Silvia Oliveira
segunda-feira, 22 de abril de 2013

Restaurante Ramma: cozinha natural de primeiríssima no centro histórico de Salvador

Strogonofe de legumes, croquete de tofu, abóbora com leite de castanha e arroz integral.

Só depois que conheci o Ramma (assim, meio por acaso, perguntando a uma morador sobre comida boa e barata) é que fiquei sabendo que estava no melhor restaurante de comida natural da capital baiana. Fiquei impressionada com a qualidade do meu almoço (Aliás, doS meuS almoçoS, porque comi várias vezes aqui durante meu passeio por Salvadô). A casa não faz pratos com carne vermelha ou frutos do mar (mas tem frango e peixe) e só trabalha com alimentos orgânicos.

Você deve estar se perguntando como uma pessoa em sã consciência – e não vegetariana, como eu – troca um moqueca de siri catado por um vatapá de abóbora? Então, eu sou fã da cozinha baiana e não tenho nada de natureba. O detalhe é que eu viajei sozinha a Salvador e a maioria dos restaurantes do Pelourinho (onde fiquei hospedada) trabalha com o sistema à la carte. Ou seja, muita comida e, principalmente, muito dinheiro que eu não estava disposta a gastar. O Ramma é um delicado buffet self-service por quilo. (Eu até comi a tal moqueca de siri catado no O Sorriso da Dadá, mas foi, assim, meu momento extravagância – no quesito gulodice – digamos).

Para completar, o restaurante está na melhor localização do centro histórico da cidade: ao lado da Igreja de São Francisco, a maior representação do barroco na Bahia e, provavelmente, um dos pontos turísticos mais visitados de Salvador. (Na verdade, esta unidade é uma filial, a matriz do Ramma fica na Barra e foi fundada há 24 anos!)

Caruru de quiabo e gengibre, vatapá de abóbora e abará de feijão verde (sem camarão).

A decoração é clean, apesar de colorida. Almofadas com estampas indianas, esculturas de madeira e pinturas nas paredes transitam no mesmo ambiente em total sintonia.

O cardápio é variado e muda diariamente. Provei de tudo: caruru (quiabo, gengibre, castanha e azeite), vatapá de abóbora, abará de feijão verde (sem camarão!), strogonofe de legumes, croquete de tofu, lasanha de espinafre e conheci alguns dos deliciosos sucos naturais da casa. (A partir de R$ 4 cada).

Da varanda do restaurante você ainda tem uma ótima visão da praça, da famosa igreja e de parte do casario tombado do Pelourinho. A casa cobra R$ 42 o quilo e não tem taxa de serviço! :)

SERVIÇO

Restaurante Ramma | Cozinha Natural

Local: Praça do Cruzeiro de São Francisco, 7 – 1º andar | Pelourinho | Salvador-BA

Tel. : (71) 3321-0495

Funcionamento: segunda a sábado, 12h às 16h

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Fotos: Sílvia Oliveira

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quinta-feira, 18 de abril de 2013

MAC | Museu de Arte Contemporânea do Paraná: visita prática no centro de Curitiba

Coitadinho do MAC. Depois do MON (o atrativo turístico mais visitado da capital), todo e qualquer museu de Curitiba ficou pra escanteio. Mas não deveria ser assim.

Não que o Museu de Arte Contemporânea do Paraná seja, assim, um suprassumo (depois de conhecer o Inhotim fica difícil qualquer comparação com as poéticas deste gênero artístico), mas é um passeio interessante e bem fácil de fazer.

O museu ocupa um belíssimo prédio tombado pelo patrimônio histórico. Fica bem no centro da cidade, a poucos passos da Rua das Flores, o calçadão de Curitiba. O local abriga e documenta um pequeno grande acervo. São obras de Burle Marx, Darel Valença, Ubi Bava, Miguel Bakun, Abelardo Zaluar, Hugo Zanzi, entre outros, mais um monte de gente bacanuda da área.

Mas até o dia 28 de abril (corre que ainda dá tempo), o acervo oficial do MAC abre espaço para o 64º Salão Paranaense. A mostra reúne 25 artistas brasileiros retratando violência, as relações do homem com a natureza, com a sociedade e com o próprio corpo. Os temas são representados através de instalações, vídeos, pinturas, desenhos e gravuras.

Para minha surpresa (e alegria) uma grande artista londrinense (minha terrinha!), a fotógrafa Fernanda Magalhães ganhou um enorme espaço no Salão. Fernanda, uma mulher gorda sem neuras,  expõe um excelente trabalho de autorretrato contanto as relações e o impacto que a ditadura da magreza provoca. É lindo! (Veja aqui a lista dos 27 artistas selecionados para o 64º Salão Paranaense)

O Museu de Arte Contemporânea do Paraná foi criado em 1970. O acervo é divulgado com mostras temáticas periódicas. O MAC também realiza eventos, exposições temporárias, coletivas e individuais.

Agora você já sabe. Está passando pelo centro de Curitiba (ali perto do Palácio Avenida) e gosta de arte contemporânea? Então, o MAC é para você. Com uma visita de 40 minutinhos você conhece um pouco mais da história do estado e da arte nacional.

SERVIÇO

Museu de Arte Contemporânea do Paraná – MAC

Local: Rua Desembargador Westphalen, 16 | Centro | Curitiba – PR (Fica ao lado da Praça Zacarias, a uma quadra da Rua das Flores e bem próximo da Praça Rui Barbosa, que concentra um terminal de ônibus que interliga toda a cidade).

Tel. : (41) 332-5328 e 3222-5172

Visitação: terça a sexta-feira, 10h às 19h. Domingos e feriados, 10h às 16h. Fecha às segundas.

Entrada: grátis

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Fotos: Sílvia Oliveira

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terça-feira, 16 de abril de 2013

Feira de São Joaquim, em Salvador: onde você encontra a Bahia de verdade

Coloco o pé num corredor pouco iluminado. Uma galinha passa voando na minha frente. (— Galinha voa?) Dou um pulinho para trás e um gritinho contido. Respiro e ando mais três passos. Enfio o pé na jaca. Literalmente. Na barraca ao lado, um bode mugindo. (— Bode muge?) Batizei, crismei. Havia chegado à feira de São Joaquim, a maior feira livre de Salvadô!

Camarão seco, farinha, quiabo, frutas, peixes, carne. Cerâmica e incenso. Imagens de santos. Batata, tomate, animais vivos. Pimenta, muita. Pimenta vermelha, de cheiro, baiana, dedo de moça e japonesa. Tem jiló, tamarindo e vela preta. Raízes milagrosas. Curam mau olhado, espinhela caída e verruga no queixo. Trago a pessoa amada em três dias.

É o cenário brasileiro mais rico que conheci. Um mergulho profundo, sem recortes, na realidade cotidiana da população de baixa renda, gente que busca no local alternativas econômicas para encher a sacola. Tomate? Dois real o quilo. (Você não escutou mal, eu falei t-o-m-a-t-e mesmo). Quiabo? 50 unidades pelo mesmo preço. Rapadura, tapioca, xinxim. Chifre de boi. Vai do freguês.

A Feira de São Joaquim tem quase 35 mil metros quadrados e ocupa umas 10 quadras na Cidade Baixa da capital baiana. Está em processo de revitalização. Já existe até uma ala nova (ainda provisória), onde os boxes estão distribuídos de forma limpa e ordenada. (Mas a parte xexelenta da coisa é muito mais inusitada).

Como há poucos relatos sobre a feira resolvi fuçar no TripAdvisor e encontrei apenas duas resenhas sobre o local: uma avaliava o passeio apenas como razoável e a outra como péssimo. E só por isso deduzi: acho que vou gostar deste lugar (muitas vezes retratado nos trabalhos de Di Cavalcanti, Carybé e Jorge Amado)

Quase nenhum guia de viagem (para não dizer simplesmente NENHUM) indica uma visita à tradicional Feira de São Joaquim. (Tá, o Guia Quatro Rodas faz uma menção à feira. Em cinco linhas. Para não passar batido. Só.) Lendo sobre a história do lugar percebi ali um enorme potencial para o turismo, digamos, alternativo.

Aqui não tem baiana com roupa colorida nem meninos fazendo show de capoeira para curitibano ver. Você não será abordado por ninguém pedindo dinheiro. As casinhas coloridas do Pelourinho dão lugar a boxes escuros e apertados. O acarajé está in natura, disfarçado de farinha e feijão fradinho.

Qualquer incursão antropológica aciona meu software interno do papo cabeça. A antropologia, aliás, aqui não é só modo de dizer. Conhecer a feira é quase um estudo de campo. A observação do cotidiano, das relações estabelecidas entre os personagens e o ambiente renderiam um artigo memorável sobre o baiano de raiz, nossas relações com a África, a história da Bahia ou a memória e identidade do Brasil.

Alguém descreveu que o lugar é sujo e cheira mal. Não é bem assim. Mais honesto seria dizer que boa parte da feira é imunda é fede bagarai! Proooonto. (Como só eles sabem dizer!).

Consciente desta descrição realista, conforme prevê o método etnográfico da antropologia, não há como se decepcionar uma vez que você já sabe o que vai encontrar em boa parte do recinto. Do resto, é maravilhoso. Tem feirante jovem, velho, malandro, simpático e até aquele sem camisa todo trabalhado no Abará. (Suspiro.)

Os sentimentos se desencontram. Fiquei assustada. Curiosa. Dei risada alta. Tive nojinho. Fiz pergunta boba. Andei desorientada. Passei 20 vezes pelo mesmo corredor. São quatro mil boxes. Sete mil feirantes.

Fiquei mais de duas horas perambulando pelo local. Não vi um turista sequer, assim, tipo eu: cara de tonta com máquina fotográfica na mão. Se havia alguém ali de fora da cidade visitando apenas por curiosidade (assim, tipo eu) estava disfarçado de feirante.

Detodosmodis, a Feira de São Joaquim tem sido cada vez mais visitada pelo turista cansado de lugares para… turista. (Aquela lengalenga a que você já está acostumado). O filme Cidade Baixa (2005) do diretor Sérgio Machado (com Wagner Moura e Lázaro ramos como atores principais) tem cenas ambientadas aqui. Depois da estreia (e do sucesso) do premiado longa, não só no Brasil — mas mundo afora, os trabalhadores da feira viram o movimento aumentar.

A microssérie O Canto da Sereia, exibida em janeiro deste ano pela Rede Globo, também contribuiu para aguçar a curiosidade de quem gosta de cultura popular. A obra teve diversas cenas gravadas no mercado.

A feira começou na década de 30 e se chamava Água de Meninos. Mas nos anos 60, dois incêndios destruíram quase todas as barracas. Mesmo sem um plano de reestruturação a feira foi se reerguendo e hoje ocupa uma área gigantesca. Oficialmente a Feira de São Joaquim tem 45 anos, período em que o terreno de ocupação — onde ela começou — foi regulamentado.

Descendentes de africanos escravizados ainda trabalham por aqui. O local é polo distribuidor de artesanato em cerâmica do Recôncavo Baiano e de produtos religiosos usados em candomblé. Até cabeça de bode recém-cortada estava exposta para venda. (A feira de São Joaquim é para os fortes, nêgo!)

A revitalização tem investimentos de R$ 61 milhões. O Ministério do Turismo está aplicando R$ 29 mi e o Governo da Bahia mais R$ 32 mi. É grana pra dedéu! O plano prevê, principalmente, a melhora da higienização e acessibilidade, preservando as características históricas da feira. Já o IPHAN tenta o título de Patrimônio Cultural e Imaterial do Brasil. E quando a obra terminar e o título for concedido, eu — orgulhosa — vou poder dizer: estive lá nos tempos em que a carne (e a cabeça de bode) era vendida ao ar livre.

A feira de São Joaquim é seu número. Isso, para você aí que reclama tanto dos lugares manjados e coalhados de turistas. É o tipo de experiência que mostra um mundo por trás da garrafa de dendê. Vá sem medo. Só não aceito reclamações depois! :mrgreen:

SERVIÇO

Feira de São Joaquim
Local: Av. Oscar Pontes, s/nº | Comércio | Salvador – BA
Funcionamento: segunda a sábado, 6h às 17h e domingo, das 6h às 13h.
Como chegar: você pode pegar o ônibus “Ribeira – Via Dendenzeiros” em frente ao Mercado Modelo e pedir para descer próximo à feira. Passagem R$ 2,80. O táxi do Mercado Modelo à feira custa em torno de R$ 12 — domingo, bandeira 2.

Fotos: Sílvia Oliveira

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segunda-feira, 08 de abril de 2013

Matraqueando na revista “Conselhos” da Fecomércio de São Paulo

É nóis de novo! Recebi pelo correio algumas edições da revista Conselhos, editada pela Fecomércio SP, com uma entrevista que dei para o jornalista Filipe Lopes. A matéria fala sobre a nova dinâmica dos blogs, um meio de comunicação que rompeu barreiras e acabou se tornando estratégico em termos de notícia e divulgação.

A revista é linda e a matéria ficou muito bacana. O Matraqueando foi um dos personagens por conta da nossa estratégia de monetização do blog: a venda de guias de viagem editados com selo próprio. Destacaram, inclusive, nossa política editorial de não aceitar cortesias ou fazer viagens patrocinadas. (Não, não temos dinheiro sobrando. A gente viagem menos, só isso!) ;)

O texto trata, ainda,  da revolução on-line provocada pelos blogs, que passaram de simples diários a prestadores de serviços. A minha foto que ilustrou a reportagem não poderia ser mais simbólica: o saltinho-uhu tradicional dos turistas jacus como eu! Rá! :mrgreen:

Veja a matéria completa aqui! (A reportagem começa na página 90)

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Entrevista da Matraca no programa Encontro com Fátima Bernardes

Matraqueando é destaque na revista Viagem e Turismo

Matraqueando sai na jornal Estadão

Sílvia Oliveira é destaque do caderno Folha Gente da Folha de Londrina

Matraqueando é indicado no livro “100 dicas para viajar melhor”

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terça-feira, 26 de março de 2013

Piranhas, Alagoas: a cidade que virou referência para a história do cangaço

São pouco mais de 20 mil habitantes distribuídos entre casinhas coloridas, mirantes e um rio 100% nacional, o São Francisco. Piranhas acabou entrando para a história brasileira por ter sido o local onde as cabeças de Lampião e seu bando ficaram expostas após a decapitação durante uma emboscada na Grota do Angico. Aliás, foi daqui que a volante comandada pelo Tenente João Bezerra saiu para caçar o homem mais procurado pela polícia nordestina na década de 30.


Conjunto arquitetônico preservado rendeu o título de Patrimônio Histórico Nacional.

Mais do que isso, o município soube preservar não só a memória, mas seu patrimônio. Piranhas tem um dos conjuntos arquitetônicos mais conservados do país, o que acabou dando ao lugar, em 2003, o título de Patrimônio Histórico Nacional, concedido pelo IPHAN. Ficamos dois dias hospedados aqui. Nossa opção foi o hotel Pedra do Sino, do mesmo dono do restaurante Flor de Cactus. Ambos ficam no alto do morro, no Mirante Secular, e oferecem a mais linda vista da cidade e do rio.


Vista do Mirante Secular, onde fica o Hotel Pedra do Sino.

Piranhas é porta de entrada para você fazer a Rota do Cangaço (o passeio sai do atracadouro da cidade) e ótima opção de pernoite para quem vem conhecer o Cânion do Xingó na vizinha Canindé de São Francisco. O município de Canindé, a 15 quilômetros, tem um hotel estruturado, o Xingó Parque, mas a cidadezinha em si não tem tanto charme. Ficar em Piranhas deixa seu passeio redondo: patrimônio, história, cânion e sertão.

Além de diversas pousadas, Piranhas tem um centro de artesanato (que funciona de quarta a domingo, 10h às 17) e uma noite agitada no fins de semana. O centrinho histórico recebe turistas e piranhenses com música ao vivo. Há vários bares e restaurantes, mas a melhor comida é a da Cachaçaria Altemar Dutra. Comemos aqui duas vezes. Oferece desde pratos regionais até massas e pizzas. (Aliás, o seresteiro que dá nome ao restaurante tem até estátua na cidade. Dizem que Altemar Dutra costumava se refugiar na região para cantar e tocar seu violão às margens do São Francisco.)

O que fazer em Piranhas

Rota do Cangaço

O passeio, de quatro horas e meia, sai do atracadouro de Piranhas. Você navega pelo leito natural do Rio São Francisco até o distrito de Entremontes, onde vai conhecer de perto o rendedê, bordado típico da região. Dali, o catamarã segue para o ponto de onde sai a trilha que leva à Grota de Angico (foto), lugar onde Lampião, Maria Bonita e mais nove cangaceiros foram mortos durante uma emboscada. Veja nosso relato completo aqui.

Museu do Sertão

São dois pequenos ambientes com peças, objetos, armas, roupas e vestimentas da época do cangaço. Murais contam a história do movimento que abalou o sertão nordestino na década de 30 e mostra uma reprodução da famosa foto de Lampião e seu bando expostas como troféu nas escadarias da prefeitura de Piranhas. Fica na antiga estação ferroviária, no centro histórico. O casarão, em si, já é a atração: tem portas em forma de arcos e lambrequins criando uma espécie de franja no telhado. Tel. (82) 3686-3013. Funciona de terça a domingo, das 8h às 17. Entrada: R$ 2

Torre do Relógio

Fica em frente ao Museu do Sertão. É a antiga torre do relógio (1879) da estação. Abriga um relógio inglês do tipo carrilhão. Dentro abriga o Café da Torre. Vale a foto.

Centro Histórico

Não foi à toa que Piranhas recebeu o título de Patrimônio Histórico Nacional. Casario colorido e preservado transformam qualquer passeio à cidade em saudades eternas. Logo na entrada do pequeno município você já pode apreciar um dos lugares mais fotogênicos do Brasil. Por onde quer que você caminhe… uma porta, uma janela, um suspiro. A estátua de Padim Ciço também está lá. Eu, viciada, neste combo casinhas-igreja-praça não queria ir mais embora.

O belo cenário foi perfeito para os filmes Bye, Bye, Brasil (1979), de Cacá Diegues, e Baile Perfumado (1997), de Lírio Ferreira e Paulo Caldas. Este último conta a história do fotógrafo sírio-libanês Benjamin Abrahão, o único a fazer um registro iconográfico do cangaço e do próprio Lampião. A obra contou, inclusive, com a participação de ex-cangaceiros e ex-volantes que viviam em Piranhas.

Mirante Secular

O mirante foi construído no século 19. Funcionava como um pequeno farol para orientar as embarcações que navegavam pelo Rio São Francisco. No local há uma pirâmide quadrangular  de 8 metros de altura que marca a passagem do século 19 para o século 20. Você pode chegar aqui de duas formas: a mais rápida – e cômoda – é de carro. Saindo de Piranhas em direção a Canindé, você entra numa estradinha de terra que indica “Restaurante Flor de Cactus”, que fica no mesmo lugar. A outra maneira é subindo os 364 degraus de uma escadaria (não, obrigada!) até o topo. Se esta for sua opção, vá com calma e leve água. Você vai estar debaixo de um sol de 40º C do sertão.

Mirante da Igreja

Esqueci o nome da igreja (se alguém souber o nome deste lugar, me ajude, não encontrei em lugar algum!). Mas é outro mirante no lado oposto do Secular. E para chegar lá, só de escada. A gente apreciou de longe!

Prainha

Local à beira do rio, próprio para banho. Tem alguma estrutura para quem quiser se refrescar do calor do sertão. (Esta foto não é da prainha em si, ela está mais à direita).

Dicas da Matraca

A cidade possui somente agências da Caixa, Banco do Brasil e Bradesco. Não há banco 24 horas. Por isso, vá prevenido.

No centro histórico não existe mercado grande, só pequenas mercearias vendendo água de 500 ml a R$ 3,50. Em Piranha Nova, parte da cidade que foi construída para abrigar os operários que trabalharam na Usina Hidrelétrica do Xingó, tem mais opções.

É melhor vir de carro para cá. Piranhas tem táxi e moto-táxi, mas o horário de funcionamento é irregular. À noite, é quase impossível conseguir um.

SERVIÇO

Como chegar a Piranhas vindo de Aracaju

- Carro | Pegue a BR 101 sentido Maceió. Vá em direção ao município de Areia Branca (BR 235) e siga para Itabaiana (passa por fora da cidade). Entre em Ribeirópolis e, em seguida, pela rodovia estadual SE -106, passe pelos municípios de Nossa Senhora Aparecida e Nossa Senhora da Glória (cidadezinha com mais estrutura, restaurantes, lanchonetes, lojinhas, posto de gasolina, etc). Siga pela rodovia SE-206 e passe por Poço Redondo, Canindé e, finalmente, Piranhas. São 220 quilômetros. Todo o trajeto tem placas indicativas e a estrada está relativamente boa. É difícil se perder. No mapa acima não aparece Piranhas como destino final, porque o Google Maps faz uma volta enorme de Canindé a Piranhas. Mas chegando a Canindé (SE) é só atravessar uma ponte e você está em Piranhas (AL). (Nós alugamos um carro em Aracaju). Em tempo: de Maceió, capital de Alagoas, são 280 km.

- Ônibus | Você pega o ônibus na rodoviária nova de Aracaju. São 4,5 horas de viagem entre Aracaju e Piranhas. Passagem a R$ 21. Caso prefira ir a Canindé primeiro, você pega o ônibus na rodoviária velha de Aracaju. Há várias saídas diárias. Tarifa a R$ 19. (De Canindé a Piranhas você pode ir de táxi ou moto-táxi. São 10 minutinhos, no máximo).

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Fotos: Raul Mattar

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Minha viagem a Piranhas faz parte da Expedição Brasil EXpress II, projeto do Matraqueando que leva recortes do nosso país até você.

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domingo, 24 de março de 2013

Extra: o guia O Barato de Santiago alcança a marca de mil exemplares vendidos!

Passada. Essa sou eu. Quando lancei meu 5º e-book em junho de 2012 não imaginava que ele seria tão bem recebido. O Barato de Santiago (Coleção América Barata) veio depois do nosso guia de Paris, até então, líder de audiência. Mas não precisou nem um mês para que a edição sobre a capital chilena subisse para o primeiro lugar no ranking da Lojinha Matraqueando – atualmente a Patrocinadora Oficial do Matraca Travel. Rá!

Fazendo o levantamento dos guias vendidos no mês de fevereiro me dei conta de que o de Santiago já ultrapassou, há dias, a marca dos mil (MIL) exemplares vendidos em menos (MENOS!) de um ano. Olha, sei lá se isso é comum para quem vende livros e e-books. Principalmente quando eles são lançados com um selo e editora próprios, nosso caso. Mas é muito, muito mais do que eu esperava. Mesmo.

O mais interessante é que muita gente compra por depósito bancário, uma vez que a Lojinha Matraqueando usa uma plataforma de venda dentro do Facebook. (Para comprar lá é necessário ter um perfil na rede.) E, no começo, eu só contabilizava os guias vendidos nesta plataforma, uma vez que o sistema é bem organizadinho, mostra as unidades vendidas, as entregues, quanto você tem que receber, essas coisas. Portanto, este número deve até ser bem maior do que isso.

Sem contar que, assim como acontece com os livros de papel (que a gente sempre acaba emprestando para um amigo), imagino que cada guia meu deva chegar às mãos de 3 ou 4 pessoas, no mínimo. Um alcance sensacional do nosso trabalho! (Isso porque estamos falando somente do O Barato de Santiago, sem incluir a venda dos exemplares dos outros guias que disponibilizamos!) Muito feliz! :D

Obrigada, Matraquete! Achei que você gostaria de saber!

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sexta-feira, 22 de março de 2013

30 minutos: é o tempo de que você precisa para preparar um suculento Macarrão com Atum

É a típica receitinha ótima para quando você está absolutamente sem tempo. Pode ser servida num almoço descompromissado como prato principal ou até como entradinhas frias, tipo salada de atum.

Ingredientes

500 g de macarrão tipo Penne ou Rigatoni

2 latas de atum (prefiro o light, sem óleo)

130 g de massa de tomate (latinha pequena, só para dar uma cor)

100 g de azeitona preta cortadas em tirinhas

1 caixa de creme de leite

½ copo de água

3 dentes de alho

Sal a gosto

Modo de Preparo

Pode marcar no relógio, o preparo não chega a 30 minutos. Enquanto espera a água ferver para cozinhar o macarrão corte o alho e a azeitona em lâminas. Doure o alho em um fio de óleo e, em seguida, acrescente o atum, a massa de tomate e a água. Misture bem e deixe refogar por uns dois minutinhos. Acrescente o creme de leite em temperatura ambiente. Mexa mais um pouco e, por último, coloque a azeitona. Corrija o sal. Desligue o fogo e reserve.

Quando a água começar a ferver prepare o macarrão conforme a embalagem deixando a massa al dente (não crua, só que não muito cozida para não ficar molenga). Escorra o macarrão e misture-o ao molho. É só atacar! (Se optar por oferecer o prato como entradinhas frias leve-o à geladeira por, pelo menos, uma hora antes de servir!)

Rendimento

Se for servido como prato principal, quatro pessoas comem à vontade e ainda sobra. Como entradinhas: umas 15 unidades.

Dica da Matraca

Caso queira aumentar o molho dobre a quantidade de massa de tomate e água.

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Sugestão de sobremesa

Verrine de Cheesecake com goiabada

Foto: Sílvia Oliveira

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MATRAQUEANDO - Viagens e Comidinhas | Por Sílvia Oliveira | Jornalista & Blogueira | Curitiba, BR

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