terça-feira, 12 de fevereiro de 2013

Linha Turismo Curitiba: veja como aproveitar o city tour oficial da cidade


Parque Tanguá: um dos meus preferidos na cidade.

*Post atualizado em fevereiro de 2016

Se você é daqueles que torcem o nariz quando ouvem falar de ônibus turísticos, saiba que eles podem ser muito úteis e vantajosos para quem tem pouco tempo na cidade ou quando as principais atrações do lugar são distantes do centro. Curitiba se encaixa perfeitamente na segunda opção (e por que não na primeira, já que a maioria dos turistas passa geralmente só um fim de semana na capital).

Aqui é difícil você fazer um roteiro bairro a bairro, explorando cada região da cidade como faríamos em Paris ou em São Paulo. Com exceção de Santa Felicidade, os bairros de Curitiba não têm uma identidade própria, turisticamente falando. Quando vier para cá seu itinerário será basicamente parque a parque… e eles estão longe — não só do centro, mas um do outro.

Linha Turismo Curitiba: ótimo custo-benefício para quem vem pela 1ª vez à cidade. (Fotos via Instagram – @matraqueando)

A Linha Turismo Curitiba é um ônibus especial (double deck ou jardineira) que cobre praticamente todas as atrações significativas da cidade. O ônibus passa de 30 em 30 minutos e percorre cerca de 45 quilômetros em duas horas e meia (tempo corrido sem descer nos pontos de parada).

Ao embarcar você compra uma cartela com cinco tíquetes e tem direito a um embarque e quatro reembarques. Um serviço de som a bordo explica sobre as atrações em português, espanhol e inglês. Você também ganha um mapinha explicativo com o roteiro. Caso não consiga usar todos os seus tíquetes em um único dia poderá usá-los no dia seguinte ou em outra oportunidade, não há prazo de validade.

São 25 pontos de parada: Praça Tiradentes, Rua da Flores, Rua 24 Horas, Museu Ferroviário, Teatro Paiol, Jardim Botânico, Estação Rodoferroviária/Mercado Municipal, Teatro Guaíra/Universidade Federal do Paraná, Paço da Liberdade, Passeio Público/Memorial Árabe, Centro Cívico, Museu Oscar Niemeyer, Bosque do Papa, Bosque Alemão, Universidade Livre do Meio Ambiente, Parque São Lourenço, Ópera de Arame, Parque Tanguá, Parque Tingui, Memorial Ucraniano, Portal Italiano, Santa Felicidade, Parque Barigui, Torre Panorâmica e Setor Histórico.

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Linha Turismo Curitiba MON e Bosque Alemao

Bosque Alemão e Museu do Olho vistos do segundo andar do ônibus turístico. (Fotos via Instagram – @matraqueando)

Já usei três vezes este serviço: a primeira foi para reconhecimento de área quando vim morar em Curitiba, há 13 anos; a segunda em 2009 quando lançaram os ônibus de dois andares (antes eram só jardineiras) e a terceira no finalzinho do ano passado… focada neste post! A ideia aqui não é destrinchar os pontos turísticos do city tour, mas orientar como você pode aproveitar melhor este passeio, otimizando seus tíquetes. Veja as dicas da Matraca:

1. Pegue o ônibus de manhã. Se você optar por fazer o passeio à tarde, provavelmente, não vai conseguir usar todos os tíquetes já que os últimos ônibus passam por volta das 19h/19h30. (A não ser que você esteja disposto a reembarcar no ônibus no dia seguinte, o que quase ninguém faz!)

2. Sei que a maioria vem para a cidade nos finais de semana, mas eu não recomendaria o serviço num sábado e/ou domingo de férias e alto verão. Vai dar xabu, pode ter certeza. Se você estiver por aqui em altíssima temporada e não puder fazer o passeio com a Linha Turismo durante a semana, é melhor  escolher uns dois lugares para visitar e optar pelo transporte público, que também é eficiente.

3. Um dos erros mais comuns dos turistas, na minha opinião, é descer no Museu Oscar Niemeyer. Não que conhecer o MON seja dispensável, pelamordosmeusfilhinhos! É a atração mais visitada da cidade. Mas sua visita aqui deve durar, pelo menos, umas duas horas. Tire uma manhã ou uma tarde para o museu que, aliás, tem fácil acesso com transporte público. Não é necessário gastar um tíquete aqui.

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Jardim Botânico e Museu Oscar Niemeyer. (Fotos via Instagram – @matraqueando)

4. Todo mundo quer descer no Jardim Botânico, cartão postal emblemático da cidade. O que acontece é que a maioria pega o ônibus na Praça Tiradentes (lá se foi o tíquete de embarque) e o primeiro ponto de interesse (depois da praça) é justamente o Jardim Botânico. Recomendo ir com o transporte público até à famosa estufa (R$ 2,20 dia de semana ou R$ 1 aos domingos) e daqui começar seu périplo com a Linha Turismo.

5. Em seguida vem a difícil tarefa: quais dos parques/atrações escolher para descer? Eu escolheria os atrativos mais distantes e com acesso mais demorado usando o transporte da cidade. A partir daí, vou dar minha opinião, baseada na minha experiência (lugares que rendem boas fotos, passeio agradável, cultura, arquitetura ou história para contar) e gosto pessoal (fique à vontade para discordar):

Memorial Ucraniano: arquitetura e relíquias. (Fotos via Instagram – @matraqueando)

– Memorial Ucraniano: faz parte do complexo do Parque Tingui. O memorial, juntamente com o Jardim Botânico, é uma das atrações mais fotogênicas da cidade. Toda a estrutura da construção é feita de madeira encaixada, ao melhor estilo ucraniano. O local tem, ainda, uma réplica da Igreja de São Miguel Arcanjo.

– Parque Tanguá: considero o mais lindo parque de Curitiba. Foi construído sobre uma pedreira desativada. Tem lindos jardins, cascata e estar aqui durante o pôr do sol já vale todo o passeio.

– Bosque Alemão: ótimo para quem está com crianças (ou não!). Tem a trilha João e Maria onde a gurizada pode vivenciar um dos mais tradicionais contos dos Irmãos Grimm. O bosque é de mata atlântica preservada. Na Casa Encantada, dentro do parque, há uma biblioteca infantil e a Hora do Conto, representada por bruxas e fadas aos sábados e domingos, em duas sessões: 11h e 16h. Grátis.

Ópera de Arame: teatro criativo e inusitado. (Fotos via Instagram – @matraqueando)

– Ópera de Arame: é o teatro mais original de Curitiba. A antiga cratera de uma pedreira desativada deu espaço a um inusitado centro cultural feito em tubos de aço e teto transparente.

5. Por que não descer na/no:

– Rua 24 Horas: porque, embora revitalizada, não tem nada a não ser algumas poucas lojas, que nem são 24 horas há décadas.

– Rua da Flores: é o calçadão da cidade, você chega aqui facilmente caminhando (se estiver hospedado no centro) ou com o transporte público.

– Museu Ferroviário: está dentro do Shopping Estação e, apesar de bonitinho, não vale seu tíquete, pode ter certeza.

– Teatro Paiol: bonito para ser visto de fora, do deck do ônibus.

– Estação Rodoferroviária/Mercado Municipal: conhecer o Mercado Municipal de Curitiba, todo renovado, é passeio super-recomendado. Mas é muito fácil chegar aqui com o transporte público, do centro são uns 10 minutos. Está em frente à rodoferroviária.

– Teatro Guaíra/Universidade Federal do Paraná: caso não tenha algum interesse específico, fique satisfeito com a visualização externa da arquitetura.

Linha Turismo Curitiba Bosque Alemao

Bosque Alemão e a trilha João e Maria. (Fotos via Instagram – @matraqueando)

– Paço da Liberdade: centro cultural mantido pelo SESC no único prédio de Curitiba tombado pelo Patrimônio Histórico Nacional. Inclua o Paço quando você fizer seu passeio pelo Setor Histórico e Rua das Flores.

– Passeio Público/Memorial Árabe: o Passeio Público é o primeiro parque da cidade e já passou por várias revitalizações, mas tem fama de ser pouco familiar, digamos. Já o Memorial Árabe, que fica ao lado, salvo interesses pessoais, não vale a descida.

– Centro Cívico: região dos três poderes com valor arquitetônico. Se não for sua praia, passe reto.

– Bosque do Papa, Universidade Livre do Meio Ambiente (UNILIVRE), Parque São Lourenço: eu gosto de todos, mas entre estes e os que eu indico para descer, fico com os que eu indico. É uma questão de opção. Gostando muito de natureza e ecologia talvez a UNILIVRE seja uma parada perfeita para você em vez do Bosque Alemão, por exemplo.

– Parque Tingui: está próximo do Tanguá e do Memorial Ucraniano. Bonito, com ampla área verde, mas sem nada especial.

Vinícola Durigan, em Santa Felicidade: degustação gratuita de queijos e vinhos. (Fotos via Instagram – @matraqueando)

– Portal Italiano: é só um portal mesmo, daqueles que entram na listinha da Linha Turismo só para encher linguiça.

– Santa Felicidade: adoooro e, mesmo todo mundo falando para você não vir comer pr’essas bandas, sei que — em algum momento — seu almoço vai ser em alguma das cantinas do bairro italiano de Curitiba. Fácil acesso com transporte público. Caso você não queira incluir algum dos parques indicados, finalize seu passeio aqui. A Vinhos Durigan (veja meu post sobre o lugar aqui) — o ônibus para em frente — oferece degustação gratuita de vinhos, frisantes, salames e queijos.

– Parque Barigui: mesmo caso do item do Bosque do Papa, UNILIVRE…

– Torre Panorâmica: a vista de 360º da cidade é linda. Mas como fica no caminho de Santa Felicidade, aproveite para fazer as duas coisas juntas e no mesmo dia.

– Setor Histórico: um dos mais lindinhos e bem conservados do Brasil. Está na região central. Combina com Praça Tiradentes, Rua das Flores e Paço da Liberdade. No coração da cidade e com fácil acesso através de transporte público, pode ser percorrido a pé — sem pressa.

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Linha Turismo Curitiba Praca Tiradentes e Catedral

Praça Tiradentes e Catedral: ponto de partida da Linha Turismo. (Fotos via Instagram – @matraqueando)

SERVIÇO

Funcionamento: terça a domingo, 9h às 17h30 — a cada 30 minutos. Veja aqui o primeiro e último horário em cada parada. Não opera às segundas-feiras na baixa temporada. Mas nas férias a linha está ativa todos os dias.

Quanto custa: R$ 40. Crianças até cinco anos não pagam. (Atualizado em fevereiro de 2016.)

Onde comprar: os tíquetes podem ser adquiridos dentro do ônibus ou na URBS (Rodoferroviária).

Onde embarcar: o ponto inicial é na Praça Tiradentes, mas você pode embarcar em qualquer parada do roteiro.

Você tem direito a: uma cartela com cinco tíquetes com um embarque e quatro reembarques. Caso não consiga usar todos os seus tíquetes em um único dia poderá usá-los no dia seguinte ou em outra oportunidade, não há prazo de validade.

Comodidades:  transportam bicicletas e carrinhos de bebê, mas só os ônibus com um adesivo “Bicicleta” na porta traseira têm esse benefício.

Inconvenientes:

1. Para muitos o número limitado de embarques é considerado uma sovinice do sistema. Também acho que poderia ser ilimitado como acontece em muitos países da Europa. Mas saiba que com quatro reembarques você, ainda assim, fará um belo passeio.

2. Durante o período de férias os ônibus costumam aparecer aos montes… e lotados. O que, às vezes, obrigará você a fazer parte do trajeto em pé.

3. Atrasos acontecem. Da última vez que testei o serviço, em algumas paradas os ônibus vieram rápido. Mas em outras,  já no fim do dia (era sábado), estavam com atraso de 40 minutos.

4. Apesar de não ser uma pechincha (já foi bem mais barato!), este não é um serviço VIP. Se preferir ar condicionado, atendimento personalizado e embarque imediato, use o táxi.

Veredito: Consciente dos possíveis atrasos, lotações e usando o serviço para visitar as atrações mais distantes e com acesso mais demorado via transporte público, com certeza, vale a pena. Considero a Linha Turismo de Curitiba uma excelente opção, com ótimo custo-benefício, principalmente para quem vem pela primeira vez à cidade.

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Fotos: Sílvia Oliveira (via celular), menos a primeira que pertence ao Raul Mattar.
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