Silvia Oliveira
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  • Já até perdi as contas de quantos shows de tango assisti em Buenos Aires. Fui dos mais intimistas aos hollywoodianos. Dos clássicos aos moderninhos. Eu gosto. E sempre que puder vou assistir a alguma novidade. Mas são as milongas, uma [...]

  • Estância Guaicurus, hospedagem credenciada à rota: abriga o maior labirinto de café do mundo. Nunca consegui entrar para a religião dos vinhos. Aliás, tenho um paladar que está longe de ser apurado para qualquer tipo de degustação gourmet. Meus veredictos [...]

  • Conto nos dedos de meia mão quantas vezes pude passar alguns dias num hotel de categoria superior. Minha especialidade é a hospedagem simples, a pousada rústica, o hotelzinho despojado, o albergue fuleiro ou a estância jaguara. Sempre trago boas lembranças. Deprimente [...]

  • Santuário de Bom Jesus de Matosinhos, em Congonhas. Receber o título de Patrimônio da Humanidade não é para qualquer um. Ou para qualquer lugar. Somente locais de extraordinária importância histórica, cultural ou natural passam a fazer parte da lista da [...]

  • Da capela de São José você tem a melhor vista do casario histórico. A primeira cidade brasileira a ser considerada Patrimônio da Humanidade pela UNESCO tem um culpado: Aleijadinho. Foi ele! Você muito provavelmente não conseguirá memorizar a denominação de [...]

  • TRANSFER No aeroporto é possível contratar uma van na empresa Transfer Vip por 5.500 pesos (US$ 11,00) por pessoa. Essa tarifa é para hotéis centrais. Se você for ficar na Providência (um bairro mais executivo), por exemplo, a passagem sobe [...]

  • Ao lado dos famosos táxis pretos de Londres. Isso não é um relato. Mas um testemunho. Prova de que – se não posso servir de exemplo – que pelo menos sirva de lição. Rá! Na verdade não foi um mochilão. [...]

terça-feira, 15 de maio de 2012

Inauguração da Lojinha Matraqueando: conheça os novos guias da Coleção Europa Barata

A partir de hoje temos uma plataforma de venda on-line dos nossos guias da Coleção Europa Barata. Trata-se de uma coletânea atualizada de todas as nossas publicações, em formato E-Book, com dicas exclusivas e textos inéditos!

A inauguração da Lojinha Matraqueando consolida meus 10 anos como Travel Writer, com um trabalho direcionado às viagens muquiranas… sem perder a dignidade e com mala de rodinhas. :-D

Até julho serão lançados diversos guias com o selo PQM – Padrão de Qualidade Matraqueando. No momento, já estão disponíveis quatro deles para você: O Barato de Paris, O Barato de Madri, O Barato de Roma e O Barato de Lisboa.

COMO É O GUIA?

Os guias da Coleção Europa Barata trazem um circuito bairro a bairro das capitais europeias. Inclui sugestões de hospedagem econômica com diárias de até € 100 por casal e refeições que não passam de € 25 por pessoa. Aliás, prepare-se para gastar muito menos do que isso!

Há uma seção com as informações essenciais que envolvem o planejamento da viagem — quando ir, documentos, clima, língua, dinheiro, segurança, internet, etc. Todos trazem um passo a passo detalhado de como sair do aeroporto em direção ao centro e referências para chegar mais fácil aos principais pontos turísticos, ajudando você a economizar, inclusive, tempo!

São roteiros Cultural, Gastronômico, Literário, de Mercados e Feiras Livres e de Compras. Todo o projeto é direcionado para otimizar seu passeio e fazer seu dinheiro render mais.

A diagramação foi pensada para dinamizar a leitura. Em todas as páginas há dicas espertas nas laterais que vão desde um passeio imperdível a um alerta sobre segurança ou comidinha barata! As seções são +Economia, Fácil, É grátis! e Dica da Matraca.

Os Guias Matraqueando são livros profissionais editados pela VoucherPress com ISBN e registro na Biblioteca Nacional. Todos os direitos reservados.

PARA QUEM É O GUIA?

Para qualquer viajante que queira ir para a Europa com o melhor custo-benefício, levando roteiros práticos e atualizados.

QUANTO CUSTA?

Cada guia da Coleção Europa Barata custa somente R$ 24,99. Isso é menos de € 10! Como a plataforma de venda on-line está associada ao Facebook se você curtir a nossa Fan Page ainda ganha 10% de desconto. Não é promoção: curtiu, ganhou. Ao fechar a compra o desconto aparece automático para os nossos fãs! Curta djá!!!

COMO FAÇO PARA COMPRAR?

Acesse a Lojinha Matraqueando, escolha o(s) seu(s) guia(s) e clique em comprar. Daí pra frente, o sistema pede seus dados. É um processo rápido e intuitivo. Você poderá pagar com cartões de crédito (Visa, Mastercard, Diners, American Express e Hipercard); com cartões de débito (Itaú, Bradesco, Banco do Brasil e Banrisul) e através de boleto bancário. Mais prático, impossível!

A transação é feita pelo MoIP, um serviço online avançado que possibilita o envio e recebimento de pagamentos na internet de forma simples e altamente segura. Importante: não aceita cartões estrangeiros, só brasileiros!

A compra ocorre dentro da Fan Page do Matraqueando no Facebook. Ao comprar, o sistema permite que você publique a ação no seu mural, compartilhando nosso trabalho e ajudando a divulgar os Guias Matraqueando. E mesmo que você não queira adquirir nossos produtos agora, você pode curtir as ofertas e sugerir no seu mural.

Os únicos dados que chegam ao Matraqueando são seu nome e e-mail. Toda a transação é feita diretamente com o MoIP. Eu nem fico sabendo qual sua forma de pagamento escolhida. O MoIP apenas me avisa quando o investimento foi compensado.

EU NÃO TENHO FACEBOOK, COMO FAÇO PARA COMPRAR?

Você pode fazer um depósito na seguinte conta:

Caixa Econômica Federal
VoucherPress | Agência de Notícias
CNPJ 02.943.262/0001-15
Agência 1284
Operação: 013
Conta corrente: 83-6
Após efetuado o depósito, envie o comprovante para o e-mail sac@matraqueando.com.br e solicite seu guia. O produto será enviado em até 48 horas após a confirmação do pagamento.

QUAL É O PRAZO DE ENVIO?

O guia é enviado em formato digital (PDF) em até 48 horas úteis após a confirmação do pagamento.

Acesse agora mesmo a Lojinha Matraqueando e garanta seu exemplar! É o nosso trabalho fazendo você viajar mais e melhor.

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segunda-feira, 14 de maio de 2012

Brunch do Hotel Fierro: ensaio gastronômico no Hernán Gipponi Restaurante, em Buenos Aires

Não sei exatamente o que você espera de um brunch — mas se pensa que vai encontrar aqui uma mesa abarrotada de medialunas, bolo nega maluca, empadinhas, mortadela e pão francês ao lado de pratinhos-sirva-se-à-vontade — pode tirar o cavalinho da chuva. O brunch do Hernán Gipponi — chef argentino que dá nome ao lugar — é uma experiência poética, vai muito além do ato simples e puro de comer.

Quem deu a dica foi a Sylvia Lemos que há meses tentava fazer uma reserva na casa. Ela chegou a ficar em lista de espera e só na semana em que desembarcou em Buenos Aires é que acabou conseguindo confirmar nossos lugares. O Hernán Gipponi Restaurant fica dentro do Hotel Fierro, em Palermo Hollywood. O chef argentino tem fama internacional e já trabalhou em restaurantes 3 estrelas na Espanha.

Desconhecido da maioria dos brasileiros, o brunch do Hotel Fierro tem um passo a passo milimétrico, coordenado pelo garçom que acompanha sua mesa. O cardápio é extenso e todos os itens do menu vão chegando na hora certa e no momento adequado. A Sylvia, o Mario, o Raul e eu nos sentamos comodamente no acanhado restaurante (por isso é tão difícil conseguir uma reserva, o lugar acomoda menos de 30 pessoas) e logo recebemos uma salada de frutas, suco de laranja e um shot de suco de frutas e beterreba.

Pães, geleias e dulce de leche acompanham o café ou chás variados, à sua escolha. Mas o delírio começou com o primeiro prato propriamente dito: ovos bendeditinos. Taí uma receita muito difícil de fazer. Deixar a gema molinha sem o cheiro ou sabor forte característico do ovo não é para qualquer cozinheiro. Eu coloquei um pouquinho mais de sal e… quase lambi o prato. Sabe quando dá vontade de pegar uma casquinha de pão e raspar a tigela?

Em seguida, chega o Langostino con panceta — nada original, mas perfeito! Camarão cozido, enrolado no bacon e temperado no ponto. Folhinhas verdes para suavizar a textura do prato. E mais, olha que apresentação gentil. Simples, mas harmônica.

Iscas de berinjela acompanhadas por uma pasta de tomate e orégano surpreenderam. Sequinhas e crocantes, pareciam até peixinho frito. Uma cumbuquinha de guisado de Lentilhas com Matambre de Porco foi o momento sustância do brunch.

Depois dos ovos beneditinos o que mais me agradou foi o Bife Angosto Curado e Ahumado, uma espécie de contra-filé defumado e cortado em lascas finas. Estava perfeitamente escoltado por puré de papas e vinagrete de huacatay — uma erva muito comum na cozinha peruana. Em algum momento, eles servem um shot com álcool, como Bloody Mary.

As sobremesas seguem a linha estrelada do brunch. Sorbet de tangerina com pão de especiarias e peras ao vinho tinto e mousse de ricota. Por fim, são 3 horas comendo e quando é servido o último prato do menu você faz cara de quero mais, tipo, como assim, já acabou? Não que o menu seja insuficiente, pelo contrário, todo muito sai satisfeito. Mas fica no ar aquele desejo de seguir descobrindo as peripécias gastronômicas de Hernán Gipponi, principalmente quando você se lembra de quanto está pagando por esta experiência: 120 pesos ou R$ 53 por pessoa. É muito provável, que atualmente, seja o melhor custo benefício de Buenos Aires!

Dica: não vá sem reserva. Caso tenha dificuldade em fazer a sua, tente se hospedar no Hotel Fierro. Os hóspedes tem lugar garantido, desde que confirmem interesse, no brunch do restaurante. Suítes a partir de US$ 170.

SERVIÇO

Hernán Gipponi Restaurant
Local: Hotel Fierro Boutique | Calle Soler, 5862 | Palermo Hollywood | Buenos Aires
Tel. 3220-6800
Quando: somente aos domingos, das 12h às 15h.

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Fotos: Raul Mattar

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quarta-feira, 09 de maio de 2012

Etiqueta para quem viaja acompanhado

Viajar sozinho é bem mais fácil do que parece. Somos donos do nosso próprio itinerário. Fazemos e desfazemos roteiros a nosso bel-prazer, sem avisar ninguém, com risco zero de desagradar o outro. Não há ninguém para reclamar, impor condições, nem dizer “não gosto disso”, “não quero ir” ou “estou cansado”. 

Já quem viaja acompanhado deve saber trabalhar em equipe. Acredite, o seu parceiro pode ser bem diferente daquele que você conhece há anos depois de caminhar três quilômetros todos os dias vasculhando os bairros da capital francesa. O pensador norte-americano, Mark Twain, dizia que para descobrir se você ama ou odeia uma pessoa basta viajarem juntos.

Quando se viaja acompanhado, o trabalho é dobrado. Seja tolerante, respeite os limites do outro, ofereça ajuda e esteja preparado para os imprevistos. Na verdade, os imprevistos são testes. Resta saber como você passará por eles.

1. TOMEM AS DECISÕES EM CONJUNTO

A escolha do passeio adequado, de acordo com o tempo (e disposição) do grupo, conforme o orçamento do dia e moldada aos nossos gostos e preferências talvez seja o momento mais difícil do processo. Analise (e descarte) opções, peça a opinião um do outro. Fale baixo, seja suaves e amorosos – mesmo quando perderem o trem, errarem o caminho ou pedirem o prato errado.

2. PLANEJEM NA NOITE ANTERIOR

Acordar sem saber para onde ir é um erro terrível em qualquer viagem, a não ser que seu destino seja um resort. Mesmo que você tenha optado por um roteiro mais flexível, pelo menos um dia antes, estude o que vai fazer após o café da manhã. Defina seus objetivos. Selecione os programas do passeio. Leve em conta possíveis variáveis: sol, chuva, calor frio, montanha, praia, cidade pequena, cidade grande. Busque oportunidades: vá aonde ninguém quer ir. Depois me escreva para contar que descobriu um lugar que nenhum guia ou blog indicou. Nem este.

3. SUPEREM JUNTOS OS DESAFIOS DA VIAGEM

Não tenham medo do desconhecido. Acredite, as viagens são boazinhas. E até aquelas que não saem exatamente como a gente planejou têm seu valor. Quando você erra, invariavelmente, aprende! Por isso, quando algo parece não sair conforme o imaginado é hora de se sentar – de preferência num lindo parque primaveril – para reconduzir o roteiro – readequá-lo ou revê-lo, se isso for imperativo.

4. SAIBAM OUVIR UM AO OUTRO

Influencie positivamente seu acompanhante.  Não fique mal humorado, nem desconte no outra a dor no calcanhar. Nem reclame do excesso de museu e igreja. Saiba ouvir, entre em um acordo e busque paciência até onde não pode imaginar.

5. SEJAM CRIATIVOS

Os seres resilientes são capazes de vencer dificuldades, de aprender com a adversidade e – através de soluções criativas – de superar qualquer problema. Viajar não é fácil. Além de planejamento e dedicação, algumas coisas podem sair do seu controle. O voo é cancelado, a comida faz mal, chove sem parar. Supere e pronto. Ria da situação e, acredite, perrengues fazem parte do genoma das viagens.

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terça-feira, 08 de maio de 2012

Matraqueando na Revista NET de Fortaleza

A Revista Conexão  Net de Fortaleza publicou uma entrevista da Matraca sobre viagens desempacotadas. O título da matéria - publicada na edição de fevereiro de 2012 - é “O prazer e o esforço das viagens independentes”. A revista sai impressa e é direcionada aos assinantes da TV a cabo, mas você pode ler a matéria na íntegra aqui. :-D

 

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Matraqueando no livro 100 Dicas para Viajar Melhor, do Ricardo Freire

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sexta-feira, 04 de maio de 2012

Al-Zein: restaurante árabe autêntico em Las Cañitas

Esta foi minha primeira vez em Las Cañitas, um microbairro próximo a Palermo. Há uns 5 anos o que parecia ser o novo point para turista ver e comer virou um corredor de restaurantes e bares bacanas. Não são exatamente os melhores de Buenos Aires, mas ficam fora do circuito carne-de-vaca (sem trocadilho e com trocadilho) da cidade.

Por aqui encontrei o Al-Zein, um restaurante árabe autêntico e apegado às tradições. O Shawarma (kebab ou churrasquinho grego) da casa foi considerado pela revista Planeta Joy como o melhor da capital. O ambiente é simples e o local é frequentado, principalmente, pelos conterrâneos do dono do restaurante, seu Munzer Tarbichi.

Enquanto degusta o Babaganush (18 pesos) – Puré de Berenjena em espanhol – você ouve música oriental. O pão de folha (4 pesos) chega quentinho para acompanhar.

A porção de Charutinho (Hojas de Parras por 20 pesos), com 12 unidades, derretia na boca. Mas a especialidade do Al-Zein é o Shawarma de Ternera (20 pesos). Recheio abundante, iogurte suave, cubos de tomate, um pouco de alface e um tempero que beira à perfeição.

Uma curiosidade é que a casa não oferece bebida alcoólica. Somente água, refrigerante e té de menta! O cardápio traz, entre outras especialidades, Arroz Persa, Falafel, Coalhada e doces árabes. Na nossa moeda, um casal gasta – em média – R$ 50 pilas. O sangue libanês do Raul já decretou: pra bater cartão sempre!

SERVIÇO

Al-Zein - Comida Árabe
Local: Calle Arce, 488 (quase esquina com Ortega y Gasset) | Las Cañitas | Buenos Aires
Tel.: 4775-1402
Funcionamento: de terça a domingo, das 12h à meia-noite.

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Fotos: Raul Mattar

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quinta-feira, 03 de maio de 2012

Cinco milongas em Buenos Aires: escolha a sua!

Já até perdi as contas de quantos shows de tango assisti em Buenos Aires. Fui dos mais intimistas aos hollywoodianos. Dos clássicos aos moderninhos. Eu gosto. E sempre que puder vou assistir a alguma novidade. Mas são as milongas, uma espécie de salão de baile, a grande atração para quem quer ver de perto o que é que o portenho tem!

Esqueça a sofisticação – ou a cafonice – das casas de shows. Enquanto algumas apresentações de tango lembram aqueles espetáculos desconcertantes de mulatas para gringo ver, as milongas se aproximam mais das nossas rodinhas de samba. São espaços modestos que reúnem gente de verdade, igual a mim e a você. Gente que quer aprender ou praticar o ritmo célebre da Argentina.

No ano passado percorri algumas delas. Me apaixonei por todas. Mas como meu interesse era bloguístico fiquei só na observação, não arrisquei qualquer rodopio. No fim de semana – passamos o último feriadão em Buenos Aires – conhecemos a milonga Bien de Abajo que acontece na La Glorieta, no bairro de Belgrano. O local, um coreto, é praticamente ao ar livre e tem entrada grátis. É só chegar e participar. Partimos para lá com um grupo de viajantes brasileiros. Foi o encontro #Vibaníadas2012. Para quem não sabe, Vibana® – Viciados em Buenos Aires Não-Anônimos – é um termo patenteado pela Mô Gribel e acabou entrando para o Dicionário da Boia.

Não demorou muito – eu zanzando para um lado, o Raul fotografando para o outro… – e um senhorzinho me tirou para dançar. Eu fui, né! :mrgreen: Nunca havia bailado aquilo na vida, mas o Seu Silvio (meu xará) me puxou e mandou ver! Foi muito divertido. Até levei umas broncas dele: meu cérebro não acompanhava aquele cruce de pernas. Rá Rá Rá!

A lista de milongas em Buenos Aires é interminável. Segundo a Asociación de Organizadores de Milonga são mais de 500 endereços! Este post não pretende esgotar o assunto, muito menos indicar as melhores ou as maiores. É apenas um pontapé para que você possa escolher da próxima vez a que mais combina com você.

1- Bien de Abajo – La Glorieta | Há 16 anos um grupo de aficionados por tango comanda esta milonga, uma das poucas ao ar livre e com entrada grátis. As aulas acontecem aos sábados e domingos a partir das 17h. Já a milonga começa às 20h, bem mais cedo do que as concorrentes. Entrada: grátis. Fica nas Barrancas de Belgrano, próximo ao Barrio Chino.

2- Confitería Ideal | É uma das milongas mais tradicionais de Buenos Aires. Funciona desde 1912 e foi um dos cenários do filme Evita. O ambiente faz a linha charmoso-antigo. A média de idade dos dançarinos é de… 90 anos. Amei! De terça a sábado, 22h30 a 3h. O baile é com orquestra ao vivo. Oferece aulas e matinês todos os dias. Entrada: 35 pesos. Calle Suipacha, 380 – Centro.

3- La Viruta | É tanta gente num mesmo lugar que nem dá tempo de ficar tímido. Com o lema “Entrás caminando, salís bailando”, esta milonga é das mais animadas e turísticas da cidade. Entrada: 30 pesos (inclui as aulas, a milonga e o show ao vivo). Calle Armenia, 1366 – Palermo SoHo.

4- Maldita Milonga | O ritmo tangueiro bate forte com a Orquestra Típica El Afronte.  São 11 instrumentistas, ao vivo, sempre às segundas e quartas-feiras, a partir das 22h30. Para quem quiser ensaiar uns pasitos, as aulas acontecem a partir das 21h. Entrada: 25 pesos. Calle Perú, 571 – San Telmo.

5- Salón Canning – Parakultural | O local foi fundado pela comunidade grega de Buenos Aires no início do século 20. Das que visitei foi a milonga mais avançada no quesito técnico. Os dançarinos são de intermediário para cima. As aulas – para principiantes, inclusive – acontecem de segunda a quinta, em horários variados. As milongas são às segundas, terças e sextas, a partir das 23h. Mas o bicho pega mesmo a partir da 1h da manhã! Entrada: 30 pesos. Calle Scalabrini Ortiz, 1331 – Palermo SoHo.

Dica: visite o blog Aquí me Quedo, da Gisele Teixeira. Ela sabe tuuudo de milongas! Acompanhe também o Buenos Aires Milongas que traz programação completa com dia e horário da maioria delas.

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Fotos: Raul Mattar

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segunda-feira, 23 de abril de 2012

As comidinhas de São Paulo

É certo que o circuito gastronômico das grandes cidades não tem fim. São tantas e variadas opções que mesmo quem mora em São Paulo não consegue conhecer todos os bons restaurantes, lanchonetes e padarias listados nos mais diversos guias.

Mas existe uma categoria gastronômica que sempre embala uma história feliz: as comidinhas. Elas estão em qualquer lugar. Nem precisa ser uma metrópole para colecionar vários endereços com “aquele” sanduíche ou “aquela” empada.

No caso de São Paulo, especificamente, eu teria que nascer umas três vezes para dar conta de conhecer todos estes cantinhos especiais da cidade. E fico com a impressão de que cada vez que tico um da minha lista aparecem mais dois para conhecer e provar.

O Tempurá do mercadinho Kaisen | Olha só o tamanho da criança. Vale como uma refeição. Vem com camarão, legumes fininhos e é megacrocante. Aqui são feitos também o Takoyaki, bolinhos de polvo (seis unidades por R$ 6). Fica na Rua Galvão Buenos, 276, Liberdade.

Doce de feijão | No mesmo bairro, sempre compro o Mandiu (duas unidades por R$ 4). Não tenho um endereço certo para provar este acecipe. Mas por ali, em qualquer lodjinha que vender um, valerá à pena garantir o seu.

O Bauru de Rosbife do Ponto Chic | É maravilhosamente preparado da mesma forma há décadas. Pão francês, rosbife, tomate pepino em conserva e vários queijos fundidos (R$ 17,90). Existem 3 filiais na cidade. Eu fui à unidade que fica no bairro Paraíso.

O Sanduíche de Mortadela | É quase um imortal. Vários pontos da cidade já colocaram o sandubão com 300 g de mortadela no cardápio. Mas o do Bar do Mané, no Mercado Municipal, é o mais tradicional.

Pastel de Bacalhau | Outro clássico. Está por todos os lados, mas é no Hocca Bar que você prova o autêntico.

O Torresmo do Mocotó | Feito artesanalmente. Sedutor por dentro, malandro por fora. Perfeito. (R$ 3,90 um torresmo, porção acima).

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Fotos: Raul Mattar e Sílvia Oliveira

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MATRAQUEANDO - Viagens e Comidinhas | Por Sílvia Oliveira | Jornalista | Curitiba, BR

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