Recife: centro histórico

É uma questão de gosto. Se você tivesse apenas quatro horas para desbravar algum ponto do Recife, provavelmente ia se embrenhar lá pela praia de Boa Viagem – a melhor da cidade: tem calçadão, ciclovia, um monte de quiosque e sempre está cheia de gente bronzeada. Mas meu GPS interno não permite esses desvios de conduta. O sistema de informação eletrônico do Matraqueando é um disco arranhado: centro histórico, centro histórico, centro histórico.

O que fiz foi caminhar, andar a esmo, perambular pelas ruas da capital de Pernambuco. Vindo do aeroporto de metrô, desça na estação final. Ela está ao lado da Casa da Cultura (que vai ganhar post próprio), onde as lojas de artesanato funcionam dentro do antigo presídio da cidade. Passando por camelôs – gente vendendo de aquários a chaveiros –  e desvendando inúmeras barracas de comidinhas, encontrei o Acarajezinho por R$ 0,20 a unidade. Vinte centavos, você não leu errado. Mais adiante, ele – o afamado queijo coalho por um realzinho. Fissura para os olhos, coloridos e cheirosos carrinhos lotados de cajá e umbu, frutas típicas. Uma porção por R$ 2,00. Essa eu levei. Ah, e tomei uma água de coco m-a-r-a-v-i-l-h-o-s-a por apenas R$ 0,70! Pensei, isso é a antecâmara do céu para nenhum muquirana botar defeito.

Tirei a foto clássica do conjunto de casario da Rua Aurora em frente ao rio Capibaribe – aquele que deu o título de Veneza Brasileira a Recife. (Adoooro estes slogans cafonas, tipassim, Curitiba – Capital Ecológica ou Paris – Cidade Luz!). Em direção ao Recife Antigo – caminho onde todo mundo me alertava para tomar cuidado com a máquina fotográfica – conheci lindos prédios e casarões antigos. Sem contar que o trajeto da estação central ao bairro histórico faz você passar pelo Palácio da Justiça e pelo antigo Liceu de Artes e Ofícios, preservadas edificações do século 19.

Quando os invasores holandeses chegaram ao Brasil, no século 17, houve um período de liberdade religiosa no Recife. Muitos judeus se estabeleceram bem nessa região e deram origem ao bairro mais tradicional da cidade. A atual Rua do Bom Jesus (abaixo)  abriga a Torre Malakoff, o Centro Cultural Judaico e a Embaixada dos Bonecos Gigantes – inaugurada no ano passado. São diversas pontes emoldurando a cidade. Alguns trechos estão bem fedidinhos, é verdade… (lembra, aqui é a Veneza do Brasil!). Mas é uma paisagem muito diferente dos cenários que existem na maioria dos grandes centros urbanos. Fiquei absolutamente vidrada por este lugar!

Vamos falar também:
Casa da Cultura
Embaixada dos Bonecos Gigantes
Cozinha regional: onde comer no Recife

A visita ao Recife  faz parte da Expedição Brasil Express, by Matraqueando. Entenda o projeto

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9 comentários

  1. Comentário do dia 24/3/2010 às 07:31

    E qual é o estado de conservação? Você realmente achou perigoso andar com a câmera fotográfica?
    Beijos

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  2. Comentário do dia 25/3/2010 às 07:52

    De dia, com os devidos cuidados, não achei nenhum problema… mas eu num dou sopa… fico atenta o tempo todo! O centro histórico é bonito, conservado (mas precisa de retoques)…

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  3. Carmen
    Comentário do dia 25/3/2010 às 12:20

    Gostei do post. Que fotos lindas!

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    Resposta de Silvia Oliveira

    Brigada, Carmen! =)

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  4. Comentário do dia 25/3/2010 às 12:44

    Silvia, eu sou como você! Troco a praia por um centro histórico! Gosto também de lugares em que dá pra mesclar as duas atrações, como Paraty, Porto Seguro… Até porque meu teor de melanina não permite que eu fique me aventurando pelas praias por muito tempo. :-(

    Você também morre de raiva desses fios que ficam atrapalhando nossas fotos? ;-)

    Beijos!

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    Resposta de Silvia Oliveira

    ODEIO esses fios… você pode reparar que nem tem muita foto do centro histórico em si… simplesmente não dá… acho que eu devia ter falado isso no post… “a olho nu” acho que a gente não vê esse problema com tanto incômodo… mas para fotos… Barbaridade!

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    Resposta de Camila

    Eu perguntei porque eu tenho horror! hehe É tão bom quando a gente encontra uma cidade que tem os fios subterrâneos e pode clicar sem medo, né? ;-)

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  5. Comentário do dia 26/3/2010 às 01:10

    As fotos estão dignas de Raul… deve ser a convivência.

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    Resposta de Silvia Oliveira

    Hahahaha, eu queimo uns tres cartoes de dois giga para salvar alguma coisa! :-)

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  6. Comentário do dia 26/3/2010 às 11:40

    Primeira vez que vejo foto de acarajé! Tá sendo uma verdadeira aula de cultura brasileira esses seus posts :-)
    Beijos, Angie

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  7. Nathália
    Comentário do dia 29/3/2010 às 13:24

    Sauuudades dessa terraaa abençoada. :~~~~~
    Esses acarajés são um suuucessooo. AveMariia!
    HAHAHAHAHA =}

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  8. Comentário do dia 19/8/2010 às 19:17

    Excelente o post. Muito bacana também são as manisfestações culturais que acontecem toda semana no Recife Antigo e em Olinda… Grupos de Maracatu, capoeira, roda, entre outras.

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  9. Sônia
    Comentário do dia 22/10/2011 às 08:56

    Silvia
    Adorei o post, somente agora fui olhar, pois estou começando a sonhar com um passeio pelo Recife.
    Você escreveu que adora os slogans cafonas. Meu pai, que morou no Recife por alguns anos se referia assim sobre a cidade: Para o pernambucano no Recife os Rios Capibaribe e Beberibe se unem para formar o Oceano Atlântico!!!!!
    Abraços
    Sônia
    p.s. acho que o meu GPS interno foi produzido na mesma fábrica que o seu: centro histórico, centro histórico….

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Um Trackback

  1. [...] é. Ainda faltam relatos do Recife, nem comecei a escrevinhar sobre o Inhotim e quando você estiver lendo esse post, provavelmente, [...]

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