Matraqueando completa 20 anos!

O dia 26 de abril de 2006, sob o céu de Sevilha, marcou o início de uma trajetória que mudou completamente a história de vida que eu havia planejado para mim.
Iniciava um doutorado, deslumbrada na Europa, mas sem bolsa de estudos e com apenas algumas poucas economias na bagagem.
Nascia o Matraqueando. Sem plano de negócios, apenas um blog hospedado numa plataforma gratuita e uma única urgência: a necessidade de uma jacu do interior em dividir o espanto de descobrir o mundo.
Demorei para me reconhecer como jornalista explicadora das coisas. Porque, no fundo, sou uma decifradora de brasis, mundos e afetos.
Vocês viram minha vida florescer em pixels, criando memórias em todas as resoluções: dos cliques granulados de uma Cyber-shot à agilidade dos celulares modernos, até este exato momento em que a inteligência artificial, protagonista da imagem que ilustra o post hoje, pode redefinir minha forma de ver e criar.
Da minha primeira mala num carrinho de feira na Europa até minha entrada numa nova graduação na universidade depois dos 50.
Viram minha filha nascer em 2008 e atravessar diversas fases, desde ser carregada no lombo pelo pai no calor do sertão nordestino até a entrada dela na maior universidade da América Latina.
Em duas décadas, fomos notícia, fizemos muitas palestras e conquistamos prêmios. Mas nossa maior marca sempre foi transformar narrativas complexas em conversas envolventes. #meujeitinho
Estivemos juntos no auge e no abismo. A pandemia me deixou marcas que ainda tateio, além de algumas cicatrizes que moldaram meu negócio e minha própria forma de ver o mundo.
20 anos depois… VINTE ANOS!, o Matraqueando é um ecossistema de site, redes sociais, guias, cursos e consultorias, reflexo de uma mente inquieta e, por vezes, caótica.
Agora, vocês acompanham meu delicioso envelhecer, passando lá do auge dos 30 e poucos para a serenidade dos 50 e tantos. Talvez com um pouco mais de incredulidade e muito menos paciência – não nego!
Entre fazer um vídeo ou montar um carrossel de lembranças, hoje, eu só queria mesmo me expressar na forma em que mais me reconheço: escrevendo.
Agradeço por caminharem comigo até aqui.



