-  Atualizado 15/10/2017

Terra Santa: minha peregrinação de fé por Egito, Israel e Palestina

Publicado por: Silvia Oliveira Egito, Israel, Palestina, Terra Santa, Viagens

Se toda viagem é transformadora me faltam argumentos aqui para definir o significado desta: uma peregrinação que reorienta o sentido da vida cristã e fortalece certezas pessoais.

Debruçar sobre a Terra Santa com um propósito de fé definido faz toda a diferença neste roteiro para quem estiver disposto a renovar seu compromisso com Deus.

Este é o tom do meu relato, de uma pessoa que crê e se entregou além do que costumamos definir como turismo religioso.

As viagens de fé podem variar desde romarias, passando por penitências ou reparação. É um tipo de passeio em que o peregrino busca, mais do que ticar atrativos turísticos, vivenciar uma experiência espiritual.

Embora já tenha viajado para cá há mais de 15 anos, minha primeira chance na Terra Santa foi sem pretensões e voltada para a curiosidade histórica do lugar.

Desta vez, para cumprir rigorosamente meus objetivos, não vim de forma independente. Como minha ideia era percorrer Egito, Israel e Palestina em busca da memória e da identidade do Cristianismo, viajei sozinha (sem marido e filha, mas em grupo) com a empresa brasileira Sacratour, especializada em diversos roteiros de turismo religioso.

É uma experiência devocional, de descoberta mística e evolução contemplativa. Ou seja, transcende. Não fiz o roteiro — nem este relato — preocupada em trazer informações de “como chegar”, “o que visitar” ou “que moeda levar”.

Meu esforço é mostrar como se dá um roteiro de viagem pela Terra Santa baseado na riqueza crística. Neste post introdutório (quase um concorrente da Bíblia de tão extenso) não vou detalhar os atrativos. Farei isso aos poucos em artigos separados.

O que almejo é organizar o pensamento de quem pretende ter uma experiência parecida com a minha!

É absolutamente desafiador percorrer a vida e a história do homem que transformou a narrativa recente da humanidade. Um cara inteligentíssimo, empreendedor, assertivo, com foco no trabalho, grande capacidade de liderança, livre, criativo e altamente generoso com seus colaboradores como foi Jesus Cristo.

É possível fazer por conta própria este roteiro? Uai, claro. É possível ir para qualquer lugar do mundo desempacotado.

Mas se o que você busca é uma viagem de fé concentrada, com missas exclusivas em português nos principais lugares sagrados, diretor espiritual com o grupo (no meu caso viajei com o Pe. Romão Martins), meditação da Palavra, renovação do batismo por um sacerdote no Rio Jordão, terço mariano… é necessário uma empresa especializada para conduzir.

Mas vocês só rezam o tempo todo? Não, até porque somos filhos de Deus. 😀 Não se trata de uma viagem-clausura. A gente também tem tempo para dormir, comer (muito bem!) e até fazer comprinhas nas principais cidades como Cairo, Belém e Jerusalém!

O roteiro pensado pela Sacratour é muito inteligente: mescla história, cultura e fé, tudo na medida certa. Rola até apresentação de dança do ventre no primeiro dia. Rá!

EGITO

Quando se fala em Terra Santa é comum as pessoas associarem o termo somente a Israel ou Palestina, territórios santos para as três principais religiões monoteístas do mundo: judaísmo, cristianismo e islamismo.

Mas a expressão inclui diversos países, entre eles Egito e Jordânia. São todas regiões de solo sagrado para o Cristianismo, locais onde temos (ou vemos) manifestações físicas da nossa fé.

A nossa peregrinação começa pelo Egito, onde Moisés e os israelitas (que fugiam da escravidão imposta pelos faraós) vagaram por 40 anos pelo Deserto do Sinai antes de chegarem à Terra Prometida.

Ah, antes que me perguntem: “é perigoso?” Migo, perigoso, para mim, é andar no centro histórico de Curitiba. De uma forma geral, está bem tranquilo.

Existe muito posto de controle na estrada (principalmente na região da Península do Sinai) e revistas constantes com raio x em todos os hotéis e atrativos.

Duas semanas antes da nossa viagem, o país sofreu um atentado terrorista contra os cristãos coptas. A violência ocorreu no extremo norte do Egito, longe das áreas turísticas.

Aí, já viu, né! A pessoa vive num país (adivinha qual?) que mata mais do que a Guerra da Síria e fica com medo de ir ao Egito que tem, proporcionalmente, taxa de homicídio 10 vezes menor do que os Estados Unidos e a Noruega, por exemplo. Pense!

É bem certo que depois dos violentos conflitos da Primavera Árabe, o Egito foi praticamente varrido do mapa turístico atual. O país passa por enormes dificuldades (mais ainda) por conta disso.

O viajante desapareceu daqui. Acredite, nunca esteve tão seguro, calmo e propício para conhecer a região, desde que você tome os devidos e tradicionais cuidados como em qualquer viagem desse porte.

CAIRO

Voamos do Brasil para o Cairo com escala em Roma. Viagem longa, mas tranquila. Brasileiro precisa de visto para visitar o Egito. Os nossos foram providenciados pela Sacratour e estão incluídos no valor do pacote.

A capital egípcia é a câmera de descompressão do nosso roteiro. Boa parte do script está concentrada na veia histórico-cultural da peregrinação. Tanto que o primeiro dia é dedicado às pirâmides, lojinhas, museus e mercados árabes.

IMPORTANTE | A viagem dura quase duas semanas, mas vou relatar aqui somente os dias em que fizemos os roteiros, descartando os que estávamos em trânsito indo e voltando ao Brasil.

1º DIA

PIRÂMIDES

Quando visitei as pirâmides egípcias pela primeira vez eu achava que teria que passar 40 dias e 40 noites no deserto para encontrá-las. Que teria que me arrastar pelas areias do Saara pedindo água.

Que eu teria delírios por conta da desidratação e da dificuldade de acesso. Que eu seria reconhecida mundialmente pela minha bravura e desprendimento ao tentar chegar a este lugar tão remoto. (Pausa para riso nervoso.)

Pois bem amigos, já naquela época cheguei aqui de táxi mesmo. O motorista nos deixou na porta do parque que abriga os monumentos. Na frente das pirâmides passa uma enooorme estrada/avenida com acesso facílimo para quem vem do Cairo.

A gente sobe no camelo para a foto só para fazer a linha beduíno-aventureiro. Mas da entrada até os monumentos não são nem 500 metros andando. (Desculpe se decepcionei.)

As pirâmides de Quéops, Quefren e Miquerinos são reconhecidas como os maiores monumentos construídos pelo homem. (Não gente, não foi o pessoal do disco voador que fez isso, não. O que não faltavam aqui naquela época eram escravos para fazer este tipo de trabalho.)

O valor arquitetônico e histórico desse lugar é imensurável. Estamos diante do último remanescente ainda de pé das Sete Maravilhas do Mundo Antigo.

LOJA DE PERFUMES E PAPIROS

Embora o foco do roteiro desenvolvido pela Sacratour seja reviver a história e o caminho espiritual do Cristianismo (e por isso somos chamados de peregrinos e não de “turistas”, simplesmente), temos alguns momentos dedicados aos costumes e comércio locais.

Logo após a visita às pirâmides somos levados às lojinhas dos brimos, uma de perfumes e essências, e outra de papiros. Pegadinha? Não, você escuta explicações interessantíssimas e compra os produtos SE quiser. Na lojinha de perfumes, por exemplo, ainda provei um autêntico chá de hibisco.

Já o Museu do Papiro (na verdade, uma loja que faz demonstrações de como é feito o papel mais famoso do mundo) tem milhares de obras à venda no local. Antes de conhecer os trabalhos, o simpático Mustafá explica o processo aos peregrinos do meu grupo.

Nesta foto, da esquerda para a direita, temos tâmaras, chá de hibisco e a planta papiro (nosso junco). Das hastes são cortadas tiras, que depois são umedecidas e batidas com um martelinho próprio. Após a secagem, transformam-se no principal suporte da escrita na Antiguidade.

MUSEU EGÍPCIO

É o mais importante museu do Egito. A catalogação melhorou muuuito desde a última vez em que estive aqui.  Lá pelos idos dos anos 2000, um pedaço da história da humanidade estava literalmente amontoada no Museu do Cairo.

Era possível ver uma cabeça de Ramsés II esculpida em basalto jogada em algum canto do museu ou ainda os pertences de Tutankamón – incluindo a máscara do faraó-menino catalogados em pequenos pedacinhos de papel escritos à mão.

Hoje, a disposição das explicações melhorou muito (pelo menos não vi nenhuma plaquinha de identificação escrita de próprio punho) e achei o museu mais limpo e arejado. As boas notícias não param por aí.

Segundo o nosso guia, o egípcio Benjamin (que fala português melhor do que eu e você juntos), estão construindo uma nova área que vai abrigar as mais de 120 mil peças do riquíssimo acervo.

O local, previsto para ser inaugurado em 2018, provavelmente será considerado o maior museu arqueológico do mundo.

BAIRRO ÁRABE E MERCADO EL KHAN EL KHALILI

Ó, só! Tem compritchas no primeiro dia! 😀 Uma das grandes atrações do Cairo é o mercado Khan el Khalili, um aglomerado de ruelas com centenas de lojas.

É um imenso bazar espalhado por becos estreitos no coração da capital egípcia. Nós temos algumas horas livres aqui.

Vendem de tudo: lenços, roupas, sapatos, prataria, cristais, jóias, louças, especiarias, frutos secos, esculturas, papiro e essas luminárias m.a.r.a.v.i.l.h.o.s.a.s.

É o melhor lugar para comprar tâmara e damasco a preços módicos. Tipo, caixa de 250 g por US$ 1.

CRUZEIRO NO NILO

À noite, como passeio opcional, jantamos num barco flutuante que se movimenta pelo Nilo. Uma divertida apresentação de Dança do Ventre encerrou nosso primeiro dia no Cairo.

2º DIA

BAIRRO CRISTÃO COPTA

Depois de uma introdução agradável às peculiaridades do Egito, a nossa peregrinação começa a tomar corpo no segundo dia, no bairro cristão copta. A área foi uma espécie de fortaleza cristã até a conquista muçulmana do país.

Os coptas fazem parte de uma vertente muito antiga do cristianismo e não são subordinados à Igreja Católica (têm até um Papa próprio).

O bairro abriga diversos atrativos como a Fortaleza de Babilônia, o Museu Copta, a Igreja Suspensa e a Igreja de São Jorge.

Mas nosso foco era a Igreja de São Sérgio, construída sobre a gruta que abrigou a Sagrada Família (Jesus, Maria e José) durante a fuga para o Egito por conta de uma determinação do Rei Herodes em matar todas as crianças do reino.

“Levanta-te, toma o Menino e a Mãe e foge para o Egito. Fica lá até que eu te avise, porque Herodes vai procurar o Menino para o matar.” (Mateus 2:13)

Aqui temos um êxodo às avessas. Enquanto que no Antigo Testamento Moisés fugia de um Egito opressor rumo à Terra Prometida, agora o país refugiava e protegia a vida do Menino Jesus.

A Igreja de São Sérgio é impactante, embora desprovida de luxo ou ostentação. No subsolo fica a representação da gruta que serviu de esconderijo aos três.

É um lugar muito significativo para os cristãos e promove uma das primeiras sensações de euforia espiritual da viagem.

TRAVESSIA DO DESERTO DO SINAI

Logo após a visita à Igreja de São Sérgio pegamos a estrada em direção ao Deserto que corta a Península do Sinai, um dos trechos mais expressivos da peregrinação. O percurso do Cairo até lá dura em torno de seis horas.

Refazer a travessia embrenhada por Moisés em direção à Terra Santa reforça todos os nossos critérios de perseverança e fé.

“E aconteceu que, quando Faraó deixou ir o povo, Deus não os levou pelo caminho da terra dos filisteus, que estava mais perto; porque Deus disse: Para que porventura o povo não se arrependa, vendo a guerra, e volte ao Egito.” (Êxodo 13:17)

O trajeto (assim como todos os traslados e tours da viagem) é feito em ônibus executivo com ar condicionado e wi-fi. Neste trecho, o veículo é escoltado do começo ao fim.

Mas isso não é sinal de alarde. Ônibus de sacoleiros brasileiros que vão ao Paraguai, por exemplo, também saem com escolta. O cuidado é justamente para inibir uma ofensiva indesejada numa região historicamente disputada.

VILAREJO BEDUÍNO DE MARA

Atravessamos o Canal de Suez — que liga o Mar Mediterrâneo ao Mar Vermelho — até chegar à cidade de Mara, um vilarejo beduíno onde Moisés transformou a água amarga em água doce, matando a sede do povo que ele havia libertado da escravidão no Egito. E os poços ainda estão lá, ao lado de uma praia maravilhosa no Mar Vermelho.

“Depois Moisés conduziu Israel desde o mar Vermelho até o deserto de Sur. Durante três dias caminharam no deserto sem encontrar água. Então chegaram a Mara, mas não pude­ram beber das águas de lá porque eram amar­gas.” (Ex 15: 22-23)

O almoço é num restaurante no meio do deserto às margens do lindíssimo Mar Vermelho, local onde se deu a inacreditável fuga dos israelitas do Egito.

Ao tentar escapar da escravidão, os hebreus ficaram praticamente sitiados entre o mar e o exército faraônico que vinha no encalço logo atrás.

Segundo a narrativa bíblica, Moisés não se fez de rogado, ergueu o cajado e as águas se dividiram para o povo de Deus.

Depois das revelações sobre as pirâmides outra verdade incômoda: o Mar Vermelho é… AZULÍSSIMO!

“Então Moisés estendeu a sua mão sobre o mar, e o SENHOR fez retirar o mar por um forte vento oriental toda aquela noite; e o mar tornou-se em seco, e as águas foram partidas. E os filhos de Israel entraram pelo meio do mar em seco; e as águas foram-lhes como muro à sua direita e à sua esquerda.” (Êxodo 14:21-22)

3º DIA

MONTE SINAI

Depois dessa parada inebriante, a viagem segue rumo a outro momento-ápice da peregrinação. (Prepare-se, daqui para frente todo dia tem 7 x 1 para a taquicardia de emoção.) 🙂

Ao final da travessia do deserto, chegamos à cidade de Saint Catherine, nossa base para subir o Monte Sinai. O passeio começa na madrugada do terceiro dia do nosso roteiro.

Em 2007, período jurássico do Matraqueando, escrevi esse minipost sobre minha primeira vez no Monte Sinai, dando por encerrados meus sonhos de viagem. Foi um rápido e despretensioso relato de uma profunda realização.

Aqui, Moisés — aquele que vagou com o povo hebreu por 40 anos no deserto ­­— recebeu os 10 Mandamentos, a Lei de Deus.

“Ao terceiro mês da saída dos filhos de Israel da terra do Egito, no mesmo dia chegaram ao deserto de Sinai (…) E, descendo o Senhor sobre o monte Sinai, sobre o cume do monte, chamou o Senhor a Moisés ao cume do monte; e Moisés subiu.” (Êxodo 19: 1 e 19:20)

A subida ao monte de 2285 metros de altura geralmente acontece de madrugada por conta do calor impraticável do deserto durante o dia que pode passar dos 40ºC.

O percurso começa entre meia-noite e duas horas da manhã. A caminhada (bastante íngreme) dura de duas a quatro horas morro acima, dependendo do ritmo do grupo.

Fomos acompanhados pelo beduíno Mohamed, por um guia da Sacratour e pelo nosso diretor espiritual.

Na entrada do local, há uma rigorosa revista de mochilas e todos são obrigados a passar por detector de metal e máquinas de raio x.

A subida ao Sinai não é obrigatória durante a peregrinação. Você decide se quer ir ou não. Do meu grupo, muitos idosos, quase metade ficou no hotel.

É necessário ter fôlego, um preparo físico mínimo, saúde em dia e disposição para superar adversidades como o frio e o cansaço.

A caminhada é pesada, cheia de degraus e repleta de significados. No meu caso, somente o propósito de fé pode dar sentido a esta trilha, uma vez que, como sabem, nem de longe sou adepta ao montanhismo.

Eu mesma tiver que parar diversas vezes e recuperar o fôlego e a perseverança para alcançar o cume em busca da Lei de Deus.

Ao chegar lá em cima, o Padre Romão conduz a meditação da Palavra enquanto esperávamos o momento sublime do nascer do sol.

“Não tomarás o nome do Senhor teu Deus em vão; porque o Senhor não terá por inocente o que tomar o seu nome em vão.” (Êxodo, 10:7)

Descida do Monte Sinai

MOSTEIRO DE SANTA CATARINA

A cidade de Saint Catherine abriga, ainda, o Mosteiro de Santa Catarina, construído aos pés do Monte Sinai no século 6 d.C. em volta de uma pequena capela que abrigava a sarça ardente. É o mais antigo mosteiro cristão em funcionamento.

De acordo com a narrativa bíblica, um arbusto estava ardendo em chamas, mas não era consumido por elas. A sarça ardente é o local onde Moisés foi convocado por Deus para liderar os israelitas do Egito em direção à Terra Prometida.

“Tira as sandálias dos teus pés, porque o lugar em que te encontras é uma terra santa.” (Êxodo 3:5)

A sarça que ainda hoje está ali (arbusto do lado direito da foto) é considerada a original. O local é sagrado para cristãos e muçulmanos. A visita ao mosteiro geralmente é feita quando descemos o Monte Sinai, já de dia. Entrada gratuita.

“E apareceu-lhe o anjo do Senhor em uma chama de fogo do meio duma sarça; e olhou, e eis que a sarça ardia no fogo, e a sarça não se consumia.” (Êxodo 3:2)

TABA

No retorno do Monte Sinai passamos no hotel para um banho e seguimos para a cidade de Taba, ainda no Egito, mas já na fronteira com Israel. É uma tarde livre para descanso num resort às margens do Mar Vermelho.

Pausa para o corpo, porque a alma está mais leve e rejuvenescida do que nunca.

Não à toa foi uma das melhores hospedagens do roteiro. No jantar dentro do restaurante do hotel, comida beduína com pão árabe feito e assado na frente dos hóspedes.

ISRAEL e PALESTINA

Ao entrar em Israel pela fronteira terrestre de Eilat (cidade-balneário do país), o roteiro segue como uma ópera. Em determinado momento você se dá conta de que o itinerário funciona num ritmo muito próprio.

Tem melodia, movimento, harmonia, andamento e velocidade. E pulsa o tempo todo rumo ao gran finale (que acontece em Jerusalém), o pedaço de terra mais disputado do mundo.

Mas antes disso temos diversas árias compostas especialmente para o peregrino: passamos — entre outras cidades e regiões — por Belém, Jericó, Nazaré, Galiléia e Tiberíades, locais onde Jesus foi o solista principal.

O que fazer em Israel e Palestina não é segredo, nem está guardado a sete chaves. Qualquer texto wikipediano dá as dicas. O percurso cristão é público. A diferença está exatamente na maneira em como você vai percorrê-lo.

Tanto é que voltei a praticamente todos os lugares que já havia conhecido, mas era como se eu nunca tivesse colocado os pés aqui.

Convenhamos que o Espírito Santo dá uma forcinha e a gente, se tiver mente e coração abertos, recebe vários sinais e respostas que vêm buscando há muito tempo a cada novo lugar de peregrinação.

COMO É A IMIGRAÇÃO EM ISRAEL

A imigração de Israel costuma ser bem mal falada. Sou prova viva disso, aliás. Na primeira vez aqui fui interrogada por horas antes de me deixarem entrar no país. Tenho isso como um dos grandes traumas da minha vida.

(E, pior, na hora de sair de Israel, a tortura era a mesma, milhares de perguntas e constrangimentos para você que estava… deixando a nação!)

Mas as coisas melhoraram. Não que os agentes federais tenham enfraquecido o sistema de segurança. Ao contrário.

Com uma rede de inteligência para rastrear suspeitos (ou figuras indesejadas pelo governo israelense) em qualquer lugar do mundo, hoje, a imigração — apesar de sisuda — é mais tranquila. Não fiquei mais do que dois minutos na frente da funcionária consular. Que até sorriu e desejou boa viagem!

Uma das novidades recentes é que eles não carimbam mais os passaportes. Devido a conflitos antigos, com o carimbo de Israel no passaporte o turista era barrado em alguns países como Irã, Líbano e Arábia Saudita (nações que não reconhecem o estado israelense).

Agora, você recebe a autorização de entrada por meio de um papel com foto e seus dados pessoais. O documento é emitido na hora da imigração e devemos mantê-lo conosco até o dia de sair do país. Brasileiros não precisam de visto para entrar em Israel.

4º DIA

MAR MORTO

Ao passar pela fronteira, seguimos de mala e cuia para o Mar Morto, um lago que fica na divisa dos territórios de Israel, Palestina e Jordânia. É a nossa primeira parada dentro do Oriente Médio, onde temos tempo livre para banho.

O local tem altíssima concentração de sal e fica a 430 metros abaixo do nível do mar. É tanto sal que nenhum tipo de vida cresce nele. Por isso mesmo se chama… “morto”. E justamente pelo excesso de salinidade ninguém afunda. Olha só, na foto abaixo, o pessoal boiando lá no fundo.

Se eu entrei? Meu filho, já fiz isso na primeira vez em que estive aqui. Taí minha amiga Cassiana do blog Aos 4 Ventos que viajou comigo naquela época e foi testemunha ocular da história. Qualquer coisa tirem satisfação com ela. =D

Tem experiência na vida – como se lambuzar com lama medicinal no Mar Morto – que uma vez só na nossa breve existência já tá bão demais.

Mas o pessoal do meu grupo — formado por pessoas de 12 a 80 anos! — divertiu-se muuuuito e levou aquela foto clássica para a casa!

QUMRAN

Almoçamos no restaurante ao lado do Mar Morto. O local tem chuveiros com água doce e vestiários gratuitos. Todo mundo recomposto, seguimos para Qumran, um sítio arqueológico dentro da Cisjordânia, onde foram encontrados os célebres Manuscritos do Mar Morto.

São mais de 900 relatos em hebraico, aramaico e grego de 250 a.C ao século I da Era Cristã, alguns em total acordo com os livros do Antigo Testamento.

Aqui, tivemos a nossa primeira aula com o Frei Jorge Hartmann, autor do best-seller Terra Santa para Além dos Muros e nosso guia durante a peregrinação por Israel e Palestina.

JERICÓ

A 12 quilômetros de Qumran fica Jericó, considerada a cidade mais antiga do mundo com quase 10 mil anos de existência. É descrita no Antigo Testamento como a “Cidade das Palmeiras”.

Jericó, assim como Belém, fica na Palestina, território já reconhecido como país por mais de 190 nações da ONU, incluindo o Brasil e o Vaticano.

Durante a peregrinação não há tempo de andar sem rumo pela cidade. Mas temos duas paradas bem objetivas e profundas em Jericó.

Aqui ficam o Monte das Tentações e o Sicômoro de Zaqueu, a árvore em que o coletor de impostos subiu para ver Jesus e acabou convertendo-se na presença d’Ele.

O Sicômoro, uma espécie de figueira, a árvore onde Zaqueu subiu.

“E, tendo Jesus entrado em Jericó, ia passando. E eis que havia ali um homem chamado Zaqueu; e era este um chefe dos publicanos, e era rico. E procurava ver quem era Jesus, e não podia, por causa da multidão, pois era de pequena estatura. E, correndo adiante, subiu a um sicômoro bravo para o ver; porque havia de passar por ali. E quando Jesus chegou àquele lugar, olhando para cima, viu-o e disse-lhe: Zaqueu, desce depressa, porque hoje me convém pousar em tua casa.” (Lucas 19:1-5)

Embora o nome do monte onde Jesus foi tentado não seja citado nas escrituras, acredita-se que fique no vale do Jordão, junto à cidade de Jericó.

Logo após ser batizado por João Batista no Rio Jordão, Jesus retira-se e passa 40 dias e 40 noites no Deserto da Judeia em jejum e oração, preparando-se para a missão que o esperava.

“Então foi conduzido Jesus pelo Espírito ao deserto, para ser tentado pelo diabo. E, tendo jejuado quarenta dias e quarenta noites, depois teve fome; E, chegando-se a ele o tentador, disse: Se tu és o Filho de Deus, manda que estas pedras se tornem em pães. Ele, porém, respondendo, disse: Está escrito: Nem só de pão viverá o homem, mas de toda a palavra que sai da boca de Deus.” (Mateus 4, 1-4)

Cristo foi tentado de diversas formas pelo diabo, que ofereceu todos os reinos do mundo para que Jesus abandonasse seu propósito de salvar a humanidade, mas o Filho de Deus recusou todas as ofertas.

5º DIA

GALILEIA

A partir deste ponto o roteiro faz uma espécie de ziguezague. Em Jericó estávamos no centro do país, bem próximos de Belém e Jerusalém. Mas daqui subimos até o norte de Israel para desbravar, primeiro, a região da Galileia.

Ficamos hospedados em Tiberíades num hotel com vista para o Mar da Galileia

Geograficamente falando pode parecer estranho subir e depois voltar, mas do ponto de vista religioso e prático faz todo o sentido.

Na Galileia somos introduzidos ao Ministério de Jesus (que pregou boa parte da sua vida aqui) e finalizamos em Jerusalém (a cidade da Via Sacra, da Morte e da Ressurreição) que, por sua vez, está a caminho de Tel Aviv, de onde pegaríamos o avião para voltar ao Brasil.

“E percorria Jesus toda a Galileia, ensinando nas suas sinagogas e pregando o evangelho do reino, e curando todas as enfermidades e moléstias entre o povo.” (Mateus 4:23)

MONTE TABOR

Começamos cedo visitando a Igreja da Transfiguração, no Monte Tabor. Fica no alto de uma colina na Galileia. O belíssimo local é cheio de flores e construções de pedra.

Aqui, participamos de mais uma missa celebrada exclusivamente para nosso grupo. Lembrando, missa em português presidida pelo Pe. Romão Martins, diretor espiritual da viagem, no lugar onde Jesus resplandeceu em luz.

“Naquele tempo, Jesus levou consigo Pedro, João e Tiago, e subiu à montanha para rezar. Enquanto rezava, seu rosto mudou de aparência e sua roupa ficou muito branca e brilhante.” (Lucas 9, 28-29)

Este foi o dia da peregrinação em que o Espírito Santo me revirou do avesso. A Transfiguração foi um dos mais importantes episódios da vida de Jesus. É descrita nos evangelhos como um dos milagres de Cristo, cujo foco do fenômeno foi Ele mesmo.

Embora a Bíblia não mencione o nome da “alta montanha” onde Jesus resplandece na luz, desde o século 3 os cristãos dão como certo de que a transfiguração tenha ocorrido aqui.

A Transfiguração, aliás, faz parte dos cinco grandes marcos da vida de Jesus como o Batismo, a Crucificação, a Ressurreição e a Ascensão.

Para mim, foi uma das paradas mais emocionantes (muitas lágrimas rolaram) e significativas da viagem (como se a gente tivesse condições de escolher alguma, porque todas têm seu significado e momentos intrínsecos).

O lugar é lindo, florido, bem cuidado e reflete perfeitamente a glória de Deus manifestada.

O belíssimo interior da Igreja da Transfiguração, no Monte Tabor, durante a missa presidida pelo Pe. Romão Martins e concelebrada pelo Frei Jorge Hartmann

Como Jesus ainda iria passar pela Morte e Ressurreição, Ele quis preparar os discípulos e instigá-los com sua resplandecência para que permanecessem na fé.

Mostrou aos apóstolos que, apesar das provações que viriam (e pelas quais passamos cotidianamente), podemos acreditar na Sua diletíssima divindade, aquela que rompeu o abismo da morte e anunciou a vida eterna.

MONTE DAS BEM-AVENTURANÇAS

Nem bem a gente se recupera de um e já vem outro. A 50 quilômetros do Monte Tabor fica o Monte das Bem-Aventuranças, também chamado de Monte das Beatitudes, local onde Jesus proferiu o Sermão da Montanha. Um dos lugares mais belos e emocionantes de toda a Galileia.

“Vendo aquelas multidões, Jesus subiu à montanha. Sentou-se e seus discípulos aproximaram-se dele. Então abriu a boca e lhes ensinava dizendo: ‘Bem-aventurados os que têm um coração de pobre, porque deles é o reino dos céus!” (Mateus 5, 1-3)

Não sei exatamente quanto tempo dedicamos a este local, mas com certeza eu gostaria de ter ficado bem mais. Se pudesse, tiraria uma manhã ou tarde inteira aqui.

A pequena Igreja das Beatitudes tem arquitetura simples, mas é arrebatadora em significados. Todo o local é aberto, cheio de plantas, flores, muitas árvores e com uma vista incrível para o Mar da Galileia. Há vários espaços ao ar livre para meditação da Palavra e celebrações de missa.

“Bem-aventurados os que choram porque serão consolados.” (Mateus 5:3)

TABGHA  E IGREJA DO PRIMADO DE PEDRO

Na mesma região, a 3,5 quilômetros de distância do Monte das Bem-Aventuranças, fica Tabgha, cidade onde aconteceram alguns dos principais eventos relatados nos evangelhos: a multiplicação dos pães e peixes e a aparição do Cristo Ressuscitado aos apóstolos.

O ponto de peregrinação aqui é a Igreja da Multiplicação que abriga o mosaico cristão mais famoso do mundo.

“Em seguida, Jesus tomou os cinco pães e os dois peixes, ergueu os olhos ao céu, pronunciou a bênção, partiu os pães e ia dando-os aos discípulos, para que os distribuíssem. Dividiu, também, entre todos, os dois peixes. Todos comeram e ficaram saciados, e ainda enchera, doze cestos de pedaços de pães e dos peixes. Os que comeram dos pães foram cinco mil homens.” (Marcos 6, 33-44)

Perto dali está a Igreja do Primado de São Pedro. Essa capela marca o lugar onde Jesus, depois da ressurreição, apareceu novamente aos discípulos em Tiberíades. Fica literalmente às margens do Mar da Galileia que, na verdade, é um grande lago.

No interior dessa igrejinha encontramos uma rocha de calcário chamada “Mensa Christi” (Mesa de Cristo). Aqui, segundo a tradição, Jesus preparou peixe e pão para os apóstolos, dizendo a Pedro: “Apascenta as minhas ovelhas”.

Mar da Galileia, onde Jesus andou sobre as águas. Esta praia fica em frente da Igreja do Primado de São Pedro.

“E, despedida a multidão, subiu ao monte para orar, à parte. E, chegada já a tarde, estava ali só. E o barco estava já no meio do mar, açoitado pelas ondas; porque o vento era contrário. Mas, à quarta vigília da noite, dirigiu-se Jesus para eles, andando por cima do mar.” (Mateus 14, 23-25)

CARFANAUM

A três quilômetros de Tabgha está a cidade mais citada na bíblia depois de Jerusalém. Carfanaum transformou-se numa espécie de quartel-general de Jesus Cristo, inclusive Ele fixou residência aqui. Simão Pedro e André, por exemplo, eram de Cafarnaum.

No local, temos acesso às ruínas da antiga sinagoga onde Jesus passou boa parte do seu ministério pregando e realizando alguns dos seus célebres milagres como a cura da sogra de Pedro.

Carfanaum abriga ainda um belo santuário construído sobre onde teria sido a casa de São Pedro. O local também fica no entorno do Mar da Galileia e está bem próximo do Monte das Bem-Aventuranças (6 km).

No almoço, fomos ao Restaurante Saint Peter´s, onde provamos o famoso peixe de São Pedro (nossa tradicional tilápia), pescado ali mesmo no Mar da Galileia. Vários restaurantes da região oferecem a iguaria. A história do “peixe de Pedro” tem referência nesta passagem bíblica.

BATISMO NO RIO JORDÃO

A 25 quilômetros de Carfanaum, está Yadernit, o ponto mais famoso do Rio Jordão. É aqui que fiéis do mundo inteiro renovam suas promessas batismais. O lugar funciona como uma espécie de parque. Abre sete dias por semana, mas os horários variam de acordo com os feriados e dias santos judaicos.

Sem dúvida, este foi um dos momentos mais esperados da peregrinação: renovação das promessas batismais no Rio Jordão, onde o próprio Jesus foi batizado e local de diversas passagens bíblicas. A cerimônia foi conduzida pelo diretor espiritual da viagem, Pe. Romão Martins.

Nem sei o que dizer. Lembra que este dia começou lá no Monte Tabor, passou pelo Monte das Bem-Aventuranças, Tabgha, Carfanaum? A única coisa que eu fiz foi chorar o tempo inteiro. 😀

“Naqueles dias veio Jesus de Nazaré da Galileia e por João foi batizado no Rio Jordão. Logo ao sair da água viu os céus rasgarem-se e o Espírito Santo descendo como pomba sobre Ele. Então foi ouvida uma voz dos céus: Tu és o meu filho amado, em ti me comprazo.” (Marcos 1, 9-11)

O Rio Jordão é chamado de “Yarden” em hebraico. O nome deste trecho, Yardenit, significa Pequeno Rio Jordão. O “Yardenit Batismal Place” foi construído em 1981 pelo Ministério do Turismo para garantir um lugar seguro aos peregrinos.

Mais de 500 mil pessoas passam por aqui todos os anos. Para fazer o batismo por imersão é obrigatório usar uma túnica branca, que pode ser comprada ou alugada no local.

O Yardenit não tem sacerdotes à disposição. Para ser batizado ou renovar suas promessas de batismo é necessário vir com um padre até aqui.

A entrada é gratuita e também não se cobra nada para realizar as cerimônias. No entanto, a administração do local pede que seja avisada com antecedência se o grupo for muito grande.

Yadernit fica a 11 quilômetros de Tiberíades, cidade-base onde ficamos hospedados para fazer todo o roteiro deste dia.

MAGDALA

O pequeno vilarejo de Magdala não estava previsto no roteiro inicial. Mas como terminamos o batismo e estávamos sem atrasos, o Frei Jorge Hartmann (nosso guia dentro de Israel e Palestina) sugeriu a visita.

O local, a 17 quilômetros de Yadernit e a oito quilômetros de Carfanaum, ficou famoso porque acredita-se que aqui foi o lugar de nascimento de Maria Madalena, a fervorosa discípula de Jesus, a primeira pessoa a ver o Cristo Ressuscitado.

O local de visitação é um sítio arqueológico descoberto recentemente, em 2009. A partir de escavações surgiram o que teriam sido um mercado, parte de um porto do século I, pisos de mosaicos, afrescos e colônia de pescadores.

“Tendo Jesus ressuscitado de manhã, no primeiro dia da semana apareceu primeiramente a Maria de Magdala, de quem tinha expulsado sete demônios.” (Mateus 16:9)

PASSEIO DE BARCO PELO MAR DA GALILEIA

Não sei se você percebeu que durante toda a peregrinação de hoje, o Mar da Galileia foi o protagonista geográfico. Já comentei em algum lugar do texto, mas relembro: trata-se na verdade de um grande lago de água doce (também chamado de Mar de Tiberíades e Lago Kinneret) com cerca de 166 km².

Praticamente toda a rota bíblica pela qual passamos nesta região tem o Mar da Galileia como pano de fundo. O dia termina tão impressionante quanto começou com um passeio de barco pelas águas onde Jesus pregou e fez alguns de seus grandes milagres. A ventania na hora e no local remete imediatamente a esta rica passagem:

“E, entrando ele no barco, seus discípulos o seguiram; E eis que no mar se levantou uma tempestade, tão grande que o barco era coberto pelas ondas; ele, porém, estava dormindo. E os seus discípulos, aproximando-se, o despertaram, dizendo: Senhor, salva-nos! que perecemos. E ele disse-lhes: Por que temeis, homens de pouca fé? Então, levantando-se, repreendeu os ventos e o mar, e seguiu-se uma grande bonança. E aqueles homens se maravilharam, dizendo: Que homem é este, que até os ventos e o mar lhe obedecem?” (Mateus 8:23-27) 

6º DIA

CANÁ DA GALILEIA

A primeira parada do dia acontece em grande estilo. Vamos a Caná da Galileia, onde – para os cristãos católicos – aconteceu o primeiro milagre de Jesus. Foi numa festa de casamento na cidade que Ele transformou água em vinho.

A localização exata de Caná, na verdade, é uma certa incógnita. Acadêmicos e arqueólogos bíblicos já apontaram diversas vilas na região da Galileia (e até no Líbano!) como sendo a verdadeira Caná.

Para nós, é o que menos importa. A gente sabe que foi por aqui e que, pela nossa fé, o milagre aconteceu. E durante nossa passagem podemos reviver essa festa intensamente quando os casais do nosso grupo podem renovar os votos matrimoniais.

No meu grupo de peregrinos, aliás, tivemos até um casamento de verdade, com direito a véu, grinalda, buquê e festa maravilhosa, tudo organizado pela Sacratour. 😀

“Disse-lhes Jesus: Enchei de água essas talhas. E encheram-nas até em cima. E disse-lhes: Tirai agora, e levai ao mestre-sala. E levaram. E, logo que o mestre-sala provou a água feita vinho (não sabendo de onde viera, se bem que o sabiam os serventes que tinham tirado a água), chamou o mestre-sala ao esposo, E disse-lhe: Todo o homem põe primeiro o vinho bom e, quando já têm bebido bem, então o inferior; mas tu guardaste até agora o bom vinho.” (João 2, 7-10)

NAZARÉ

De Caná seguimos para a cidade de Nazaré, cidade onde Jesus passou parte da sua infância. A visita começa na Basílica da Anunciação. O local faz memória à aparição do Anjo Gabriel a Virgem Maria, anunciando que ela seria a Mãe de Deus.

É a minha igreja preferida na Terra Santa, talvez por tudo o que este lugar signifique para o plano de salvação de Deus. Pelo SIM de Maria tudo se tornou possível.

“O anjo, aproximando-se dela, disse: ‘Alegre-se, agraciada! O Senhor está com você!’ Maria ficou perturbada com essas palavras, pensando no que poderia significar esta saudação. Mas o anjo lhe disse: ‘Não tenha medo, Maria; você foi agraciada por Deus! Você ficará grávida e dará à luz um filho, e lhe porá o nome de Jesus’.” (Lucas 1, 28-31)

Tivemos a sorte (e bênção!) de chegar bem na hora da oração do Angelus na gruta da Anunciação, que fica no interior da basílica. A rápida cerimônia é conduzida pelos franciscanos e pode ser acompanhada pelos peregrinos e visitantes do local.

“E o Verbo se fez carne, e habitou entre nós, e vimos a sua glória, como a glória do unigênito do Pai, cheio de graça e de verdade.” (João 1:14)

Ao lado da basílica fica a Igreja de São José onde é possível conhecer os restos da antiga casa e carpintaria do pai adotivo de Jesus, o único homem a quem Deus chamou de pai. 

COSTA MEDITERRÂNEA | HAIFA E CESAREA MARÍTIMA

Saímos de Nazaré e vamos finalizar o dia em Belém. Mas antes disso o tour faz um pequeno desvio para algumas paradas visuais, históricas e religiosas singulares, às margens do Mar Mediterrâneo.

Passamos por Haifa, a terceira maior cidade de Israel (perde só para Jerusalém e Tel Aviv). Foi construída nas encostas do Monte Carmelo, onde o profeta Elias lutou contra os profetas de Baal (falso deus cananeu).

Poderia ser Santorini, mas é Haifa.

Haifa tem tradição universitária e grandes parques de alta tecnologia. Além do cristianismo, judaísmo e islamismo, a cidade tem uma importante comunidade da Fé Bahá’í, religião monoteísta cuja administração mundial está aqui.

(Só para não perder a oportunidade do #mimimi, a Fatah – confederação multipartidária da OLP – reivindica a cidade de Haifa como parte da Palestina.)

MOSTEIRO STELLA MARIS

Em Haifa visitamos o Mosteiro Stella Maris. Dentro da igreja (sede mundial dos cristãos carmelitas) está uma pequena caverna, onde Elias teria se escondido.

O local é ponto intenso de peregrinação. Tem uma lojinha ótima, onde é possível comprar vários artigos religiosos, como escapulários, a preços muito honestos.

O passeio continua até Cesaréia Marítima, cidade construída pelo rei Herodes. Foi daqui que o Apóstolo Paulo partiu para sua viagem pelo Mediterrâneo e em Cesareia mesmo foi preso e levado a Roma para ser julgado. (Atos 23:23-24)

São vários complexos arquitetônicos e arqueológicos para visitar que vão desde o período Helênico (século 3 a.C) até às Cruzadas, no século 12 d.C. Mas chegamos quase no fim de tarde aqui e nossa parada foi nas ruínas do antigo Aqueduto da cidade.

Naquela época, já era considerado um projeto inovador, já que permitia que as águas circulassem desde a fonte até a cidade pela simples ação da gravidade. Hoje, o local é ponto de encontro de turistas para banho de sol e mar.

Foi mais um dia intenso em que carreguei a emoção, o sabor, o cheiro e a história de Caná e Nazaré, até terminar com este lindo pôr do sol em Cesareia Marítima. Daqui fomos a Belém para uma merecida noite de descanso, rumo à plenitude dos últimos dias que estavam por vir.

7º DIA

BELÉM-JERUSALÉM

Ficamos hospedados 3 dias em Belém, na Palestina. A cidade, a 10 km de Jerusalém, foi a base para percorrer os dois principais destinos da região. Nosso hotel ficava a uma quadra da Igreja da Natividade, essa belezura da foto ao anoitecer.

JERUSALÉM

O destino mais sagrado para os cristãos também é considerado eterno e indivisível para os judeus. É metade árabe – maioria islâmica – e metade judaica. Para os muçulmanos, por exemplo, é o terceiro lugar mais importante, atrás de Mecca e Medina.

A parte velha é dividida em quatro quadriláteros: o cristão, o armênio, o muçulmano e o judaico. E veja só a confusão: em Jerusalém está o Santo Sepulcro, onde ocorreu a crucificação de Jesus para os católicos, gregos ortodoxos, abissínios e armênios.

Assim como o Túmulo do Jardim, lugar da crucificação para uma parcela protestante. Temos ainda por aqui o Monte das Oliveiras e a Via Dolorosa, caminho de martírio até a crucificação de Cristo. 

CAPELA DA ASCENSÃO

O dia começa na Capela da Ascensão de Jesus, no Monte das Oliveiras, em Jerusalém. Segundo os relatos bíblicos, aqui foi o lugar onde, 40 dias após sua ressurreição, Jesus ascendeu ao Céu em corpo e alma na presença dos 11 apóstolos. O acontecimento marca o fim da missão visível de Jesus entre nós.

A capela é um local sagrado cristão, mas é administrada por muçulmanos! É que a construção fica dentro da área de uma mesquita (olhe o minarete no lado direito da foto).

De qualquer forma, o lugar também tem valor religioso para os muçulmanos, já que consideram Jesus como um profeta de Alá.

No interior da capela está a Rocha da Ascensão, uma pedra onde parece ter uma pegada humana impressa. Muitos acreditam que seria a marca do pé de Jesus pegando impulso para a ascensão.

Eu gosto desta materialização da fé, que é a capacidade de se colocar contra a dúvida e permanecer intimamente ligado na confiança da palavra de Deus.

IGREJA PATER NOSTRO

A 150 metros da Capela da Ascensão está a Igreja do Pater Noster, onde fica a gruta usada por Jesus para ensinar seus discípulos a orar. O local é administrado pelas Irmãs Carmelitas.

As paredes da construção são decoradas com a oração do Pai Nosso em 140 idiomas, incluindo o português do Brasil.

MONTE DAS OLIVEIRAS

O grupo segue para o Monte das Oliveiras de onde temos a visão do principal cartão postal não só de Jerusalém, mas de toda a Terra Santa: o horizonte com a cúpula dourada do Domo da Rocha ao fundo.

A peregrinação não contempla a visitação ao Domo da Rocha. O local – onde Abraão teria oferecido seu filho a Deus como sacrifício – é uma mesquita e, claro, está sob o domínio do Islã. Eu a visitei apenas na primeira vez em que estive na Terra Santa.

No Monte das Oliveiras Jesus transmitiu alguns dos seus muitos ensinamentos. É aqui que ficam o Jardim de Getsêmani, a Igreja das Nações (também chamada de Igreja da Agonia) e o Dominus Flevit, pequena igreja com arquitetura em forma de uma lágrima construída onde Jesus chorou prevendo a destruição de Jerusalém.

Foi no Getsêmani que Jesus e os discípulos oraram na noite anterior à crucificação. O Evangelho de Lucas relata que a angústia de Jesus foi tão intensa que Ele chegou a suar sangue.

E, em grande agonia, orava ainda mais intensamente. E aconteceu que seu suor se transformou em gotas de sangue sobre a terra. (Lucas 22:44)

MONTE SIÃO (CENÁCULO, IGREJA DA DORMIÇÃO E TÚMULO DE DAVI)

A dois quilômetros do Getsêmani está o Monte Sião, já fora das muralhas de Jerusalém. A região abriga três pontos importantíssimos para a nossa fé: o Cenáculo (onde aconteceu a Última Ceia e o Pentecostes), a Igreja da Dormição (onde Maria foi assunta ao céu) e o Túmulo do Rei Davi.

No Cenáculo chegou a me dar uma tremedeira. Aqui foram instituídos os Sacramentos da Eucaristia, da Ordem e proferido o Mandamento do Amor: “Amai-vos uns aos outros como eu vos amei.”

Tremia tanto que as únicas fotos que consegui fazer do local sem deixar desfocadas foram justamente essas duas acima.

O Cenáculo fica ao lado da Abadia da Dormição, local onde Maria, mãe de Jesus, caiu no sono eterno e subiu aos céus.

Na linguagem bíblica, a passagem para a eternidade é chamada de “sono” ou “dormição”, daí o nome da Igreja, também chamada de Basílica da Assunção.

MURO DAS LAMENTAÇÕES

Enquanto o Domo da Rocha pertence aos muçulmanos, o Muro das Lamentações é o local mais sagrado para os judeus em Jerusalém. Para acessar o local é necessário passar por máquina de raio x e até revista física, se necessário.

No dia da nossa visita a área estava sendo preparada para um evento e, mesmo passando pelo check-point da polícia israelense, não conseguimos nos aproximar do muro.

Fiquei com as lembranças da minha primeira visita ao lugar, quando – seguindo a tradição – colocávamos pequenos papéis com pedidos e agradecimentos nas fendas da enorme construção, último vestígio do Templo de Jerusalém na época de Cristo.

BASÍLICA DA NATIVIDADE

Na parte da tarde, logo após o almoço, nos dedicamos a desbravar Belém. Atualmente, a cidade está sufocada pelo muro do apartheid construído pelos israelenses.

Embora a administração esteja sob os cuidados da Autoridade Nacional Palestina, o estado de Israel controla quem entra ou sai da cidade.

Começamos pela Basílica da Natividade. É considerada uma das mais antigas igrejas do mundo ainda em funcionamento. Para a tradição cristã, a basílica foi construída sobre a gruta onde Jesus nasceu.

Já disse e repito, das coisas extraordinárias de uma peregrinação de fé conduzida: missas especiais exclusivas para nosso grupo rezadas em português nos locais mais sagrados para o Cristianismo. Esta foi na gruta anexa à Basílica da Natividade, em Belém.

Tivemos ainda celebrações no Cairo e no Sinai (Egito), no Monte Tabor (onde ocorreu a transfiguração do Senhor) e na Igreja do Santo Sepulcro (local que faz memória ao sítio onde Jesus foi crucificado, morto e sepultado).

Não sei vocês aí, mas eu escrevo e choro. De alegria, de satisfação, de agradecimento.

CAMPO E GRUTA DOS PASTORES

Em meio a uma linda vegetação de arbustos e pinheiro está a Gruta dos Pastores, local onde o anjo do Senhor anuncia aos pastores o nascimento de Jesus.

O pequeno santuário, em formato de dodecágano, lembra uma tenda como as usadas pelos pastores daquele tempo. O lugar, como todos na Terra Santa, inspira silêncio, paz e meditação.

“O anjo disse-lhes: “Não temais, eis que vos anuncio uma boa nova que será alegria para todo o povo: hoje vos nasceu na Cidade de Davi um Salvador, que é o Cristo Senhor. Isto vos servirá de sinal: achareis um recém-nascido envolto em faixas e posto numa manjedoura.” (Lucas 2:10-12)

GRUTA DO LEITE

Perto dali, fica a Gruta do Leite, em Belém. Aqui, Maria amamentou Jesus e algumas gotas do seu leite teriam caído no chão. Esse episódio acabou transformando o lugar em centro de devoção a Nossa Senhora do Leite.

Todos os anos, milhares de casais que não conseguem engravidar passam pelo local em busca da graça da maternidade, da fertilidade ou do aumento da produção do leite materno.

A fé popular crê que o pó da rocha da gruta é milagrosa. Tanto que é possível adquirir aqui o pozinho dessas pedras branquíssimas (que lembram mesmo o leite) com as instruções de uso em diversos idiomas, inclusive em português.

Milhares de cartas com fotos dos bebês do mundo inteiro chegam a todo momento relatando as graças alcançadas.

No lugar onde está a gruta foi construída uma capela no século 19 pelos franciscanos para receber os peregrinos com mais comodidade. Fica a poucos metros da Basílica da Natividade.

8º DIA

IGREJA DE SÃO PEDRO EM GALLICANTU

Na jornada de hoje enfrentamos logo cedo uma das passagens mais doloridas da Bíblia. A Igreja de São Pedro em Gallicantu faz referência ao dia em que Pedro negou Jesus antes mesmo do galo cantar. A construção fica próxima à Porta de Sião e fora das muralhas de Jerusalém.

Os evangelhos contam que o Mestre, depois de ser traído por Judas no Jardim das Oliveiras, foi preso, açoitado e levado ao palácio do sumo-sacerdote Caifás (estima-se que a residência de Caifás era por aqui).

O então apóstolo Pedro ficou do lado de fora do palácio quando ouviu o Canto do Galo, conforme Jesus previu: “Antes que o galo cante duas vezes, três vezes me terás negado”. (Mc 14, 30).

Esta escultura em frente à igreja do Gallicantu retrata São Pedro com as mãos abertas e cara assustada no melhor estilo “vem cá, te conheço?”.

A negação do apóstolo em relação a Jesus nos faz refletir sobre nossas próprias misérias, angústias e conduta cristã. Quantas vezes já não fizemos o mesmo por medo, ignorância ou falta de fé?

BASÍLICA DE SANTA ANA

Da Igreja do Gallicantu seguimos à Basílica de Santa Ana, construída no século 12 sobre o lugar onde seria a casa dos pais de Maria (Santa Ana e São Joaquim), os avós de Jesus.

Ao entrar no templo, ao lado esquerdo tem uma linda escultura de Santa Ana com a filha Maria ainda menina. Em frente à igreja está o sítio arqueológico da Piscina de Betesda, onde Jesus cura um paralítico que estava ali há 38 anos.

VIA SACRA

A Via Sacra, caminho que Jesus percorreu antes de ser crucificado, está marcada em 14 estações pelo labirinto de ruelas em Jerusalém (sendo que as últimas ficam dentro da Igreja do Santo Sepulcro). Muitas paradas estão escondidas em meio a lojas e o comércio local.

Como a cidade já foi destruída um par de vezes é bem provável que aqueles momentos de agonia, suplício e sofrimento não tenham se dado exatamente nos pontos assinalados.

A proposta do trajeto é criar um memorial que lembre as últimas horas de Jesus antes da morte. Ou seja, pode não ter sido exatamente neste ou naquele determinado ponto. Mas foi por aqui com certeza, segundo a nossa fé.

Com meu grupo nós rezamos a Via Sacra, meditando sobre os pensamentos e sentimentos de Cristo enquanto Ele percorria aquele calvário carregando a cruz pela humanidade.

Na quinta estação (foto à direita), relembramos o episódio de Simão Cirineu ajudando Jesus a carregar a cruz. A marca na parede faz memória à mão de Jesus que ali teria se apoiado para não cair.

E quem não carrega a sua cruz e me segue, não pode ser meu discípulo. (Lucas 14,27)

SANTO SEPULCRO

A Igreja do Santo Sepulcro, em Jerusalém, é o local mais sagrado da cristandade e talvez o mais difícil de visitar, de conhecer, de estar. Lembro-me da sensação estranha que senti quando estive aqui pela primeira vez. Foi desconfortável igualmente agora.

Não falo de filas ou das aglomerações para chegar perto dos lugares onde Jesus morreu crucificado, foi sepultado e ressuscitou ao terceiro dia. Até porque não entro no mérito se tudo realmente aconteceu neste quarteirão ou a cinco quilômetros daqui.

Neste espaço fazemos jus ao memorial do plano de Deus para nossa salvação e, obviamente, chegamos muito perto – movidos pela fé – de todo o sofrimento que antecedeu a ressurreição.

Na foto, a Pedra da Unção, bem na entrada da basílica. Nesta pedra repousou Jesus após a crucificação. Aqui, o corpo de Cristo foi ungido com óleos e perfumes antes do sepultamento, de acordo com o ritual judaico.

A poucos metros, dentro da igreja mesmo, está a pequena capela recém-restaurada com o túmulo de Jesus. Em dias mais disputados a fila para entrar no Santo Sepulcro propriamente dito pode passar de duas horas. Nossa última missa foi aqui.

“Está consumado.” (João 19:30)

9º DIA

ROMA

Pela intensidade do roteiro você pode imaginar o nosso estado físico apocalíptico no dia de vir embora. Mas mesmo assim, o grupo estava animadíssimo com a nossa passagem por Roma e Vaticano.

Saímos de Tel Aviv na madrugada e chegamos às 8h da manhã em Roma. Como nosso voo de volta ao Brasil só sairía às 22h, a Sacratour ofereceu para o grupo como cortesia um dia inteiro em Roma com um guia especializado passando pelos principais atrativos. \0/

E ainda saboreamos um delicioso almoço típico italiano. Era isso ou ficar o dia inteiro no aeroporto. Cêis acham que a gente aceitou logo ou na mesma hora?

Além de passar por pontos tradicionais da capital romana, fui apresentada à Igreja de Santo Inácio de Loyola, fundador da Companhia de Jesus. Depois fiquei sabendo que era um dos templos mais conhecidos de Roma, mas eu nunca havia visitado.

A igreja tem uma série de pinturas do artista Andrea del Pozzo que criou incríveis obras com ilusão de ótica, como a cúpula que nada mais é do que um teto reto que ganhou vida pela pintura tridimensional de um gênio do século 16.

Eu, que comecei há pouco tempo percorrer a Caminhada Inaciana (que promove o silêncio orante por meio dos Exercícios Espirituais propostos por Inácio de Loyola), fiquei felicíssima com mais esta delicadeza da Providência Divina no meu roteiro.

Bem, se você chegou até aqui é porque se interessa pelo tema, pelo roteiro ou pela proposta de peregrinação. De qualquer maneira, saiba que um texto e um punhado de fotos não conseguem transmitir a dimensão deste mergulho na história e na concepção do Cristianismo.

Querendo conversar, estou aberta a qualquer dúvida ou pergunta. A caixa de comentários é sempre toda sua! 😉

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Viajei com a Sacratour, empresa brasileira especializada em peregrinações e turismo religioso. O pacote inclui passagem aérea, hotéis de categoria superior, todas as refeições (café da manhã, almoço e jantar), traslados entre aeroportos e hospedagem, ônibus executivo com ar condicionado e wi-fi para fazer os trechos internos, vistos, seguro viagem e guias falando em português durante toda a viagem. Levando em consideração os excelentes hotéis e ótimos restaurantes (incluindo todos os passeios com guia personalizado) os valores não são muito diferentes se você for por conta. Peça mais informações e orçamento aqui!

O atendimento e a assessoria da empresa, comandada pelas irmãs Larissa Calsavara e Melissa Calsavara, começam já no pré-viagem com reuniões de estudo bíblico e histórico do roteiro, além de oferecer toooodas as informações práticas (como clima, dinheiro, comunicação, fuso, vacina) por escrito ao peregrino. Durante a viagem, elas preparam várias surpresinhas fofas ao viajante. Recomendo a Sacratour para quem pretende fazer uma peregrinação de fé e não quer se preocupar com n.a.d.a. em relação ao planejamento e segurança, somente aproveitar o que o roteiro tem a oferecer.

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Fotos: Sílvia Oliveira | Todos os direitos reservados. 



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14 comentários

  1. Anna
    Comentário do dia 03/10/2017 às 21:55

    Que lindo Silvia, obrigada por compartilhar este roteiro!

    (Responder)

    Resposta de Silvia Oliveira

    Obrigada, Anna! 😉

    (Responder)

  2. Soraia Mendes Nogueira
    Comentário do dia 04/10/2017 às 00:40

    Estou sem fôlego, que maravilha, muito lindo Silvia. Viajei com você…. espero ter essa benção de visitar a Terra Santa antes dos 70 anos. (Tenho 67). 🙂

    (Responder)

    Resposta de Silvia Oliveira

    Vambora, Soraia! Taí o roteiro e a indicação da empresa que pode te ajudar a planejar e realizar esse sonho! 😀

    (Responder)

  3. Comentário do dia 04/10/2017 às 07:09

    Lindo. Emocionante. Quero.

    (Responder)

    Resposta de Silvia Oliveira

    Uma viagem que marca a vida, Marcie!

    (Responder)

  4. Adriana
    Comentário do dia 04/10/2017 às 09:03

    Fiquei em êxtase ao ler o seu relato. Uma das viagens que mais sonho em fazer. Obrigada por dividir conosco. Vou já olhar o site da empresa que vc indicou.

    (Responder)

    Resposta de Silvia Oliveira

    Obrigada, Adriana! Não é um relato fácil de fazer, porque o roteiro – embora seja público e conhecido de todos – ele é muito particular para cada um! A Sacratour vai te orientar certinho para que você possa começar a planejar a realização deste sonho! 😉

    (Responder)

  5. Paulo Henrique
    Comentário do dia 04/10/2017 às 13:21

    Silvia, li seu relato e era o que eu estava precisando para me decidir se faria ou não essa viagem no ano que vem. Sei q é uma viagem cara e eu ficava me perguntando se “valia a pena” tal investimento se posso rezar aqui na minha paróquia mesmo. Mas vendo essa riqueza de detalhes, de emoções, tudo deu um sentido para mim e para minha busca. Muito grato pela sua disponibilidade em nos brindar com tão precioso texto e maravilhosas fotos. Deus lhe abençoe. Paulo Henrique

    (Responder)

    Resposta de Silvia Oliveira

    Que bom, Paulo Henrique! Espero que você tenha a oportunidade logo de estar na terra de Jesus e de grandes profetas! É uma experiência que dinheiro algum paga! Abs!

    (Responder)

  6. Sirlene Andrade
    Comentário do dia 04/10/2017 às 17:49

    Recebi o post por e-mail, abri no trabalho e fiquei seduzida por 30 minutos lendo o relato. Nem pisquei, rsrsrsrs… Meu sonho, juntando dinheiro e orando muito para receber esta graça de estar na terra de Jesus Cristo! Muito obrigada pelo seu cuidado Silvia em trazer detalhes desta peregrinacao e transparecer cuidado e delicadeza com tudo o que voce faz.

    (Responder)

    Resposta de Silvia Oliveira

    Valeu, Sirlene! Espero que o relato tenha te ajudado a sentir essa graça e bênção que é estar nesta região, tão perto de onde tudo aconteceu. Não tenho palavras!

    (Responder)

  7. Silvia Negreiros
    Comentário do dia 04/10/2017 às 20:53

    Muito emocionante, vivenciei a viagem e sua emoções lendo avidamente este post! Parabéns!

    (Responder)

    Resposta de Silvia Oliveira

    Para guardar e consultar sempre! (E quando a gente vai novamente para lá?) 😀

    (Responder)

  8. Érica
    Comentário do dia 04/10/2017 às 23:48

    Chorando aqui…. Emoção pura….sem palavras pra definir!
    Lindo relato!

    (Responder)

    Resposta de Silvia Oliveira

    Fico feliz que de alguma forma o relato tenha te tocado, Érica! Não foi fácil escrevê-lo, encontrar o tom da linguagem, demonstrar realmente o que significa essa peregrinação e como ela é transformadora!

    (Responder)

  9. Luiz W
    Comentário do dia 04/10/2017 às 23:56

    Silvia, que maravilha! Estou em viagem de volta ao mundo e a terra santa é um dos lugares que com certeza visitarei durante a viagem! Esse post é para guardar e reler várias e várias vezes!

    (Responder)

    Resposta de Silvia Oliveira

    Jura que cê tá numa viagem de volta ao mundo? Está compartilhando em alguma rede social para a gente acompanhar? Quando passar pela Terra Santa volte aqui para contar suas impressões! Abraços e boa viagem, Luiz!

    (Responder)

    Resposta de Luiz W

    Combinado! Volto aqui sim para contar! Como já te falei outra vez, sempre fico abismado pelo esmero que tens nos posts. Ah, para acompanhar a viagem de volta ao mundo os perfis no Instagram e Facebook são ‘Os Éguas pelo Mundo!’. ?

    (Responder)

  10. Comentário do dia 05/10/2017 às 22:45

    Maravilhoso! Quero muito fazer esta viagem. Adorei o post com tantos detalhes e belas fotos. Parabéns Silvia!

    (Responder)

    Resposta de Silvia Oliveira

    Obrigada, Quênia! Uma viagem transformadora, que gera perguntas e traz repostas. E ainda: dá sentido a boa parte da nossa busca pessoal (e isso independentemente da religião de cada um!) Bjs!

    (Responder)

  11. Janelson
    Comentário do dia 06/10/2017 às 13:11

    Minha filha Claudia me indicou este texto… estamos nos preparando para esta viagem… Ficou muito bonito. Gostei muito,obrigado.

    (Responder)

    Resposta de Silvia Oliveira

    Que bacana, Janelson! Se tiver alguma dúvida fico à disposição. Abraço para você e para a Claudia! 🙂

    (Responder)

  12. Rosana
    Comentário do dia 08/10/2017 às 11:44

    Já estive no Egito e em Israel, e este diário com as fotos, me fez reviver belos momentos. Muito bem elaborado e ilustrado. Este mundo é maravilhoso, e nós faz bem ler estes relatos. Há algo de bom, que nos faz felizes!!!! ???

    (Responder)

    Resposta de Silvia Oliveira

    Que bom que gostou, Rosana! Eu também gosto de ler relatos sobre lugares que conheci e vivenciei. Isso nos faz reviver toda aquela história! Abs!

    (Responder)

  13. Nair
    Comentário do dia 09/10/2017 às 11:30

    MEU DEUS!! Não sei o que comentar. Só vim mesmo agradecer. MUITO OBRIGADA pelo perfeito relato, pelo lindo testemunho e pela generosidade. Que o Espirito Santo de Deus, continue invadindo sua vida e coração, assim como foi lá em Pentecostes. Um beijo enorme e obrigada de novo.

    (Responder)

    Resposta de Silvia Oliveira

    Nair, em tempos em que ter uma religião (e principalmente ser declaradamente católico) incomoda tanta gente, não é fácil nos mostrar tão abertos à crença, à fé e ao espírito. Não tive grandes ambições com meu relato, apenas dizer que com Deus é sempre mais fácil! Beijos, amiga!

    (Responder)

  14. Nayara Campelo
    Comentário do dia 13/10/2017 às 16:32

    Silvia sempre uso seu site de base de informações para minhas viagens, depois que descobri entre uma postagem e outra a cristã que és, admirei ainda mais. Amei esse post, na época que fez a viagem havia trocado algumas informações sobre a viagem e você já havia falado como estava sendo especial, e depois desse maravilhoso relato, vi que não consigo nem imaginar a benção dessa peregrinação, sonho em fazer também, chorei demais lendo tudo. Que Deus te abençoe sempre. Beijos.

    (Responder)

    Resposta de Silvia Oliveira

    Obrigada, Nayara! Peço a Deus que todos os que verdadeiramente querem chegar perto dos locais por onde Jesus passou possam realizar este sonho. Bjs!

    (Responder)

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Matraqueando - Blog de viagem | Por Sílvia Oliveira

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