-  Atualizado 07/01/2010

Cidade de Cunha-SP: refogado de histórias

Publicado por: Silvia Oliveira Cunha

Não conheço a cidade de Cunha, no interior de São Paulo. E acredito que, sim,  estou perdendo muita coisa. Dentro do estado, o município faz divisa com Ubatuba. É a última paragem da Estrada Real, antes de Paraty, no Rio. Fica no Alto Paraíba, entre as serras da Quebra-Cangalha, da Bocaina e do Mar. Só pela localização, já vale uma parada.

Se você está na região, não perca: Cunha vai promover um festão dia 30 de maio. A proposta é resgatar a tradição e a cultura dos Tropeiros do Vale do Paraíba com um almoço típico caipira, preparando um cozido ao ar livre. O tropeiro mais antigo da cidade vai contar seus causos, junto a um fogão de lenha recheado de panelas de ferro com muito feijão tropeiro, torresmo, arroz com linguiça e carne seca. Nham Nham Nham.

O anfitrião da festa é Seu Roque Inácio. Hoje com 94 anos – tropeiro desde os 12 – Seu Inacinho (como é conhecido) se diverte contando histórias.
A família de Seu Roque, que preserva até hoje as tradições, levará para o encontro os principais objetos usados pelos tropeiros. O encontro ainda será embalado por música caipira ao vivo e terá cavalgadas pela região.

O tropeirismo – o transporte de gado, mulas e riquezas do Sul para o Sudeste brasileiro – que começou no século 16, marcou a cultura paulista e fincou raízes na gastronomia. É o berço da comida paulista, pois preserva a identidade das tradições indígenas, portuguesas e espanholas, que se misturam para formar um complexo patrimônio cultural e culinário do Vale do Paraíba.

SERVIÇO:

Almoço Tropeiro em Cunha
Dia: 30 de maio, às 13h
Local: Bar e Restaurante Celeiro
Endereço: Estrada do Macuco, km 4
Preço: R$30 (almoço) e R$25 (cavalgada)
Reservas feitas com antecedência na Cunhatur (12) 3111-2634

Foto: quem for à festa poderá cavalgar, exatamente como os tropeiros. | Divulgação



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3 Comentários

  1. A DONA DO MUNDO

    E SÓ TENDO IDO A UMA CAVALGADA PRA DIZER O QUE É… GENTE SIMPLES E INTELIGENTE, FORTE, MAS AFAVEL, COMO UMA TRISTEZA ALEGRE

    responder
  2. Rê Marques

    Ai meu papai do céu… Feijão tropeiro, torresmo… que saudade da comida da minha vovó mineira!

    responder
  3. Priscila Goldman

    Aqui no interior de São paulo tem muito disso, dessas tradições… eu sou apaixonada pela comida tropeira!

    responder

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