-  Atualizado 18/09/2020

25 viagens incríveis de carro no Brasil: roteiros, mapas e hospedagem

Publicado por: Silvia Oliveira Brasil, Viagens de carro

Trecho da Estrada Cunha-Paraty

VIAGENS DE CARRO NO BRASIL

Viagens de carro são expedições que pedem tempo e contemplação. É a oportunidade de conhecer trechos inusitados, menos explorados — além de fazer os próprios horários sem risco de perder o embarque.

A realidade atual nos mostra que, com fronteiras fechadas e poucos voos disponíveis, o turista passou a olhar para os destinos nacionais terrestres com um pouco mais de ternura. Sem contar que o carro costuma baratear muito o orçamento do roteiro, principalmente se você estiver viajando em três ou mais pessoas.

O Brasil tem dezenas de roteiros cênicos em todas as regiões do país. São viagens que passam por praias, serras, montanha, cerrado, sertão, florestas e cidades históricas. A maioria dos roteiros apresentados aqui não exige veículo 4×4. Mas para quem quiser alugar um bat-móvel mais equipado eu conto minha experiência com aluguel de carro aqui.

Importante | 1) Alguns atrativos mencionados nos roteiros podem estar fechados ou com atendimento reduzido por conta das restrições impostas pela pandemia  2) Todas as hospedagens recomendadas têm cancelamento gratuito. Nos dois casos, confirme antes de ir e/ou reservar.

ROTEIROS DE CARRO NA REGIÃO SUDESTE

1. ESTRADA REAL | Minas, São Paulo e Rio de Janeiro

Cidade de Serro, Caminho dos Diamantes

A Estrada Real é a maior rota turística do Brasil. Estamos falando de um destino com mais de 1600 quilômetros de vias que passam por dezenas de cidades e povoados em Minas Gerais, São Paulo e Rio de Janeiro.

O percurso foi idealizado para refazer caminhos coloniais, preservar o patrimônio, destacar a história e ajudar na revitalização de pequenos vilarejos espalhados pelas regiões que fazem parte do roteiro.

A Estrada Real é formada por quatro caminhos: Caminho Velho, Caminho Novo, Caminho dos Diamantes e Caminho Sabarabuçu. É possível percorrer todos eles de carro, de moto, de bicicleta, a pé ou a cavalo. A maior parte do roteiro está concentrada no estado de Minas Gerais.

A rota oferece o Passaporte Estrada Real. Trata-se de um “documento” exclusivo que registra todos os seus passos. Conforme você vai passando pelas cidades que fazem parte do caminho escolhido, você recebe um carimbo que só pode ser obtido em pontos devidamente cadastrados.

Dica da Matraca | Como existem muitos trechos de estrada de chão, a melhor época para percorrer a Estrada Real é quando chove menos, de abril a setembro. Comumente o período de chuvas vai de outubro a março, sendo que nos estados de São Paulo e Rio de Janeiro o aguaceiro se intensifica a partir de dezembro e pode chegar até abril.

Onde ficar na Estrada Real | Em Ouro Preto: Mirante Hotel (hospedagem econômica, bem localizada e com piscina aquecida). Em Diamantina: Studio 53 (apartamento rústico no centro histórico). Em Tiradentes: Pousada Minas Goiás (hospedagem econômica perto do centro histórico) e Solar da Ponte (momento extravagância).

2. VALE DO JEQUITINHONHA | Minas Gerais

O Vale do Jequitinhonha está no Nordeste de Minas Gerais e é formado por mais de 50 municípios, vilarejos e comunidades. Os roteiros são muitos na região. Nós fizemos Dimantina, Turmalina, Minas Novas e Chapada do Norte. Mas o trajeto fica mais redondo ainda se você chegar às comunidades de Berilo (que nós não fomos porque o acesso pela estrada de chão estava impraticável.)

A nossa primeira base foi Diamantina, a 300 quilômetros de Belo Horizonte. Conhecida pelo carnaval de rua e pelas vesperatas, a cidade é Patrimônio Mundial da Humanidade. No caminho, saindo da capital mineira pela BR 040, dê uma parada em Cordisburgo para visitar a Casa-Museu de Guimarães Rosa.

Passadiço da Glória, em Diamantina

A partir de Diamantina você pode visitar o Parque Estadual do Biribiri e os municípios de Serro (a primeira cidade nacional declarada como Patrimônio Histórico do Brasil pelo IPHAN e local de origem do célebre Queijo do Serro), Milho Verde e São Gonçalo do Rio das Pedras.

Já para desbravar a essência do Vale do Jequitinhonha você tem que mergulhar no Turismo de Base Comunitária. A região, considerada uma das mais mais pobres e desfavorecidas do Brasil, é riquíssima culturalmente.

Na comunidade Campo Buriti, perto de Turmalina (200 quilômetros de Diamantina), é possível mergulhar na vida das mulheres artesãs que transformaram o barro em uma arte única. Enquanto os homens tinham que buscar trabalho em outros estados nas colheitas de cana e café, as mulheres do jequitinhonha superaram a solidão e a fome com o barro, a única coisa que a terra dava.

Organizadas em uma associação, hoje estão preparadas para receber visitantes. Nós passamos 3 dias aqui, dormindo na casa da Terezinha, uma das mestre-artesã da região. Aprendemos a moldar e a pintar as peças, fizemos a oficina do Biscoito de Polvilho e percorremos a Trilha do Barreiro.

A proposta é oferecer uma experiência autêntica de convivência, além de deixar os recursos gerados pelo turismo diretamente na comunidade. Clique aqui para mais informações sobre a Associação das Mulheres Artesãs de Coqueiro Campo/Campo Buriti.

Quilombo Córrego da Rocha, Chapada do Norte

Subindo mais ao norte de Minas, a rota passa por Minas Novas e Chapada do Norte, cidades que preservam a Rota Quilombola. Durante o passeio, conhecemos o trabalho das antigas fiandeiras do Quilombo Córrego da Rocha, provamos as tradicionais quitandas e almoçamos na casa da chefe do quilombo. Embora eu tenha feito tudo por conta, quem me ajudou a contactar os quilombos foi a turismóloga Luciana Priscila do Carmo, da agência Nzinga Turismo, especializada na rota e no turismo comunitário do Médio Jequitinhonha.

3. BELO HORIZONTE A OURO PRETO | Minas Gerais

Bem perto da capital mineira você encontra um dos maiores e mais importantes conjuntos arquitetônicos e artísticos do Brasil. Saindo de Belo Horizonte, a viagem passa por Sabará que guarda inúmeras relíquias do período colonial. Mais adiante, tem Caeté e Barão de Cocais com suas ruínas e pinturas rupestres, além de Catas Altas que abriga o belíssimo Santuário do Caraça.

Da pequena Mariana — cidade que abriga uma das catedrais mais ricas em ouro do Brasil — chega-se ao auge, em Ouro Preto, que dispensa apresentações. Ao todo, são uns 160 quilômetros num trajeto que pode ser percorrido em dois ou três dias. Se quiser ampliar o roteiro inclua Tiradentes e São João del Rei.

Dica da Matraca | Tire um dia para visitar Belo Horizonte. O conjunto arquitetônico da Pampulha, desenhado pelo arquiteto Oscar Niemeyer e com painéis do artista brasileiro Cândido Portinari, é Patrimônio Histórico da Humanidade. Com tempo, inclua o Inhotim, a 60 quilômetros da capital. O complexo tem o maior acervo de arte contemporânea a céu aberto do mundo.

Onde ficar nas Cidades Histórica | Em Ouro Preto: Mirante Hotel (hospedagem econômica, bem localizada e com piscina aquecida). Em Diamantina: Studio 53 (apartamento rústico no centro histórico). Em Tiradentes: Pousada Minas Goiás (hospedagem econômica perto do centro histórico) e Solar da Ponte (momento extravagância). Em Belo Horizonte: Promenade Pancetti (no agito do bairro Savassi).

4. ESTRADA RIO-SANTOS | Rio de Janeiro e São Paulo

O trecho fluminense da Rio-Santos é um dos mais harmônicos atrativos para quem se deleita com viagens cênicas. Baías, ilhas e cachoeiras serpenteiam 250 quilômetros de rodovia que forma o caminho. A região é montanhosa e com poucos trechos de ultrapassagem. Por isso, é difícil fazer o trajeto em menos de 4 horas. Mas você nem vai reclamar porque é lindo demais!

A primeira opção é fazer Rio-Paraty. Ao chegar ao centro histórico de Paraty (onde é proibido circular de carro), você guarda o veículo na garagem do hotel para conhecer a cidade e depois pode trocar seu bat-móvel pelos passeios de barco para conhecer a baía de Angra dos Reis e Ilha Grande.

Ao continuar a viagem em direção à cidade de Santos você tem uma sequência de praias estruturadas e belíssimas nas cidades de Ubatuba, São Sebastião, Ilhabela e Bertioga. A viagem também pode ser feita no sentido inverso.

Dica da Matraca | O litoral norte de São Paulo guarda alguns dos tesouros da costa brasileira. As praias do Cedro e Itamambuca (Ubatuba), Bonete e Castelhanos (Ilhabela) e praias de Maresias e Cambury (São Sebastião) são opções para você montar sua barraca. Lembrando que, para fugir de aglomerações, é melhor ir durante a semana.

Onde ficar no trecho Rio-Santos | Em Angra dos Reis: Flat Costabella (infraestrutura de resort e de frente para a praia). Em Paraty: Pousada Refúgio de Paraty (hospedagem econômica no centro histórico). Em Ubatuba: Apartamento na Praia Grande (acomoda até 6 pessoas). Em lhabela: Gálapagos Apart Hotel (apartamento completo em frente à praia).

5. CIRCUITO DAS ÁGUAS PAULISTA | São Paulo

Localizado na Serra da Mantiqueira, o circuito é formado por nove cidades: Águas de Lindóia, Amparo, Holambra, Jaguariúna, Lindóia, Monte Alegre do Sul, Pedreira, Serra Negra e Socorro. São cidades conhecidas por suas cachoeiras, fontes e estâncias termais.

Não se trata exatamente de uma rota cênica, mas focada em conhecer o que cada destino oferece. O Circuito das Águas Paulistas tem trilhas ecológicas, esportes de aventura, passeios a cavalo, visitas a engenhos, museus, moinhos, passeios de trem e uma boa rede hoteleira com estâncias para hospedagem.

Dica da Matraca | Alguns atrativos interessantes da rota: Fazenda Benedetti  em Amparo, as cachoeiras de Monte Alegre do Sul, Rota das Porcelanas em Pedreira, o Teleférico de Serra Negra, o passeio de Maria Fumaça em Jaguariúna, Cidade das Flores em Holambra, Balneário Municipal com mais de 30 serviços entre banhos de imersão, massagens, piscinas de água mineral, ducha escocesa, banho de argila em Águas de Lindóia, turismo de aventura como rafting e boia-cross em Socorro.

Onde ficar no Circuito das Águas Paulista | Em Águas de Lindóia: Hotel São Luiz (hospedagem econômica com piscina aquecida). Em Amparo: Bouganville Hotel Fazenda (ampla área verde, com piscinas fria e aquecida, lago, campo de futebol e salão de jogos).

6. ROTA DO VINHO | São Roque, São Paulo

A Rota do Vinho de São Roque fica a 65 quilômetros de São Paulo. O roteiro é formado por três estradinhas (Estrada do VinhoEstrada dos Venâncios e Rodovia Quintino de Lima) com mais de 30 estabelecimentos como cantinas, adegas, vinícolas, restaurantes e áreas de lazer.

A Estrada do Vinho é a via principal com pouco mais de 10 quilômetros de extensão. É passeio tanto para bate e volta ou para passar um fim de semana na cidade. Lembrando que, por se tratar de uma rota essencialmente vinícola e com degustações, quem for dirigir não pode beber! Baixe aqui o mapa da Rota do Vinho.

Dica da Matraca | Alguns pontos de paradas na Rota do Vinho são o centro gastronômico e de lazer Villa Don Patto, a Destilaria Stoliskoff (nem só de vinho é feito o roteiro), a Quinta do Olivardo (adega com produção própria e restaurante dedicado à culinária portuguesa com ampla área verde), a visita guiada da Vinícola Canguera (que possui também um museu e restaurante), a Vinícola Góes (a maior do roteiro com visita guiada paga), o casarão histórico da Vinícola Ferreira e Passero e as atividades da Vinícola Casa da Árvore como trilhas, tirolesa, arvorismo e pedalinho.

Onde ficar em São Roque | Stefano Hotel (confortável com bom custo-benefício) e Aconchego no Campo (suíte com vista para a montanha).

7. VITÓRIA AO ALTO DO CAPARAÓ | Espírito Santo e Minas Gerais

Parque Estadual da Pedra Azul

Este trecho pela serra capixaba revela uma parte do país que mistura paisagem, agroturismo e imigração. Saia de Vitória em direção à cidade de Domingo Martins. Ela foi colonizada por alemães e italianos, está cheia de casinhas de madeira e restaurantes típicos. Mais adiante fica o distrito de Pedra Azul, com uma rocha de mesmo nome que muda de cor conforme a posição do sol.

Degustação em Venda Nova do Imigrante

A 15 quilômetros do parque está Venda Nova do Imigrante, cidade serrana de origem italiana. Aqui, você pode conhecer e degustar o famoso Socol, um embutido típico da região. Mais 100 quilômetros para frente e já está na estrada mineira que leva até o Alto do Caparaó, para a famosa caminhada ao Pico da Bandeira. É um roteiro que rende melhor se você fizer calmamente em quatro dias.

Dica da Matraca | Visite o Sítio Lourenção (veja no mapa) em Venda Nova do Imigrante. Além de poder degustar e comprar doces, aperitivos, licores, geleias e conservas, o local fabrica o famoso Socol, um embutido de origem italiana feito com lombo suíno e especiarias regionais.

Onde ficar | Em Vitória: Go Inn Vitória (hospedagem executiva com estacioamento gratuito) e Sleep Inn Praia do Canto (confortável, bem localizado e com ótimo café da manhã). Em Domingos Martins: Cantinho do Aconchego (casa espaçosa e confortável toda mobiliada que acomoda até 4 pessoas).

8. SERRA DA CANASTRA | Minas Gerais

A região da Serra da Canastra oferece um roteiro incrível que vai de São Roque de Minas a Capitólio pela MG 341. O percurso de pouco mais de 100 quilômetros reúne os Chapadões da Canastra, a nascente do Rio São Francisco, a cachoeira Casca Dantas e os cânions do Lago de Furnas, já em Capitólio com seu superlago azul criado pela Barragem de Furnas.

Quem quiser explorar o Parque da Serra da Canastra deve fazer a base em São Roque de Minas, onde também poderá visitar os produtores do famoso Queijo Canastra, Patrimônio Cultural Imaterial Brasileiro pelo IPHAN. Já para conhecer o Mar de Minas (Capitólio) você tem que saber que, embora a cidade seja a principal porta de entrada, muitos dos atrativos turísticos estão nos municípios vizinhos como São João Batista da Glória e São José da Barra.

Dica da Matraca | A melhor época para visitar a região é de abril a outubro, fora do período de chuva que vai de dezembro a março. Algumas propriedades que produzem o Queijo Canastra em São Roque de Minas, como a Fazenda São Bento (conhecida como o Sítio do Zé Mario – Tel. 37 99964-0614) e a Roça da Cidade (antiga Fazenda Agro Serra – Tel. 37 98831-1250), do produtor João Carlos Leite, abrem as portas para os visitantes tanto acompanharem o processo quanto para comprarem o queijo.

Onde ficar na Serra da Canastra | Em São Roque de Minas: Refúgio Pé da Serra (chalés na zona rural com ampla área verde). Em Vargem Bonita: Nascente do São Francisco (hospedagem econômica com ótimo café da manhã). Em Capitólio: Pousada Carneirinho (hospedagem econômica no centro da cidade) e Escarpas Resort (hotel com piscina, ampla área de lazer, sala de ginástica e farto café da manhã, também no centro.) Ambos ficam a 35 km do Cânion de Furnas. Obs: para ficar mais perto do lago de furnas o ideal é procurar hospedagem no entorno da MG 050, rodovia que dá acesso aos principais atrativos da região de Capitólio.

9. ESTRADA CUNHA-PARATY | São Paulo e Rio de Janeiro

Localizada entre as Serras do Mar, da Bocaina e da Mantiquera, Cunha é conhecida pelo turismo rural. Os passeios na cidade incluem cachoeiras, trilhas, tours ecológicos, ateliês de cerâmica —  alguns dos mais famosos do Brasil —  e os campos de lavanda como o Lavandário e o Contemplário.

Lavandário de Cunha

Paraty preserva um conjunto arquitetônico para Ouro Preto nenhuma botar defeito. Tanto que em 2019 foi eleita Patrimônio Mundial da UNESCO, juntamente com a Ilha Grande. É o primeiro sítio misto do Brasil reconhecido por sua cultura e natureza.

Casarões com portas e janelas coloridas, ateliês de artes, igrejas centenárias, cafés charmosos, cachoeiras, praias paradisíacas, alambiques e intenso movimento cultural (a FLIP – Festa Literária Internacional de Paraty — é referência mundial) formam a síntese do itinerário que agrada a todo perfil viajante.

Trecho da Estrada Cunha-Paraty (SP-171)

Dica da Matraca | Importante destacar que este trecho bonito da foto da estrada que leva a Paraty fica dentro do estado de São Paulo (SP-171). Tem cerca de 30 quilômetros, é totalmente pavimentado e possui boa sinalização. Mais adiante, o pedaço que pega a RJ-165 acaba cortando o Parque Nacional da Serra da Bocaina. São quase 10 quilômetros dentro do parque. O trecho passou por uma recente revitalização e é bem seguro. Mas você só pode cruzar esta área protegida das 7h às 17h por conta da preservação dos animais silvestres que circulam por ali. Já logo após sair da região do parque e quanto mais você se aproxima de Paraty, a estrada piora muito. Há deslizamentos, buracos e trechos em que passam somente um carro. Faça o percurso de dia, sempre!

Onde ficar na Estrada Cunha-Paraty | Em Cunha: Pousada São Miguel (chalés equipados em propriedade rural afastada do centro) e Pousada Viajantes do Tempo (hospedagem econômica com excelente café da manhã e ampla área verde).  Em Paraty: Pousada Refúgio de Paraty (hospedagem econômica no centro histórico) e Pousada Lua Clara (econômica com piscina, café da manhã e a 1,5 km do centro histórico).

ROTEIROS DE CARRO NA REGIÃO SUL

10. ESTRADA DA GRACIOSA | Paraná

De Curitiba até o portal (na cidade de Quatro Barras) que dá acesso ao início da Estrada da Graciosa são 40 quilômetros pela BR-116. A Estrada da Graciosa (PR-410) é uma antiga trilha traçada pelos tropeiros para abrir um caminho entre o planalto e o litoral paranaense. O caminho tem apenas 33 quilômetros.

Boa parte do percurso é formado de paralelepípedos, passando por um trecho preservadíssimo da Mata Atlântica. É cheia de riachos, cachoeiras, bichinhos, flores, quiosques com churrasqueiras e sanitários. Parte dela foi declarada Reserva da Biosfera pela UNESCO.

Trecho de paralelepípedo da Estrada da Graciosa

O passeio pode ser feito num único dia, tem diversas paradas no trajeto com mirante para garantir lindas fotos. No final do trecho você desemboca na cidade histórica de Morretes, cortada pelo Rio Nhundiaquara. Aqui, é o melhor lugar para você comer um Barreado, o prato típico parananese.

A 20 minutos de Morretes está Antonina. Posicionada de frente para uma linda baía, a cidade litorânea com casarios históricos é toda contornada por uma cadeia de montanhas da Serra do Mar. Se quiser ampliar a viagem, acrescente Paranaguá (via BR-277), a cidade mais antiga do estado, ou dê uma esticada à Ilha do Mel.

Morretes, cidade histórica do Paraná

Dicas da Matraca | Você pode percorrer a Estrada da Graciosa em qualquer época do ano. Mas durante o verão (meados de novembro a meados de março) o trecho fica repleto de hortênsias, deixando o percurso ainda mais bonito. Evite ir em dias frios e nublados porque pode ter muita neblina que, além de prejudicar a visibilidade da própria estrada, impede você de ter as melhores vistas dos mirantes. Não recomendo fazer o trajeto à noite. Não há iluminação nem pontos de ultrapassagem. Vá de dia pela estrada e volte pela BR-277.

Onde ficar nas Cidades Históricas do Paraná | Em Morretes: Pousada Bella Morretes (localizada no centro histórico) e Pousada Itupava (a 7 km do centro em meio à mata atlântica, próxima à Trilha do Caminho do Itupava). Em Antonina: Camboa Capela Antonina (quartos amplos, piscina, sala de ginástica e quartos com vista para o mar) e Pousada das Laranjeiras (hospedagem econômica com piscina, café da manhã, espaço para churrasco e empréstimo gratuito de bicicletas para passeio). Em Paranaguá: Camboa Hotel Paranaguá (um 4 estrelas no centro histórico com bom custo-benefício) e Ibis Paranaguá (hotel novo na cidade a 2 km do centro).

11. ROTA DOS TROPEIROS | Paraná

O roteiro passa pelas cidades paranaenses que floresceram com o Tropeirismo, no século 18.  As tropas vinham do Rio Grande do Sul e encontravam na região dos Campos Gerais condições privilegiadas para montar acampamento. Formada por 16 cidades, a rota ganha destaque nos municípios da Lapa, Palmeira, Ponta Grossa, Castro, Carambeí e Tibagi.

Theatro São João, na Lapa

A 65 quilômetros de Curitiba, a Lapa entrou para os livros por conta do Cerco da Lapa, batalha militar que impediu o avanço das tropas contrárias à proclamação da República durante a Revolução Federalista de 1894. O pequeno município possui o maior conjunto arquitetônico preservado do Paraná e abriga um pedaço orgulhoso da História do Brasil.

Palmeira abriga a Colônia Witmarsum. A área, fundada por alemães menonitas, reúne confeitarias coloniais, restaurantes típicos, lojas de roupa e decoração, um grande mercado, cervejarias, pousadas, ecoturismo e, de quebra, oferece uma feirinha do produtor aos sábados pela manhã.

Parque Estadual de Vila Velha

Perto de Palmeira fica o Parque Estadual de Vila Velha. Localizado na cidade de Ponta Grossa, o parque é um enorme sítio arqueológico de 300 milhões anos com furnas e formações de arenitos. Para conhecer o parque tem uma série de regras. Veja aqui como organizar sua visita.

A meia hora de Ponta Grossa está Carambeí. É aqui que você vai conhecer o Parque Histórico de Carambeí (uma vila histórica que preserva a memória dos primeiros holandeses que colonizaram a região dos Campos Gerais) e a confeitaria Frederica´s Koffiehuis, com as melhores tortas da região.

Parque Histórico de Carambeí

Localizada às margens do rio Iapó, a cidade de Castro conta com o Museu do Tropeiro e com restaurantes típicos. A partir daqui você conhece a Colônia Castrolanda que abriga o De Immigrant, um dos maiores moinhos de vento do mundo.

O roteiro pode terminar em Tibagi, cidade conhecida pelas hospedagens rurais e ser a base para desbravar o Cânion Guartelá, o 6º maior cânion do mundo.

Dicas da Matraca | Na Lapa prove a tradicional coxinha de farofa na Panificadora Zeni. Na Colônia Witmarsum, recomendo o  Einsbein à pururuca (joelho de porco) do Restaurante Bierwit. Em Carambeí, além de degustar algumas das maravilhosas tortas da confeitaria Frederica´s Koffiehuis, quando for ao parque histórico peça uma porção de Bitterballen, uma espécie de croquete holandês.

Onde ficar na Rota dos Tropeiros | Na Lapa: Pousada Solar da Lapa (excelente localização e ambientes renovados). Em Castro: Borgen Hotel (hotel novo e moderno dentro da Colônia Castrolanda) e Central Palace Hotel (hospedagem em prédio histórico toda reformada no centro da cidade). Em Carambeí: Hotel de Klomp (confortável, quartos amplos e café da manhã com tortas típicas).

12. ROTA DO CAFÉ | Paraná

Quase todo mundo tem uma história de amor vinculada ao café, ao coador de pano, à torra caseira ou ao lendário período cafeeiro da agricultura nacional. A Rota do Café é um produto turístico gerenciado por uma associação para resgatar essa vocação do Norte do Paraná. Os principais atrativos — fazendas históricas e estâncias ecológicas — ficam num raio de 200 quilômetros de Londrina, conhecida como a antiga “capital do café”.

A rota oferece várias opções de passeios. O turista conhece fazendas históricas desativadas com tulhas e terreiros de secagem do café, passa por cafeterias gourmets, interpreta todo o processo no Museu Histórico de Londrina (que em 2020 completa 50 anos), dorme em propriedades rurais e, dependendo da época, pode até participar da colheita.

Fazenda Palmeira, em Santa Mariana

Em Londrina, você pode começar degustando um café goumert n’O Armazém Café. O local oferece um extenso cardápio à base do grão e oficinas de extração de café. Saindo da cidade pela BR 369 vá a Ibiporã para conhecer o Centro de Artesanato com produtos e oficinas temáticas relacionadas ao café.

Daqui ao município de Santa Mariana, onde está a Fazenda Palmeira, são 65 quilômetros (ou 90 km de Londrina). Com agendamento prévio, o local oferece uma vivência na propriedade com visita guiada pelo cafezal. É possível acompanhar todos os estágios de produção até à colheita, conhecendo ainda maquinários e as instalações de cultivo, beneficiamento e estocagem dos grãos.

Mais 100 quilômetros à frente, pegando a PR 431 na altura de Cambará, está a Fazenda Monte Bello. É uma propriedade histórica, fundada há 100 anos, que ainda preserva instalações e equipamentos antigos em excelente estado. A fazenda oferece visita guiada com trilha ecológica (com ou sem café rural) e também dispõe de chalés para hospedagem no local. No mês de dezembro, a Monte Bello oferece ainda o colhe-pague de lichia.

Fazenda Monte Bello, em Ribeirão Claro

Apenas para constar, no meio do caminho entre as duas fazendas fica o Eco Resort Scandolo Riguetti, na cidade de Cambará. O local oferece uma ampla estrutura com hospedagem, piscina, trilhas ecológicas, atividades ao ar livre, restaurantes e quiosques para churrasco. Serve para passar o dia (day use) ou um fim de semana. Estive lá quando se chamava “Sítio Scandolo”, neste post você consegue ver um pouco da estrututa de lá.

Dicas da Matraca | A Rota do Café paranaense pode ser percorrida tranquilamente por conta e com um carro passeio. Mas se você quiser contratar uma agência, a associação que gerencia o roteiro pode dar as indicações pelo telefone 43 99134-6104 ou pelo e-mail [email protected]

Onde ficar na Rota do Café | Em Ribeirão Claro: Fazenda Monte Bello (hospedagem em fazendo histórica), Pousada Fazenda Pinhalzinho (hospedagem rústica bem equipada com piscina, jacuzzi e ampla área verde) e Tayayá Resort (resort rodeado por lagos e montanhas para seu momento de extravagância). Em Londrina: Hotel Boulevard (um 4 estrelas com quartos amplos no centro), Bourbon Londrina Business (hotel elegante no centro), Aero Park (executivo perto do aeroporto), Hotel Thomasi (confortável econômico).

13. ROTA ROMÂNTICA | Rio Grande do Sul

A Rota Romântica é uma estrada cercada por vilarejos, vaquinhas pastando, casinhas enxaimel, carros de bois e floreiras. Com quase 190 quilômetros, o roteiro cobre 14 municípios do Vale dos Sinos e da Serra gaúcha: São Leopoldo, Novo Hamburgo, Estância Velha, Ivoti, Dois Irmãos, Morro Reuter, Santa Maria do Herval, Presidente Lucena, Linha Nova, Picada Café, Nova Petrópolis, São Francisco de Paula, Gramado e Canela.

No outono a rota ganha um colorido especial com as folhas de plátano. Já no verão, as ruas ficam repletas de hortênsias. Durante todo o trajeto você encontra diversos restaurantes, cafés coloniais, lojas de roupas, malharias, móveis e calçados.

Os destinos mais conhecidos da rota são Novo Hamburgo, Gramado, Canela, Nova Petrópolis e São Francisco de Paula. Mas cada cidade tem seus encantos que vão de atrativos naturais a boa oferta gastronômica. Ao todo, a Rota Romântica tem 350 quilômetros. Mas de Porto Alegre a Gramado, trecho mais comum feito pelos turistas, são 130 quilômetros.

Existe um caminho mais rápido para chegar a Gramado via RS 239 e RS 115. Mas para quem quer percorrer a Rota Romântica, saindo de Porto Alegre siga pela BR-116 até Nova Petrópolis. De lá, pegue a ERS-235, que liga Nova Petrópolis a Gramado. Confira no site oficial da rota os atrativos de cada cidade do roteiro.

Dicas da Matraca | No caminho de Porto Alegre até Gramado você vai encontrar o I Fashion Outlet Novo Hamburgo. São 130 lojas de marcas nacionais e estrangeiras que prometem descontos de até 70%. O outlet lembra o padrão dos shoppings americanos: é aberto, tem jardins, alamedas e toldos nas vitrines. É o primeiro outlet desse porte no Rio Grande do Sul. BR 116 Km 236 – Novo Hamburgo. Aberto de segunda a sábado, 9h às 21h. Horário especial para grupos de risco das 10h às 10h30.

Onde ficar na Rota Romântica | Em Novo Hamburgo: Hotel Suárez Executivo (central, boa estrutura com ótimo custo-benefício). Em Gramado: Pousada Encantos de Gramado (a 150 metros do Lago Joaquina Rita Bier, quarto amplo, piso de madeira e café da manhã), Pousada Anjo Gabriel (hospedagem familiar com poucos quartos e boa localização), Pousada Belluno (decoração elegante e próxima ao centro com café da manhã farto servido na mesa), Hotel Ald Mama (quartos amplos com decoração rústica ou em estilo provençal) e Hotel Refúgio da Montanha (um 4 estrelas sofisticado para seu momento de extravagância). Em São Francisco de Paula: Container Eco Lodge (piscina, jardim, café da manhã servido em cesta decoradas e bicicletas gratuitas para passeios).

14. VALE DOS VINHEDOS | Rio Grande do Sul

Vale dos Vinhedos é uma rota rural de enoturismo e gastronomia com paisagens e experiências apaixonantes. Uma região de colinas recheadas de história, identidade e cultura dos imigrantes italianos que chegaram aqui no século 19.

O vale fica na região da Serra Gaúcha, no Rio Grande do Sul. O roteiro engloba três cidades: Bento Gonçalves, Garibaldi e Monte Belo do Sul. Está a 122 quilômetros de Porto Alegre e a 120 quilômetros de Gramado.

Tem um centro de informações logo na entrada do vale e as duas principais vias que compõem o Vale dos Vinhedos — a Estrada do Vinho (RS 444) e a Via Trento (Linha Leopoldina) — são asfaltadas e tem boa acessibilidade.

Vinícola Barcarola, na Via Trento

É justamente neste trecho da Estrada do Vinho e da Via Trento (a três quilômetros do centro de Bento Gonçalves) que você vai encontrar os principais atrativos, incluindo aí lojas de artesanato, restaurantinhos de charme e algumas das vinícolas mais famosas do Brasil.

Garibaldi, cidade histórica com lindos casarões preservados, abriga a Rota do Espumante e está a 13 quilômetros de Bento Gonçalves. Monte Belo do Sul fica a 18 quilômetros e é o trecho que possui menos atrativos cadastrados no Vale dos Vinhedos.

Neste pequeno trecho da Serra Gaúcha cheio de hospitalidade é possível percorrer e visitar mais de 50 atrativos como parreirais, queijarias, ateliês de arte, restaurantes premiados, bistrôs charmosos, fábricas de doces, chocolates e produtos coloniais. A rota conta ainda com hotéis e pousadas, incluindo um famoso Spa.

O carro-chefe são as quase 30 vinícolas de diferentes tamanhos e produção, que vão desde pequenas propriedades rurais a adegas-boutique. Algumas oferecem visitas guiadas com degustação gratuita. Veja aqui todos os atrativos do Vale dos Vinhedos.

Dicas da Matraca | A Rota do Espumante é formada por 17 empreendimentos que vão de grandes empresas a cantinas familiares, passando por Garibaldi e Farroupilha. Confira aqui quais são os atrativos desse roteiro.

Onde ficar no Vale dos Vinhedos | Em Bento Gonçalves:  Apartamento Super Aconchegante (novo e funcional com dois quartos e cozinha equipada, a 8 km do Vale dos Vinhedos), Hotel Laghetto Viverone Estação (um 4 estrelas com padrão executivo localizado num prédio novo e moderno), Hotel Villa Michelon (localizado na Estrada do Vinho em meio a bonita paisagem) e Hotel Spa do Vinho (hospedagem dentro do Vale dos Vinhedos para quem quer momento de extravgância com tratamento de celebridade). Em Garibaldi: Hotel Pietá (hospedagem econômica com quartos amplos no centro da cidade).

15. CAMINHOS DE PEDRA | Rio Grande do Sul

Clique na imagem para ampliar o mapa

Aberto há mais de um século, o Caminhos de Pedra está a 15 minutos de Bento Gonçalves. O roteiro de apenas 12 quilômetros conta a história da colonização italiana. São dezenas de construções em pedra e madeira.

Você vai passar por rodas d’água, teares, capelas e restaurantes. Terá acesso a produção de queijo de ovelhas e conhecerá o sistema antigo de processamento da erva-mate, matéria prima para o chimarrão.

Há oferta de produtos coloniais como doces, geleias, salames e conservas. Tudo com degustação. Mais do que isso, você entrará naquele universo preservado – e único – da memória de um povo festeiro, trabalhador e com espírito altamente empreendedor.

Administrado por uma associação, o roteiro é muito organizado, de fácil acesso e está completamente preparado para receber o turista. Os atrativos abrem todos os dias, das 9h às 17h.

Dica da Matraca | O roteiro pode ser feito em um dia e combina com sua viagem ao Vale dos Vinhedos.

Onde ficar no Caminhos de Pedra | As melhores opções estão em Bento Gonçalves. Pousada Don Marini (econômica com ótimo café da manhã) e Hotel Lagheto Viverone Bento (um 4 estrelas com bom custo-benefício).

16. VALE EUROPEU | Santa Catarina

Conhecido pelas belas praias, o estado de Santa Catarina guarda no interior uma das rotas mais incríveis do Brasil, o Vale Europeu Catarinense. Vai da arquitetura típica às festas tradicionais, do ecoturismo aos roteiros de compras da indústria têxtil, do turismo rural às celebrações religiosas.

Vale Europeu fica no Vale do Itajaí. Para efeitos de geolocalização, Blumenau (famosa no mundo inteiro pela Oktoberfest) e Pomerode (considerada a cidade mais alemã do país) são alguns dos municípios mais conhecidos do roteiro.

A rota turística do Vale Europeu é formada por 19 municípios que estampam a identidade histórica e cultural do trajeto. São eles: Apiúna, Ascurra, Benedito Novo, Blumenau, Botuverá, Brusque, Canelinha, Doutor Pedrinho, Gaspar, Guabiruba, Indaial, Luiz Alves, Major Gercino, Pomerode, Rio dos Cedros, Rodeio, São João Batista, Nova Trento e Timbó.

São cidades colonizadas por alemães, italianos, poloneses e austríacos que imprimiram na arquitetura e na gastronomia a forma de viver dos imigrantes. A diversidade étnica do Vale Europeu preservou as afinidades de suas origens como a história, religião e idioma – criando uma união cultural muito própria.

As estradas que interligam os destinos do Vale Europeu revelam paisagens belíssimas com casinhas enxaimel, construções centenárias, capelas, engenhos, plantações de arroz, morros, pinheiros, araucárias e até cavernas.

A região – entrecortada por rios, riachos e cachoeiras – é uma das áreas com maior número de nascentes do Brasil. Os fissurados pela prática de esportes como rapel, canyoning e trekking encontram terreno fértil por aqui. Muitas fazendas abrem as porteiras para atividades de lazer como trilhas, cavalgadas e pescaria, além de oferecer mesa farta com café colonial e comida típica.

Dicas da Matraca | Dentro do circuito do Vale Europeu tem a Rota do Eixaimel. Fica em Pomerode, cidade que abriga o maior acervo de construções no estilo enxaimel fora da Alemanha. Trata-se de um percurso específico que passa por mais de 50 casas típicas concentradas ao longo de 16 quilômetros no bairro Testo Alto. A maioria das casas só pode ser apreciada por fora. Mas existem alguns pontos de parada para descanso e comprinhas de bolachas e doces típicos. Veja aqui meu post completo sobre a Rota Enxaimel.

Onde ficar no Vale Europeu | Em Timbó: Timbó Park Hotel (ótimo infraestrutura com quartos amplos, piscinas e jardins). Em Blumenau: Slaviero Essential Blumenau (padrão executivo 4 estrelas no centro da cidade), Hotel Glória (econômico no centro com café da manhã) e Pousada do Galdino (supereconômico com quartos amplos e farto café da manhã). Em Pomerode: Pousada Imigrante (construção enxaimel à beira do lago com café da manhã colonial) e Hotel Schroeder (padrão executivo com quartos enormes no centro da cidade). Em Nova Trento: Pousada Portal do Vigolo (com piscina, salão de jogos e restaurante) e Hotel do Santuário (restaurante, parque infantil e jardins com vista privilegiada do Santuário Santa Paulina).

17. ROTA DOS CÂNIONS | Rio Grande do Sul e Santa Catarina

O maior conjunto de cânions da América do Sul está localizado entre o Parque Nacional Aparados da Serra e o Parque Nacional da Serra Geral, na divisa dos estados de Santa Catarina e Rio Grande do Sul. Com formações rochosas de mais de 130 milhões de anos, a região virou rota sagrada para os visitantes que querem ir além do charme colonial da Serra Gaúcha.

A principal porta de entrada para o Parque Nacional Aparados da Serra é Cambará do Sul (RS). A 18 quilômetros do centro da cidade, o parque abriga o famoso Cânion do Itaimbezinho, o mais antigo e o mais preparado para receber os turistas. Várias trilhas sinalizadas levam aos principais mirantes para observar os paredões do cânion com alturas que chegam a 700 metros.

Já para conhecer o Cânion Fortaleza você tem que ir ao Parque Nacional da Serra Geral, mais 23 quilômetros pela RS 427. Ao contrário do Itaimbezinho, aqui há quase nenhuma estrutura e pouquíssima sinalização. O Fortaleza é um cânion mais profundo com paredões que chegam a 900 metros de altura, e é o mais largo da região com 7,5  quilômetros.

Cânion Itaimbezinho

Existem várias formas de chegar aos cânions. Se estiver em Gramado pegue a RS 235 em direção a São Francisco de Paula e de lá siga pela RS 020 até Cambará do Sul. O trecho tem pouco mais de 120 quilômetros. O município de Praia Grande (SC) também é porta de entrada para conhecer os cânions para quem vem de Santa Catarina.

Os parque funcionam de terça a domingo, das 8h às 17h. Para fazer a Trilha do Cotovelo é necessário chegar antes das 15h, e para a Trilha do Rio do Boi, antes das 13h. Devido à pandemia, no momento, estão recebendo apenas 40% da capacidade de visitantes. Acesse aqui o Guia do Visitante.

Dicas da Matraca | Os parques não têm restaurante nem lanchonete. Leve lanche e água. Toda a região tem mais de 60 cânions, passando por cidades como São José dos Ausentes e Urubici.

Onde ficar na Rota dos Cânions | Em Cambará do Sul (RS):  Cabanas Brisas dos Canyons (cabanas rústicas com lareira interna), Cambará Eco Hotel (prorpeidade ecológica à beira do lago) e Parador Casa da Montanha (hospedagem rústico-luxuosa em ampla área verde cênica para seu momento extravgância). Em Praia Grande (SC): Chalés Alvorada (acomodações confortáveis e novas) e Chalé e Resort Vale dos Canyons (chalés de madeira com hidromassagem, piscina e ampla área verde).

18. SERRA DO RIO DO RASTRO | Santa Catarina

Com apenas 35 quilômetros de extensão, a estrada cênica da Serra do Rio do Rastro liga os municípios de Bom Jardim da Serra e Lauro Müller. O trecho possui mais de 250 curvas com pontos que chegam a uma altitude de 1500 metros acima do nível do mar. Durante o trajeto, todo rodeado pela Mata Atlântica, é possível ver animais como tamanduás e quatis.

Para apreciar melhor a vista, a serra oferece mirantes e restaurantes com comidas típicas do sul. Com 1460 metros de altitude, o Mirante Principal tem a melhor vista da Serra do Rio do Rastro. É o ponto ideal para você tirar aquela foto emblemática das curvas sinuosas da região com as montanhas ao fundo.

Embora o foco do passeio seja apreciar as belas paisagens que o roteiro oferece, as cidades portas de entrada da Serra do Rio do Rastro guardam muitas surpresas. Bom Jardim da Serra é conhecida como a “capital das águas” por possuir mais de 35 cachoeiras, além de diversos cânions. Já Lauro Müller, colonizada por italianos, também é perfeita para fazer ecoturismo e passeios de aventura como rapel, rafting e canoagem.

Dicas da Matraca | Importante destacar que o melhor horário para visitar o mirante (e descer/subir a serra) é entre 11h e 15h. De manhã e no fim da tarde surge muita neblina, impedindo a visão geral da serra. A pista é bem estreita, com curvas que ora encostam no paredão, ora no desfiladeiro. Vá sem pressa porque é praticamente impossível fazer qualquer tipo de ultrapassagem durante o percurso.

Onde ficar na Serra do Rio do Rastro | Em Bom Jardim da Serra:  Paraíso dos Cânions (chalés em madeira localizados em zona rural com vista para o rio) e Rio do Rastro Eco Resort (momento extravagância com chalés com vista para o lago, piscinas no interior e hidromassagem). Em Lauro Müller: Pousada Redivo (quartos com pátio e vista para o jardim).

ROTEIROS DE CARRO NO NORDESTE

19. LINHA VERDE | Bahia

Quem vem de Salvador deve pegar a Estrada do Coco (BA 099) até Itacimirim, em Camaçari. Logo se chega a Arembepe — uma comunidade hippie que pouco mudou seu modo de vida desde que foi fundada lá na década de 60.

A próxima parada, Praia do Forte, é um dos ápices do roteiro. A rua principal é toda coloridinha, cheia de cafés, restaurantes e tem uma igreja colonial de fundo. A primeira sede do Projeto Tamar para preservação das tartarugas marinhas está aqui e o local é aberto à visitação.

Praia de Imbassaí, a 60 km de Salvador

Dali até Imbassaí, um vilarejo agreste cheio de coqueiros e hospedagens rústicas, são apenas 10 quilômetros. Já quem prefere o naturismo vai encontrar sua praia em Massarandupió, em Sítio do Conde. Você passa ainda por Subaúma, Baixio, Barra do Itariri e Siribinha. A sossegada Mangue Seco é a última parada da Linha Verde, já na divisa com o Sergipe.

Dicas da Matraca | É uma região com boa oferta de praias rústicas que receberam uma colônia de novos hotéis e resorts sem afetar (muito) a paisagem do lugar.

Onde ficar na Linha Verde | Na Praia do Forte: Apartamento Village Aconchegante (estúdios renovados em condomínio fechado com cozinha equipada e excelente custo-benefício), Hotel Vila dos Corais (construção rústica no centro com piscina, sauna e restaurante), Iberostar Bahia All Inclusive (momento de extravagância com seis piscinas e ao lado da praia) e Tivoli Eco Resort Praia do Forte (momento de extravagância na hospedagem mais sofisticada da região).

20. ESTRADA PARQUE DA SERRA | Ilhéus a Itacaré

Inaugurada em 1998, a Estrada Parque da Serra (BA-001) ficou conhecida por ser a primeira do Brasil a ter total controle ambiental durante todas as fases da obra. O caminho entre Ilhéus e Itacaré, com 65 quilômetros, passa por três parques de preservação nacional.

Durante o percurso você encontra cachoeiras, manguezais, túneis para travessia segura de animais silvestres, mirantes, trilhas na Mata Atlântica, além de diversas belezas naturais como lagoas e uma bela vista do mar.

Fazendas de cacau, em Ilhéus

O mais interessante é que a Estrada Parque da Serra liga duas cidades que se complementam, embora totalmente diferentes. A Ilhéus de Jorge Amado ficou conhecida no mundo inteiro por ter sido imortalizada em obras como Gabriela, Cravo e Canela.

Aqui, você pode visitar prédios históricos como a casa onde o autor baiano viveu (hoje transformada em centro cultural) e o tradicional Bar Vesúvio, inaugurado há mais de 100 anos.

Praia rústica de Itacaré

Itacaré por sua vez é uma antiga vila de pescadores que, antes da chegada da estrada asfaltada, era um lugar de difícil acesso. Para chegar às praias mais rústicas você percorre trilhas com mirantes.

A cidade concentra o comércio ao longo da única rua, a Pedro Longo. A maioria das pousadas fica na Praia da Concha, onde os turistas aproveitam para curtir o belo pôr do sol no Mirante do Xaréu, localizado do lado esquerdo da orla.

Onde ficar na Estrada Parque da Serra | Em Ilhéus: Pousada Praia Bela (a 100 metros da praia com decoração rústica e charmosa, quartos com varanda e redário). Em Itacaré: Terra Boa Boutique Hotel (quartos grandes, terraço para sol, sauna e com fácil acesso às praias).

21. COSTA DO DESCOBRIMENTO | Bahia

A Costa do Descobrimento, tombada como Patrimônio Natural da Humanidade pela UNESCO, é um dos trechos mais acessíveis do litoral brasileiro. A democratização de Porto Seguro na década de 90 (com a venda de pacotes muito econômicos para cá) abriu a região para os turistas de todo o país.

Todo o percurso é cercado pela mata atlântica, atrativos naturais, recifes de corais, praias, manguezais e muitas atividades de ecoturismo. Considerado o berço da história do Brasil, o caminho de Prado até Belmonte tem cerca de 300 quilômetros.

Santo André

Fica mais fácil de ser percorrido se você escolher uma das cidades do roteiro para montar sua base. As mais procuradas são Porto Seguro, Arraial d’Ajuda e Trancoso. A partir desses destinos você consegue conhecer Caraíva, Santo André, Santa Cruz Cabrália e Belmonte, fazendo bate e volta.

Já para desbravar melhor a parte sul do roteiro, o ideal é dormir em Prado e aproveitar todas as atrações da região como o centrinho agitado da cidade, as falésias e os passeios de barco. Prado está a 50 quilômetros de Caravelas, de onde saem as expedições para o arquipélago de Abrolhos.

Recife de Fora, em Porto Seguro

Onde ficar na Costa do Descobrimento | Em Porto Seguro: Capoeira Village (chalés coloridos rodeados por duas enormes piscinas, alguns com cozinha equipada, a 700 metros da praia de Taperapuã), Beverly Hills Flat (falt econômico e equipado em frente à praia). Em Arraial d’Ajuda: Arraial d’Ajuda Eco Resort (em frente à praia, o resort tem serviço de transporte para a vila e um  ferryboat próprio para chegar a Porto Seguro). Em Prado: Hotel Amendoeiras (quartos com varanda e rede, piscina, próximo da praia, bares e restaurantes).

22. COSTA DO CONDE | Litoral Sul da Paraíba

Boa parte das praias do Litoral Sul está no município de Conde, a 22 quilômetros da capital. Por isso, o trecho ficou conhecido como Costa do Conde. O circuito se dá pela PB 008 e pode ser feito em um ou dois dias.

Saindo de João Pessoa, você passa pela singela Barra do Gramame, dividida em duas partes pelo Rio Gramame. Aproveite para conhecer o Guaimamum, o caranguejo azul no Bar do Zezinho ou no Bar do Mexicano. Mais à frente está a Praia do Amor, onde a principal atração — além do mar verdíssimo — é a pedra furada, um buraco numa rocha vulcânica com 2 metros de diâmetro formado pela ação do mar.

Praia de Jacumã

Siga dois quilômetros e você chega à Jacumã, uma das praias mais urbanizadas. Eu que não sou fã de roteiros do tipo “não-ter-o-que fazer” montaria meu QG aqui. Tem uma vilinha ao redor com mercados, lojinhas, farmácia, padarias, pousadas, posto de combustível e até imobiliárias. A praia é formosa com falésias e recifes.

Do ladinho de Jacumã temos Carapibus, uma luminosa praia com trechos de piscinas naturais e maceiós, lagoas formadas pelas águas do mar. O local abriga diversas pousadas com preços excelentes. Considerada uma das mais lindas praias da Paraíba, Tabatinga tem uma parte deserta e outra com recifes e coqueiros. O acesso é a pé por uma escada trabalhada nas falésias.

Coqueirinhos, a 4 quilômetros, é a mais badaladinha da região. Rodeada por uma fila de coqueiros (daí o nome do lugar) e rochas vulcânicas, a praia está numa enseada, o que deixa o mar sempre calmo e quentinho. O acesso é por uma difícil estrada de areia, quando chove carro comum não entra.

Praia de Coqueirinhos

Um pouco mais adiante temos Tambaba, considerada a primeira praia naturista do Nordeste. O local está dividido em duas partes, um pequeno trecho para os paramentados como eu e outro para os interessados no seu momento Adão & Eva. Para tirar a roupa é necessário pegar um corredor de vegetação que separa as duas áreas. Só é permitido ir acompanhado e não se anime muito, pois há fiscalização.

Geralmente o passeio pela Costa do Conde termina em Tambaba. Mas se você tiver tempo dê uma esticadinha até a Praia Bela, já no município de Pitimbu. É uma das últimas praias da Paraíba antes de entrar em Pernambuco. Para chegar até ela é necessário atravessar o Rio Graú. A Praia Bela tem estrutura com restaurantes, lojinhas bares e cadeiras com guarda-sol.

Importante destacar para quem pensa em usar ônibus para conhecer essas praias: não há transporte público eficiente para percorrer todo estre trecho em um dia só (às vezes, nem em dois). Os horários são irregulares e a maioria dos ônibus não entra nas praias mais bonitas, justamente as que têm difícil acesso. Já alerto que, caso tenha chovido, informe-se antes de ir sobre o acesso com trechos de areia. Veja aqui me post das praias do Litoral Sul de João Pessoa.

23. ROTA DAS EMOÇÕES | Ceará, Piauí e Maranhão

São 650 quilômetros que atravessam 14 cidades de três estados nordestinos: Ceará, Piauí e Maranhão. A rota passa por praias paradisíacas, dunas, lagoas e tem fauna e flora únicas. Alguns atrativos histórico-culturais da Rota das Emoções são Patrimônio da Humanidade.

Lagoa Azul, em Jericoacoara

O roteiro clássico passa pelas cidades cearenses de Barroquinha, Camocim, Chaval, Jijoca de Jericoacoara e Cruz, pelas cidades piauienses de Cajueiro da Praia, Ilha Grande, Parnaíba e Luis Correia e pelas cidades maranhenses de Araioses, Barreirinhas, Paulino Neves, Santo Amaro e Tutóia.

Revoada de guarás no Delta do Parnaíba

As principais bases do caminho são as cidades que ficam nos santuários como o Parque Nacional de Jericoacoara (CE), a Área de Proteção Ambiental do Delta do Parnaíba (PI) e o Parque Nacional dos Lençóis Maranhenses (MA).

Lagoa das Andorinhas, em Santo Amaro

Você pode começar a viagem tanto pelo Ceará quanto pelo Maranhão. Mas como considero os Lençóis Maranhenses o ponto alto da viagem, eu deixaria esse trecho por último.

ROTEIROS DE CARRO NA REGIÃO CENTRO-OESTE

24. TRANSPANTANEIRA OU ROTA DO PANTANAL | Mato Grosso

Com cerca de 150 quilômetros, a Transpantaneira (MT 060) fica quase na divisa entre os estados de Mato Grosso e Mato Grosso do Sul. A Rota do Pantanal, como também é chamada, liga a cidade de Poconé (100 km de Cuiabá) ao distrito de Porto Jofre, passando por mais de 120 pontes de madeira sobre pântanos cercados de jacarés, capivaras, garças e tuiuiús — a ave emblemática do pantanal.

É um roteiro de contemplação para quem quer explorar a biodiversidade do local. Apesar de ser um trecho pequeno, os turistas costumam passar de 3 a 4 dias nas fazendas da região para percorrer o roteiro sem pressa.

Dicas da Matraca | Se você for no período das chuvas (outubro a março) o ideal é usar veículos 4×4, já que parte da estrada fica alagada. Durante a seca (abril a setembro) a estrada de chão batido fica bem transitável e é quando existe maior probabilidade de ver os animais na beira dos rios.

Onde ficar na Transpantaneira | Em Poconé: Hotel Pantanal Mato Grosso (hotel ribeirinho com piscina, lojas e restaurante com refeições, oferece pensão completa), Hotel Pousada Pantaneira (hospedagem econômica e funcional com restaurante) e Pousada Recanto do Jaburu (pousada econômica perto do centro, organiza excursões para os hóspedes).

ROTEIROS DE CARRO NA REGIÃO NORTE

25. ROTA 174 | Amazonas e Roraima

Com 1100 quilômetros, o percurso da Rota 174 liga as cidades de Manaus (AM) a Pacaraima (RR), na divisa com a Venezuela — passando por savanas, florestas, buritizais, cachoeiras, cavernas, grutas e reservas indígenas. O nome da rota vem da BR 174 e é a única ligação por terra entre Roraima e o restante do Brasil.

Depois de conhecer Manaus e fazer o passeio do Encontro das Águas dos Rios Negro com Solimões, a primeira parada é para explorar as cachoeiras e as grutas com pinturas rupestres de Presidente Figueiredo, a 1h30 da capital. Ao continuar o roteiro, o turista passa pela reserva indígena Waimiri-Atroari, mas não é possível parar ali sem autorização.

Cachoeira Iracema, em Presidente Figueiredo

Já em Rorainópolis, no estado de Roraima, você encontra o Marco da Linha do Equador. É quando a Rota 174 cruza geograficamente a Linha do Equador, que divide os hemisférios Sul e Norte. O trecho de 290 quilômetros entre Rorainópolis e Boa Vista é feito, geralmente, em quatro horas.

Um pouco antes de chegar à capital de Roraima, está o Parque Nacional do Viruá, no município de Caracaraí. O parque tem biodiversidade riquíssima e é aberto a pesquisadores e turistas. O local dispõe de espaços próprios para acampar em meio à floresta.

Ao chegar a Pacaraima é possível visitar a Comunidade Indígena do Bananal para uma vivência com trilhas e almoço típico no local. É também a partir de Pacaraima que você chega à Comunidade Indígena de Paraitepuy, que proporciona uma belíssima vista do Monte Roraima. (Para subir o Monte Roraima é outra viagem, uma expedição para pessoas com forte preparo físico e que pode durar vários dias.)

Monte Roraima

Dicas da Matraca | Você pode percorrer a Rota 174 por conta, mas por ser um roteiro pouco conhecido e explorado pelos viajantes brasileiros sugiro fazer com uma agência especializada como a Roraima Adventures. A empresa também oferece vários circuitos de subida ao Monte Roraima, além de levar a alguns destinos internacionais na fronteira com a Venezuela como Gran Sabana e Salto Ángel.

Onde se hospedar na Rota 174 | Em Manaus: Mercure Hotel Manaus (hotel executivo com piscina, academia, quartos amplos e bom café da manhã) e Express Vieiralves (econômico bem localizado e comércio ao redor).  Em Boa Vista: Ibis Style Boa Vista (hotel novo bem equipado com quartos grande, ao lado do shopping).

Este post não pretende esgotar todas as possibilidades de viagens de carro no Brasil. Caso você tenha alguma dica de roteiro terrestre a caixa de comentários é toda sua! 😉
Fotos: Sílvia Oliveira e Raul Mattar (as que não foram feitas por nós estão com o crédito na imagem). | Todos os direitos reservados.


Newsletter

Digite seu e-mail e receba gratuitamente nossas novidades


4 Comentários

  1. Carla Matias

    Mais um post “épico” como diria a Prof. Carmem, né Silvinha! Adorei, já estou cheia de ideias! (Para quando pudermos viajar com segurança, como você diz!) Muito obrigada!

    responder
  2. Iris Marion

    Que belíssimo post, um resumo do que o Brasil pode oferecer. Devo confessar que dos roteiros do Sul e Sudeste de uma forma ou outra já fiz a maioria. Para viagens de carro tenho sempre uma caixa térmica com água, sucos, frutas e sanduíches que são repostos ao longo da viagem nas cidades de parada. Assim não se passa aperto se a comida do boteco na estrada não parece exatamente segura.

    responder
  3. Sergio

    Muito bom, obrigadão Silvia! Aqui somos em 5, nem pensar em viajar de avião antes da vacina. Vou colocar todo mundo na estrada, espero que em dezembro já tenhamos a pandemia mais controlada. Valeu!

    responder
  4. Camila Mendes

    Nossa, alguns destinos eu nunca havia ouvido falar! rsrsrs. Demais!!! Muito importante esse texto, proque eu nao entro dentro de um aviao tão cedo. rsrsrsr. Uma dica se achar intressante, aqui no interior de SP, é uma rota turística que mapeia (não sei se é assim que fala) a história e os costumes dos negros na cosntrução da cultura e identidade da região. Eu nunca fiz, só ouvi falar, mas achei interessante. Obrigada novamente.

    responder

Deixe seu Comentário






Comentários do Facebook

Matraqueando - Blog de viagem | Por Sílvia Oliveira

Todos os direitos reservados. 2006-2020 © VoucherPress | Agência de Notícias.
Está proibida a reprodução, sem limitações, de textos, fotos ou qualquer outro material contido neste site, mesmo que citada a fonte.
Caso queira adquirir nossas reportagens, entre em contato.

Desenvolvido por Dintstudio
×Fechar