domingo, 17 de janeiro de 2010

Atacama: 3º dia | Tarde: Lagunas Cejar e Tebinquiche

Toda e qualquer vaidade vão areia abaixo no terceiro dia no Deserto do Atacama. Não dá nem mais para pentear o cabelo. O chapéu toma conta. No rosto, camadas brancas de protetor solar. Nem o esmalte consegue esconder mais o encardido das unhas.

Eu, que levo pouquíssima roupa na bagagem, tive que apelar para as lavanderias locais (depois entendi porque há tantas espalhadas por San Pedro de Atacama) para ter o que usar no resto da semana. Era a Cascuda em pessoa.

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Depois do Tour Arqueológico na parte da manhã, nosso terceiro dia foi brindado com as Lagunas Cejar e Tebinquiche na parte da tarde. Quem diria, mas há lagoas (aos montes) no meio do deserto mais árido do mundo. A maioria é formada pela água de degelo das montanhas ou por lençóis subterrâneos.

A Laguna Cejar é prima-irmã do Mar Morto em Israel – onde estive há 10 anos. De tão salgada, o corpo não afunda. As margens estão cristalizadas pelo sal e a água é verdinha, cercada por matinhos dourados e com o vulcão Licancabur ao fundo. (Aliás, ele sempre está emoldurando as paisagens aonde quer que você vá.)

Os mais atrevidos, despojados, intrépidos e corajosos arriscaram boiar na Laguna Cejar. Eu? Não, obrigada. Já tive essa experiência no Mar Morto. Ademais, uso lentes de contato. Qualquer gota daquela água salgada nos olhos seria um desastre para mim. Ah, tá bom. Arranjei uma desculpa. Foi preguiça mesmo.

Como pude boiar em Israel, sei que é uma delícia. O efeito da gravidade provocado pelo excesso de sal causa um enorme relaxamento. Mas verifique se a agência contratada vai levar litros de água doce para você se enxaguar depois. O sal gruda no corpo e fica pinicando se não for retirado totalmente.

A parada na Laguna Cejar dura quase uma hora e meia. É recomendável não andar descalço nas margens. As crestas de sal são afiadas e podem cortar os pés. Avançamos mais um pouco e chegamos aos Ojos del Salar ou Ojos de Tebinquiche. Duas crateras enormes de água doce.

Ninguém sabe ao certo como elas se formaram. Há os que arriscam que meteoros teriam caído ali há milhões de anos. (Adooro teoria conspiratória, sem pé nem cabeça). Quem não conseguiu retirar todo o sal do corpo com os galõezinhos de água levados pelos guias, tem uma nova oportunidade aqui.

Em seguida vamos à Laguna Tebinquiche, onde está previsto mais um por-do-sol acompanhado de snacks e pisco sour (bebida típica chilena que lembra nossa caipirinha) – oferecidos pelas agências.

Como quase todos os lagos da região, o Tebinquiche depende do degelo das montanhas. O grande diferencial é que sua borda de sal é absurdamente grande e ao cair o sol um tom amarelado toma conta da paisagem. Com o Licancabur fazendo pose, ali atrás, claro.

Fotos: Raul Mattar (menos a penúltima em que ele aparece fotografando, que pertence ao Matraca’s Image Bank).

SERVIÇO:

Contratamos todos os passeios na agência Lickan Antay.
Fica na c/ Caracoles, 419 – Tel.: (+56) 55 591799 e 55 591800.
Valor do tour: 10 mil pesos (US$ 20,00). Inclui snacks, com refrigerante, suco e pisco sour.
Valor da entrada: 2 mil pesos (US$ 4,00)

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