Onde comer no bairro da Liberdade | São Paulo
Não foi desta vez que fiz um tour essencialmente gastronômico pelo bairro da Liberdade. Algumas boas indicações chegaram via Twitter, mas acabei comendo perto de onde a fome bateu. No meu primeiro dia em São Paulo fui à noite ao bairro japonês. Tinha aquela ilusão de ver as luminárias orientais adornando as ruas. O que encontrei foi uma região meio abandonada – com quase tudo fechado – inclusive os principais restaurantes.

Combinado de sushi e sashimi no Restaurante Banri.
Tivemos uma sensação de insegurança. As ruas estavam vazias, sem nenhuma movimentação. Tratamos logo de encontrar um lugar para jantar. O único restaurante aberto – a uns 100 metros da Praça da Liberdade (onde desemboca o metrô) – era o Banri, que está mais para comida chinesa que japonesa. Pedimos um tradicional yakissoba (macarrão com carne e legumes) por R$ 23,90 e uma porção de sushi e sashimi por R$ 19,90.

O Banri é uma mistura de café, mercearia e restaurante. Na entrada, você encontra um mercadinho com aquelas guloseimas fascinantes do universo nipônico. Foi aqui que eu tirei esta foto do mini abacaxi, uma fruta que você come em gomos, como se fosse uma… jaca! Do Banri também levamos um potinho de biscoito de gergelim por R$ 4,00.

O enorme salão do Restaurante Nandemoyá: mais de 40 pratos típicos japoneses.
No almoço do dia seguinte apostamos no Restaurante Nandemoyá. A sugestão veio do Dicas Esparsas, confirmando a recomendação de um senhor muito simpático que encontramos ao sair do Banri. Pois então, prepare-se: o Nandemoyá é aquele tipo de lugar que você ama ou odeia. Primeiro, o ambiente leva a uma experiência estética única: é feio pra dedéu. O espaço enoooorme pode abrigar até 400 pessoas. Na entrada, aquários cafonas dão as boas-vindas e leitores de mão interpretam sua sorte… em japonês.


Mais alguns passos e você chega ao que interessa: um buffet gigante com mais de 40 pratos típicos da culinária japonesa (com algumas opções de comida chinesa e brasileira). O preço do quilo? R$ 39,90 – e o Missoshiro (sopa de missô) e a sobremesa (frutas) são grátis. Meu sensor mão-de-vaca-muquirana quase entrou em colapso. Mas eu queria ter aquela opção de escolher o que tivesse vontade de abocanhar da gastronomia japonesa. Acabou que meu prato não passou de R$ 13,00. O do Raul ficou em torno de R$ 18,00 e o da minha mãe – que encheu a cuia – saiu por R$ 20,00. Sucos e refrigerantes têm preço acima da média, é bom lembrar.


Pra fominha do meio da tarde, não houve dúvida ou discussão. Fomos ao Pastel Yoka, recomendado pelo Blog de São Paulo e eleito pelo júri da Revista Veja há muitos anos como o melhor pastel da cidade. É uma lanchonete bem simples, pequena, com poucas mesas. Portanto, está sempre lotada. Apesar de oferecer os mais diversos tipos de recheio, como o de calabresa defumada com tomate e catupiry, eu fui no tradicional pastel de carne (R$ 3,50). Bem feito, sequinho e com ótimo tempero. Mas foi a esfiha de berinjela (R$ 4,00) que deu todos os pontos ao lugar. Nunca havia provado uma esfiha… de berinjela. É o encontro perfeito no conluio das comidinhas. Recomendo, recomendo, recomendo!

Sobremesa? Sorvete de melona (melão… da marca Melona). Há outros sabores como morango, banana e melancia – mas o verdinho é o mais tradicional. Parece uma fruta congelada. É docinho e cremoso. Ma-ra-vi-lha! Há inúmeros quiosques vendendo o acepipe no bairro da Liberdade. Custa, em média, R$ 3 mirréizinhos!
SERVIÇO:
Restaurante Banri
Rua Galvão Bueno, nº 160
Tel.: (11) 3208.7232
Restaurante Nandemoyá
Rua Américo de Campos, nº 9
Tel.: (11) 3208.8604
Pastel Yoka
Rua dos Estudantes, nº 37
Tel.: (11) 3207.1795
Outros lugares aonde eu gostaria de ter ido, mas vão ficar para a próxima:
Jambo | Especializado em dim sum, uma espécie de petisco chinês em forma de pasteizinhos fritos ou cozidos no vapor.
Rua Conselheiro Furtado, nº 1095
Tel.: (11) 3271-0117
Aska | Especializado em lámen – o pai do miojo. Dizem que há enormes filas para provar o melhor lámen do bairro. Um cartaz na entrada orienta sobre as regras do lugar, entre elas, “Favor desocupar o lugar o mais breve possível”. Mais kitsch, impossível.
Rua Galvão Bueno, nº 466
Tel.: (11) 3277-9682
Fotos: Raul Mattar e Matraca’s Image Bank
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13 comentários
Silvia mais um endereço para sua lista numa próxima viagem. Isso é, se vc gosta de lamen ( o que parece miojo, mas não é )
http://www.lamenkazu.com.br/
O chato é que o restaurante é apertadinho e pequeno, portanto se não chegar cedo, vai ter que esperar. Mas vale a pena
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Sensacional a dica! Com certeza quando voltar ao bairro vou passar lá para conhecer. Depois te conto!
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Ixe ! Liba a noite é triste mesmo … não tem quase nada aberto. Uma futura e longínua (ou não) revitalização do bairro, quem sabe né =).
A região central é toda esquisita a noite mesmo. Quando vier novamente a gente troca umas dicas !
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Pois é, eu tinha a maioooor ilusão de encontrar a maior movimentação à noite! Fiquei foi com meda! Ah, amei as dicas de como chegar ao Bexiga… e sobre as cantinas italianas, quando quiser pode deixar aqui alguma indicação! Brigadão!
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Pastel do Yoka é de matar! Os outros ainda não conheço! Vou ter q ter experimentar agora ne?! FAZER O Q?! rsrsrsrs
bjus!
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siliva
Quando voce estiver em SP, me avise, levamos voce e o Raul para ótimos japas fora da liberdade! Tem vários que estão fora da sua lista. E, a região a noite, é meio perigosa, especialmente no fim de semana.
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Valeu, Ernesto! Bem, tratando-se de SP, acho que não existe uma lista finita para os ótimos restaurantes (inclusive os japas) da cidade. Acho que se eu passasse o ano inteiro escrevendo sobre a capital paulista não daria conta de cobrir nem um terço das maravilhas que se oferecem por aí. Mas fui num corridão dessa vez, prum casamento! Da próxima, espero pelo menos ter uma semana na city!
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Ok, aguardo seu contato, será um prazer mostrar algo de SP para voce!!!
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Silvia, o Matraqueando foi um achado e eu já estava íntima da Liberdade quando cheguei lá graças a ele. O Lámen Kazu indicado pela Marcia Kawabe vale muito a pena, gostoso e barato. Obrigada e parabéns pelo trabalho!
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Sensacional! Só senti falta de um bom rodízio na Liberdade, não tenho ideia, você conhece?
Muito obrigado!
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achei que você ia mostrar lugar BOM para comer. Tanto que o titulo é aonde comer no bairro da liberdade e não aonde comer se a opção esta escassa. Fala serio. Na proxima vez, vê se mostra pratos mais diferentes. Eu não vou para liberdade comer sushi e yakissoba enquanto eu posso comer essas coisas na churrascaria aqui perto de casa.
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Querida, lamento que você seja tão burra a ponto de preferir o sushi e o sashimi da churrascaria perto da sua casa em vez dos restaurantes especializados da Liberdade.
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Acabei de voltar de Sampa, encantada com a cidade, fui à Liberdade e dei uma conferida no Nandemoya, adorei a dica do jeitinho que a gente gosta, vamos formar uma confraria dos viajantes muquiranas.Obrigada pelas dicas…
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Hahahahaha, combinado!
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Bem que o “pato econômico” poderia compartilhar com a gente as dicas de restaurantes japoneses fora da liberdade. As dicas dele são ótimas tambem
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Obrigado pelas dicas. SÓ não gostei das suas palavras FEIO, CAFONA, lá na Liberdade é uma outra cultura, que vc nunca vai entender, só sendo descendente. UM abraço.
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Desculpe-me, Silvan! Mas achar um restaurante feio e um aquário cafona não desmerece em nada a cultura do lugar! Apareça sempre!
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Silvia, se voltar ao Banri experimente o excelente yakissoba especial, que leva ovos de codorna e camarões médios além das carnes e legumes tradicionais. O prato é ótimooooooooooo!!! O tempero, divino. E para os maridos muquiranas, um excelente custo benefício: 43,00 para duas pessoas comerem muuuito bem. Sempre que vou a SP faço um desvio de rota e acabo sem coragem de mudar o pedido rsrsrsrs. Vou experimentar suas outras dicas e te conto.
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Tem um restaurante na Liberdade, na Rua da Gloria 111, o Sushi Isao, mto bom. Tempura de camarão, e outras delícias, tudo mto fresco. vale a pena
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