terça-feira, 08 de dezembro de 2009

Santiago do Chile: bairro a bairro – 1º dia


Chile atual: história e modernidade se confundem. (Foto: Raul Mattar)

Quando cheguei a Santiago, me senti asfixiada. Acho que estava tão focada no Atacama que levei um baque ao começar a circular pela cidade. Tinha reservado quatro dias inteiros para a capital. Mas no primeiro saí para caminhar sem rumo… e três horas depois voltei ao hotel para dormir! Vinha de uma enorme sobrecarga de trabalho. Meu corpo pediu arrego. E eu dei. Melhor decisão, impossível. No dia seguinte saímos bem mais dispostos a desvendar tudo, bairro a bairro, como deve ser numa cidade de quase 6 milhões de habitantes.

CENTRO

Vi um monte de gente recomendando hospedagem no bairro Providência, mais empresarial e, de certa forma, tranquilo. Para mim, a melhor opção em Santiago do Chile é ficar no centro. Daqui é possível fazer muita coisa a pé, está quase tudo a 15 minutos de caminhada. 

PLAZA DE ARMAS


Plaza de Armas: rodeada de edifícios históricos, é marco zero da cidade. (Foto: Raul Mattar)

Comece pela Plaza de Armas, o marco zero. A alma santiaguina circula por esta região. Ainda que seja, quiçá, o lugar mais turístico da cidade, a impressão que se tem é de estar entre eles, ser um deles. É um vai e vem de executivos, estudantes, vendedores ambulantes e artistas alternativos. Na praça, alguns prédios coloniais como o Correio Central, a Prefeitura e o  Museo Histórico Nacional (entrada a 600 pessos – US$ 1,50 e grátis aos domingos). Imponente mesmo é a Catedral, fazendo pose ao lado da modernidade. Assisti a uma missa aqui no domingo, às 10h. Foi emocionante. Metrô: Plaza de Armas.

PASEO AHUMADA E PASEO ESTADO


A feirinha de domingo é uma delícia para um passeio sem compromisso. (Foto: Raul Mattar)

O Paseo Ahumada é um calçadão comercial, onde você vai encontrar de tudo, desde casas de câmbio, supermercados, os tradicionais cafés com piernas (garçonetes usam microvestidos) e grandes lojas de departamentos como a Falabela – o El Corte Inglés deles. No domingo, o Paseo Estado (uma rua paralela ao Paseo Ahumada)   tem uma feirinha que começa lá pelas 11h da manhã e vai até às 20h. Vai ser o melhor (e mais barato) lugar para comprar souvenirs e artesanato típico. Metrô: Universidad de Chile ou Plaza de Armas.

MUSEO DE ARTE PRECOLOMBINO


Museo de Arte Precolombino: a melhor aula de história sobre o tema. (Foto: Raul Mattar)

É um dos maiores legados artísticos de todos os povos pré-colombianos da América. A ambientação é perfeita, com mapas explicativos e sinalização adequada. São várias esculturas, vasos, obras de artes, utensílios domésticos e materiais em cobre e cerâmicas de 3000 a.C. O museu abriga, ainda, múmias mais antigas que as egípcias. Uma aula de história como eu não via há séculos. Absolutamente imperdível. Entrada a 3 mil pesos (US$ 6,00). Grátis aos domingos, sem fila. Metrô Plaza de Armas.

PALÁCIO LA MONEDA


Palácio La Moneda: a casa da atual presidente é um marco histórico no país. (Foto: Raul Mattar)

Para mim, é a principal atração turística – do ponto de vista histórico – do Chile. Foi cenário para o golpe militar liderado por Augusto Pinochet, em 1973. O prédio foi bombardeado. Depois de um discurso antológico, Salvador Allende (o então presidente, humilhado e constrangido) se matou. Atualmente é o palácio do governo e residência de Michele Bachelet, a atual. Dia sim, dia não, sempre às 10h há troca de guarda. É possível visitar os lindos pátios internos. Entrada grátis. No subsolo está o Centro Cultural Palácio La Moneda, com exposição de arte e uma loja da Fundación de Artesanías de Chile. Metrô: La Moneda.

QUARTEIRÃO PARIS-LONDRES


O pequeno quarteirão “Paris-Londres”: oásis colonial no centro moderno. (Foto: Raul Mattar)

A região é formada pelo encontro de tão somente duas ruas: a Paris com a Londres.Um pequeno quarteirão, o mais charmoso da cidade.Todo de paralelepípedo, com edifícios e casarões coloniais, rodeados por alguns bares e restaurantes. Aqui está a Igreja de São Francisco, a construção mais antiga da capital, de 1586. Do lado tem o Museo de San Francisco, bem bonitinho – mas não obrigatório. No sábado, fim da tarde, é possível ver hermosas noivas aproveitando aquele cenário insólito em uma das maiores metrópoles da América Latina. Metrô: Universidad de Chile.

MERCADO CENTRAL


Mercado Central: os mariscos mais exóticos do mundo. (Foto: Raul Mattar)

Não é um lugar dos mais charmosos, mas, sim, um passeio curioso. Se você não suporta cheiro de peixe, nem vá. Mas se quiser conhecer alguns dos mariscos que só aparecem na região do Chile, não perca! Drible os chatos dos garçons arrebanhando turistas e observe aquele monte de bicho (vivo!) que vai para sua panela, sem fazer cara do nojo. (Juro, me comportei direitinho!) Funciona todos os dias das 7h às 15h. Metrô Puente Cal y Canto.

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