Silvia Oliveira
sexta-feira, 28 de agosto de 2015

Ilha de Marajó | Onde ficar: Soure ou Salvaterra?

Ilha de Marajo Barra Velha Soure

Praia de Barra Velha, Soure

As duas principais cidades da Ilha de Marajó são Soure (conhecida como a “capital”) e Salvaterra, onde chegam os barcos e as balsas que vêm de Belém e do porto de Icoaraci. Veja aqui como chegar à Ilha de Marajó.

As duas têm atrativos, mas Soure abriga a maior parte deles, além de ter restaurantes e hotéis mais estruturados. Em Salvaterra você tem basicamente duas praias famosas, Joanes (com ruínas jesuíticas) e Praia Grande — a mais frequentada pelos turistas.

Ilha de Marajo Praia do Pesqueiro

Praia do Pesqueiro, Soure

Já em Soure, além das praias de Barra Velha e do Pesqueiro, você pode fazer alguns dos principais passeios da Ilha de Marajó como a visita à Fazenda São Jerônimo (veja nosso relato completo aqui), à Fazenda Bom Jesus, ao laticínio Mironga para ver a produção do queijo de búfala, comprar cerâmicas marajoara, participar de apresentações de carimbó (ritmo que nasceu na ilha) e almoçar (ou jantar) no  tradicional  restaurante Delícias da Nalva.

Ilha de Marajo vista da pousada

Vista do amanhecer na Pousada Bosque dos Aruãs, Salvaterra

Mas indo na contramão do que a maioria recomenda, eu fiquei em Salvaterra — o lado menos muvucado da ilha. Minha escolha foi monetária. Ao pesquisar hospedagem, a pousada que tinha o menor preço e a maior nota na avaliação do Booking.com era a Bosque dos Aruãs justamente em Salvaterra.

Minha preocupação, então, foi descobrir se era fácil chegar a Soure partindo de Salvaterra. As duas cidades estão divididas pelo rio Paracauari. Para ir de Salvaterra a Soure (ou vice-versa) é necessário pegar uma balsa (gratuita para passageiros, carros pagam uma taxa) que cruza o rio de hora em hora. A travessia é bem rápida, cerca de 10 minutos. (Dou mais detalhes aqui.)

Ilha de Marajo Pousada Bosque dos Aruas 2

Pousada Bosque dos Aruãs: hospedagem simples em Salvaterra

A Pousada Bosque dos Aruãs, onde nos hospedamos, fica a 5 minutos caminhando da Praça da Igreja, local de onde saem os barcos para Soure. Os chalés são de madeira com quartos beeeeem simples precisando de uma mão de tinta urgente. :mrgreen:

O luxo: ficam de frente para a Baía de Marajó com um nascer do sol espetacular. Para ajudar quem não quer fazer a travessia para tomar sol em Soure, a pousada fica a 800 metros da Praia Grande, a mais famosa de Salvaterra.

Apesar da simplicidade, os chalés da Bosque dos Aruãs têm ar condicionado e estão equipados com TV via satélite e frigobar vazio (você coloca o que quiser). Wi-fi ruim, mas isso é um problema na ilha em geral. Para compensar a falta de opção de onde comer à noite em Salvaterra, a pousada tem restaurante que serve carnes, frutos do mar e massas.

Ilha de Marajo Ruinas Joanes

Ruínas jesuíticas do século 17 em Joanes, Salvaterra

A comida é ótima, mas sempre demorava mais de uma hora para ficar pronta. Ou seja, peça algo para beliscar antes se estiver com muita fome. A melhor parte, no entanto, era escutar os causos do Seo Jurandir — dono da pousada — que sempre estava por ali contando histórias e dando dicas da região.

A diária está a partir de R$ 100 o casal ou R$ 115 quarto triplo (nossa opção). Café da manhã  — com tapioca e queijo de búfala — incluído! Vale a pena para quem quer muito sossego, pagar bem pouco e não está preocupado em encontrar hotel padrão.

Caso eu estivesse disposta a pagar um pouco mais minhas opções talvez seriam o Hotel Casarão da Amazônia (mais caro e sem café da manhã), o hotel Canto do Francês (valor médio e boa estrutura) ou a Pousada Aruanã (econômica e bem localizada, mas que não estava disponível quando fui)  — todas em Soure. (Clique nos links para ver a avaliação dos hóspedes.)

Ilha de Marajo travessia Soure Salvaterra

Travessia de Salvaterra para Soure

Gostei de ter ficado em Salvaterra, mas reconheço que é bem mais prático se hospedar em Soure. O problema não foi ter que fazer a travessia todos os dias (isso era a parte mais legal, um passeio à parte), mas a pequena estrutura turística fica na “capital” da ilha.

No quesito comida, principalmente à noite, só tínhamos o restaurante da pousada que apesar de ser bom, não era barato e nem todos os dias queríamos jantar banquete. Um lanche resolveria, por exemplo.

Em Salvaterra também há um pequeno centro comercial, mas fica mais afastado da pousada e nós estávamos sem carro, dificultando esse vai e vem. Se você estiver motorizado deve ponderar o que terá melhor custo-benefício para o sucesso da sua viagem.

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Pagamos todas as nossas despesas de viagem. Não aceitamos convites nem cortesias. Sempre nos hospedamos anonimamente nos hotéis indicados. A proposta é mostrar para você uma resenha íntegra e isenta do lugar. Aqui, você pode confiar!

Disclaimer | Este post contém links para o Booking.com, parceiro comercial do blog, inseridos espontaneamente pela autora.
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Fotos: Raul Mattar | Todos os direitos reservados. ©

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sexta-feira, 21 de agosto de 2015

Matraqueando no Curitiba Social Media 2015

CSM-22-de-agosto

Rapaiiiz, eu engano bem! Só porque tenho um brogue há anos esse pessoal acha que manjo alguma coisa desse trem obscuro chamado de mídias sociais. Veja, demorei para entender o que era érretê no Twitter. Por problemas cognitivos de alta periculosidade não consigo usar o Snapchat. Não sei o que é Periscope e… tenho muita raiva de quem sabe. Fico confusa até com foto no Instagram que usa réshitegui demais. Rá!

No Matraqueando a única coisa que faço é digitar texto e subir foto. Mas como recusar o convite do fundador da internet brasileira? (Obrigada, Inagaki!) E aí que, depois de acatarem todas as minhas exigências como camarim exclusivo e água mineral francesa (hahaha, tá bom, eu paro!), vou abrir o Curitiba Social Media 2015 com o painel Um bate-papo sobre internet e turismo com convidados V.I.P. — “Vindos do Interior do Paraná”. 10h-11h (Como não amar esse título?)

Ao meu lado estarão o Garon Piceli (gestor de comunicação da Loumar Turismo), o diretor da Paraná Turismo, Jacó Gimennes e o professor Dr. Alexandre Biz da Universidade Federal do Paraná.

Depois disso vêm uns caras fraquinhos que tão começando agora (#sqn) tipo Maurício Cid, do Não Salvo, o Rodrigo Fernandes, do Jacaré Banguela, o Rodrigo Magalzão, do Porta dos Fundos, o PC Siqueira, do canal do YouTube Mas Poxa Vida,  e o Cauê Moura, do Desce a Letra, também do YouTube.

Enfim, eu sou aquela banda cover que abre o show das grandes estrelas do Rock In Rio. E, olha, que baita orgulho tô de mim! #réshiteguimuitoamor

csm2015 vip

Serão 18 painéis e workshops. Algumas grandes empresas da web como YouTube, Pinterest, Hootsuite e outras que desenvolvem ações de impacto na rede como o Instituto Ayrton Senna também estão na grade do evento.

Além de vários painéis bacanudos no Espaço Mix, o público tem acesso ao Espaço Social, onde acontecem os workshops de linguagem cinematográfica, fotografia e convergência digital, empreendendo on-line, entre outros. Veja a programação completa aqui.

Então, fica assim: o CSM2015 acontece amanhã (22/08) no Centro de Convenções de Curitiba (Rua Barão do Rio Branco, 370 – veja o mapa aqui),  com programação intensa das 10h às 22h15. (O credenciamento começa a partir das 9h.)

Sinceramente, nem sei se quando você ler este texto vai ter ingresso ainda. O perfil do Curitiba Social Media tava tocando o terror no Twitter esta semana dizendo que os lugares estavam quase esgotadas. Coooorre aqui para ver se você garante o seu! Tomara que a gente se encontre por lá. Lembre-se, meu painel é das 10h às 11h, no Espaço Mix. Prometo otôgrafo e selfie pro feyssy. 😀

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Estamos na Revista TAM de abril!

Guias Matraqueando no jornal Estadão

Matraqueando no livro 100 dicas para viajar melhor do Ricardo Freire

Matraqueando é indicado na revista Viagem e Turismo como um blog para chamar de seu!

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Foto: divulgação CSM2015

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quinta-feira, 20 de agosto de 2015

Curitiba | Paris Cake House: confeitaria temática com alguns dos melhores doces e café do centro da cidade

Paris Cake House Curitiba

Sabe aquele furdúncio característico do centro da cidade? Então, é algo que passa longe dessa gracinha de confeitaria (e café) escondida na região da Boca Maldita de Curitiba. A Paris Cake House funciona como um bistrô moderninho cheio de delícias para tirar você da mais rigorosa das dietas.

Paris Cake House Cupcakes

O local é tocado por uma família de… coreanos. Mas a tendência é francesa com ênfase em algumas delícias fabricadas ali mesmo como pães, bolachinhas e uma linha de pâtisserie i.n.c.r.í.v.e.l.

Paris Cake House paes e bolachas

A decoração é fofa e os garçons e garçonetes usam uniforme a caráter, com direito a boininha no melhor estilo francês. No mês que vem o empreendimento completa um ano e conquistou turistas e moradores que circulam pelo calçadão (também conhecido com Rua das Flores) da capital.

Logo após o almoço, aliás, é impossível conseguir lugar em uma das sete mesas disponíveis. Há dois balcões que acomodam bem quem opta apenas por um café rápido.

Como o local é pequenino o atendimento, embora sempre muito simpático e solícito, fica confuso quando está lotado. O melhor horário é logo que abre, no meio da tarde ou aos sábados.

Paris Cake House precos

O cardápio é curto, mas suficiente para a gente provar alguns dos melhores doces da cidade acompanhados por uma soda italiana (R$ 7) ou pelo café espresso tradicional (R$ 4,50).

No café da manhã (8h às 10h), a casa oferece quatro combos-delícia: café + butter roll (R$ 5,90), café + pão de queijo (R$ 6,90), café + queijo quente ou misto (R$ 7,90) e café + Ham Egg Toast (R$ 8,90).

Paris Cake House Curitiba Sanduiche

Um opção “típica” é o Croque Monsieur (foto acima), sanduíche tradicional parisiense com pão, presunto, queijo e molho bechamel (R$ 7). É bom, mas nada impressionante. Um bom misto quente de qualquer café simpRão resolveria pela metade do preço.

É que o momento “uau” da Paris Cake House está na vitrine de doces. Cupcakes, bolos e tortas deixam o cliente paralisado. São diversas opções com a promessa de produtos mais suaves e com menos açúcar.

Fato: quando saio para comer doces eu geralmente peço um pedaço e divido com o Raul ou com a Mariana. Não porque a gente não queira engordar (também, claro) — mas porque não conseguimos comer um pedação inteiro de bolo cheio de chantilly e creme.

Paris Cake House endereco

Aqui na Paris Cake House cada um come um doce inteiro e ainda fica com vontade de pedir outro. A Mariana adora o minicupcake de morango (R$ 4).

Paris Cake House Cheesecake Oreo

Uma das estrelas da casa é o Oreo Cheesecake (R$ 9), feito com uma massa suave e pedacinhos do biscoito mais amado do mundo. Já o Bolo de Frutas (R$ 9) se deixar, posso comer três fatias. Leve e saboroso do começo ao fim: cobertura, massa e recheio. (Fotos acima)

Paris Cake House Tiramisu Mirtilo

Mas o meu preferido é o Tiramisu (R$ 8 ou R$ 10,50 com mirtilo). São não peço toda a vez que vou lá porque ele é pequeno e mais caro. Duas bocanhadas e já era. Rá!

Para quem quiser tomar só um cafezinho, o lugar também arrasa. Tem uma seleção bacana de cafés quentes (Machiatto por R$ 4,50 e Capuccino por R$ 7) e cafés gelados (Americano por R$ 8).

Na linha cafés especiais prove o Café Caramelo feito com espresso, leite vaporizado, calda de caramelo  e chantilly ou o Café Bombom com espresso, leite condensado e chantilly. Ambos por R$ 11 cada. Ah, o lugar aceitas encomendas. Veja no site as opções.

A confeitaria-café Paris Cake House fica perto de:

– Rua das Flores (calçadão de Curitiba)
– Palácio Avenida
– Boca Maldita
– Praça Osório

SERVIÇO

Paris Cake House | www.pariscakehouse.com.br

Endereço: Rua Candido Lopes, 331 (a meia quadra da Praça Osório) | Centro | Curitiba-PR

Tel. (41) 3082-1668

Horário de funcionamento: segunda a sexta, 8h às 19h e sábados, 8h às 17h. (Fecha aos domingos.)

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Texto e fotos: Sílvia Oliveira  | Todos os direitos reservados. ©

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domingo, 16 de agosto de 2015

Curitiba | Vinhos Durigan: parada estratégica em Santa Felicidade com degustação grátis

Vinhos Durigan Santa Felicidade Curitiba

Nem só de parques vive Curitiba. Entre tantos pontos de parada em Santa Felicidade — o bairro italiano da cidade (a 7 quilômetros do centro), reserve pelo menos uma hora para o Vinhos Durigan. O local é acolhedor, rústico e temático. Logo na entrada há várias esculturas, uma delas representa Baco (deus do vinho) sobre uma pequena cascata.

Vinhos Durigan Santa Felicidade Curitiba turismo

O fácil acesso (fica no trecho mais turístico da Av. Manoel Ribas, a principal artéria do bairro) e o ótimo atendimento atraem centenas de pessoas todos os dias — de turistas a moradores.  Já estive lá durante a semana, de manhã, à tarde, aos sábados, aos domingos e está sempre cheio de gente.

Vinhos Durigan Santa Felicidade Curitiba como chegar

A família Durigan chegou ao Paraná no século 19 vindo de Treviso, na Itália. Depois de passar por Morretes, no litoral do estado, os imigrantes fixaram residência no planalto curitibano, hoje chamado de Santa Felicidade.

Vinhos Durigan Santa Felicidade Curitiba degustacao

Todas aquelas comidinhas deliciosas para beliscar como salames, queijos, antepastos, doces e chocolates estão à venda. Diariamente oferecem degustação grátis de frios, sucos e vinhos. Como eu não entendo nada de vinho, não tenho como julgar a qualidade do negócio nesse quesito — mas vejo o pessoal saindo com a sacola cheia de garrafas.

Vinhos Durigan Santa Felicidade Curitiba ponto turistico

Já o suco de uva (sem conservantes ou adição de açúcar) é um dos meus preferidos por ter um sabor menos “ácido” que a maioria das bebidas similares do mercado. Referência para o meu paladar, obviamente.

Vinhos Durigan Santa Felicidade Curitiba precos

Os preços parecem atrativos: vinhos de mesa seco (R$ 12,50),  suco de uva (a partir de R$ 5 a garrafa de 500  ml), grappa (obtida da destilação em alambique de cobre do bagaço de uva fermentado – R$ 25 a garrafa de 250 ml) e quentão (R$ 12). A Adega Durigan vende ainda vinhos finos e espumantes. A garrafa mais cara sai em torno de R$ 30.

O espaço também é focado na cultura gastronômica italiana. Se você quiser preparar um jantar típico pode abrir a carteira: aqui você encontra massas, molhos, azeites, focaccias, crostinis, geleias e pastinhas deliciosas. Os preços não são abusivos, tanto que eu sempre compro lá. (“Eu sempre compro lá” é a senha de que o lugar recebe bem seres muquiranas.) 😀

Vinhos Durigan Santa Felicidade Curitiba degustacao gratis

Bandeja de frios: degustação diária

E quando se fala em degustação grátis não tem aquele constrangimento de chegar ao balcão e ficar pedindo pelamordedeos para provar alguma coisa. Assim que você entra no Vinhos Durigan, à sua esquerda está a degustação de queijos e salames.  É só pegar os palitinhos e experimentar. Já no balcão, ao lado direito, vários vendedores já estão a postos com garrafas em punho à espera do seu pedido de prova.

Vinhos Durigan Santa Felicidade Curitiba queijos salames

Outro detalhe que eu acho bem fofo na casa é que ela está sempre decorada de acordo com a época do ano: páscoa, Natal, festas juninas — dando um ar sempre festivo ao lugar.

Dica da Matraca: a Durigan fica em frente à loja temática da Florybal que vende os tradicionais chocolates de Gramado. Caso você esteja fazendo o circuito com a Linha Turismo (veja nosso post completo aqui) há uma parada do ônibus bem em frente à adega.

SERVIÇO

Vinhos Durigan | www.vinhosdurigan.com.br 

Local: Av. Manoel Ribas, 5455 | Santa Felicidade | Curitiba-PR | Veja no Google Maps

Tel. (41) 3371-2312

Horário: segunda a sábado, 8h às 22h e domingo, 8h às 20h.

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segunda-feira, 10 de agosto de 2015

F.A.Q. | Como tirar o visto americano: perguntas frequentes

Vista de Manhattan desde o Brooklyn

Há anos o sistema de emissão do visto americano se modernizou e o processo ficou bem mais fácil e rápido.(Veja nosso passo a passo ilustrado para tirar o visto aqui, aqui e aqui.) Mesmo assim, ainda é necessário passar por várias etapas burocráticas e reunir diversos documentos que comprovem sua situação financeira e vínculos com o Brasil. Além disso, salvo os que estão isentos, é obrigatório passar por uma entrevista presencial no consulado. Seguem as perguntas e repostas com as dúvidas mais frequentes nas caixas de comentários!

PLANEJAMENTO

1. Quais são os documentos necessários para solicitar o visto americano?

Antes de começar a preencher formulário DS-160 tenha em mãos o passaporte com validade mínima de seis meses, CPF e o visto antigo, se houver. Em seguida você deve preencher o formulário DS-160 (veja aqui o post com o preenchimento passo a passo), pagar a taxa consular MRV e agendar a entrevista (veja aqui o post de como pagar a taxa e agendar a entrevista.).

2. Um amigo meu tirou o visto e teve que fazer upload de uma foto digitalizada. Mas no meu processo não aparece esta opção, o que eu faço?

Não é mais necessário fazer upload da foto durante o processo. Sua foto será tirada no CASV juntamente com a coleta das suas digitais (biometria). Mas, mesmo assim, o consulado recomenda levar uma foto 5 x 7 com fundo branco, sem óculos, sem franja, sem sorrir e mostrando as orelhas.

3. Meu filho tem menos de 16 anos. Ele precisa comparecer ao CASV para tirar a foto?

Não. Menores de 16 anos e maiores de 66 anos NÃO precisam comparecer ao CASV. Um responsável pode entregar a documentação, não precisa ser nem o pai ou a mãe. Neste caso leve duas fotos 5 x 7 com fundo branco, sem óculos, sem franja, sem sorrir e mostrando as orelhas. Caso queira levar seu filho, não há problemas, eles tiram a foto na hora. No entanto, se seu filho tem menos de dois anos o consulado recomenda levar as fotos, mesmo que a criança esteja com você. É que, neste caso, como a criança é muito pequena é melhor garantir uma foto antecipadamente com calma. Atenção: alguns sites dizem que pode tirar a foto com óculos. Mas NÃO pode. Se você chegar lá com uma foto da criança com óculos terá que providenciar outra.

4. Não tenho passaporte, posso solicitar o visto?

Não. Você precisa do número do passaporte para colocar no preenchimento do formulário DS-160.

5. Já dei entrada no processo do passaporte, posso preencher a DS-160 só com o número do protocolo?

Não. Você precisa do número do passaporte para colocar no preenchimento do formulário DS-160.

6. Quem está isento da entrevista no consulado?

Toda e qualquer pessoa que estiver renovando e teve visto emitido após 1º de janeiro de 2008 e menores de 16 anos e maiores de 66 anos. Nestes casos, só é necessário levar a documentação ao CASV. Menores de 15 anos e maiores de 66 não precisam sequer comparecer ao CASV. Um terceiro pode levar a documentação.

7. Qual o tempo de espera para conseguir o visto?

O governo americano adotou medidas para agilizar a emissão dos vistos, o que reduziu — e muito — o processo. O prazo para agendamento da entrevista é de duas semanas a 30 dias. Mas geralmente ocorre bem antes disso. No meu caso, assim que paguei a taxa consular o próximo dia útil que aparecia para a entrevista era 48 horas depois. De qualquer maneira, é muito recomendável que você providencie tudo com pelo menos três meses de antecedência antes de viajar.

8. Posso marcar viagem antes de solicitar o visto?

Poder, você pode. Mas não recomendo de jeito nenhum. O próprio consulado pede que o solicitante NÃO marque suas viagens até ter o visto em mãos.

9. Posso renovar meu visto mesmo que ele ainda não tenha vencido?

Sim.

10. Se eu mandar minha solicitação por um despachante terei mais chances de obter o visto?

Para o consulado americano nenhuma pessoa ou empresa tem preferência. Se algum despachante disser isso a você, é mentira.

PREENCHIMENTO DO FORMULÁRIO

11. O consulado recomenda não marcar a viagem antes de obter o visto, mas pergunta no formulário onde eu vou me hospedar. O que eu coloco?

Coloque o nome do hotel onde você pretende se hospedar. Se você mudar de hotel quando realmente for aos Estados Unidos não há problema algum. Agora, cuidado. Se você declara que ganha R$ 4.500,00 não vá selecionar um hotel cuja diária é de US$ 800. Escolha algo compatível com sua realidade financeira, pode ser até um hostel (albergue).

12. Os formulários são diferentes para homens e mulheres?

Sim. O questionário dos homens costuma ter mais perguntas que o das mulheres e o formulário para menores de 16 e maiores de 66 anos costuma ser mais sucinto.

13. Por um descuido não anotei meu ID do formulário e não consigo dar prosseguimento ao processo. O que eu faço?

Ligue para o CASV (veja os números no fim deste post) e tente falar diretamente com o consulado.

14. Depois de preenchido e enviado percebi um erro de informação no formulário. Tem como corrigir?

Depois que o formulário foi enviado não tem como corrigir. Se for um errinho de número de telefone, por exemplo, não há problema. Mas os nomes, número de passaporte, data de nascimento, entre outras informações pessoais, não podem conter erros de jeito nenhum. Neste caso você deve preencher OUTRO formulário DS-160.

15. Mas eu só percebi o erro depois que eu já havia agendado a entrevista. Tenho que pagar novamente a taxa?

Não. Depois de preencher um novo DS-160, volte ao site onde agendou a entrevista e atualize com novo código de confirmação (ID) que é iniciado com AA00. Será gerada uma nova confirmação de agendamento Não precisa cancelar o agendamento.

AGENDAMENTO DA ENTREVISTA

16. Depois de pagar a taxa consular (MRV) quanto tempo eu tenho para agendar a entrevista?

Você poderá agendar sua entrevista até um ano após o pagamento da taxa. Depois deste período você perde a taxa e tem que pagar novamente.

17. Posso agendar minhas entrevistas no CASV e no Consulado para o mesmo dia?
O consulado de São Paulo não permite agendar uma entrevista no CASV no mesmo dia de sua entrevista no consulado. (Mas há leitores que relatam que conseguiram fazer isso em outros CASVs, como no Rio de Janeiro.) Após agendar o CASV você pode marcar sua entrevista de um a oito dias depois. É possível, também, agendar entrevistas em dias consecutivos no CASV e no Consulado, por isso os CASVs estarão abertos aos domingos para facilitar esse processo. Se não existir um CASV próximo à residência do solicitante, infelizmente, ele terá que se deslocar duas vezes ou permanecer por uma noite na cidade escolhida para a entrevista. Os CASVs funcionam de segunda a sexta, das 7h às 18h, e abrem aos domingos das 13h às 18h. Não funciona aos sábados.

18. Posso agendar a entrevista para mim e para minha família no mesmo horário?

Sim, você pode agendar uma entrevista para até dez pessoas da mesma família no mesmo horário. No entanto, você terá que preencher um formulário DS-160 e pagar uma taxa de solicitação de visto (MRV) para cada membro da família. Após a finalização de inscrição do formulário aparece um botão “Incluir membro da família”.

19. Não consigo incluir todos os membros da minha família no mesmo horário. O que fazer?

Agende a entrevista separadamente, mas no mesmo horário dos outros membros. E compareçam todo juntos. Tanto no CASV quanto no consulado eles não separam as famílias. É só chegar e informar a situação. Caso não consiga agendar todos para o mesmo dia e horário será necessário cancelar o agendamento anterior e tentar novamente até que todos sejam cadastrados juntos.

20. Comecei a preencher o formulário e não consegui terminar? Quanto tempo tenho para concluir o processo?

A cada etapa de preenchimento do formulário você deve salvar o documento (existe um botão específico para isso durante o processo). Caso não consiga concluir o preenchimento salve tudo e você terá até 30 dias para finalizar o pedido.

21. Necessito mudar a data da minha ida ao CASV e/ou Consulado. É possível?

Sim. Você pode fazer esta alteração diretamente no site até 24 horas antes do horário  agendado.

22. Quantas vezes posso remarcar/cancelar minha entrevista?

Não existe um número limitado, apenas lembre-se de que você deve concluir todo o processo em até um ano após o pagamento da taxa consular (MRV).

IDA AO CASV

23. Quais são os documentos necessários para levar ao CASV?

— Passaporte com validade mínima de seis meses.

— Passaporte com visto antigo, se houver.

— Página de confirmação de preenchimento do DS-160. É uma folha impressa com o código de barras que aparece após o envio da DS-160. Não precisa levar o formulário preenchido.

— Página de confirmação de agendamento do CASV (onde aparecem dois códigos de barra no final).

24. Vou levar ao CASV a solicitação de visto para um sobrinho (filho, amigo), preciso de alguma autorização para entregar os documentos?

Não.

25. Posso entrar com bolsa ou mochila no CASV?

Sim, mas o celular deve estar desligado. Se eles pegarem seu celular ligado dentro do CASV o seu processo é cancelado. Já no consulado pode levar bolsa (desde que pequena), mas o celular (ou qualquer aparelho eletrônico, até fone de ouvido) não entra mesmo que desligado. Tanto nos arredores do CASV quanto do consulado há guarda-volumes que cobram entre R$ 5 e R$ 10 pelo período.

ENTREVISTA NO CONSULADO

26. Quem deve comparecer ao consulado para fazer a entrevista?

Todos os solicitantes que não se enquadrem em um dos critérios de isenção de entrevista (menores de 16 anos e maiores de 66 anos) ou que não estejam renovando o visto deverão comparecer pessoalmente à Embaixada ou Consulado Americano para fazer a entrevista.

27. Quais documentos necessito levar para a entrevista no consulado?

Documentos obrigatórios:

—Passaporte com validade mínima de seis meses

— Passaporte anterior caso ele tenha um visto americano vencido ou que está prestes a vencer

— Confirmação do formulário DS 160 (aquela folha com o código de barras)

Documentos opcionais, mas que são recomendados levar:

— Comprovante de renda (IR, carteira de trabalho, contra-cheques, pró-labore, entre outros.)

— Extrato bancário dos últimos 3 meses (tanto da conta corrente quanto da poupança, se houver)

— Comprovante de matricula em faculdade, escola, colégio, MBA e afins

— Carta convite de uma pessoa/empresa dos EUA caso você esteja indo participar de um congresso, por exemplo

— Comprovante de residência

— Comprovante de imóveis próprios

28. Outra pessoa irá pagar minhas despesas. Que documentos necessito levar?

Você precisa levar documentos que comprovem que esta pessoa tem condições financeiras para pagar todas as suas contas. (Veja na pergunta anterior quais são estes documentos). Além disso, ela tem que preparar uma declaração por escrito com firma reconhecida em cartório dizendo que se responsabiliza pelos seus gastos durante sua viagem. Mas nem sempre o consulado pede esta tal carta.

29. Que tipo de roupa devo usar para fazer a entrevista?

O ambiente do consulado, embora sisudo, é informal. Homens não precisam ir de terno gravata e mulheres não precisam ir de vestido e salto. Vista-se adequadamente como se estivesse indo a uma reunião entre amigos. Apenas, evite chinelos, bermudas e vestidos curtos.

30. Ainda não completei 18 anos, posso fazer a entrevista sozinho?

Não. Você vai precisar da presença de um dos seus pais ou responsável legal. Lembrando que menores de 15 anos estão isentos da entrevista.

31. Tenho que falar inglês na entrevista?

Não, a entrevista pode ser em português.

32. Quais são as principais perguntas durante a entrevista?

O agente vai perguntar seu propósito de viagem (turismo), com quem vai, quanto tempo pretende ficar, se já visitou os Estados Unidos anteriormente, se já conhece outros países, onde você trabalha, se estuda ou se é casado.

33. Meu visto não foi negado, mas também não foi concedido. Ele entrou em “processamento administrativo”. O que é isso?

Alguns vistos entram neste processo porque o agente consular julgou necessário um prazo maior para avaliar a concessão ou não do visto. Você será informado sobre essa necessidade durante a entrevista. Este processo pode demorar até 60 dias (e seu passaporte ficará retido durante este tempo).

VISTO CONCEDIDO

34. Meu visto foi concedido. Como receberei meu passaporte?

Durante o processo de agendamento no CASV você escolheu a forma de entrega do seu passaporte que poderá ser feito em um endereço indicado por você ou retirado pessoalmente.

35. Qual é o prazo de devolução do passaporte com visto?

Geralmente são 10 dias úteis após a entrevista, a não ser que seja instaurado um processo administrativo que é quando o visto não foi negado, mas ainda se encontra em análise. Por isso, é importante NÃO marcar nenhuma viagem em que você necessite do passaporte até que o processo seja finalizado.

36. Recebi o visto e descobri que havia um erro. O que devo fazer?

É muito raro aparecer um erro nos dados do visto. Mas se isso acontecer você terá que levar seu passaporte ao posto consular que o emitiu para fazer a verificação e correção.

37. Meu passaporte expirou, mas o visto continua válido. O que tenho que fazer?

Você terá que viajar com os dois passaportes, o passaporte expirado com o visto válido e o passaporte novo.

38. Meu passaporte com o visto válido foi roubado/perdido/danificado. É possível tirar uma segunda via?

Infelizmente, não. Caso isso aconteça você terá que tirar um novo passaporte e pagar novamente a taxa. Em caso de roubo ou perda é necessário, ainda, anexar ao processo uma cópia do boletim de ocorrência.

39. O visto garante minha entrada nos Estados Unidos?

Não. O visto é obrigatório, mas não garante sua entrada. Na imigração, o agente é quem decide se você entra ou não. Mas estando com todos os documentos certinhos (passagem de ida e volta, reserva de hotel, seguro de saúde, dinheiro, cartão de crédito) não há porque ter problema.

40. Após minha entrada nos EUA poderei ficar quanto tempo no país?

Mais uma vez será o agente de imigração quem vai decidir. Mas, normalmente, o prazo concedido é de seis meses.

41. Qual a validade do visto americano?

Geralmente o visto tem validade de 10 anos. Mas o agente consular pode emitir, por razões que desconhecemos, um visto com validade menor. Mas é difícil que seja menos de 5 anos.

VISTO NEGADO

42. Tive meu visto negado. Quanto tempo devo esperar para solicitar o visto novamente?

Não há um prazo específico. Em tese você pode solicitar um novo visto a qualquer momento. No entanto, é necessário haver alguma mudança significativa no seu status financeiro, social ou profissional. E quando for preencher o novo formulário NÃO minta dizendo que nunca teve um visto negado. Estes dados já estão armazenados e mentir é crime grave durante o processo, o que resultará em nova negativa.

 43. Se meu visto for negado posso pedir o reembolso da taxa?

Não, nenhuma taxa é devolvida, uma vez que o processo foi concluído.

DÚVIDAS GERAIS

44. Já comprei minha passagem e reservei o hotel. Se eu levar esses comprovantes para a entrevista aumentam minhas chances de ter o visto aprovado?

Não. O próprio consulado recomenda NÃO comprar nada relativo à viagem antes de ter o visto em mãos.

45. Estarei em trânsito no aeroporto nos Estados Unidos? Preciso de visto?

O visto de entrada nos EUA é necessário para todo o cidadão brasileiro, inclusive crianças, mesmo que simplesmente em trânsito em um aeroporto nos Estados Unidos. Neste caso é necessário solicitar o visto C 1 (visto de Trânsito), específico para este propósito.

46. Não quero fazer o pagamento on-line da taxa consular com cartão de crédito. Há outro meio?

Sim, boleto bancário. Neste caso, você terá que esperar, pelo menos, 24 horas para retornar ao site e concluir o processo de agendamento porque será necessário esperar a compensação do boleto.

47. Existe atendimento preferencial no CASV ou no consulado?

Sim, há tratamento preferencial para pessoas com necessidades especiais, dificuldade de locomoção, idosos, gestantes e pessoas com crianças de colo (menores de dois anos). Ao chegar tanto ao CASV ou ao consulado você será encaminhado para a fila correta.

48. O consulado faz consulta ao SPC ou Serasa?

Não.

49. Estou com o nome sujo na praça, posso solicitar meu visto?

Sim.

50. Eu não tenho renda fixa, não declaro imposto de renda e tenho poucos vínculos comprovados com o Brasil. Será que eu consigo tirar o visto?

Será um processo mais difícil, sem dúvida. Quanto à falta de rendimento você pode declarar que outra pessoa vai pagar seus custos (e levar os comprovantes de renda desta pessoa). Mas se você não tiver vínculo algum com o Brasil (como uma matrícula em uma escola/universidade, por exemplo), o agente terá todos os motivos do mundo para negar seu visto.

51. Já vivi ilegalmente nos Estados Unidos e quero voltar para passear. Quais as minhas chances de obter o visto?

A lei americana determina que imigrantes ilegais não podem pisar em solo americano até 10 anos depois de ter deixado o país. Isso significa que se faz menos de 10 anos que você voltou de lá, é bem provável que seu visto seja negado. Caso já tenham passado estes 10 anos tente reunir ao máximo toda a documentação necessária para comprovar seus vínculos e situação financeira no Brasil.

52. Tenho visto do Irã, Israel, Líbano (ou Coreia do Norte ou Síria ou Cuba) posso solicitar o visto dos Estados Unidos?

Sim, sem problemas. Não está escrito em nenhum lugar “se você tiver visto de tal país” não pode solicitar o visto americano.

Telefones dos CASVs

Belo Horizonte (31) 3956-0800

Recife (81) 4042-0050

Brasília (61) 3550-0774

Rio de Janeiro (21) 3956-9617 ou 3956-0580

Campinas (19) 3500-2486

Salvador (71) 3500-1637

Curitiba (41) 3908-8125

Santos (13) 3500-6208

Porto Alegre (51) 3500-1460

São Paulo (11) 3858-0957 ou 3958-7007

Se for telefonar a partir dos Estados Unidos ligue para (703)  439-2340

Se usar o Skype: USVISABRAZIL

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Parte 2 | Como pagar a taxa do visto americano e agendar a entrevista

Parte 3 | Como é o atendimento no CASV e a entrevista no consulado

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terça-feira, 04 de agosto de 2015

Como usar o metrô de Nova York

Metro de Nova York Chrysler

Embora tenha testado todas as possibilidades do transporte público de Nova York começo a escrever tensa. Não sei exatamente onde está meu trauma com o metrô da cidade (porque o ônibus só conheci no ano passado), mas estou quase certa de que as linhas nominadas basicamente com números e letras exigem demais do meu raso e inexistente raciocínio lógico.

Sem contar que nem sempre as estações do metrô estão interligadas como acontece em Paris, Londres ou Lisboa. Isso significa que é preciso entender bem o mapinha e saber exatamente aonde você quer ir. Algumas linhas atravessam Manhattan de norte a sul. Outras são curtas e servem rotas específicas.

Confesso que os posts que li por aí antes de viajar me ajudaram muito pouco. (Veja, o problema está comigo, não nos posts!) É difícil visualizar ou aprender a usar o metrô de Nova York só na teoria do texto. É muito número, é muita letra, tem um tal de Uptown para cá, Downtown para lá.

Pretendo ser o mais didática possível. Se você achar que eu estou tentando falar com um leitor de cinco anos, não se assuste. É que estou escrevendo e explicando para mim mesma!

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Metro de Nova York

Como  circular de metrô em Nova York

1. Abra o mapa do metrô de Nova York. (É possível também fazer o download neste mesmo link.) Assim, sempre que eu começar a falar e você não entender a lógica do trampo, consulte o mapa para visualizar melhor. Ah, você pode conseguir este mapa gratuitamente nas cabines das estações.

2. O metrô pode nos levar a qualquer um dos cinco boroughs (distritos) de Nova York: Manhattan, Brooklyn, Queens, Bronx e Staten Island. (Para chegar a Staten Island você tem que pegar um ferry grátis no Whitehall Terminal — ao lado do Battery Park, Metrô Whitehall, Linhas N e R. Chegando à ilha você circula com a Staten Island Railway.)

3. Existem muitas linhas que cortam a cidade de norte a sul e poucas opções que levam de leste a oeste. As que fazem o trajeto norte a sul vêm do Bronx (ao norte), cruzam Manhattan inteirinha e chegam ao Brooklyn (já no sul de Nova York). As linhas 4, 5 e 6 sobem e descem pelo lado LESTE da cidade. Já as linhas 1, 2, 3, A e C circulam pelo lado OESTE. Não dá muito para ir pela cor da linha, porque uma mesma cor pode atender a diversas linhas. Vai vendo…

4. Para cruzar a cidade no sentido leste-oeste (ou o contrário) há poucas opções — aí é que entram os ônibus, tema para outro post, aliás. As principais linhas de metrô que fazem esse trajeto são N, R — que vêm do Queens para Manhattan. Há ainda o Shuttle, trem que faz somente o pequeno trajeto entre Grand Central e Times Square e a 7 (linha roxa), além da Q (antiga linha W) que sai do nada para lugar nenhum. Ela começa (ou termina) na estação Astoria-Ditmars Boulevard (pros lados do aeroporto La Guardia). É claro, ela deve atender a muita gente como os moradores. Mas turisticamente não ajuda muito, até porque quem quiser usar o transporte público para sair do La Guardia tem que pegar um ônibus até a estação Astoria Boulverda e de lá o metrô. Nhé! Não há linha de metrô atravessando o Central Park. Para cruzá-lo de um lado pro outro somente a pé, de ônibus ou táxi.

5. Compre seu MetroCard. É um cartão com tarja magnética que dá acesso ao metrô, ao ônibus e ao bondinho (tram) de Roosevelt Island em Nova York. Eu explico aqui como comprar e usar o MetroCard num passo a passo com fotos.

+ Hotel bom e barato em Nova York: dicas testadas e aprovadas

Metro de Nova York como circular pela cidade

6. Antes de entrar na estação observe se o trem vai para o norte (Uptown) ou para o sul (Downtown) da cidade. Caso você pegue para a direção errada — e isso pode acontecer algumas vezes — fique calmo e tente fazer o caminho inverso para voltar. O detalhe é que, dependendo de onde você pegou o metrô, para mudar de direção é necessário pagar nova passagem (às vezes até sair daquela estação e pegar em outra no lado oposto da rua). Muitas estações não estão interligadas. Na prática, desenhando, é assim: se você está na 33 St (olha lá no mapa!) e quer ir para 110 St, significa que você quer subir, ir para o norte da cidade — sentido Queens e Bronx. Então sua direção é Uptown. Mas se o número diminuir (você quer ir para a 14 St, por exemplo), sua direção é o sul, sentido Brooklyn. Então, escolha Downtown.

7. Já a espera na plataforma é outro momento em que a pressão arterial explode. Saiba que vários trens (com diferentes destinos) vão passar por ali. Avisos luminosos destacam quais estão chegando. Então confira o mapa, leia o aviso eletrônico e confirme se o trem da vez é o seu ou não.

8. Mas nada é tão ruim para o nosso entendimento que não possa piorar. As linhas oferecem dois tipos de serviço: Local ou Express. A linha Local para em todas as estações. A Express pula várias e só para nas principais, geralmente as mais movimentadas e turísticas. É uma linha mais rápida, daí o nome: express. Na frente do trem e nos avisos eletrônicos aparecem a informação “local” ou “express”. Cuidado para não pegar a linha express como uns e outros fazem (serei eu, mestre?) e pular justo a estação na qual você queria descer. O mapa do metrô também indica as paradas. Quando a estação tiver bolinha preta somente param os trens locais. Já nas estações com bolinhas brancas param expressos e locais. Para não confundir, anote aí as linhas expressas: 2 e 3 (vermelha), A (azul), Q (amarela), 4 e 5 (verde), B e D (laranja).

9. Durante o horário de pico (6h30 às 9h30 e 15h30 às 20h, dias de semana) os trens passam, em média, de três em três minutos. Fora desse horário o tempo de espera pode variar de cinco a oito minutos. E quanto mais tarde fica, dependendo da estação, passam de 20 em 20 minutos. Eu já fiquei 25 minutos esperando numa estação do Brooklyn por volta das 22h30. Importante: o metrô de Nova York funciona 24 horas, mas algumas estações fecham determinadas entradas durante a madrugada.

10. Outra coisa que eu aprendi na raça, ou seja, me ferrando: condutores de trens e metrôs usam dialeto próprio feito para ninguém entender. Às vezes eles avisam que aquele determinado trem vai ser desmembrado ou pular alguma estação (por motivos de avaria, por exemplo). Mas é claro que você não entendeu (não se culpe, o problema não é do seu inglês, mas do dialeto empregado). Quando o cara fala algo e eu não entendo… pergunto aos outros passageiros e toco a vida. Atenção também aos cartazes nas paredes da estação, eles costumam trazer informações importantes.

+ Nova York | Como chegar e sair do aeroporto JFK

Metro 96 street

11. Expectativa: as estações levam os nomes das ruas onde estão localizadas. U-hu, isso ajuda muito. 😀 Realidade: algumas estações têm nomes iguais, mas passam em linhas diferentes. Fuén fuén. :( Por exemplo, temos a parada 96 St que fica no leste da cidade e a 96 St, no lado oeste de Manhattan (imagem acima). Há cinco (CINCO!) estações com o nome 23 St, uma na linha azul, outra na vermelha, outra na laranja, outra na amarela e outra na verde (imagem abaixo). Como é que uma pessoa de “humanas” como eu poderia entender essa dinâmica?

Metro 23 street

Como ir de metrô às principais atrações turísticas de Nova York

American Museum of Natural History | Linhas B e C. Descer na 81th Street

Brooklyn Bridge | Linhas 4, 5 e 6. Descer na Brooklyn Bridge-City Hall.

Cathedral of St. John the Divine | Linha 1. Descer na Cathedral Pkwy (110th Street).

Chrysler Building | Linhas, 4, 5, 6 e 7. Descer na Grand  Central Station-42nd Street

Chinatown | Linhas N, Q, R, Z e 6. Descer na Canal Street.

Empire State Building | Linhas N, Q, R, B, D, F e M. Descer na 34th Street-Herald Square.

Estátua da Liberdade | Linhas N e R. Descer em Whitehall St. Daqui você anda  uns cinco minutos até o embarque para pegar o ferry que leva ao monumento.

Grand Central Terminal | Linhas 4, 5, 6, 7 e S. Descer na Grand Central-42nd Street

Ground Zero | Linhas 2, 3, A, C, J e Z. Descer na Fulton Street.

Metropolitan Museum of Art (MET) e Guggenheim Museum | Linhas 4, 5 e 6. Descer na 86th Street.

Museum of Modern Art (MoMA) | Linhas E e M. Descer na 5th Av-53rd Street.

Nações Unidas | Linhas 4, 5, 6, 7 e S. Descer na Grand Central-42nd Street. (A ONU está a quatro quadras da estação, uns 10 minutos caminhando.)

Rockefeller Center | Linhas B, D e F. Descer na 47th-50th Streets-Rockefeller

St. Patrick´s Cathedral | Linhas E e M. Descer na 5th Av-53rd Street. Ou linhas 4 e 6. Descer na 51st Street.

The Cloisters | Linha A. Descer na 190th Street.

Times Square | Linhas 1, 2, 3, 7, A, C, E, N, Q, R e S. Descer na 42nd  Street-Times Square. Um trem chamado “Shuttle” faz o pequeno trajeto Grand Station-Times Square.

Wall Street | Linhas 4 e 5. Descer na Wall Street.

Outras informações

– O metrô de Nova York nem de longe lembra o de São Paulo ou o de Madri. As estações de NY geralmente são feias, sujas e mal cuidadas. Mas não vejo insegurança. No entanto, evitaria circular por ali sozinha e/ou de madrugada.

– As placas indicativas dentro do metrô com os nomes das estações trazem muita informação junta. Ou seja, são pouco intuitivas e de difícil compreensão numa primeira vez. Só para avisar que seu tilt cerebral será normal.

– Existem vários aplicativos para celular para entender melhor o metrô de Nova York. Eu usei o Google Maps mesmo, que dá a rota sem erros. Mas o próprio site do metrô traz uma lista com sugestões de apps: veja aqui.

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Fotos: Sílvia Oliveira | Todos os direitos reservados. ©

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domingo, 02 de agosto de 2015

Guias Matraqueando são destaque no programa Caminhos da Reportagem da TV Brasil

Silvia Oliveira Guias Matraqueando TV Brasil Apresentacao

Eu já havia avisado aqui, aqui e aqui. A entrevista que dei há dois meses para a TV Brasil foi ao ar na última quinta-feira. O programa Caminhos da Reportagem abordou um tema atualíssimo: pessoas que por meio da internet mudaram de vida e influenciam seus seguidores.

O episódio recebeu o nome de Sucesso.com e entrevistou algumas das “celebridades” das redes sociais como o Fábio Porchat do coletivo de humor Porta dos Fundos; a Cris Guerra, idealizadora do conceito look do dia do blog Hoje Vou Assim; o poeta e rapper Fábio Brazza; o quadrinista Carlos Ruas do site Um Sábado Qualquer, além de criadores de novas plataformas de negócio como Catarse, Estante Virtual e… o  Matraqueando. #réshiteguimuitoamor

Silvia Oliveira Guias Matraqueando TV Brasil Blog de viagem

Eu sou a webSUBcelebridade do elenco, que fique claro. 😀 Incrível como a internet passou como um rolo compressor sobre a mídia tradicional e criou “personagens famosos” na web —  muitos dos quais nunca ouvimos falar, mas que são conhecidíssimos dentro do seu nicho.

Lembra do falecido cantor sertanejo Cristiano Araújo? Ninguém sabia quem era, a não ser os 40 milhões de pessoas que visualizavam seus vídeos no You Tube. Poizé…

O programa traz diversas entrevistas com blogueiros e youtubers de vários segmentos: humor, saúde, moda, música, tecnologia, maternidade e… viagem (nóis!). A equipe do Caminhos da Reportagem veio de Brasília a Curitiba para a gente bater um papo.

O foco era como o Matraqueando se profissionalizou ao longo dos anos e como se consolidou com o lançamento da Loja Matraqueando, espaço onde vendo meus guias de viagens.

O Matraca News é o único blog de viagem com sete títulos no mercado publicados por editora própria. Isso nada mais quer dizer que eu sou a secretária, a moça do café, a tia da limpeza, a guria que atende ao telefone, a executiva do empreendimento e — por um acaso — a escritora da bagaça.

Silvia Oliveira Guias Matraqueando TV Brasil

Gostei demais de fazer essa psicanálise pessoal ao dar a entrevista. Pude perceber que, na verdade, não mudei de vida. Desde que deixei meu trabalho como editora e apresentadora na televisão e parti para um mestrado na Espanha eu já comecei a escrever matérias de viagens para jornais e revistas.

O que eu fazia há 15 anos eu continuo fazendo até hoje. A empresa que abri há 15 anos é a mesma até hoje. Faz 15 anos que eu viajo e escrevo. Só que mudaram o foco, o público e a política editorial. Foi, isso sim, um processo de libertação.

O Matraqueando nasceu porque eu era viajante compulsiva e inveterada. E não o contrário. Abrir um blog para começar a viajar, por exemplo, à espera de convites e cortesias é pedir para não sair do lugar. O segredo está na alma, não no negócio exatamente.

O programa tem 53 minutos (tá cheio de histórias inspiradoras) e revela claramente a chave do “sucesso”: todas estas pessoas falam/escrevem sobre o que gostam e começaram meio que por acaso, pelo simples prazer de, alguma forma, colocar em prática um sonho.

Silvia Oliveira Guias Matraqueando TV Brasil Blogs de Viagem

Abaixo está o vídeo. Eu dou as caras lá no 32:06, mas vale a pena ver a matéria toda, conduzida pela querida jornalista Thaís Antônio.

Gratidão, sempre!

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Guias Matraqueando no jornal Estadão

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Sílvia Oliveira: eleita melhor blogueira de viagem no Bloscars 2013

Entrevista especial do Sílvia Oliveira no jornal Folha de Londrina

Matraqueando é indicado na revista Viagem e Turismo como um blog para chamar de seu!

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As imagens do post são prints do vídeo do programa Caminhos da Reportagem.

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MATRAQUEANDO - Viagens e Comidinhas | Por Sílvia Oliveira | Jornalista & Blogueira | Curitiba, BR

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