Silvia Oliveira
sexta-feira, 29 de novembro de 2013

Parte 2 | Como tirar o visto americano: pagamento da taxa e agendamento da entrevista

Como tirar o visto americano matraqueando

Se você chegou até aqui é porque a parte mais chata e crucial — o preenchimento do formulário DS 160 — já passou. (Veja nosso post com um passo a passo ilustrado dessa primeira etapa.) Ao finalizar o DS 160 você necessita pagar a taxa do visto (US$ 160 para visto de turismo e/ou negócios) e agendar a entrevista no consulado.

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Primeiro passo | Criando uma conta no CSC – Visa Information Service

Faça seu cadastro no CSC – Visa Information Service, que é o site oficial do consulado americano para informação sobre o visto. Clique em “criar conta”, um botão verde no canto superior direito da página principal. A partir daí, o preenchimento é intuitivo com perguntas objetivas e, melhor, está tudo em português. É possível também fazer todo o procedimento por telefone. Veja os números aqui.

ATENÇÃO: em outubro de 2014 o site de agendamento mudou. 

CASV dados pessoais

Assim que você preencher com seus dados pessoais clique novamente em “Criar conta”. Outra tela se abrirá e aparecerão três opções:

– Agendar entrevista

– Adicionar Membros da Família

– Enviar Documentos ao Setor Consular

Clique em “Agendar entrevista” e escolha, nesta ordem:

1º – Vistos de não-imigrante

2º – Agendamento comum de vistos

3º- Visto de visitante

4º – Negócios ou Turismo (B1/B2).

Clique em “enviar”. Em seguida, escolha o consulado onde você deseja fazer a entrevista (atenção, tem que ser o mesmo consulado que você escolheu no formulário DS 160) e selecione o local de entrega do seu visto.

Há duas opções: retirar seu passaporte com o visto aprovado no CASV ou receber na sua casa. Se você optar por receber no seu endereço residencial, será necessário preencher o endereço (confira todos os dados atentamente, inclusive o CEP).

Matraqueando Instagram

CASV Escolha consulado

Segundo passo | Pagamento da taxa do visto

Após esta etapa, você escolherá a forma de pagamento do visto. É possível pagar com cartão de crédito (Visa ou Mastercard) ou boleto bancário. A vantagem de pagar com cartão de crédito é que a aprovação sai na hora e você já pode marcar a entrevista (passo seguinte).

Caso opte por pagar no boleto, sem problemas. O inconveniente é que você terá que retornar ao site 24 horas depois de ter feito o pagamento para agendar a entrevista no consulado. A taxa para visto de turismo e/ou negócios (B1/B2) está US$ 160. Para ver valores de outros vistos clique aqui.

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Terceiro passo | Agendamento da entrevista

A grande pegadinha do agendamento da entrevista vem agora. Uma vez que seu pagamento foi autorizado você tem que marcar DOIS atendimentos em DOIS dias diferentes: um no CASV – Centro de Atendimento ao Solicitante de Visto (onde você vai tirar a foto oficial e registrar as impressões digitais) e outro no consulado, onde será a entrevista propriamente dita.

O detalhe é que o sistema vai ter dar, primeiro, a opção para marcar a entrevista no consulado. Na página seguinte, ele pede o agendamento no CASV.  Só que você tem que ir PRIMEIRO ao CASV (tirar foto e impressões digitais, lembra?) e só depois ao consulado.

Ou seja, se você marca a entrevista para o consulado para uma segunda-feira deve escolher o domingo (dia anterior) para ir ao CASV, principalmente se você vem de outro estado ou cidade. (Eu fiquei tão tensa nesta parte que até me esqueci de dar print das telas que iriam ilustrar este post! Desculpaê!) Mas não tem erro, se até uma Matraca desastrada e perdida como eu conseguiu, qualquer um consegue!

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Resumindo: marque sua entrevista no consulado em uma data POSTERIOR ao seu agendamento no CASV. No meu caso, eu marquei a entrevista para uma terça-feira e o CASV para a segunda (um dia antes). Cheguei no domingo a São Paulo. Enfim, quem não tem domicílio nas cidades com consulado, meu caso que moro em Curitiba, vai gastar uma pequena bagatela com hotel e alimentação.

Importante: você pode alterar as datas tanto da sua ida ao CASV quanto da sua ida ao consulado diretamente no site até 24 horas antes da entrevista.

Atenção: pessoas com até 15 anos ou com mais de 66 anos estão isentas da entrevista e da coleta das impressões digitais. Nestes casos, o representante (ou um despachante contratado) vai entregar documentos e as fotos do solicitante isento.

Você está quase lá! Agora, falta pouco! 😀

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quinta-feira, 28 de novembro de 2013

Parte 1 | Como tirar o visto americano: passo a passo ilustrado para o preenchimento do formulário DS 160

Como tirar o visto americano matraqueando

Quando fui convidada para palestrar no BloggerCon, o maior evento de blogueiros das Américas, em Porto Rico tive que deixar a preguiça de lado e correr atrás do meu visto americano, que estava vencido desde 2011. É que Porto Rico, embora esteja no Caribe, é um estado associado do Tio Sam (Alguém ainda chama os Estados Unidos de Tio Sam ou é coisa do “meu tempo”?). Portanto, é necessário visto americano para entrar lá.

Quem tem visto vencido há menos de 48 meses e quer renová-lo passa por um processo mais simples e está isento da entrevista. O meu estava vencido há dois anos, mas havia sido emitido em julho de 2001 com validade de 10 anos. E vistos emitidos antes de 1° de julho de 2004 não são renováveis, é necessário pedir um novo. Por isso, tive que enfrentar a burocracia completa. Ou seja, mesmo tendo um visto antigo, se estiver vencido há mais de 48 meses ou emitido antes de 01/07/2004, você tem que entrar com o pedido de um visto novo. Veja aqui sobre renovação de vistos.

A boa-nova é que nos últimos anos ficou bem mais fácil e rápido para um brasileiro tirar o visto americano. Desde junho de 2012, por exemplo, houve ampliação dos consulados americanos no Brasil e centros de triagem foram criados (CASV- Centro de Atendimento ao Solicitante de Visto), diminuindo muito a fila de espera. Entre o dia que preenchi o formulário na internet até o dia em que o visto chegou à minha casa foram exatos — e apenas — 13 dias.

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Como tirar o visto americano - Preenchendo Formulario DS 160

Para tirar o visto americano você passa por três etapas:

1) preenchimento do formulário DS 160 (tema deste post);

2) pagamento da taxa e agendamento para tirar foto e digitais no CASV (post em breve);

3) a entrevista no consulado (post em breve).

ATENÇÃO | Somente compre passagens, passeios ou reserve hotel após receber o visto. Não é necessário ter passagens nas mãos para fazer a solicitação. A orientação é do próprio consulado.

Primeiro passo | Entendendo o formulário DS 160

O formulário DS 160 é o caminho, a verdade e a vida. Ele vai acompanhar você durante todo o processo de solicitação do visto americano. Clique aqui para acessá-lo e  reserve pelo menos umas 2,5 horas  para respondê-lo. Caso não consiga completar o questionário inteiro, você pode gravá-lo e tem até 30 dias para concluir o processo.

Antes de começar o preenchimento tenha em mãos seu passaporte, CPF, RG, visto antigo (se houver).

ATUALIZAÇÃO: NÃO É NECESSÁRIO MAIS SUBIR UMA FOTO DIGITALIZADA.

A foto oficial será tirada em um CASV, mesmo lugar onde serão colhidas suas impressões digitais.

Como tirar o visto americano - Traducao Portugues

Segundo passo | Começando o preenchimento do formulário DS 160

Com foto e documentos nas mãos você está pronto para acessar o DS 160 . O formulário está em inglês, mas é só colocar o mouse em cima dos textos que uma caixinha se abrirá com a tradução (como na imagem acima). Atenção: as respostas devem ser sempre em inglês.

Ao entrar no formulário a primeira coisa é escolher o consulado onde deseja fazer a entrevista. (Existem quatro opções: Brasília, Recife, Rio de Janeiro e São Paulo). No meu caso, a cidade mais próxima seria São Paulo.

Matraqueando Instagram

Como tirar o visto americano - Formulario DS 160

ATUALIZAÇÃO: NÃO É NECESSÁRIO MAIS SUBIR UMA FOTO DIGITALIZADA.

Clique em  Start an Application que no meu formulário aparece em português “Iniciar um aplicativo” (tradução automática do google chrome,  horrorosa, aliás!).

Terceiro Passo | Incluindo dados pessoais (e boa parte da sua história de vida)

Sim, eles vão perguntar tudo e mais um pouco. Desde sua educação fundamental, relações de família e até se você tem parentes vivendo (ou que já viveram) nos Estados Unidos. Por isso mesmo eu disse lá no início que vão ser, no mínimo, 2 horas de preenchimento. (Atenção: o formulário para homens contém mais perguntas do que o formulário para mulheres, mas são sempre relacionadas à escolaridade e outras viagens).

Meu conselho é: não minta. Fornecer informação falsa é crime grave nos Estados Unidos. Fale sempre a verdade e não pense em florear/incrementar/aumentar alguma resposta achando que isso poderá te beneficiar. Seja honesto e pense assim: “ah, se me negarem esse visto… vou para Europa!”. :mrgreen:

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Como tirar o visto americano -  DS 160

Já de cara vão te perguntar o National Identification Number, que nada mais é que o número do seu CPF. Quando pedirem U.S. Social Security Number e o U.S. Taxpayer ID Number marque “Does not apply” (que significa “não se aplica”).

Como tirar o visto americano - Consulado

Ao pedir informações sobre seu passaporte escolha a opção “REGULAR” (a não ser que esteja pedindo um passaporte diplomático) e, em seguida, coloque o número do passaporte com as letras na frente — sem pontos ou traços. No Passport Book Number clique em “Does not aply” (Não se aplica). (Brasileiros não têm passport book number).

O formulário pergunta qual é o propósito da sua viagem (Purpose of Trip to the U.S.) e que tipo de visto você está solicitando. O visto de turismo é o B2 e o visto de negócios, o B1. Se você pretende visitar feiras, participar de congressos ou eventos (meu caso em Porto Rico), você deve pedir o B1 e o B2 juntos.  Você paga o mesmo valor para tirar ambos, US$ 160. Consulte outros tipos de visto aqui.

Como tirar o visto americano passo a passo

Quando perguntarem se você já teve algum passaporte perdido ou roubado (Have you ever lost a passport or had one stolen?) e você responder que sim (yes) abrirá uma caixa para você explicar o motivo. Escreva sempre em inglês, este é o idioma oficial do formulário. Na dúvida, use o Google Tradutor.

Ao responder sobre o valor do seu rendimento mensal, cuidado! Ele deve ser compatível com a movimentação da sua conta corrente e/ou poupança e com o seu salário ou pró-labore declarados.

Atenção: nunca use vírgulas ou acentos, principalmente nos dados de endereço, cidade e estado, se não dará erro.

Quarto passo | Seus contatos nos Estados Unidos

O consulado quer saber onde você vai se hospedar, quem está pagando sua viagem (caso não seja você mesmo), qual a sua relação com essa pessoa (se for o caso), entre outros detalhes. Quando perguntarem o Contact Person Name in U.S. escreva Do not know. Já na Organization Name in the U.S coloque o nome do hotel onde você vai ficar e no U.S Contact Address, o endereço da hospedagem, mesmo que não tenha feito a reserva ainda.

Se você não tiver nem ideia de onde vai ficar escreva “N/A” (Not Available).

Importante: obviamente que se você conhece alguém e vai justamente ficar na casa dessa pessoa coloque o nome dela em Contact Person Name in U.S.

Quinto passo | Respondendo às questões de segurança

A parte mais chata (mas que chega a ser divertida) é quando você tem que responder a Security and Background Information, já quase no final do formulário. São perguntas, como o próprio nome diz, relacionadas à segurança e você tem que responder YES ou NO. Alguns exemplos:

Você faz parte de organizações armadas ou grupos terroristas?

Você pensa em se prostituir ou incentivar a prostituição nos Estados Unidos?

Você pensa em comercializar armas de fogo nos Staitis?

Você é traficante de drogas?

Então, o que você responderia? Pode colocar “NO” em todas as respostas, partindo do princípio de que você é um homem/mulher de bem!

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Como tirar o visto americano - Formulario DS 160 passo a passo

Ao finalizar o preenchimento aparecerá uma ficha de confirmação do envio. O documento tem um código de barras e é necessário imprimi-lo, já que este papelzinho será responsável pelo andamento de todo o processo. Quando concluí o preenchimento minha foto não aparecia (conforme imagem acima), mas na cópia que enviei para o e-mail, sim, aparecia tudo normal.

Importante: caso não consiga imprimir na hora em que finalizar o preenchimento, mande para seu e-mail e imprima ANTES de ir ao CASV. Se você chegar sem este papel no dia em que for tirar a foto oficial e colher as impressões digitais não vão deixar você nem entrar.

Por outro lado, existe uma pequena máfia organização de prestadores de serviços ao redor dos CASVs esperando os mais esquecidinhos e imprimindo  a folha de confirmação pela bagatela de R$ 30… por página. Mas isso eu explico melhor no próximo post! 😉

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quinta-feira, 21 de novembro de 2013

Rue Sainte-Anne: a Little Tokyo de Paris

Rue Sainte Anne Paris Little Tokio Localizacao

Um pedaço do Japão habita uma rua inteira em Paris. Conhecida como Little Tokyo, a pequena Rue Sainte-Anne reúne alguns dos mais tradicionais (e baratérrimos) restaurantes japoneses da cidade. O local agrega não só lugares bacanas para comer — mas, também, mercadinhos, livrarias e lojas de roupas orientais.

Rue Sainte Anne Paris Little Tokio Lojas

A rua fica no 2º arrondissement. Embora esteja localizado numa região central, o bairro — conhecido pelas passagens cobertas (como a Galerie Vivienne) — não tem nenhum monumento ou atrativo famoso (portanto, não está entre os mais procurados pelos turistas).

Rue Sainte Anne Paris Little Tokio Como chegar

Mas isso é uma questão de geografia teórica. Porque, na prática, temos um ponto turístico célebre a pouco mais de um quilômetro da Rue Sainte-Anne, a Ópera Garnier (que, tecnicamente, fica no 9º arrondissement — bairro da não menos famosa Galerias Lafayette).

Rue Sainte Anne Paris Higuma Como chegar Franca

O metrô mais próximo da Sainte-Anne é a estação Pyramides (linhas 7 e 14) ou a estação Quatre- Setembre (linha 3) para quem chega pelo final da rua. É só entrar na Sainte-Anne para você começar a treinar o seu Arigatô. Em algumas vitrines o cardápio está em — acho — japonês, o que é bom sinal: significa que recebe não só turista, mas grande parte da comunidade oriental da capital francesa.

Apesar de parecidos, cada restaurante tem sua especialidade. O Kunitoraya (39 Rue Sainte – Anne) está focado no Udon (um tipo de macarrão japonês servido em tigelas de sopa) com acompanhamentos fartos de camarão ou tempurá. Em média, sai € 15 cada prato. É um dos mais “caros” e bonitinhos da rua.

Já o Yakiniku (11 bis, Rue Sainte-Anne) faz uma espécie de churrasco corerano (vem uma grelha à mesa e você mesmo frita a sua carne!) acompanhado de molho (a escolher), rolinhos primavera e legumes. Tudo por € 12,50. O local é simples, porém agradável. A comida, divina.

Rue Sainte Anne Paris  Restaurante Higuma Little Tokio Localizacao

Mas o meu preferido é o Higuma (32 bis, Rue Sainte-Anne, quase em frente ao Kunitoraya), uma cantina japonesa tradicional, clássica e sem frescura. Inclusive indico este restaurante no nosso guia O Barato de Paris desde o lançamento do e-book. Aqui, por € 10-12, você garante entrada, bebida e uma tigela enorme de arroz, macarrão ou sopa atolados até o topo com carne, frutos do mar ou salada.

Rue Sainte Anne Paris Higuma Como chegar

Mas (muquiranas, atenção!) por apenas € 7 você pode pedir somente o macarrão (o tradicional yakisoba). Vai ser um dos melhores da sua vida, acredite — e a jarra de água é de graça!

O melhor de tudo é que a cozinha é aberta e fica bem na entrada. Você acompanha todo o preparo dos pratos com direito à correria dos atendentes  e panelas pegando fogo! Rá!

Importante, o Higuma forma filas enormes na porta, mas o giro é rápido. Ah, o horário de funcionamento varia de um restaurante para o outro, mas geralmente abrem às 11h30 e vão até às 22h.

Rue Sainte Anne Paris Little Tokio Localizacao 2 arrondissement

A Rue Sainte-Anne é um marco antropológico em Paris. Serve para você que gosta de comer bem sem reclamar demais e/ou para aqueles que desfrutam sair das rotas tradicionais dos destinos muito manjados. 😉


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Fotos: Sílvia Oliveira 

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terça-feira, 19 de novembro de 2013

Fromagerie Lepic: a sua queijaria em Paris

Le fromagerie Lepic Montmartre Paris - Onde comprar queijos baratos em Paris - Franca

Fromageries são lugares para você se esquecer de que um dia comeu Queijo Prato na vida. Sei que chamar de queijaria tira um pouco do gramur da coisa. Mas as fromageries nada mais são que uma espécie de mercearia especializada num dos itens mais importantes do cardápio francês: o queijim.

O fato: se para mim já era difícil entender o universo obscuro dos vinhos, agora, então… harmonizar um Carménère com um Brie se tornou um desafio para mentes brilhantes.

Le fromagerie Lepic Montmartre Paris - Queijos

É que por aqui existem o Brie de Meaux, o Brie de Montereau, o Brie de Provins e mais um par de bries para você escolher. Rapaiz, eu não sei a diferença nem entre um brie e um camembert, quanto mais… Passo.

Le fromagerie Lepic Montmartre Paris - Onde comprar queijos baratos em Paris

Por isso, zifio, prepare-se. Não faltarão fromageries no seu roteiro pela capital francesa.  Elas estão espalhadas pela cidade. Todo mundo tem uma para indicar. São queijos de primeiríssima qualidade a preços módicos se comparados aos praticados no Brasil.

Le fromagerie Lepic Montmartre Paris

Entre tantas fromageries que conheci (tipassim, de entrar e sair correndo) foi justamente nesta, em frente ao café da Amélie Poulain (que a gente já falou aqui), em Montmartre, que eu me encontrei. Me encontrei mais perdida do que nunca.

Havia queijo duro com crosta mole, queijo mole com crosta dura, queijo fedorento, queijo embolorado, queijo tipo requeijão, queijo picante, adocicado, aromático… Olha, e de pensar que meu repertório mais sofisticado sobre queijos se resumia a muzzarela e cheddar derretido.

Le fromagerie Lepic Montmartre Paris - Onde comprar queijos baratos em Paris - Tabua de queijos

O local, pequeno e modesto, oferece esta variedade incrível de queijos artesanais com eventuais degustações e um dos melhores preços da cidade. Peças inteiras de 300 g saíam por pouco mais de € 3.

Há bandejas — a partir de € 7 — que reúnem várias “espécies” da iguaria, um combo pronto para levar para o hotel ou para o lanche descontraído no Jardim de Luxemburgo. (Essa bandeja gigantona da foto saía por € 13)

Le fromagerie Lepic Montmartre Paris - Queijos Baratos Paris

O bacana aqui foi o ótimo atendimento da vendedora. Ela teve uma paciência de jó com meu francês macarrônico e tentou me explicar sobre origem e textura de algumas peças que me chamaram a atenção.

Para finalizar, bem ao lado há uma épicerie com frutas cheirosíssimas: groselha (GROSELHA!!!), amora e framboesas para acompanhar. O vinho? No mercadinho mais próximo. Voilá!

Le fromagerie Lepic Montmartre Paris - Onde comprar queijos baratos em Paris - Frutas em Frente

SERVIÇO

Fromagerie Lepic

Local: 20, rue Lepic – Montmartre | 75018 – Paris (está em frente ao Café da Amélie Poulain)

Metrô: Blanche (linha 2)

Tel.: +33 1 46 06 90 97

Atenção: lembre-se de que produtos alimentícios artesanais, principalmente os derivados de leite, são proibidos pela Vigilância Sanitária de entrar no Brasil.

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sexta-feira, 15 de novembro de 2013

Paris | Café da Amélie Poulain: ponto de peregrinação em Montmartre

Cafe Amelie Poulain Paris - Como chegar - Les Deus Moulin

Era para ser só mais uma cafeteria de Paris. O local não tem muito charme e passaria batido por você (e por mim) se não fosse um pormenor: aqui foram gravadas diversas cenas do filme O Fabuloso Destino de Amelie Poulain, lançado em 2001.

A personagem principal — interpretada pela fofíssima Audrey Tautou — trabalhava aqui, no Des Deux Moulins, no bairro boêmio de Montmartre.

Cafe Amelie Poulain - Paris - Como chegar - Les Deus Moulin - Montmartre

O longa do diretor Jean-Pierre Jeunet tem fãs enlouquecidos e o “Café da Amélie Poulain” (como ficou conhecido) atrai turistas do mundo inteiro, gente que lota as mesinhas apertadas do lugar.

Nada que seja um inconveniente para os aficionados do filme. A “presença” de Amélie — a carismática garçonete que tinha o dom de realizar os sonhos das pessoas que viviam ao seu redor — é constante.

Cafe Amelie Poulain Paris - Localizacao - Les Deus Moulin

Um enorme cartaz do filme traz o rostinho simpático e travesso da Amélie e ao lado do banheiro um armário deixa à mostra vários objetos usados no filme, um pequeno museu para delírio dos entusiastas da obra (presente!).

A sobremesa mais pedida da casa, o crème brûlée  (€ 8, inclui um café), era a preferida da personagem, que fazia do ato de degustar o doce um rito sensível e solene. Mas eu investi em algo mais refrescante, o Fromage Blanc Miel (€ 5,50) — uma espécie de iogurte natural com mel, que eu amo!

Cafe Amelie Poulain Paris - Como chegar - Les Deus Moulin - Montmartre

O cardápio é variado e oferece café da manhã (servido até meio-dia) com bebida quente (chá, café, cappuccino), suco de laranja, pães, manteiga, presunto, croissant e omelete por € 12; almoço com entrada e prato principal ou prato principal e sobremesa por € 14,80, além de diversos itens para petiscar, como a tradicional batata frita.

Cafe Amelie Poulain Paris - Montamartre - Localizacao - Les Deus Moulin

Vale destacar que os preços costumam ser maiores que os de outros cafés da região, por motivos óbvios. (Mas também não é nenhum absurdo!)

E como não provei nada, além do Fromage Blanc Miel, não tenho como garantir que a comida é a melhor do mundo! Aqui, o que vale é a experiência, aquele pormenor do nosso primeiro parágrafo! 😉

SERVIÇO

Café Des Deux Moulins

Local: 15 rue Lepic |  75018 – Paris

Metrô: Blanche (linha 2)

Tel.: + 33 1 42 54 90 50

Funcionamento: todos os dias, das 7h30 às 2h.

Curiosidade: o café recebeu este nome, Des Deux Moulins, porque está entre dois moinhos (moulin, em francês) famosos do bairro: o Moulin Rouge (um cabaré tradicional fundado em 1889) e o Moulin de la Galette, imortalizado no célebre quadro O Baile no Moulin de la Galette, pintado por Renoir.


Exibir mapa ampliado 

O Café da Amélie Poulain fica perto de:

Moulin Rouge

Moulin de la Galette

Musée de Montmartre

Basílica de Sacré Coeur

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Fotos: Sílvia Oliveira 

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quinta-feira, 14 de novembro de 2013

Paris | Smart Place: hospedagem budget a uma quadra da Gare Du Nord

Smart Place Hotel Economico Paris

Pela segunda vez fui de Londres a Paris com o Eurostar (o trem que atravessa o Canal da Mancha por um… túnel!). Ao chegar à capital francesa o desembarque é na Gare Du Nord, no bairro de Montmartre. Escolhi este hostel basicamente pela localização, está a 100 metros da estação. Era descer do trem e caminhar uma quadra, onde uma cama e um banho quente estariam me esperando.

Reserva |  Pelo Booking.com. O sistema não cobra taxa de reserva e tem cancelamento grátis. (Observe que na política específica do Smart Place, às vezes, a diária é cobrada no ato da reserva, sem possibilidade de reembolso).

Smart Place Hotstel Budget Paris

O quarto | Minúsculo. Eu fiquei num dormitório com seis camas e estava lotado. Mal havia lugar para abrir a mala e não existia tomada para todo mundo. Tive que deixar meu celular carregando na tomada do banheiro que, por sorte, ficava dentro do quarto. (O banheiro, aliás, merece uma ressalva: uma pessoa com sobrepeso não entra no box, é bem apertado!). Mas a cama é boa e, apesar da janela ficar de frente para a rua, não havia muito barulho. Dormi bem.

Wi-fi | Gratuito e rápido, mas só funciona nas áreas públicas do hostel.

Smart Place Hotstel Onde ficar em Paris

Smart Place, Paris: vista do quarto.

Localização | Está a 100 metros da estação de trem e metrô Gare Du Nord, onde chega e sai o Eurostar para Londres e Bruxelas. Já a estação Gare de l’Est (de onde partem os trens para Estrasburgo, Reims e Zurique) fica a 10 minutos a pé. Em 20 minutos caminhando você chega ao coração de Montmartre, onde está a Basílica Sacre Coeur e o famoso cabaré Moulin Rouge.  Se você vier do Aeroporto Charles de Gaulle pegue o RER B (linha azul) e desça na estação Gare du Nord. Facílimo. O hotel fica a 2 minutos a pé da estação.

Check-in | A partir das 15h.

Check-out | Até às 11h. Só aceitam cartões Visa e Mastercard.

Smart Place Hostel Bom e Barato Paris

Atendimento | Simpático. O staff é trilíngue.

Vantagem | No meu caso, a vantagem foi a localização. Além de estar perto da estação onde eu desembarcaria vindo de Londres, o hostel serviu de QG para eu fazer um roteiro a pé por Montmartre. O prédio tem elevador, o que é uma raridade quando se trata de hospedagem econômica em Paris. O banheiro é privativo, mesmo nos quartos coletivos. Ao redor do hostel há vários restaurantes, bares e redes de fast food, além de farmácias e mercadinhos.

Desvantagem | Estou acostumada a ficar em albergues, portanto sei o que vou encontrar: muvuca e pouca privacidade. Em troca disso, você paga uma tarifa mais em conta. Mas o que me incomodou foi a falta de tomadas suficientes para todos os hóspedes do quarto. Não oferece café da manhã.

Preço | A diária nos quartos coletivos está a partir de € 28. Na alta temporada chega a € 35. O quarto de casal sai a partir de € 79. Sem café da manhã, lembrando.

SERVIÇO

Smart Place

Local: 28 rue de Dunkerque, 10 – Gare du Nord,| 75010 Paris

Tel.: + 33 (1) 48 78 25 14

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Fotos: Sílvia Oliveira 

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quarta-feira, 06 de novembro de 2013

Sílvia Oliveira, a moça do tempo.

Relampago

Responder aos comentários do blog é um excelente exercício para elevar a autoestima. Não há pergunta que não venha acompanhada de “primeiramente, gostaria de te parabenizar” ou “adoro seu blog” ou “nossa, maravilhoso esse seu site” ou “você salvou minha vida”.

Sou realmente feliz cuidando e atendendo os pedidos de socorro dos meus Matraquetes. Aprendo muito, de verdade.  A maioria dos leitores me faz pensar e buscar informações pertinentes. Mas nem sempre o Momento Shinyashiki dura muito. Em alguns casos, o abatimento e a desesperança vêm logo em seguida, na segunda frase.

— Como faço para reservar este hotel que você indica, será que tem disponibilidade de 06/12 a 09/12 para um casal?

Eu respondo: Olá, Fulano! As informações de como fazer a reserva e os contatos do hotel estão no rodapé do post. Abraço!

Mas gostaria de responder: LEIA O POST, SANTA!

— Poderia me mandar o catálogo dessa loja de doces de Tiradentes, quero revendê-los na minha cidade.

Eu respondo: Olá, Ciclano! Eu só visitei o local, não trabalho com isso. Por gentileza, entre em contato diretamente com o estabelecimento. Abraço!

Mas gostaria de responder: NÃO SOMOS UMA LOJA DE DOCES MINEIROS, INTELIGENÇA PURA!

— Não estou conseguindo fazer a reserva no barco de Buenos Aires a Colonia del Sacramento, poderia me ajudar?

Eu respondo: Olá, Beltrano! Tente refazer a reserva e confira todos os dados. Caso não consiga, solicite a ajuda de um agente de viagem! Abraço!

Mas gostaria de responder: NÃO. O MATRAQUEANDO É UM BLOG, AMYGUE, NÃO UMA AGÊNCIA DE VIAGEM. DÃH!

— Meu filho acaba de completar dois anos, você acha que devo levá-lo para o Deserto do Atacama?

Eu respondo: Olha, isso depende muito do seu estilo, comportamento da criança e vontade de enfrentar novos desafios. Alguns destinos exigem mais do que outros. Mas sempre vale a pena viajar com as crianças quando se tem claro quais são nossas expectativas. Abraço!

Mas gostaria de responder: FIA, NÃO TENHO A MENOR IDEIA. NÃO CONHEÇO O GRAU DAS BIRRAS DO SEU BACURI NEM O TAMANHO DA SUA DISPOSIÇÃO. SE VOCÊ TAMBÉM NÃO TEM ISSO MUITO CLARO, FIQUE EM CASA!

A lista é extensa. Mas uma das perguntas que mais me sobressalta é aquela que quer saber como vai estar o clima em determinado período do ano em… Viena. Mas você pode trocar Viena por Gramado, Lisboa, Orlando, Curitiba ou Santiago.

A pessoa não fica contente em saber que na época do ano em que ela vai viajar é outono ou primavera. Ou inverno ou verão. Ela quer saber a temperatura exata. De preferência se vai chover ou não. Neva? E arremata: que roupa devo levar?

Eu respondo: Olá! Faça assim, uns 10 dias antes da sua viagem entre em sites especializados em previsão do tempo e informe-se por lá. Vai ser mais seguro. Abraço!

Mas gostaria de responder: TAQUEUPARIU, NÊGO! VOCÊ ACHA QUE TENHO BOLA DE CRISTAL? LIGUE PARA A MÃE DINAH, PORRA!

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Sílvia Oliveira é blogueira de viagens especializada na Convergência do Atlântico Sul. Sabe identificar imagens do satélite e faixas de nebulosidade. Tem a Tábua de Marés na ponta da língua e já memorizou o horário do nascer e pôr do sol de todas as capitais brasileiras.

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Esta é uma obra de ficção. Qualquer semelhança com alguma pergunta já feita por você é mera coincidência.
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Por favor, deixem o turista em paz!

Pela atenção, muito obrigado!

Generalizar é pecado

Foto: Csaba Vero | Stock Xchng

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sexta-feira, 01 de novembro de 2013

Por trás da Portinha de Belém

Portinha Belem Salgados

Não é apelido. Portinha é o nome — perfeito —  da… seria lanchonete? Bar? Boteco? Não há definição que possa fazer jus ao que você vai encontrar atrás daquela, literalmente, portinha.

O local não tem placa. Fica numa apertada ruela da cidade velha. Apenas uma mesa e três cadeiras. E mais dois bancos para os menos exigentes.  Só abre às sextas, sábados e domingos — o que reforça o mito. Sempre a partir das cinco da tarde.

Portinha Belem Esfiha de Pato Tucupi Jambu 01

Dito isso, programe-se para que sua viagem a Belém caia num fim de semana. Só aqui, na Portinha, você poderá provar os salgados mais incríveis da cidade. E não estamos falando de coxinha de frango com catupiry. A Portinha conseguiu transformar quitutes cotidianos em alta gastronomia paraense.

Portinha Belem Esfiha de Pato Tucupi Jambu

Faço referência à perfeita Esfiha de Pato com Jambu e Tucupi (meu pedido), Embrulhadinho de Pirarucu com Jambu e Queijo Cuia, Folhado Recheado com Pupunha e o famoso Pão da Portinha, um acecipe com recheio de peito de peru, jambu e palmito.

O jambu, para quem não sabe, é uma erva típica da Amazônia, geralmente preparada como uma couve refogada e que tem o poder sensacional de amortecer a língua e os lábios.

Portinha Belem Bolo Chocolate Cupuacu Castanha do Para

A Portinha também serve algumas comidas típicas como maniçoba, arroz com jambu, tacacá e pedaços estratosféricos de bolo com frutas regionais. Caímos de boca na torta de chocolate com cupuaçu e castanha-do-pará. Tudo pode ser acompanhado por sucos de frutas regionais ou o tradicional guaraná Cerpa.

Não pense que a Portinha é um supersegredo da capital paraense. Todo mundo conhece, indica e quer ir à Portinha. Filas são comuns em frente do estabelecimento.

Portinha Belem Como chegar Localizacao

Nós fomos num sexta-feira. Às dez para cinco já fazíamos plantão no local. Para nossa sorte, o dono abriu um pouquinho mais cedo naquele dia e fomos um dos primeiros a ser atendidos. Comemos por ali mesmo porque conseguimos nos acomodar na única mesa disponível no estabelecimento.

Mas prepare-se para comer em pé e do lado de fora da Portinha, porque ali dentro não cabem mais do que cinco pessoas.  Ou compre para levar e comer no hotel ou tranquilamente na praça em frente a Catedral da Sé, a 500 metros dali!

SERVIÇO

Portinha

Local: Rua Doutor Malcher, 434 | Cidade Velha | Belém – PA

Funcionamento: de sexta a domingo, das 17h às 22h.

Tel.: (91) 3223-0922

Dica da Matraca: tente chegar à Portinha de táxi, principalmente se você for à noite. Caminhar pela área não me pareceu muito amigável. Caso prefira ir andando proteja seus pertences e redobre a atenção, como faria em qualquer região central das grandes cidades.


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Fotos: Sílvia Oliveira
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Minha viagem ao Pará faz parte da Expedição Brasil Express II – projeto do Matraqueando que leva recortes do nosso país até você.

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quarta-feira, 30 de outubro de 2013

Feira do Açaí, Belém: a essência da identidade paraense

Feira do Acai Belem Para 04

Às cinco da matina saltamos do táxi na Praça do Relógio. Estava escuro e a região portuária não parecia muito amigável. Eu carregava uma Mariana sonolenta no colo enquanto o Raul abria caminho para a gente passar pela calçada apinhada de gente. Chegamos na hora do rush.

— Vamu rápido, Damião! – gritava apressado um carregador com três cestos de açaí na cabeça. (Cada um pesa 15 quilos.)

Feira do Acai Belem Para 09

A movimentação ao lado do Mercado Ver o Peso começa cedo. Por volta da 1h da manhã chegam os primeiros barcos abastecidos com toneladas de açaí recém-colhidas da floresta e ilhas da região.

Feira do Acai Belem Para 01

Durante a madrugada, o enorme pátio — emoldurado pelo Forte do Castelo e pela Baia do Guajará — se transforma numa das cenas mais singulares do Brasil. Alguns milhares de cestos, chamados de paneiros, tomam conta do local e proporcionam aquela experiência antropológica, autêntica e única que todo turista gostaria de ter.

A Feira do Açaí de Belém é puro turismo de contemplação. Não se faz nada muito diferente senão observar o vai e vem dos carregadores, a pintura naïf formada pelos barquinhos ancorados, a história que passa de geração em geração, a formação da economia popular e a preservação da identidade.

Feira do Acai Belem Para 02

É a memória de uma região, onde o consumo de açaí em litros chega a ser o dobro do consumo de leite. (Pai d’égua! – pensei.)

— Dá licença, moça bonita! – pede outro carregador, esbaforido. (A moça bonita era eu, em transe atrapalhando o trabalho da rapaziada. Paixonei, claro!)

Como o açaí é muito perecível a negociação após o descarregamento é rápida. Os vendedores, aos berros, tentam oferecer o melhor preço — que varia de acordo com o grau de maturação, tamanho e variedade.

Feira do Acai Belem Para 03

Vai pagar mais caro quem quiser levar o famoso Açaí Branco que, na verdade, é verde. Embora não pareça, esta espécie mais exótica da fruta já alcançou seu grau máximo de maturação, mas não mudou de cor. Como chega em menor quantidade, o Açaí Branco é vendido como se fosse uma iguaria, quase uma trufa paraense. Tem sabor diferenciado, dizem.

— Simbora, menina, olha o passo! (A menina era eu, ainda em transe atrapalhando o trabalho da rapaziada. Largada de amor!)

Feira do Acai Belem Para 08

Comprador é o que não falta. O Pará é o maior produtor nacional da frutinha, o que corresponde a 85% do total produzido no Brasil. Sem contar que o próprio paraense é um consumidor compulsivo do açaí. Mas esqueça a granola e a banana.

Por aqui, o açaí acompanha peixe, farinha e camarão. Também vira mingau, suco ou sorvete. Muita gente come sem açúcar durante as refeições. Já quem adoça está com a sobremesa garantida.

Feira do Acai Belem Para 05

O sol nasce e o descarregamento diminui. Lá pelas 7h da manhã você só vê os cestos vazios, empilhados de cabeça para baixo. A esta hora, bares, restaurantes, sorveterias e lanchonetes  — não só da capital, mas de toda a região — já estão abastecidos com o fruto negro-arroxeado. O açaí passará por uma despolpadeira até se transformar naquele caldo grosso (ou mais fino, depende do freguês) chamado “vinho do açaí”.

Feira do Acai Belem Para 07

Também já havia chegado minha hora de partir. (Valeu, Riq Freire, se não fosse esse seu post eu não teria vindo até aqui!) O Mercado do Peixe, logo ao lado, me esperava. Mas tive uma espécie de delirium tremens, aquela psicose causada pela ausência de algo que eu não poderia voltar a experimentar tão cedo. Feira do Açaí você só encontra em um único lugar do mundo: Belém.

Não queria abandonar aquela dança sincronizada, os frutos simetricamente organizados, o moça bonita, a coreografia perfeita do tira o cesto do barco, descarrega no pátio, volta para o barco, tira do barco

“— Simbora, menina, olha o passo!”

Feira do Acai Belem Para  06

SERVIÇO

Feira do Açaí
Local: ao lado do Mercado Ver o Peso, entre a Praça do Relógio e o Forte do Castelo.
Horário: madrugada adentro, com horário de pico entre 5h e 6h.

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Fotos: Raul Mattar

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sábado, 28 de setembro de 2013

Próxima parada da Expedição Brasil Express: Belém e Ilha de Marajó

Esta viagem está um ano atrasada. Minha visita a Belém foi programada para acontecer de 02 a 07 de outubro de 2012. Cheguei a emitir as passagens com apenas 6 mil milhas (ida e volta). Mas uma sequência de compromissos profissionais me obrigou a cancelar o passeio em cima do laço.

Foi um deus-nos-acuda. Com o adiamento da parada em Belém eu atrasaria uns oito meses o encerramento dessa segunda fase da Expedição Brasil Express, uma vez que as viagens para Paraíba a Sergipe já estavam agendadas para logo em seguida.

Depois disso começaria a temporada de chuvas na região amazônica. O que me restou foi esperar novamente a melhor época para conhecer a capital do Pará. Assim como estava previsto no ano passado, vou para Belém uma semana antes do Círio de Nazaré, a maior manifestação católica do Brasil e uma das maiores do mundo.

Como hospedagem e avião durante o evento (que acontece no segundo domingo de outubro) têm valores impraticáveis vou fazer uma espécie de preparativos do Círio. Rá! A boa nova dessa viagem é que vou incluir a Ilha de Marajó (no ano passado eu só ia para Belém mesmo), um avanço na minha linha espiritual de viajante urbanóide. :mrgreen:

Quando você estiver lendo esse post provavelmente já terei embarcado. Acompanhe tudo pelo nosso Instagram e curta nossa Fanpage para ficar por dentro desse pedaço precioso do Brasil.

Por onde a Expedição Brasil Express já passou:

Aracaju

Canindé de São Francisco

Inhotim

João Pessoa 

Laranjeiras

Lençóis Maranhenses  Sílvia Oliveira Personagem 200

Maceió

Manaus

Natal

Olinda

Piranhas

Recife

São Luís

 

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sexta-feira, 27 de setembro de 2013

Aracaju | Celi Hotel: hospedagem 4 estrelas com ótimo preço em frente à praia de Atalaia

Celi Hotel Aracaju - fachada

Ficamos em dois hotéis em Aracaju. Na ida, antes de fazer os passeios ao Cânion do Xingó e à Rota do Cangaço, nos hospedamos no Íbis, que fica no centro da cidade — longe da praia. Na época (março de 2013), conseguimos uma tarifa boa via web (R$ 103 para casal e uma criança). Mesmo pagando o café da manhã à parte ficava mais em conta que outros hotéis deste padrão.

A localização do Íbis foi interessante para nós — que fazemos tudo por conta e evitamos táxi  — porque ele fica mais perto da rodoviária (de onde saem os ônibus para as cidades históricas de Laranjeiras e São Cristóvão) e do Museu da Gente Sergipana.

Celi Hotel Aracaju - quarto

Mas quando voltamos do sertão, nossa opção era ficar na praia e num hotel de categoria melhor. A ideia era fechar a viagem com aquele up grade necessário para manter a beleza. :mrgreen: Optamos pelo Celi Hotel, que tinha uma excelente avaliação no Booking.com e, por ter padrão 4 estrelas, apresentava uma tarifa com ótimo custo benefício.

Reserva | Pelo Booking.com. O sistema não cobra taxa de reserva e tem cancelamento grátis.

O quarto | Ótimo. Embora não seja gigante é muito confortável. Tem decoração moderna e as instalações são novas (reformadas). Tem ar condicionado, frigobar, TV LCD com canais a cabo, secador de cabelo e mesa de trabalho.

Celi Hotel Aracaju - cafe da manha 01

Wi-fi | Grátis e funciona bem.

Localização | Em frente à orla da Praia de Atalaia, a mais famosa de Aracaju.

Check-in | Rápido. A entrada é a partir das 14h.

Check-out | Tranquilo. Saída até às 12h. Não cobram taxa de serviço.

Atendimento | Simpático e solícito.

Celi Hotel Aracaju - cafe da manha

Vantagem | Fica na praia mais estruturada de Aracaju e está bem em frente ao excelente restaurante Maria Flor. O aeroporto fica a 5 minutos de carro. O hotel conta com academia, piscina e o café da manhã é completíssimo. Tem produtos frescos, variedade de frutas, sucos, pães,  frios e até um saxofonista tocando ao vivo.

Desvantagem | Não encontrei.

Preço | A partir de R$ 199, quarto duplo. Crianças de até 7 anos são acomodadas gratuitamente com os pais.

SERVIÇO

Celi Hotel

Local: Avenida Oceânica, 500 – Atalaia | Aracaju – SE

Tel.: (79) 2107-8000


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Museu da Gente Sergipana: primeiro centro multimídia do Nordeste

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Fotos: Sílvia Oliveira

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quarta-feira, 25 de setembro de 2013

Museu da Gente Sergipana, Aracaju: primeiro centro multimídia do Nordeste

Museu da Gente Sergipana Aracaju - Fachada

Enrolei para fazer este post porque já desconfiava que daria nisso: nenhuma foto ou relato consegue expressar a experiência que você vai ter ao visitar o Museu da Gente Sergipana em Aracaju. Para os vidrados em história, causos e cultura, o complexo é quase um parque temático lúdico e interativo, com a vantagem de que aqui você não vai precisar de tobogã algum para sentir a emoção à flor da pele. E melhor: é de graça!

Museu da Gente Sergipana - Carrosel

Ao mapear a segunda edição da Expedição Brasil Express no ano passado incluí o Sergipe de cara. Mas não pense que o Cânion do Xingó estava em primeiro lugar na minha lista. Eu estava intrigada com o novo centro multimídia inaugurado há pouco mais de um ano na capital do estado.

Museu da Gente Sergipana - Cafe da Gente - Aracaju com criancas

Algo que acendeu meu “alerta motor” foi descobrir que a concepção artística do Museu da Gente Sergipana foi de Marcello Dantas, a mesma pessoa que fez o extraordinário Museu da Língua Portuguesa, em São Paulo (um dos meus preferidos no mundo!)

Museu da Gente Sergipana Aracaju - Piao

Museu da Gente Sergipana Aracaju - Jogo do Piao

A confirmação do potencial do atrativo veio alguns meses depois, quando o museu foi eleito a Atração do Ano pelo Guia Quatro Rodas 2013. Aracaju, aliás,  é a primeira capital nordestina a ter um museu multimídia voltado para a preservação do passado, resgate da memória e construção do cotidiano.

Museu da Gente Sergipana Aracaju - Rede

Museu da Gente Sergipana Aracaju - Mapa e Rede

O museu é uma celebração da identidade do povo sergipano, gente que vive num estado tão pequenininho, mas com enorme diversidade —  que vai da comida aos diferentes sotaques.

Logo que você passa pelo Foyer (a principal área de circulação na entrada do museu) você chega ao Átrio, onde é possível passear sobre um mapa do estado. Em cada região há um fone para você escutar a forma de falar daquele determinado pedaço do Sergipe.

Museu da Gente Sergipana Aracaju - Multimidia

O circuito dentro do museu é livre, embora exista visita guiada. Mas há monitores em todas as salas caso precise de alguma informação adicional. O museu tem uma narrativa pouco linear. Não se trata de uma autobiografia datada cronologicamente.

Museu da Gente Sergipana Aracaju - Vendinha

Museu da Gente Sergipana Aracaju - Venda

O complexo está dividido por áreas temáticas: Nossas feiras (onde você regateia um desconto com um feirante virtual), Nossos Falares ( instalações que apresentam palavras e expressões da oralidade sergipana), Nossos Leitos (uma barquinho leva você pela fauna e flora do estado), Nossos Pratos (onde montamos virtualmente receitas típicas), Nossas Roças, Nossas Praças, Nossas Histórias, Nossos Cabras (retrata gente importante da terra) Nossos Marcos, Nossas Festas, Nossas Coisinhas e Nossos Trajes.

Museu da Gente Sergipana Aracaju - Amarelinha

Museu da Gente Sergipana Aracaju - Amarelinha - Mariana

Na sala Nossas Festas um divertido jogo de amarelinha recria um ambiente alegre com os principais marcos folclóricos do estado. É só jogar o enorme cubo para ativar vídeos com as principais festas do estado.

Museu da Gente Sergipana Aracaju - Repentistas

O local é perfeito para adultos e crianças. Como é altamente interativo você fica duas horas ali dentro e nem vai sentir o tempo passar. Eu, particularmente, adorei as salas do Repente e da Literatura de Cordel. No pequeno estúdio de gravação do repente, por exemplo, você cria a sua trova e, se quiser, publica o desafio no You Tube na mesma hora.

Museu da Gente Sergipana Aracaju - Literatuta de Cordel

Com a Literatura de Cordel é a mesma coisa. Você escolhe um tema e, em seguida, o texto começa a passar numa telinha à sua frente. Você declama o livrinho e depois manda para o You Tube. Pena que no dia em que fomos o sistema estava travando e não conseguimos publicar nada na internet.

Museu da Gente Sergipana Aracaju - Paredes

O Museu da Gente Sergipana está num prédio de 1926 que foi  totalmente restaurado para receber o atrativo. Uma das salas abriga fotos do local antes e depois de reformado. É impressionante o que a boa vontade política pode fazer pelo patrimônio, cultura e memória de um lugar.

Museu da Gente Sergipana - Cafe da Gente

Museu da Gente Sergipana - Cafe da Gente - Almoco

Você pode finalizar o passeio no Café da Gente, um pequeno restaurante e lanchonete nos fundos do museu. Petiscamos dadinhos de tapioca, petit gateau de carne seca (um bolinho de macaxeira recheado) e um prato executivo com frango e batatas que eu dividi com a Mariana. Não me lembro o preço exato de cada coisa, mas a conta ficou em uns R$ 50, com a bebida.

SERVIÇO

Museu da Gente Sergipana

Local: Rua Ivo Prado, 398 – Centro | Aracaju – SE

Tel.: (79) 3218-1551

Horários:  de terça a sexta, 10h às 17; sábado, domingo e feriados, 10h às 16h. O Café da Gente funciona de terça a domingo (inclusive feriados) das 10h às 20h. Fechado às segundas e nos dias 24, 25 e 31 de dezembro, 01 de janeiro, 07 de setembro e terça-feira de carnaval.

Entrada: gratuita

Como chegar: o museu está na região central de Aracaju. Para quem for de carro há estacionamento gratuito. Existem diversas linhas de transporte público que passam por aqui. Saindo de Atalaia (principal praia de Aracaju) pegue as linhas Santa Tereza – Bairro Industrial 008 ou Circular Cidade 01 -5001. Se você estiver no terminal de Integração Sul (Atalaia) pegue o Fernando Collor – Atalaia 007 ou Circular Cidade 01 –  5001

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Museo de los niños em Buenos Aires

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Minha viagem ao Sergipe faz parte da Expedição Brasil Express II – projeto do matraqueando que leva recortes do Brasil até você.

Fotos: Raul Matar

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quinta-feira, 19 de setembro de 2013

Parque Estadual de Vila Velha, Paraná: sítio geológico de 300 milhões de anos está a uma hora de Curitiba

Parque Estadual Vila Velha - Ponta Grossa - Parana - Arenitos 2

Inconcebível, mas eu ainda não havia falado uma única linha sequer sobre um dos atrativos naturais mais importantes do Paraná (e de quebra, do Brasil). Fica aqui do ladinho, no município de Ponta Grossa — a menos de 100 quilômetros da capital.

Perfeito para um bate e volta desde Curitiba. A ideia vale tanto para nós moradores da região quanto para os turistas dispostos a conhecer umas das formações geológicas mais sensacionais do país.

Parque Estadual Vila Velha - Ponta Grossa - Parana - Arenitos 7

O parque é uma unidade de conservação formada por três pontos: os Arenitos (formações rochosas que ganharam formas inusitadas), Furnas (grandes crateras com água no fundo) e a Lagoa Dourada que, ao pôr do sol, fica iluminada com os raios refletidos sobre o leito.

Durante 3 anos o parque ficou fechado para revitalização. Áreas foram recuperadas e trilhas, construídas. Os passeios agora são todos feitos por caminhos de pedras. Tudo sinalizado e com guias treinados.

Parque Estadual Vila Velha - Ponta Grossa - Parana - Arenitos 10

Parque Estadual Vila Velha - Ponta Grossa - Parana - Guias

Mas nem sempre foi assim. Quando era criança — e íamos à praia, vindo de Londrina — meus pais paravam em Vila Velha (Ow, não confundir com aquela Vilha Velha do Espírito Santo. A nossa fica no Sul!) No meu tempo, século passado, era um parque aberto para farofada. O pessoal fazia churrasco, piquenique ou acampava.

Não havia controle nem política de preservação, embora fosse tombado pelo Patrimônio Histórico e Artístico do estado desde 1966. O visitante fazia tudo por conta sem qualquer orientação. As pessoas subiam nos arenitos, deixavam marcas nas pedras, enfim, era um passeio livre de qualquer comprometimento ambiental.

Parque Estadual Vila Velha - Parana - Camelo

Na foto à direita aparece a primeira forma esculpida pelo tempo: o camelo.

Voltar ao parque com a Mariana foi uma experiência inusitada. Projetei nela as mesmas expectativas que tínhamos ao visitar Vila Velha 30 anos atrás, quando achávamos o máximo identificar as figuras nas rochas.

Estamos falando de uma formação geológica que remonta ao período chamado “Carbonífero” — coisa de 340 milhões de anos, no mínimo. Isso tudo já foi mar (verdade!) e sabe-se lá se algum dinossauro já não viveu por aqui (teoria conspiratória da Matracapédia).

Parque Estadual Vila Velha Parana Como Chegar 1

Parque Estadual Vila Velha Parana Como Chegar 2

Ao chegar ao centro de visitantes você tem a opção de fazer dois passeios: o que leva aos Arenitos (os ônibus especiais nos deixam no começo da trilha e saem a cada 40 minutos) e outro que leva às Furnas (inclui a Lagoa Dourada, com saídas às 11h, 13h e 15h). Ambos são guiados e o turista embarca em veículos próprios do parque. Há estacionamento gratuito para você deixar seu carro.

Parque Estadual Vila Velha - Ponta Grossa - Parana - Arenitos 13

A trilha completa dos arenitos tem 2600 metros. Mas existe a parte curta — 1110 metros —  que pode ser feita em aproximadamente 40 minutos. Leve protetor solar, boné e água. O sol e o mormaço torram. Para as crianças esse passeio é o mais divertido.

Nos arenitos, a ação dos ventos e das chuvas modelou formas que dão margem à imaginação. Então aparecem o camelo, a garrafa, a bota, o índio e a taça (o cartão postal do parque), tudo esculpido naturalmente ao longo dos milhares de anos.

Parque Estadual Vila Velha - Ponta Grossa - Parana - Garrafa

O buraco vertical escavado na rocha tem a forma de uma garrafa. (Ah, faça um esforço criativo, vai!)

Parque Estadual Vila Velha - Ponta Grossa - Parana - Arenitos 17

Os arenitos têm altura média de 20 metros, podendo chegar a 30 em algumas áreas do terreno. Durante o percurso o guia dá diversas informações sobre a importância ambiental e ecológica do lugar, além de uma pequena aula de geologia. (A coisa é complexa, vai de placas tectônicas, era glacial a material arenoso com óxido de ferro).  Aliás, foi essa sedimentação com o tal óxido de ferro que deu esta cor avermelhada às rochas.

Parque Estadual Vila Velha - Ponta Grossa - Parana - Arenitos 9

Parque Estadual Vila Velha - Ponta Grossa - Parana - Bota

Para os mais lúdicos isso é uma bota.  As crianças adoram!

Quando termina a parte curta da trilha — onde estão as principais “figuras” de arenito — você pode continuar com o guia e concluir o percurso (que passa por paredões de rocha, uma espécie de bosque) ou pegar o ônibus de volta ao centro de visitantes. Nós ficamos só com a parte curta, mas a Cris Tomasi do blog Carpe Diem fez a trilha completa e achou que foi a parte mais bonita do passeio. Confira aqui o delicioso relato da Cris.

Parque Estadual Vila Velha - Parana - Taca

A trilha curta do arenitos termina na célebre Taça, o cartão postal do Parque Estadual de Vila Velha

Parque Estadual Vila Velha Parana Como Chegar 5

Todos os animais do parque vivem no seu habitat natural. São mais de 300 espécies entre pássaros, répteis e mamíferos. Não se assuste se você topar com algum deles como esta cobrinha simpática que apareceu para dar oi aos visitantes do dia.

Parque Estadual Vila Velha - Parana

Já as trilhas que levam às Furnas e à Lagoa Dourada são tão lindas e interessantes quanto a rota dos arenitos. Novamente você pega o ônibus especial (repito, para este passeio só há três saídas diárias: 11h, 13h e 15h) que circula por cinco quilômetros até chegar ao início do caminho a ser percorrido.

Parque Estadual Vila Velha Parana Como Chegar 3

A Trilha Furnas tem 500 metros em formato circular e grau de dificuldade leve. Antes de começar a caminhar o guia dá todas as explicações de como foram formadas estas gigantes crateras (coisa de milhões de anos, gente!), algumas com mais de 100 metros de profundidade.

Parque Estadual Vila Velha - Ponta Grossa - Parana - Elevador Furnas

O antigo elevador que levava os turistas até o fundo da Furna 1

Vila Velha Parana bate e volta de Curitiba

Parque Estadual Vila Velha - Ponta Grossa - Parana - Furnas

A cratera de uma das furnas do parque: 100 metros de profundidade

Até 2001 (quando o parque foi finalmente fechado para revitalização) um elevador levava os turistas até o fundo da furna e você podia chegar bem pertinho do lençol de águas. Era magnífico! Mas o elevador foi interditado por tempo indeterminado (problemas de manutenção e poluição ambiental) e hoje a única visão que temos do buracão é dos mirantes. Mesmo assim, é deslumbrante igual.

Parque Estadual Vila Velha - Ponta Grossa - Parana - Lagoa Dourada 1

Lagoa Dourada: uma furna em estágio final

O trecho de 400 metros que leva à Lagoa Dourada causa grande expectativa. Todo mundo pensa que vai encontrar água reluzindo ouro. Não é bem assim. De fato, a lagoa é linda com água cristalina e transparente. É possível ver cardumes de peixes por ali. Dizem que o melhor horário para este passeio é no fim do dia, durante o pôr do sol, quando os raios solares refletem na água — o que daria essa ilusão de ótica de “lagoa dourada”.

Parque Estadual Vila Velha - Ponta Grossa - Parana - Lagoa Dourada 2

A informação que me deixou de boca aberta é que a Lagoa Dourada é uma furna em estágio final (já não me lembrava disso). Há míseros 12 milhões de anos ela já foi como aquela craterona onde a gente descia de elevador. Nesse curto espaço de tempo ela foi se sedimentando, se desmanchando até chegar ao que é hoje, uma belíssima lagoa, simplesmente.  Tudo isso para você, aqui do ladinho.

SERVIÇO

Parque Estadual de Vila Velha  (não tem site)

Local: Rodovia BR 376 – KM 515 | Ponta Grossa – PR (uma hora de Curitiba)

Tel.: (42) 3228-1138 e 3228-1539

Visitação: quarta a segunda, 8h30 às 17h30, mas — atenção — a entrada só é permitida até às 15h30. Fechado às terças-feiras.

Entrada: R$ 18 (Arenitos, Furnas e Lagoa Dourada), R$ 10 (Arenitos) e R$ 8 (Furnas e Lagoa Dourada). Estudantes pagam meia. Pessoa com mais de 60 anos e crianças até 6 anos não pagam.

Estrutura: o centro de visitação tem banheiros e lanchonete (que não aceita cartões, só dinheiro) e uma lojinha básica de artesanato e souvenir.

Quanto tempo dura os passeios: a primeira parte dos Arenitos você faz em 40 minutos, já o percurso completo pode chegar a 1h30. O roteiro por Furnas e Lagoa Dourada leva 2 horas.

Como chegar ao Parque Estadual de Vila Velha saindo de Curitiba

De carro | Pegue a BR 376 sentido Ponta Grossa. Existem dois pedágios (R$ 6,40 e R$ 9,20). Lembrando que você paga dois na ida e dois na volta. Ao chegar próximo ao parque você já começa a avistar os arenitos da rodovia. É só seguir as placas. O trajeto tem pouco menos de 90 km e pode ser feito em 1h. A estrada é ótima. (Também, com esse pedágio absurdo não poderia ser diferente!)

De ônibus | A Viação Princesa dos Campos faz a rota Curitiba – Ponta Grossa com parada em frente ao parque (que fica na rodovia, praticamente no meio do nada). Existem vários horários saindo de Curitiba (veja aqui) . Mas na volta a Curitiba ele só para em frente ao parque às 15h15. Passagem a partir de R$ 27 (só ida).

ATENÇÃO | Caso você queira voltar depois deste horário (ou perca o ônibus) há a opção de pegar o coletivo 153 (linha Vila Velha Panorâmio) da Viação Campos Gerais que faz o trajeto Vila Velha – Ponta Grossa (20 km). O último coletivo sai de Vilha Velha às 17h45 de segunda a sexta e às 18h aos sábados, domingos e feriados. (Ligue antes na viação para confirmar se os horários continuam os mesmos!)  Daí, você vai até Ponta Grossa e de lá volta a Curitiba com a Viação Princesa dos Campos. A logística, neste caso, é complexa. Prepare-se para possíveis perrengues.

Dica da Matraca: se você estiver em duas ou mais pessoas, a opção mais prática e  econômica para chegar ao Parque Estadual de Vila Velha é de carro. Para viajantes sozinhos que não queiram pegar na boleia sugiro contratar uma excursão. As agências cobram entre R$ 150 e R$ 200 por pessoa e o passeio dura o dia inteiro.

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Leia aqui tudo o que a gente já publicou sobre Curitiba e arredores!

Leia aqui tudo o que a gente já publicou sobre o Paraná!

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Fotos: Sílvia Oliveira

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quarta-feira, 11 de setembro de 2013

O dia em que um caminhão me levou de volta ao Deserto do Atacama | Por Raul Mattar

Você que me acompanha já sabe: sou presidenta do fã clube da Sula Miranda, o Matraqueando é especializado em Fórmula Truck e o Raul nunca perdeu um único episódio da série Carga Pesada. (Valeu, Bino!)

Graças a esse histórico brilhante não me surpreendeu nada o convite da Ford Brasil para que participássemos da coletiva de imprensa que lançou os novos caminhões extrapesados da empresa… no Deserto do Atacama. Rá! A montadora levou mais de 40 jornalistas ao Chile, entre eles blogueiros de diversos nichos — como tecnologia, música e viagem.

Como de praxe, convoquei nosso colaborador máster, Raul Mattar — agora promovido a correspondente internacional — para fazer a cobertura do lançamento.  (Alguém, por favor, diga “menos” ao rapaz!).

Já havíamos estado no Atacama há 3 anos o que nos rendeu algumas das mais belas reportagens do Matraca News. Neste post você poderá não só conhecer os caminhões,  nossa especialidade :mrgreen: — como revisitar todos os passeios que fizemos por lá.

Nosso enviado especial conta como foi!

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Texto, fotos e vídeo | Raul Mattar

Deserto Atacama Coletiva Imprensa Ford

Subi na vida. De redator (in)voluntário da Bagaça News fui alçado a correspondente internacional em apenas dois meses de trabalho… forçado. Ao ser convocado para cobrir a coletiva de imprensa que lançaria os novos caminhões extrapesados da Ford fiquei meio assim, na dúvida. O meu entendimento sobre caminhões é proporcional ao que sei sobre física quântica.

Deserto Atacama Chile - Valle

Deserto Atacama Chile - Valle de la Luna

Mas a Matraca explicou: trata-se de uma estratégia da Ford. Eles não querem tão somente especialistas, mas blogueiros referências em seus respectivos nichos repassando suas impressões, tipo momento-marisa… um relato de leitor para leitor. (As mídias sociais têm dessas coisas, razões que a própria razão desconhece!)

Deserto Atacama San pedro de Atacama como chegar

Eu já havia visitado a região. Há 3 anos destrinchamos Santiago e o Atacama, até hoje uma das séries mais acessadas do Matraqueando (dados da redação). A porta de entrada para o deserto é a cidade de San Pedro de Atacama, um vilarejo feito com casas de barro e seus telhados de palha. Apesar de estar localizada no deserto mais árido do mundo não dá para dizer que não chove nunca. Recentemente nevou na cidade e no ano passado uma tormenta causou estragos na região.

– Como chegar a San Pedro de Atacama, no Chile

E-book | O Barato de Santiago | Baixe agora mesmo o seu!

Deserto Atacama Caminhoes valles

Deserto Atacama Chile - Salar Flamingos

Todo e qualquer tour que você faça por aqui vai resultar em um “óóóóhhh”. As paisagens são lunares, você está cercado por vulcões — ativos — e os passeios, alguns chegam a mais de 4 mil metros de altitude, são insólitos de tão extraordinários. Mas desbravar a região tem seu preço: a pele resseca, os lábios racham, os olhos ficam secos e a garganta coça.

Faz muito calor durante o dia e muito frio durante à noite. No inverno, as temperaturas caem facilmente a abaixo de zero. Você tem que estar prevenido e levar como kit-básico um protetor solar, hidratante labial e colírio que imita lágrima.

– Manual de sobrevivência: o que levar ao Atacama?

– E-book | O Barato de Santiago | Baixe agora mesmo o seu!

Deserto do Atacama Chile

Toda essa introdução para dizer que não à toa a Ford escolheu esse destino, em meio à Cordilheira dos Andes, para ser o cenário de lançamento dos novos caminhões extrapesados, o Cargo 2042 e o Cargo 2842. Trata-se de um projeto global da marca desenvolvido em parceria entre o Brasil e a Europa. A ideia era repassar essa noção de robustez e resistência proposta pela marca.

Deserto Atacama Chile - Tres Marias

– A paisagem extraterrestre do Valle de la Luna 

– E-book | O Barato de Santiago | Baixe agora mesmo o seu!

Para deixar a experiência mais autêntica todos os jornalistas e blogueiros que participavam da coletiva de imprensa foram convidados a fazer um teste-drive com os novos caminhões. (Obviamente a maioria não pegou na boleia, só os que eram habilitados a dirigir caminhões — sim, havia alguns! —  o resto foi de de co-piloto.)

Deserto Atacama Caminhoes Ford Comboio

Deserto Atacama Chile - Salar Atacama

Deserto Atacama Chile - Salar

Saímos em comboio em direção ao Salar do Atacama, o segundo maior deserto de sal do mundo. (O primeiro fica em Uyuni na Bolívia. Nosso amigo blogueiro Tiago dos Reis, do Rotas Capixabas  esteve no Salar de Uyuni  e conta tudo – com fotos sensacionais – neste post aqui).

Deserto Atacama Caminhoes Ford Comboio Chile

Um dado que me impressionou bastante foi que este segmento de caminhões é o que mais cresce no mercado brasileiro de veículos pesados. As grandes obras de infraestrutura e o próprio setor agrícola demandam cada vez mais caminhões com este peso e motorização. Os extrapesados chegaram a movimentar no ano passado a bagatela de R$ 10,8 bilhões! B-i-l-h-õ-e-s, minha gente!

Deserto Atacama Caminhoes Ford Geral

Deserto Atacama Caminhoes Ford Chile

– Conheça o Salar de Tara, o passeio mais completo do Atacama 

– E-book | O Barato de Santiago | Baixe agora mesmo o seu!

Trocando em miúdos, os novos caminhões extrapesados da Ford são para rotas rodoviárias de longa distância com baixo custo operacional (consome menos combustível) e de manutenção, o que favorece a alta produtividade.  A cabine é praticamente toda automática, por dentro parece até o interior de um carro.

Achei o volante pequeno – levando em consideração a estrutura potente do veículo. Não desmerecendo meus amigos caminhoneiros, mas é tanta tecnologia que até a Matraca conseguiria dar partida. (Ou não. Posso estar superestimando a moça.) 😀

Deserto Atacama Caminhoes Ford Painel

Deserto Atacama Caminhoes Ford Extrapesado cargos

Deserto Atacama Chile - Vulcao

Ao contrário da minha última viagem ao Atacama, dessa vez fiquei apenas dois dias. Sempre quis voltar, mas não esperava que em tão pouco tempo estaria pisando de novo em solo atacamenho. Foi ótimo revisitar San Pedro com calma (sim, apesar de ter sido pouco tempo, agora não havia a “obrigação” de fazer todos os tours). Se bem que se eu pudesse, teria ido novamente as Lagunas Altiplânicas  (meu passeio preferido lá).  Para finalizar fique com esse videozinho com a nossa experiência!

Texto, fotos e vídeo: Raul Mattar | Siga no instagram: @raulmattar
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O Raul participou da coletiva de imprensa a convite da Ford Brasil.
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Leia também:

Salão do Automóvel de Buenos Aires | Por Raul Mattar

Templo Budista de Foz do Iguaçu | Por Raul Mattar

Nota | Você sabe, mas não custa lembrar: o Matraqueando não aceita convites nem participa de viagens patrocinadas para divulgar destinos, hotéis ou companhias aéreas. Toda informação que você encontra aqui para planejar sua viagem é isenta e resultado da nossa visão como turista comum sem intervenção comercial de ninguém.

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Matraqueando - Blog de viagem | Por Sílvia Oliveira

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