quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

Atacama: 1º dia | Valle de la Luna e Valle de la Muerte

Mal sabia eu o que me esperava. Ao passar pela Cordilheira de Sal surgem impressionantes formas e brilhos minerais. De repente, uma enooorme duna, 20 minutos de subida, a 2400 metros de altitude.

Xinguei o guia, a mãe do guia, o pai do guia e todo mundo que me fez comer areia e poeira. Mas na hora tive meu momento-roberto-shinyashiki, “você pode, você consegue, acredite em você…”. Quando me dei conta já estava lá em cima com aquela visão inconsequente provocada pelo Valle de la Muerte.

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Foram cinco dias inteiros no Deserto do Atacama. O passeio de estreia é quase o mesmo para todo mundo: Valle da la Muerte e Valle de la Luna. Os dois vales estão bem próximos de San Pedro. O da Morte fica a apenas três quilômetros e o da Lua, a 17. Muita gente chega lá a pé ou de bicicleta.

Fui numa vanzinha com ar condicionado, craro. Valle de la Muerte: o porquê deste nome ninguém sabe ao certo. Existem várias teorias. Uns dizem que por ser tão seco, nada nasce ali. Outros supõem que o arqueólogo Gustavo Le Paige — grande desbravador do Atacama há mais de 50 anos — teria encontrado restos mortais na região, levando Le Paige a acreditar que os antigos atacamenhos utilizavam o vale para morrer.

É um enorme silêncio, uma vastidão, rochas avermelhadas, dunas douradas. Muito, muito calor. Justamente por isso o tour começa mais pro fim da tarde, às 16h para dar tempo de pegar o por-do-sol ali do lado, no Valle de la Luna – outro acinte geológico.

O vento e a ação de outros agentes atmosféricos esculpiram uma visão lunar, com esculturas no meio nada. Um ambiente perfeito para trekking, montaria (há passeios a cavalo), off-road e mountain bike, verbetes absolutamente inexistentes no meu dicionário MatracaHouaiss.

Licença pro meu lado cafona: para mim, o infinito deserto, o ilimitado horizonte, o indeterminado sentido, o sem fim do movimento natural do vento, o deleite de estar ali foram suficientes para me deixar sentada, abraçada no meu próprio sedentarismo, mergulhada na minha capacidade de superação — apenas observando o que todo mundo tentava (mas não conseguia) pegar com as mãos. Pronto, pode continuar.

Tive a sorte (alguns chamariam de azar) de pegar um dia parcialmente nublado, o que provocou um pôr do sol com nuances laranjas, vermelhas, rosadas e violetas no meu primeiro fim de tarde aqui. Foi uma visão deslumbrante. Não é exagero de viajante afetado. Role a página e depois a gente volta a conversar.

SERVIÇO:

Contratamos todos os passeios na agência Lickan Antay.
Fica na c/ Caracoles, 419 – Tel.: (+56) 55 591799 e 591800.
Valor do tour avulso: 5 mil pesos (US$ 10,00). Se comprar com outros passeios há desconto.
Valor da entrada: 2 mil pesos (US$ 4,00)

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Fotos: Raul Mattar

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