quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

Atacama: 2º dia | Salar de Tara

A recomendação é: faça primeiro os passeios de altitudes mais baixas para seu corpo se acostumar. Mas o tour que percorre o Salar de Tara — a quase 4.400 metros — calhou de ser organizado no nosso segundo dia no Atacama. Poucas agências levam até lá.

E é praticamente impossível fazer a rota sozinho. Nem pensamos duas vezes. Depois do arrebatamento no Valle de la Luna fizemos um jantar leve no apart-hotel e fomos dormir cedo para enfrentar no dia seguinte um possível soroche, também chamado de mal das alturas.

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O sacolejo começa às 8h. É um passeio de dia inteiro. A viagem passa por uma das paisagens mais impressionantes do Altiplano. É o tour mais completo na minha opinião: tem salar, vulcão, flamingos, formações rochosas inexplicáveis. Mas é pouco conhecido ainda. Talvez porque seja muito longe, ou muito caro. Não importa: vá!

O Salar de Tara pertence a Reserva Nacional dos Flamingos e está a 140 quilômetros de San Pedro de Atacama, 50 deles derrapando num areião sem fim. Juan Carlos – nosso motorista e guia – é especializado na rota. Dado momento só se vê deserto, sem nenhuma referência, não há sinalização, nem estradinhas demarcadas.

Pode ser considerada uma região excêntrica, daquelas donas de si, que zombam do visitante. A majestade diante dos súditos, nós – a plebe pasmada e constrangida com tamanha força natural.

São várias paradas para (tentar!) respirar, fotografar, admirar. Na nossa van, dois espanhóis e uma chilena. Um grupo entrosado e extrovertido. Ninguém foi pego pelo soroche. (E eu nem cheguei a tomar o famoso chá de coca).

Toda a reserva está cheia de estruturas vulcânicas, declives e formas modeladas pelo vento. Os Monges de Pacana são verdadeiros moais atacamenhos. Enormes rochas verticais de 30 metros de altura, solitárias no meio do nada. Durante o percurso aparecem as primeiras vicunhas, rápidas e desconfiadas. Essa espécie de camelídio andino está em extinção e sua caça, totalmente proibida.

Difícil fotografar as danadinhas. Quando percebem qualquer aproximação, disparam pelo vale. Da nossa parte, não há afobação. O deserto – principalmente a uma altitude dessas – pede calma, passos lentos. Para mim, que ando rápido, falo rápido e gesticulo muito, foi exercício de paciência e introversão.

Quando a gente acha que já está bom, que já valeu a pena… encontra um paredão gigante – as Catedrais de Tara – colossais esculturas de pedra que se assemelham a um grande castelo. Uma experiência exótica, absoluta.

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Próximo dali o salar, propriamente dito. Cheio de flamingos. Fizemos uma parada para o almoço, preparado pelo guia: arroz, frango, salada de tomate e abacate apimentado. Acompanhava vinho, suco e refrigerante. Era quase uma da tarde e eu estava morrrrta de fome. Degustei como se fosse meu melhor manjar chileno, no restaurante mais inusitado do planeta.

Fotos: Raul Mattar (menos a que ele aparece fotografando e a do prato de comida, que pertencem ao Matraca’s Image Bank. Nossa foto comendo foi tirada pelo Juan Carlos, o guia-motorista)

SERVIÇO:
Contratamos todos os passeios na agência Lickan Antay.
Fica na c/ Caracoles, 419 – Tel.: (+56) 55 591799 e 591800.
Valor do tour avulso: 35 mil pesos (US$ 70,00) – por pessoa. Se comprar com outros passeios há desconto.

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