Alcântara: roteiro para quem vai fazer um bate e volta à cidade colonial brasileira sede de uma base espacial

O pequeno município de Alcântara deveria ser o bate e volta padrão saindo de São Luís se a maioria dos turistas não fizesse da capital apenas um ponto de passagem para os Lençóis Maranhenses. Mas quem se dá ao luxo de ficar uns dias a mais por aqui vai descobrir um dos cantinhos mais charmosos e pitorescos do nordeste brasileiro.

O acesso é feito por barco — 1h20 de viagem em alto mar com direito a ondas altas e gente mareada com o sobe e desce da embarcação. Sinceramente, quase desisti ao ouvir relatos sobre a travessia. Morro de medo de água e fico enjoada fácil até na banheira da minha casa.

A bem de verdade eu fui achando que ia encontrar uma espécie de Colonia del Sacramento (cidade histórica uruguaia linda de viver, onde também se chega via barco vindo de Buenos Aires.) É que me disseram que o centro histórico de Alcântara estava mil vezes mais conservado que o de São Luís. Só que, lição nº 01: nunca, nunquinha vá conhecer um lugar com expectativas de que ele lembre outro que você já visitou… e gostou muito.

Fato, o casario é bonito e a cidadezinha, cheia de história para contar. Mas não é Colonia del Sacramento com sua infraestrutura e restaurantinhos de charme. Até porque, no vilarejo uruguaio o doce manjado é o alfajor e aqui, e só aqui, você encontra o famoso e perfeito Doce de Espécie. O acepipe — herança portuguesa — é feito à base de coco, crocantinho por fora e molhadinho por dentro. Custa R$ 7 uma bandeja com seis unidades. Ponto para Alcântara.

Um passeio guiado é muito recomendado em Alcântara, principalmente para quem chega cedo e vai embora no fim do dia, meu caso. O lugar é mais um daqueles do Brasil Colonial com histórias de apogeu e decadência, portanto cheio de causos sobre os barões e seus escravos. Contratei um guia chegando à cidade (R$ 20 por pessoa em um grupo de oito), mas o cara era tão ruim, mas tão ruim que no final eu — que havia lido moooito sobre a cidade — já estava dando dicas pro rapaz. Mas isso não é a regra. Foi falta de sorte minha, imagino.

Logo na chegada a Alcântara, no Porto Jacaré, há um centro de informação turísticas que oferece mapas (pagos à parte, R$ 7) com banheiros e venda de água, refrigerante e sorvete. (Vai por mim, você vai precisar! Alcântara está grudada na Linha do Equador e o calor ali é sub-humano para seres que vivem em Curitiba como eu. (A cidade tem, em média, dois ou três graus a mais do que São Luís.) Dali, você sobe a Ladeira do Jacaré rumo à Praça e Capela das Mercês (foto abaixo).

Em seguida, rume para um dos pontos principais, a Praça da Matriz — onde estão as ruínas da Igreja de São Matias (século 17) — a foto clássica de Alcântara.





No mesmo quadrilátero, em frente às ruínas, estão o Pelourinho, o casarão que abriga a Prefeitura e a Câmara de Vereadores (que já foi uma penitenciária) e o Museu Histórico de Alcântara com fachada revestida com os clássicos azulejos portugueses.

De tudo o que viria depois, esse foi o lugar de que mais gostei na cidade. Estava tudo calmo, silencioso (fui num dia de semana) e havia uma brisa constante para aliviar o sol escaldante.


Da Praça da Matriz, partimos para a Rua da Amargura, uma viela cheia de lendas e ruínas. Para alguns, a via recebeu este nome porque era por onde os escravos passavam quando seriam castigados. Outra corrente afirma que o pequeno trecho de chão batido — onde havia muitos casarões da nobreza — recebeu este nome porque dali as mães se despediam dos filhos que iam estudar em Lisboa. No final da rua você encontra o que sobrou do antigo Palácio do Negro, onde os escravos eram comercializados. O resultado, independente do conto, é que o beco rende belas imagens para o seu scrapbook.

Como em toda cidade colonial brasileira, Alcântara preserva uma penca de igrejas barrocas e seus altares em rococó. A Igreja Nossa Senhora do Carmo é uma delas.

Mas o mais interessante, na minha opinião artístico-arquitetônica limitada, são as ruínas (que ficam em frente e ao lado da igreja) de dois palácios que começaram a ser construídos por barões inimigos numa disputa para ver quem ia hospedar Dom Pedro II — que há tempos prometia uma visita à cidade. No final das contas, a visita nunca aconteceu e as obras foram abandonadas.

Um pouco mais adiante, a visita à Igreja Nossa Senhora Rosário dos Pretos foi fantástica. Ali ouvimos os causos do Seo Benedito, descendente de escravos que contou, entre outras coisas, que a missa aqui começava depois e terminava antes, porque os negros tinham que deixar, primeiro, os sinhozinhos na missa dos “brancos” e depois buscá-los no final.

Por fim, Seo Benedito (camisa vermelha) deu uma demonstração, dentro da igreja, do Tambor de Crioula — ritmo de origem africana praticado pelos escravos em homenagem a São Benedito e que ganhou o título de Patrimônio Imaterial Brasileiro em 2007.


Em frente à Igreja Nossa Senhora Rosário dos Pretos está a Casa de Cultura Aeroespacial, uma espécie de centro de interpretação do CLA – Centro de Lançamento de Alcântara. A base foi criada em 1989 e não está aberta à visitação (só o centro). Não à toa, Alcântara foi escolhida para ser uma base espacial.

A cidade está a 2 graus do Equador, posição geográfica privilegiada que ajuda no lançamento de foguetes com economia de 40% de combustível. Antes da visita propriamente dita, você assiste a um vídeo explicativo sobre o funcionamento do projeto e conhece alguns tipos de foguetes. Abre todos os dias das 10h às 15. Grátis.


Na hora do almoço, o guia nos levou a um restaurante horroroso. Lamentavelmente não me lembro do nome do local (na verdade, acho que nem perguntei), mas ficava numa casa cheia de moscas. Ao chegar, a atendente nos informou que não havia peixe e que alguns pratos de camarão não estavam disponíveis.

Foi a desculpa perfeita para eu sair correndo de lá. Ao comentar com o guia-desastrado que eu queria comer peixe, ele mesmo me indicou o Restaurante Cantaria (fotos acima), onde comi maravilhosamente um peixe na telha com camarão ao molho e três tipos de arroz: branco, vermelho e cuxá. R$ 30,00 meia porção (para uma pessoa).

Ao lado do restaurante Cantaria está outro atrativo turístico da cidade, a Ermida de Nossa Senhora do Desterro, também conhecida como a igreja dos sinos. O local, assim como o próprio restaurante, tem vista privilegiada da Ilha do Livramento e Baía de São Marcos.


Listados os atrativos, o mais interessante no vilarejo é observar — e imaginar — o que foi Alcântara há três, quatro séculos. A agitação e gramur de antigamente deram espaço à calmaria e à memória preservada. Não senti vontade de dormir na cidade (como aconteceu em Colonia del Sacramento, onde também fiz um bate e volta), mas imagino que o aproveitamento seria bem melhor se você passasse uma noite aqui.


Não que você não possa conhecer o básico em quatro horas, mas ao ficar um dia a mais em Alcântara você pode optar em fazer o passeio pelo centro histórico em horários menos escaldantes (bem no comecinho da manhã ou no fim de tarde).

Sem contar que, com mais tempo, você consegue visitar algumas praias como a da Baronesa e Itatinga e ainda fazer o passeio à Ilha do Livramento (10 minutos de barco de Alcântara) para ver a revoada dos guarás ou à Ilha do Cajual, um importante sítio arqueológico do Maranhão.

SERVIÇO
Como chegar a Alcântara
1. Pegue um catamarã, escuna ou lancha no Terminal Hidroviário Praia Grande, que fica ao lado do principal terminal de ônibus (Terminal da Integração) — a umas duas quadras do centro histórico.
2. Os horários de saída dependem da maré, mas geralmente são 7h e 9h30 com retorno previsto às 8h30 e 16h. Ligue antes para confirmar: (98) 3232-0692.
3. O bilhete custa R$ 12 por trecho.
Dicas da Matraca
1. Com muita sorte você pegará um mar tranquilo para fazer a travessia. Mas, normalmente, o que ocorre é uma viagem incômoda e difícil até para quem não costuma enjoar. Sugiro que você tome um Dramin ® (eu comprei aquele que não dá sono) uns 40 minutos antes de embarcar. Tanto na ida quanto na volta.
2. Leve protetor solar, chapéu e vá com roupas leves e sapato confortável.
Alcântara combina com:
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Fotos: Sílvia Oliveira
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Minha viagem ao Maranhão faz parte da Expedição Brasil Express II – projeto do Matraqueando que leva recortes do nosso país até você.





12 comentários
Belo post, Silvia. Alcântara é demais. A história, ruínas, comidas e etc.
Adorei conhecer a cidade, da próxima vá até a Ilha do Livramento e também aprecie a revoada dos guarás, vale demais.
Beijos.
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Átila, se meu marido se animar em ir no ano que vem, faremos isso!
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Oi Silvia! Quero conhecer os lençóis maranhenses no ano que vem e como você falou eu não pensava em incluir ALcantara, ia ficar dois dias em São Luis e ir direto para os Lençóis. Mas depois desse seu artigo mudei completamente de ideia. Estou apaixonada pelo blog. Parabéns e obrigada por compartilhar suas aventuras!
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É um destino importante e interessante no Brasil!
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Silvia, adorei, fiquei com muita vontade de conhecer! Lindas fotos! E as comidas então maravilhosas. parabéns pelo post. bjs
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Brigadim, Maria do Carmo!
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Bom dia Sílvia,
Esta mania de ler os posts por email e geralmente através do celular, diminuem a minha frequência nos comentários e ainda não tinha vindo aqui para parabenizar a série sobre o Maranhão. A começar pelo post do centro histórico de São Luís, apesar de estar “capegando” e quase tombando, sua descrição foi tão realista e com fotos inspiradoras, que tenho certeza que muitos mudaram de ideia, incluindo São Luís no roteiro. Eu gostei bastante, a história é o que mais encanta e nos aproxima dos livros.
Em relação a Alcântara, considero um passeio imperdível, principalmente para quem gosta de história, apesar de muitos detestarem o trajeto de barco ( meu marido, que o diga, passou muito mal). Passamos também apenas um dia, mas depois que li os últimos relatos do Átila e Pedro, dos blogs Vou Contigo e Sem Destino, constatei as diversas opções de passeios na região, e alguns dias por lá seria bacana.
Nosso guia também não ajudou muito e fizemos sozinhos munidos de um mapa. Creio que o restaurante Cantaria é uma das melhores opções, também almoçamos por lá, além da comida ser saborosa, a vista é maravilhosa e tranquila.
Beijo grande,
Érika Marques
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Jura que você comeu no Cantaria também! Achei o máximo o local, mas não havia visto nada sobre o restaurante, quando o guia me indicou já achei que ia ser outra fria! Beijos e obrigada pela visita!
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É legal dormir em Alcântara pra ver a revoada dos guarás, é uma saída de barco no final da tarde. Eu fiz, mas infelizmente era época de reprodução (abril) e eles estavam escondidos. Só que, quando dá certo, deve ser a coisa mais linda ver aqueles pássaros vermelhos nas árvores.
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Se eu voltar no ano que vem (eu sempre penso em voltar aos lugares de onde acabei de chegar – hahahahah!a) vou fazer esse passeio! Bjs!
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Fazer de Alcântara apenas um ponto de passagem? Mas que injustiça! Eu, que passei duas noites em Colonia nas duas vezes em que estive na cidade (sou exagerada, ou melhor, apaixonada!), com certeza tentaria incluiria uma noite em Alcântara no meu roteiro pelo Maranhão. Essas cidadezinhas históricas conservadas e suas ruínas são as que mais me encantam.
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Alcântara é o típico cenário de novela das seis: fofa!
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silvia, é cenario de novela mesmo hehehehe. ta reprisando no vale a pena ver de novo a novela “da cor do pecado”. foi gravada em sao luis, alcantara e lencois. apesar de q na novela eles parecem ser tudo num lugar so, como bairros vizinhos. a tais araujo de manha ta em sao luis, à tarde nos lencois e à noite em alcantara kkkkkkk
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Sou nordestina, de Recife, e cada vez mais fico encantada com as belezas do Maranhão. Não imaginava! Seu blog é muitooooo inspirador, sabia? Parabéns Silvia! As fotos estão PERFEITAS!! beijão!
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Obrigada, Andrea!
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Olá,
Muito bacana seu tour pelo MA. Estou acompanhando bem de perto, junto com os posts sobre o Pará no VnV.
Alcântara, que eu não conheço ainda, foi uma bela surpresa apresentada por aqui. Assim que acabar esta série pretendo montar um roteirinho básico por PA e MA para, quem sabe, 2013… Vamos ver o que sai.
Abraços
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A Expedição Brasil EXpress vai para o Pará também… em breve!
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ja aguardo ansioso pelo meu parazao retratado aqui no matraqueando. os posts do vnv ficaram muito bacanas! o riq foi numa das epocas mais lindas p/ belem \o/ (durante o cirio).
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Nem me fale, Luiz! Você sabe que minha viagem estava marcada para o dia 03 de outubro (eu ia antes do Círio, mas já ia pegar o clima de festa) e tive que cancelar por causa de um imprevisto no trabalho!!! Eu havia emitido passagem com 3 mil milhas/trecho… chuif, agora nem de longe consigo isso!
vais quando? ja conseguiste emitir novos bilhetes ou ainda estás esperando?
Então, Luiz, eu ia até lhe mandar um e-mail, mas estava constrangida de ser muito invasiva!
O que ia ter perguntar é se é muito ruim ir em janeiro (fim do mês), se chove mais do que o normal nessa época, ou se é só aquele pancadão no fim do dia? Não consigo com milhas, mas há boas tarifas na GOL e na TAM para fim de janeiro e fevereiro (depois do carnaval). De antemão, já agradeço a ajuda!
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silvia, fique a vontade p / perguntar. tanta gente te pergunta de tudo, ate mesmo do que ja ta tao bem detalhado nos posts…
sim! chove muito! o dia inteiro! hehehehe madrugada chovendo, amanhece chovendo, dia inteiro chovendo
é o nosso periodo mais chuvoso, q comeca em dezembro e vai ate final de março (so temos 2 “estacoes”: a menos chuvosa – pancadao à tarde; e a mais chuvosa – chuva o dia inteiro).
p/ qm mora la ja estamos acostumados, como em curitiba com o frio ou um lugar com neve a todo momento.
por outro lado, seria uma maneira de um turista vivenciar uma das realidades amazonicas, uma vez que periodo mais e menos chuvoso eh caracteristico de nossa amazonia.
a vantagem eh q estará menos quente (eu disse “menos”, mas de qqr forma quente hahahahaha).
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Ai, não! Então vou ter que esperar até abril/maio… Muito obrigada pelas informações! Bjs!
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silvia, esse mes o Tam nas Nuvens mostra um pouco de Belem, apresentada pela Gaby Amarantos. Se ainda nao viste o video, dá uma olhada ai: http://www.youtube.com/watch?v=3QXmtMt-CfI
ela so esqueceu de comentar q belem, alem de ser chamada “cidade morena” tb eh chamada de “cidade das mangueiras” (ou como nós lá chamamos: “mangueirosa”).
basicamente, no video, ela mostra uns 3-4 lugares entre os mais visitados pelos turistas. mas, tem muuuuuuuitos outros lugares (principalmente q so nós de lá fazemos, visitamos, aproveitamos). talvez a revista aborde mais assuntos, mas eu ainda nao li/vi.
As fotos – como sempre – estão lindas! Parabéns!
Estou doida para conhecer o Maranhão e vou seguir suas dicas!
Obrigada!
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Olá! sou Bruno, tenho 13 anos e sou blogueiro. Tenho um blog sobre lugares belíssimos, peço-lhe a ajuda para compartilha-o e visitá-lo, acho q vai gostar! Muito obrigado pela atenção! http://yourtraveladvice.blogspot.com.br/?
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Parabéns, Bruno! Sucesso no projeto!
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Silvia, que blog maravilhoso! Parabéns mesmo. Tô indo pra São Luís em Abril e com certeza vou passar em Alcântara pelas suas dicas. Obrigado!
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