-  Atualizado 20/08/2018

Paraty: guia essencial com passeios e dicas práticas para um roteiro econômico

Publicado por: Silvia Oliveira Paraty

Paraty é a metáfora mais bem ilustrada do Brasil. A cidade colonial viu os índios nativos desaparecerem com a chegada dos portugueses no século 16.

Virou referência com os engenhos de cana de açúcar e na fabricação da cachaça. Chegou a ter quase 150 alambiques.

Foi importante rota comercial no glorioso Ciclo do Ouro. Tornou-se um embuste para o tráfico de escravos.

Presenciou a ascensão e queda do Ciclo do Café. Enfrentou o ostracismo e a decadência até a metade do século 20.

Hoje, faz parte do Caminho do Ouro, um trecho disputado da Estrada Real.

Com a construção e abertura da estrada Rio-Santos (BR 101) na década de 70, o município voltou a se conectar ao novo mundo.

Contemplou o renascimento e transformou-se em Patrimônio Histórico e Artístico Nacional.

Paraty preserva um conjunto arquitetônico para Ouro Preto nenhuma botar defeito.

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Espremida entre a serra e o mar, Paraty é o que eu chamo de destino bem-acabado.  A pequena cidade está abraçada pelo verde da Mata Atlântica.

Casarões com portas e janelas coloridas, ateliers de artes, igrejas centenárias, cafés charmosos e intenso movimento cultural (a FLIP – Feira Literária Internacional de Paraty — é referência mundial) formam a síntese do itinerário que agrada a todo perfil viajante.

Somente essas possibilidadess já me bastariam para ser feliz por aqui.

Mas a cidade patenteou o método brasileiro de ser na íntegra: aê, mano, vamos também colocar umas praias com água cristalina na baía só para matar os litoral gringo de inveja.

Lagoa Azul: uma das paradas estratégicas dos passeios de barco pela baía

Com pouco mais de 35 mil habitantes, a cidade resolve em poucos quilômetros quadrados o combo-turístico ideal para quem quer arquitetura baphônica, cultura popular, praias edênicas, natureza celestial e boa comida, tudo num lugar só.

COMO ORGANIZAR SUA VIAGEM A PARATY

Só pela introdução você já percebeu que Paraty é um destino democrático. Se já andou lendo sobre a cidade deve ter ficado perdido sobre o que fazer e quantos dias são necessários para desbravar a região.

São muitos os passeios, as trilhas, as cachoeiras, sem contar o próprio centro histórico, ponto nevrálgico de toda a peregrinação.

QUANTOS DIAS EM PARATY

A maioria dos turistas dedica dois ou três dias para a cidade. Tem gente que faz até bate e volta do Rio do Janeiro.

Nós ficamos cinco dias inteiros (chegamos em um domingo à tarde e fomos embora no outro sábado pela manhã) e só conseguimos ticar o básico das praias, por exemplo.

Dividi o roteiro assim: 2 dias para o centro histórico, 1 dia para o passeio de barco, 1 dia para os alambiques e museus e 1 dia para Trindade e Praia do Cachadaço (que fica a 25 km de Paraty).

Não, você não precisa exatamente de dois dias inteirinhos para derriçar o centro histórico. Um só já está valendo. Mas nós estávamos de férias. Gostamos de tirar muitas fotos. De sentar para tomar café. De entrar em todas as lojinhas, em todas as igrejinhas, em todos os bequinhos. De ver a cidade anoitecer.

QUANDO IR A PARATY

Qual a melhor época para ir a Paraty? É bom saber que nessa região o verão é chuvoso e o inverno, seco.

A probabilidade é que você encontre aguaceiros em dezembro e janeiro. Em compensação, o mar está mais morninho para entrar.

Já em junho, julho e agosto o sol deve brilhar. Por outro lado, temos a água fria do mar e noites agasalhadas para os mais sensíveis.

Importante destacar que janeiro é o mês mais movimentado e mais caro na cidade. Até a pousada que eu fiquei (boa, bonita e barata) triplica o preço neste período.

Optamos por conhecer Paraty no período de inverno (fomos em julho) e garantir dias ensolarados. Importante reforçar que nossos cinco dias inteiros aqui foram durante a semana, o que contribuiu muito para evitar muvuca e aglomeração.

Durante nossa estadia tivemos apenas uma “friaca” de 20º C e nos outros dias a temperatura chegava a 30º C facinho. O Raul e a Mariana aproveitaram muito a praia.

Uma curiosidade: quando eu via essas fotos com poças d’água em Paraty achava que era o acúmulo de chuva. (E pensava: meodeos, chove o ano inteiro nessa bagaça!)

Mas é a maré alta que eventualmente invade as ruelas próximas ao porto e acaba formando esses incríveis espelhos fotográficos.

A água da maré alta — que geralmente ocorre na lua cheia ou quando há mudança brusca de temperatura — tinha inclusive uma função no período colonial: servia para limpar o esgoto, o lixo deixado nas portas e o cocô dos animais que circulavam pelas ruas!

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O QUE FAZER NO CENTRO HISTÓRICO DE PARATY

O Centro Histórico de Paraty é formado por mais ou menos 25 quarteirões pequenos. Pode ser percorrido tranquilamente em um dia inteiro e sem pressa.

O chão de pedras irregulares é chamado de pé-de-moleque, uma referência angustiante às crianças africanas escravizadas que trabalhavam no calçamento do lugar. Sinceramente, não sei o que é lenda ou verdade nessa história, uma vez que as versões são muitas.

Carros não podem circular dentro do centro histórico. Charretes com guias oferecem o serviço para quem não quer ou não pode andar em solo tão acidentado.

Aliás, um parêntese, a questão da falta de acessibilidade em Paraty é uma crítica constante por parte dos visitantes com dificuldade de locomoção.

Você não vai precisar nem de mapa. Mas o centro de informações turísticas — que fica na Av. Roberto Silveira, logo na entrada da Rua da Lapa, uma das principais vias do centro histórico — oferece todas as informações necessárias para desfrutar da área.

É só começar a andar e logo a gente encontra os “pontos turísticos” da cidade.

O importante aqui não é exatamente chegar até eles, mas o caminho que você percorre para encontrá-los.

É esse trajeto entre um atrativo e outro que você vai conhecer o melhor de Paraty. O casario preservado, as lojas de arte, os restaurantes charmosinhos, os armazéns, empórios e mercadinhos.

Largo de Santa Rita com a igreja ao fundo

Como herança portuguesa, quatro igrejas ganham destaque no centro histórico. Temos a Igreja da Matriz, a Igreja Nossa Senhora das Dores, Igreja Nossa Senhora do Rosário e São Benedito e Igreja de Santa Rita (hoje, um Museu Sacro, praticamente em frente ao Porto).

Igreja de Nossa Senhora das Dores

Cada uma delas era destinada a uma camada da população. A de Nossa Senhora das Dores era para as senhoras aristocratas, a de Nossa Senhora do Rosário só podia ser frequentada pelos escravos e a de Santa Rita foi erguida para atender aos “pardos” libertos.

Igreja de Nossa Senhora do Rosário e São Benedito

Alguns casarões abrigam ainda o Fórum, a antiga Cadeia Pública e a Casa da Cultura. Na Rua Fresca, próxima à Praça da Matriz, está a casa do príncipe João de Orleans e Bragança, bisneto da Princesa Isabel.

A construção de 1850 virou ponto turístico em Paraty, mas só pode ser vista de fora.

Casa do príncipe João de Orleans e Bragança

Rio Perequê-açu corta Paraty. A nascente fica no Parque Nacional da Serra da Bocaina (por onde a gente passa quando vem de Cunha) e desemboca no mar, junto ao centro histórico da cidade.

Várias pousadas e restaurantes foram construídos ao redor e é possível fazer uma caminhada pela “orla” do rio (nem sempre cheirosíssimo, vale destacar!). 

AS PRAIAS DE PARATY E REGIÃO

As praias mais próximas do centro são a do Pontal e a do Jabaquara. Essa última fica no bairro que leva o mesmo nome. Tem águas bem calminhas e extensa faixa de areia.

É ótima para esportes náuticos como vela, windsurf, canoagem e stand up paddle. O local tem boa oferta de hospedagem econômica com pousadas e hostels bem equipados. Veja aqui onde ficar em Paraty com até 70% de desconto!

Fora da cidade, são mais de SESSENTA praias que você pode ou chegar de carro ou por trilhas ou de barco. Não sei nem dizer quais são as mais disputadas, porque cada uma tem um perfil e todas têm fama de paradisíacas.

Mas as mais conhecidas são as praias de Trindade (a 25 km de Paraty), uma pequena vila de pescadores. Nós fomos de carro até lá.

É nesta cidadezinha rústica que ficam a Praia Brava, do Cepilho e do Cachadaço (ou Caixa D’Aço) com uma incrível piscina natural.

É assim: você vai até Trindade de carro ou ônibus (são vários saindo diariamente da rodoviária de Paraty). Você estaciona o carro (ou desce) no centrinho de Trindade. O estacionamento custa de R$ 10 a R$ 20 o período, dependendo da época do ano.

Depois de estacionar o carro é necessário ainda andar uns 10 minutos por uma ruazinha de areia até chegar à praia do Cachadaço. Só depois de chegar à praia propriamente dita é que você poderá acessar à Piscina Natural do Cachadaço via trilha ou barco.

A trilha tem dificuldade média (mais ou menos uma hora de sobe e desce morro, quááámorri!) ou de barco (5 minutos a partir da praia).

Na verdade, fomos pela trilha e voltamos de barco. Várias embarcações fazem o percurso o dia inteiro por R$ 30 por pessoa, ida e volta. Quem não quiser enfrentar a trilha pode ir e voltar de barco.

Outro local famosinho, mas que não visitamos dessa vez, é o Saco de Mamanguá, uma entrada de mar com oito quilômetros de extensão e dois de largura.

Possui 33 praias e diversas comunidades caiçaras. O barco que faz este passeio sai de Paraty-Mirim (a 18 km de Paraty).

Piscina Natural do Cachadaço

Em frente ao Largo de Santa Rita fica o Porto de Paraty de onde saem as embarcações que fazem os passeios pela baía. Os barcos atracados parecem uma bem elaborada pintura naïf.

Paraty, como você já deve ter percebido até agora, é uma das cidades mais fotogênicas do mundo.

QUAL O MELHOR PASSEIO DE BARCO EM PARATY

Olhe só, das coisas mais difíceis de escolher em Paraty: qual escuna para fazer o passeio de barco pela baía. São várias empresas oferecendo o passeio em diferentes/dezenas de barcos.

Os preços são mais ou menos tabelados (R$ 60 a R$ 80 por pessoa dependendo do tipo de embarcação). Os mais caros têm dois andares com espreguiçadeiras e música ao vivo (couvert à parte e opcional).

Nós compramos na agência Paraty Tours (fica perto do centro de informações turísticas) e navegamos na escuna Netuno II. Tinha dois andares, mas a música era ambiente. Não houve som alto e o playlist estava agradável com música popular brasileira.

O roteiro é sempre mais ou menos o mesmo em todos os barcos. Passam por duas ilhas e duas praias. No nosso caso, as paradas (de 40 a 50 minutos cada) foram na Lagoa Azul, Ilha Comprida, Praia Vermelha e Praia da Lula.

A primeira parada do passeio de escuna que fizemos em Paraty foi a Praia Vermelha. Recebe este nome por ter as areias levemente avermelhadas destacadas pelas águas transparentes. Apesar de ser uma praia de continente o local não tem acesso por terra, somente por barco.

A embarcação não chega até a orla. O capitão estaciona a uns 50 metros, talvez. Mas para quem quiser ir à praia são disponibilizados botes infláveis, que levam as pessoas até à margem. Os mais ousados (para mim é quase turismo radical) pulam da escuna direto no mar e vão a nado.

Algumas empresas também oferecem lanchas particulares com menos pessoas por um valor mais alto. Se dinheiro não for problema e você quiser mais privacidade para tocar o ritmo do seu passeio talvez essa seja uma boa opção.

Geralmente, os passeios começam por volta das 10h ou 11h da manhã e duram, em média, cinco horas! Ou seja, você vai passar o almoço dentro do barco.

Não por acaso, a embarcação tem restaurante com preços inflacionados, uma vez que estamos literalmente ilhados.

Pratos executivos básicos custam em torno de R$ 40 cada. Nós levamos um lanche, frutas e água e deixamos para fazer nossa refeição completa na volta, já em terra firme.

Essas fotos abaixo foram feitas pela blogueira que pediu licença para fotografar os pratos doZotros passageiros. 🙂

AS CACHOEIRAS DE PARATY

O ecoturismo em Paraty abarca não só as praias, as ilhas ou as reservas. A cidade também tem uma rota de cachoeiras que atrai visitantes todos os dias.

Algumas, como a Cachoeira da Pedra Branca e a Cachoeira do Iriri, estão em área particular e, em alguns casos, é necessário pagar uma taxa para entrar.

Mas a maioria — como a Cachoeira do Taquari e a Cachoeira do Tobogã — tem livre acesso. Muitas ficam na Estrada Paraty-Cunha.

Já a Cachoeira dos Codós está em Trindade, com a famosa Pedra do Engole (onde a pessoa é “sugada” pela pedra e sai do outro lado da cachoeira.) #socorro

Acabei conhecendo a Cachoeira do Tobogã e o Poço do Tarzan por acaso. A entrada para ambos fica exatamente em frente ao Engenho d’Ouro, um alambique que fomos conhecer.

Essa cachoeira é uma das mais visitadas. Fica a 7,5 quilômetros do trevo de Paraty em direção a Cunha.

O principal atrativo ali é uma enorme pedra lisa por onde corre o fluxo de água. Mas como fomos no período de inverno (pouca chuva) estava meio seco.

Mesmo assim havia quem se arriscasse. A recomendação é escorregar sentado, mas vi a rapaziada surfando pela pedra. Bem perigoso! Para mim não dá, sou muito bunda-mole para essas atividades de “risco”. Rá! 🙂

Um pouco acima da cachoeira, uma caminhadinha nos levou ao Poço do Tarzã, uma piscina natural formada entre pedras escorregadias.

Há outros aquários na região como o Poço do Inglês (no caminho para a Cachoeira da Pedra Branca) e o Poço da Laje (Estrada do Corisco).

OS ALAMBIQUES DE PARATY

Paraty já foi a maior produtora de cachaça do Brasil. Dos quase 150 alambiques do período colonial restaram, pelo menos, cinco para visitar na região.

A maioria tem uma (ou várias) marca da bebida premiada em concursos internacionais e todos oferecem degustação e visita guiada gratuitas.

Nós conhecemos os alambiques Engenho d’Ouro, ParatianaPedra Branca.

No Engenho d’Ouro fizemos uma excelente visita guiada. Ali, eu aprendi muito sobre todo o processo de fabricação da pinga.

No alambique Paratiana tem o Museu da Cachaça com objetos antigos e centenas de garrafas e rótulos da bebida. O local também oferece explicações detalhadas, mas como já havíamos visitado o outro alambique nesse esquema, acabamos ficando por conta aqui.

O Pedra Branca fica numa ampla área verde com bela vista de Paraty. O alambique oferece explicações de todo o processo de fabricação e armazenamento e, como em todos os outros concorrentes, também tem degustação gratuita de cachaça, licores e até de melado.

Um dos alambiques que eu mais queria visitar era o Maria Izabel, onde a cachaça é produzida de forma artesanal desde 1996.

A cana é plantada ali mesmo no sítio e o visitante é recebido pela própria Maria Izabel que cuida até hoje pessoalmente de todo o processo da colheita, passando pelo armazenamento até a comercialização.

Museu da Cachaça: abriga centenas de garrafas e rótulos da bebida

Mas durante a semana a visita no alambique Maria Izabel é feita só com agendamento e bem no dia que poderíamos ir nos desorganizamos com os horários e não conseguimos chegar até lá. Mas quem quiser ter essa experiência é só entrar no site do alambique e fazer a reserva.

Já a cachaça “Gabriela”, feita com cravo e canela, é típica de Paraty. Dei só uma bicadinha para provar e, apesar do alto índice alcoólico, lembra um licor bem adocicado.

Vários alambiques daqui produzem a bebida que leva ainda gengibre em algumas receitas. O nome é uma referência à obra de Jorge Amado que virou filme e teve cenas rodadas aqui.

O nome do escritor baiano, aliás,  dá nome ao drink mais famoso da cidade. Leva limão, maracujá e a cachaça Gabriela.

OS EVENTOS DE PARATY

Paraty não se contenta com pouco. Além de ser um dos destinos históricos e naturais mais deslumbrantes do Brasil, a cidade também é festeira que só. Praticamente em todos os meses do ano há um evento para você chamar de seu.

O mais famoso é a FLIP, a Feira Literária Internacional de Paraty, que desde 2003 reúne grandes escritores do Brasil e do mundo no mês de julho.

Só para você ter uma ideia, o evento já recebeu autores de grife estrangeira como Julian Barnes, Don DeLillo, Eric Hobsbawm, Hanif Kureishi, Salman Rushdie, Ian McEwan, Martin Amis, Margaret Atwood, Paul Auster, Anthony Bourdain, Valter Hugo Mãe, entre outros de peso.

Já o Brasil esteve representado por grandes nomes como Adélia Prado, Millôr Fernandes, Moacyr Scliar, Ariano Suassuna, Chico Buarque, Cristóvão Tezza, Lygia Fagundes Telles e João Ubaldo Ribeiro, apenas para citar alguns deles.

Já a influência portuguesa não está só na arquitetura, mas também em algumas festas tradicionais e religiosas como a Festa do Divino (maio), Corpus Christi (maio ou junho), Festa de Nossa Senhora dos Remédios (agosto ou setembro), de Santa Rita (julho, geralmente antes da FLIP) e por aí vai!

A Festa da Cachaça (agosto) costuma ser das mais animadas. Sem contar o carnaval e os festivais de música, cinema, gastronomia, ecologia, entre outros temas. Veja o calendário anual aqui.

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ONDE COMER EM PARATY

Você já deve saber da fama de “destino caro” que Paraty tem. E um dos quesitos que podem encarecer muito a sua viagem é justamente a alimentação.

Mas assim como em q.u.a.l.q.u.e.r.  lugar do mundo a cidade vai oferecer possibilidades para todos os orçamentos. Sabe aquela perguntinha que eu costumo fazer, “quanto custa para você ser feliz?”

Pois é, aqui você tem de serviço estrelado a restaurante por quilo. Tem de bistrô boutique a sanduíches de rua. Você pode optar por comer todos os dias no centro histórico (onde uma família de quatro pessoas deixa fácil meio salário mínimo por refeição) ou optar por uma lanchonete mais afastada do burburinho.

Se eu gosto de comida de chef, toda enfeitada e com ingredientes selecionados? Gente, eu amo. Sou uma pessoa muito visual, adoro sabores e texturas, além de achar lindos os pratos montados com esmero.

Mas eu não tenho psicológico para deixar uma pequena fortuna em todas as refeições de uma viagem porque não é isso que me faz feliz. Eu gosto, mas eu planejo esse ritual alimentar para um momento de extravagância. É a exceção, não a regra.

Nós gostamos de comer bem, assim, comida de verdade. Um restaurante self service com boas opções sempre nos agrada. Não precisa de luxo, nem de somelier à beira da nossa mesa.

Evitamos sanduíches nas refeições principais, mas se tiver que ser (lembra do passeio de barco?), ok! Ou se calhar de encontrar uma pizzaria amigável na hora do jantar degustamos uma meia calabresa e meia margherita bem felizes.

O único lugar no Centro Histórico onde fizemos uma refeição completa foi no restaurante Bem Brasil, perto da Praça do Chafariz. Na hora do almoço eles oferecem pratos executivos a preços mais convidativos (em torno de R$ 30/35). O local é fofo, atendimento simpático e a comida, boa.

Mas pelo conjunto da obra (custo-benefício) eu só voltaria ao lugar por causa da deliciosa Asinha do Avesso recheada com mandioquinha e bacon.  A conta, com essa entradinha deliciosa, um prato para cada, sucos e SEM sobremesa ficou quase R$ 200. Só o suco era R$ 10 contos! Poizé…

Na Av. Roberto Silveira, já próximo ao centro histórico, há diversos restaurantes por quilo. O melhor é o Sabor da Terra (Av. Roberto Silveira, 180) que cobra R$ 49,80 o quilo!

Na mesma rua nós comemos também outras vezes num mais simples, o Restaurante Fronteiras (Av. Roberto Silveira, 812), mas excelente e com ótima variedade de carnes e saladas. Cobra apenas R$ 26,90 o quilo durante a semana e R$ 34,90 aos finais de semana e feriados!

A duas quadras do centro histórico de Paraty encontramos um lugar fofo para tomar café e comer um lanchinho rápido por preços bem honestos.

O Manuê oferece comidinhas deliciosas e tem um agrado especial na apresentação dos pedidos. Qualquer café, por exemplo, vem acompanhado de pedacinhos de brownie.

Há diversos sanduíches e lanches no cardápio (com opções vegetarianas e veganas, inclusive!). O carro chefe da casa é o “Dobrado”. Trata-se de uma espécie de wrap com massa finíssima e crocante. O recheio é variadíssimo. Custam a partir de R$ 10.

Os doces recebem especial atenção. Tem uma variedade imensa de brownies . Mas me apaixonei mesmo foi pelo bolo de banana caramelizada. Foi a massa mais agradável que provei nos últimos tempos. Custa R$ 5 o pedaço.

O Manuê é especializado em sucos. Trabalha com a fruta mesmo, ficam bem encorpados. Estivemos aqui quase todos os dias e vimos muita gente também pedindo o açaí que, dizem, é o melhor da cidade.

Já para tomar um cafezim com bolo no gramur do Centro Histórico de Paraty nossa opção foi o Café Pingado.

Fica num charmoso sobrado em uma das esquinas do centrinho. Pela localização, onde tudo é superfaturado, os preços da casa não agridem o bom senso.

O espresso pequeno custa R$ 5 e o café coado no pano sai por R$ 9 (rende uma xícara grande). Bolos a R$ 5,50 o pedaço.

A casa também oferece tortas e sanduíches. O famoso “Café Pingado” que dá nome ao lugar leva cachaça artesanal com geleia de gengibre. Custa R$ 12.

O pastel de forno (palmito ou berinjela com requeijão ou ricota com alho poró) é mais barato que uma coxinha em Curitiba. Importante: o local só aceita dinheiro!

Ah, e a queijadinha, meus amigos? Vendida nos tradicionais carrinhos de doce espalhados pelo centro histórico de Paraty. E não se preocupe, não. Sempre haverá um bom quebra-queixo no meio da rua para você jacar de vez por R$ 6 um enorme pedaço.

COMPRINHAS EM PARATY

Digamos que Paraty não é assim exatamente um centro de compras. Mas todas aquelas fofurices in-dis-pen-sá-veis na vida (só que não) encontramos aqui.

Há lojas de artesanato, ateliers de artes, lojas de roupas, acessórios, venda de souvenirs e empórios especializados em doces e bebidas da região.

Sem contar a famosa cachaça da cidade, vendida não só nos alambiques como também no centro de Paraty. Eu aproveitei para garantir alguns doces, molhos de pimenta e meus amados imãs de geladeira.

Também tive que comprar um biquíni para a Mariana (esquecemos de colocar o dela na mala). No centro histórico há várias lojas especializadas em moda praia com preços exorbitantes.

Mas na Av. Roberto Silveira (não se preocupe, você vai passar por ela várias vezes para chegar ou sair do centro histórico) tem muitas lojas com peças bem bacanas e baratas.

ONDE FICAR EM PARATY

O centro histórico sempre vai ser a melhor localização para ficar. Você acorda e anoitece naquele clima colonial, charmoso e cheio de graça. Tudo está próximo e com fácil acesso.

Só espere pagar beeeem mais caro por uma hospedagem neste quadrilátero tombado pelo Patrimônio Nacional. Se você não tiver restrição orçamentária, mande ver! Clique aqui para conhecer e reservar as melhores pousadas no Centro Histórico de Paraty.

O nosso achado muquirana (que amamos) foi a Pousada Lua Clara. Fica num casarão colonial com piscina a 1,5 km do centro histórico. Quartos simples (beeem simples, tá!), café da manhã incluído (sem luxo, mas com muitas opções), wi-fi e estacionamento grátis.

Pousada Lua Clara: hospedagem econômica perto do centro histórico de Paraty

A diária para casal (criança até 4 anos é grátis) sai a partir de R$ 90. O quarto triplo está a partir de R$ 130 na baixa temporada. Nós pagamos R$ 149 por dia para os três no mês de julho. E detalhe, os preços são praticamente os mesmos para o ano inteiro, incluindo o período da FLIP. Só garanta sua reserva com muito antecedência!

Os valores sobem mais em dezembro e em janeiro (diárias para casal a partir de R$ 260 em dezembro), tirando as datas críticas como Natal e Ano Novo. Veja mais fotos e faça sua reserva na Pousada Lua Clara aqui!

Se você não abre mão de uma hospedagem mais elaborada e mais perto da muvuca (e que não te cobre um rim) uma excelente opção é a Pousada Banzay. Fica a 500 metros do centro histórico. Diária com café da manhã excepcional a partir de R$ 207 para o casal. Eu só não fiquei nela porque já estava lotada no meu período de viagem. Veja fotos e faça sua reserva na Pousada Banzay aqui.

Para quem vai sozinho ou em turma o melhor albergue é o Canguru Hostel. Fica na praia de Jabaquara. A cama em dormitório coletivo sai a partir de R$ 27 na baixa temporada e a partir de R$ 60 na alta temporada (o que inclui as festas e os festivais da cidade). Não tem café da manhã, mas oferece cozinha equipada ao hospede. A praia? Tá logo em frente! Veja mais fotos e faça sua reserva no Canguru Hostel aqui.

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COMO CHEGAR A PARATY

Paraty fica no estado do Rio de Janeiro, a 240 quilômetros da capital. De São Paulo são 270 quilômetros de distância. De Belo Horizonte, pouco mais de 600 quilômetros. De Curitiba são 690 quilômetros.

DE CARRO

Nós fomos de carro, saindo de Curitiba. Cruzamos São Paulo e fomos direto a Aparecida. Dormimos uma noite (contei aqui) e, ao seguir viagem no dia seguinte, conhecemos ainda o Lavandário de Cunha (veja o post completo aqui), uma parada estratégica a 40 km de Paraty.

O melhor caminho para Paraty saindo do Rio de Janeiro é pegar a BR 101, a maravilhosa Rio-Santos, que percorre todo o litoral.  Já de São Paulo existem algumas possibilidades. Uma delas é pegar a BR 116 (Dutra) até Taubaté e seguir via Ubatuba. Ou vá até Guaratinguetá e siga pela estrada cenográfica Paraty-Cunha, reaberta em 2016. Lembre-se de usar os aplicativos Waze ou Google Maps para ver qual será a melhor opção para você.

A situação atual da Estrada Paraty-Cunha é relativamente boa. Boa parte do trecho é feito em chão de paralelepípedo. Os quilômetros finais, já perto de Paraty, exigem mais atenção com pista de mão única e pequenos desmoronamentos.

O caminho por aqui é mais curto, mas bem mais demorado. A velocidade máxima na Estrada Paraty-Cunha é de 20 quilômetros por hora no pedaço que atravessa o Parque Nacional da Serra da Bocaina e só fica aberta das 9h às 17h.

Nós fomos pela Estrada Paraty-Cunha (via Guaratinguetá) e voltamos por Ubatuba. Na volta fizemos uma parada em Embu da Artes (300 km de Paraty) e dormimos em Osasco (que fica a 20 km de Embu), antes de seguir viagem a Curitiba.

Ah, dessa vez viajamos com o nosso carro. Mas quando precisamos alugar um veículo contratamos diretamente aqui com descontos de até 60% e ainda com possibilidade de parcelar em até 12 vezes!

DE ÔNIBUS

Como ir a Paraty de ônibus?

A Viação Costa Verde opera o trecho Rio-Paraty com mais de 10 saídas diárias. A passagem custa R$ 79 e a viagem dura quatro horas e meia. Se você sair de São Paulo a empresa que faz o trecho é a Reunidas Paulista. A passagem custa R$ 71 (convencional) e R$ 86 (executiva). A viagem dura seis horas. Os ônibus saem do Terminal Tietê. A rodoviária de Paraty está perto do centro histórico da cidade.(Valores de agosto de 2018)

DE AVIÃO

O aeroporto mais próximo de Paraty é o Galeão (240 km), seguido pelo aeroporto Santos Dumont (260 km), ambos na cidade do Rio de Janeiro. O aeroporto de Cumbica (Guarulhos) está a 290 km.

Como ir do aeroporto do Galeão ou Congonhas a Paraty?

Os dois aeroportos têm um ônibus executivo (o famosos Frescão) que leva até a Rodoviária do Rio de Janeiro. Você poderá comprar sua passagem de ônibus na hora ou on-line, antecipadamente (o mais recomendado, aliás).

Paraty é isso, um destino preciso que não deixa dúvidas. Temos aqui o enredo e a alegoria que retratam a trama mais sofisticada da memória histórica e paisagística nacional.

Se você já foi a Paraty entre para o Clube Matraqueando e conte para nós o que achou. Ficaremos honrados com suas dicas nos comentários! 🙂

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Texto e Fotos: Sílvia Oliveira | Todos os direitos reservados. ©

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