Belo Horizonte.
Horário: quarta a sexta das 9h30 às 16h30 e sábado, domingo e feriado das 9h30 às 17h30.
Entrada: R$ 16,00 (maiores de 60 anos e estudantes pagam meia). Entrada gratuita para menores de seis anos.
Fotos: Matraca’s Image Bank
Leia também:
INHOTIM | Parte 1 – O complexo
INHOTIM | Parte 2 – Jardim Botânico
INHOTIM | Parte 3 – Cidadania e educação
INHOTIM | Parte 4 – Arte contemporânea
Como chegar ao Inhotim?
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Minha visita ao Instituto Inhotim faz parte da Expedição Brasil Express, by Matraqueando. Entenda o projeto.




6 comentários
Silvinha, tudo no Inhotim é deslumbrante! Sinceramente nunca vi isso divulgado em blog/site nenhum! Ah, além de dar parabéns pela série (outra vez) PARABÉNS para você pelo aniversário! Beijos!
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Obrigadíssima, Marcia! Você é uma querida!
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Eu amo viajar, conhecer tudo d enovo… visito muitos sites e blogs… mas o seu trabalho, Sílvia, é irresístível! (Eu não sabia que era seu níver… BEIJOS ENORMES!)
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Como assim? Parece que eu não vi um monte de coisa!
Tenho certeza de que ainda vou voltar ao Inhotim!
Beijos!
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Camila, eu vi muuita coisa… mas ainda ficaram obras pra trás! Tô pensando em voltar com o Raul em setembro!
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Silvia, trabalho no Inhotim e gostaria de parabeniza-la pela serie. Voce foi muito feliz na forma como apresentou o Inhotim e a sua complexidade, sem querer reduzi-lo a descricoes simplorias. As informacoes estao precisas e atualizadas, parabens! Serei um novo leitor assiduo do site. Abs!
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Brigadão, Bruno! Foi realmente bem difícil falar do Inhotim, tanto que demorei um monte para produzir a série. Os textos nem são muito longos, mas era preciso encontrar a melhor maneira de descrever o indescritível!
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Gostei muito do seu Blog. Está bem bonito e tem excelentes artigos. Em especial gostei muitos das gulosimas de natal e Recife. Muito riquesa gastronômica e ainda assim o povo passa fome nesse país, né? parabens pelo lindo trabalho
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Queria agradecer mais essa indicação, Sílvia. Se não fosse pelo seu blog eu nunca teria conhecido o Inhotim. Foi muito bom, uma das melhores atrações do Brasil, com certeza! Beijos!
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Um Trackback
[...] O Blog Matraqueando de Silvia Oliveira fez uma série dividida em quatro posts discorrendo sobre Inhotim. Confira cada post clicando nos seguintes links: O Complexo - Jardim Botânico – Cidadania e Educação – Arte Contemporânea. [...]