-  Atualizado 07/02/2013

Lisboa: da Baixa ao bairro Alfama

Publicado por: Silvia Oliveira Lisboa

Quando viajei pela primeira vez à Europa, em 1997, Portugal nem sequer entrou na minha lista.Numa segunda tentativa, indo para o Oriente Médio, passei direto, com stop apenas em Madri. Em outra oportunidade, com destino às Ilhas Canárias, investi em uma passagem pela Alitália e fiz baldeação em Milão. Só em 2001 – e porque comprei um bilhete bem mais econômico da TAP– fui “obrigada” a descer em Lisboa. Depois disso, já voltei quatro vezes. Mais do que qualquer outra capital européia. Não, não é minha preferida. Mas é uma daquelas deliciosas surpresas como Veneza e Sevilha.

Por todos os motivos já enumerados no post Portugal: vem para cá, ó pá!, Lisboa passou a ser a minha porta de entrada no velho continente. Não é uma cidade muito grande, tem um serviço de transportes muito eficiente, come-se muito bem, paga-se muito pouco, tem um monte de história para contar (isso sim, meu ponto fraco!) e funciona 24 horas, de segunda a segunda.(Alguns shoppings de Sevilha, por exemplo, fecham aos domingos!)

Bairro a bairro

Baixa

Com disposição, em dois dias é possível conhecer o básico da cidade. Comece pela Praça do Comércio, à beira do rio Tejo. Daqui saem as barcas para a margem sul de Lisboa. Era aqui também a porta de entrada da cidade, onde desembarcavam reis, nobres e políticos importantes. Dê as costas para o rio e verá o arco da rua Augusta, o início de um calçadão cheio de lojas, cafés, bancos, casas de câmbio e floriculturas ao ar livre. No fim desta ruazona para pedestres está a Praça do Rossio com uma estátua do nosso Dom Pedro I, véio de guerra. Para eles, Dom Pedro IV. Ao lado tem a Praça da Figueira, uma espécie de boca maldita portuguesa e daqui de baixo é possível ver as muralhas do Castelo São Jorge lááá em cima. Do lado oposto à Praça da Figueira está a Praça dos Restauradores com um enorme obelisco erguido após a libertação de Portugal do domínio espanhol em 1640. Nesta praça há um excelente escritório de informações turísticas.

Chiado

O Chiado é vizinho à Baixa. Cheio de lojas chiques, o bairro também é sede da ancestral Livraria Bertrand, aberta desde 1732. Mas do que eu gosto mesmo no Chiado é o café A Brasileira, freqüentado no passado por ninguém menos que Fernando Pessoa. Tem até uma escultura em metal do poeta em tamanho natural, sentado em um banquinho por ali. Fotinho obrigatória. Entre e peça um pastel de belém (doce típico) e uma “bica”, o nosso cafezinho. São € 3, nada mais e você tal qual um lorde português. A galeria Armazéns do Chiado tem três andares de lojas óbvias, mas a visita vale a pena porque é uma construção histórica totalmente recuperada.

Alfama

Alfama é o ponto alto – em todos os sentidos – de uma visita a Lisboa. Subindo ladeira em direção ao Castelo de São Jorge
a primeira parada é a Catedral da Sé, construída sobre uma antiga mesquita. Numa das capelas está a pia onde Santo Antônio foi batizado. Não sabia? Santo Antônio de Pádua, o casamenteiro, era português! Nasceu e cresceu aqui. Só depois foi viver na Itália. É o santo padroeiro da cidade. Caminhado um pouco mais a gente dá de cara com o Miradouro de Santa Luzia, que promove uma daquelas vistas da capital portuguesa. Por aqui, às terças e aos sábados acontece a Feira da Ladra, estilo mercado das pulgas. Vendem de lâmpada queimada a artesanato regional, passando por xícaras de porcelana do século XVI a reproduções do Galinho de Barcelos.

Onde comer em Lisboa

O bacalhau é o prato típico, não nego. Mas ninguém agüenta comer o peixinho salgado todos os dias. Você almoça feijoada todos os dias? Então! É possível provar o delicioso queijo da Serra da Estrela ou a sopa alentejana. Não busque, necessariamente, os restaurantes turísticos ou indicados pelos guias oficiais. Boteco, bar, padaria, botequim, baiúca, bodega e taverna existem em qualquer lugar do mundo, com a grande vantagem de sempre oferecerem uma comida regional e barata!

Lembrando que….

Ônibus é autocarro, trem é comboio e bonde é eléctrico.

Seção mão-de-vaca-muquirana

Lisboa por € 1,20? Pegue o Eléctrico nº 28. Ele circula pelos principais pontos turísticos num trajeto charmoso e muito típico. Andar de bonde já é legal, imagine sentadinho ali naquela janela de madeira, circulando por ruelas estreitas vendo o melhor da cidade? Embarque na Baixa e ele vai parar lá na Alfama. Você pode comprar o bilhete diretamente com o motorista e ele vale para uma única viagem até o ponto final. Mas se quiser descer, por exemplo, na Basílica da Estrela, vale a pena. O interior da igreja é lindo. Depois retome o bonde, pague nova passagem e siga o caminho. Não serão – seguramente – estes € 1,20 a mais ou a menos que lhe deixarão mais pobre. Pelo contrário!

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7 Comentários

  1. Gica Nascimento

    Puxa, que saudade da Terrinha! Você podia colocar umas receitas de bacalhau ou da própria sopa alentejana aqui! Sugestão!
    Beijinhos!

    responder
  2. Ana Cristina Gonçalves

    Onde está BELÉM??? Eu quero, eu quero…

    responder
  3. Silvia Oliveira

    Caaaalma! Já vem algo sobre o bairro de Belém. E vc tem que dar um desconto: não sou blogueira de nascença… Tô aprendendo ainda! hehehehe.
    Abs,
    Silvia

    responder
  4. Anonymous

    Silvinha te entendo, a velocidade que o blog pede é alucinante!!! Muitos beijos

    responder
  5. Anonymous

    Soy Patricia, es que me olvide el numero secreto de turomaquia! jejejeje Cosas de la edad!

    responder
  6. Olá Silvia, estou adorando suas dicas. Eu e uma amiga vamos para portugal em 16/09/2010. Qual o melhor lugar (bairro) em Lisboa para nos hospedarmos (hotel ou hostel). Não queremos ficar num lugar muito barulhento e nem afastado. Com um preço camarada, é claro.
    Desde de já agradeço.
    Abraços

    responder

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