sábado, 16 de outubro de 2010

Onde comer no bairro da Liberdade | São Paulo

Não foi desta vez que fiz um tour essencialmente gastronômico pelo bairro da Liberdade. Algumas boas indicações chegaram via Twitter, mas acabei comendo perto de onde a fome bateu. No meu primeiro dia em São Paulo fui à noite ao bairro japonês. Tinha aquela ilusão de ver as luminárias orientais adornando as ruas. O que encontrei foi uma região meio abandonada – com quase tudo fechado – inclusive os principais restaurantes.


Combinado de sushi e sashimi no Restaurante Banri.

Tivemos uma sensação de insegurança. As ruas estavam vazias, sem nenhuma movimentação. Tratamos logo de encontrar um lugar para jantar. O único restaurante aberto – a uns 100 metros da Praça da Liberdade (onde desemboca o metrô) – era o Banri, que está mais para comida chinesa que japonesa. Pedimos um tradicional yakissoba (macarrão com carne e legumes) por R$ 23,90 e uma porção de sushi e sashimi por R$ 19,90.

O Banri é uma mistura de café, mercearia e restaurante. Na entrada, você encontra um mercadinho com aquelas guloseimas fascinantes do universo nipônico. Foi aqui que eu tirei esta foto do mini abacaxi, uma fruta que você come em gomos, como se fosse uma… jaca! Do Banri também levamos um potinho de biscoito de gergelim por R$ 4,00.


O enorme salão do Restaurante Nandemoyá: mais de 40 pratos típicos japoneses.

No almoço do dia seguinte apostamos no Restaurante Nandemoyá. A sugestão veio do Dicas Esparsas, confirmando a recomendação de um senhor muito simpático que encontramos ao sair do Banri. Pois então, prepare-se: o Nandemoyá é aquele tipo de lugar que você ama ou odeia. Primeiro, o ambiente leva a uma experiência estética única: é feio pra dedéu. O espaço enoooorme pode abrigar até 400 pessoas. Na entrada, aquários cafonas dão as boas-vindas e leitores de mão interpretam sua sorte… em japonês.

Mais alguns passos e você chega ao que interessa: um buffet gigante com mais de 40 pratos típicos da culinária japonesa (com algumas opções de comida chinesa e brasileira). O preço do quilo? R$ 39,90 – e o Missoshiro (sopa de missô) e a sobremesa (frutas) são grátis. Meu sensor mão-de-vaca-muquirana quase entrou em colapso. Mas eu queria ter aquela opção de escolher o que tivesse vontade de abocanhar da gastronomia japonesa. Acabou que meu prato não passou de R$ 13,00. O do Raul ficou em torno de R$ 18,00 e o da minha mãe – que encheu a cuia – saiu por R$ 20,00. Sucos e refrigerantes têm preço acima da média, é bom lembrar.

Pra fominha do meio da tarde, não houve dúvida ou discussão. Fomos ao Pastel Yoka, recomendado pelo Blog de São Paulo e eleito pelo júri da Revista Veja há muitos anos como o melhor pastel da cidade. É uma lanchonete bem simples, pequena, com poucas mesas. Portanto, está sempre lotada. Apesar de oferecer os mais diversos tipos de recheio, como o de calabresa defumada com tomate e catupiry, eu fui no tradicional pastel de carne (R$ 3,50). Bem feito, sequinho e com ótimo tempero. Mas foi a esfiha de berinjela (R$ 4,00) que deu todos os pontos ao lugar. Nunca havia provado uma esfiha… de berinjela. É o encontro perfeito no conluio das comidinhas. Recomendo, recomendo, recomendo!

Sobremesa? Sorvete de melona (melão… da marca Melona). Há outros sabores como morango, banana e melancia – mas o verdinho é o mais tradicional. Parece uma fruta congelada. É docinho e cremoso. Ma-ra-vi-lha! Há inúmeros quiosques vendendo o acepipe no bairro da Liberdade. Custa, em média, R$ 3 mirréizinhos!

SERVIÇO:

Restaurante Banri
Rua Galvão Bueno, nº 160
Tel.: (11) 3208.7232

Restaurante Nandemoyá
Rua Américo de Campos, nº 9
Tel.: (11) 3208.8604

Pastel Yoka
Rua dos Estudantes, nº 37
Tel.: (11) 3207.1795

Outros lugares aonde eu gostaria de ter ido, mas vão ficar para a próxima:

Jambo | Especializado em dim sum, uma espécie de petisco chinês em forma de pasteizinhos fritos ou cozidos no vapor.
Rua Conselheiro Furtado, nº 1095
Tel.: (11) 3271-0117

Aska | Especializado em lámen – o pai do miojo. Dizem que há enormes filas para provar o melhor lámen do bairro. Um cartaz na entrada orienta sobre as regras do lugar, entre elas, “Favor desocupar o lugar o mais breve possível”. Mais kitsch, impossível.
Rua Galvão Bueno, nº 466
Tel.: (11) 3277-9682

Como chegar ao bairro Liberdade, em São Paulo: pegue o metrô e desça na estação Liberdade (linha azul). A estação desemboca na praça principal (onde acontece a feirinha). Daqui, todos os lugares indicados acima ficam num raio de mais ou menos 300 metros.

Fotos: Raul Mattar e Matraca’s Image Bank

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