Silvia Oliveira
  • Se você viajou com a TAM este mês e teve a curiosidade de ler a revista de bordo da companhia é bem provável que tenha me encontrado por lá. Estou na página 92 contando um pedacinho da minha história de […]

  • Taí um post que não sei exatamente como escrever: roteiros fechados de acordo com determinado número de dias. Eu gosto mesmo é da fórmula bairro a bairro, marca registrada no blog e nos Guias Matraqueando. No meu sistema preferido a pessoa […]

  • Impressionada com a oferta de hotéis bons e baratos em Madri. Sempre foi assim, na verdade. Mas de uns tempos para cá, acho que até por conta da crise que tomou conta da Espanha há alguns anos, pipocaram algumas dezenas […]

  • Sessenta quilômetros. Menos de uma hora. Tempo e distância a seu favor para conhecer a inusitada Colônia Witmarsum, pertinho da capital paranaense. A área, fundada por alemães menonitas, reúne confeitarias típicas, restaurantes, lojas, um grande mercado, pousadas, ecoturismo e, de […]

  • Mercados populares com pedigree costumam ser uma mistura emblemática de antropologia, gastronomia e linhagem familiar. O Ver-o-Peso não foge à tradição. Além de ponto turístico de Belém, a feira é uma alegórica representação cultural da cidade. Fica às margens da […]

  • Se eu perguntar a você qual o principal cartão postal de Paris ou Roma logo vem à sua cabeça os atrativos turísticos ícones destas cidades — Torre Eiffel e Coliseu, respectivamente. Para não sairmos da Espanha temos Barcelona com um […]

  • Seiscentos e vinte quilômetros separam Madri de Barcelona. De carro (ou ônibus) você leva, no mínimo, seis horas e meia para fazer o trajeto. Se optar pelo avião o percurso dura 1h10, mas tem o inconveniente de chegar uma hora […]

  • Se existe algo que uma viagem rende é uma boa história. Ou várias. Não há souvenir que guarde com tanta precisão como foram as férias quanto os relatos apaixonados de quem é feliz viajando.  No livro Eu Amo Viajar você […]

domingo, 19 de abril de 2015

Estamos na Revista TAM de abril! \0/

Revista TAM Matraqueando - Capa

Se você viajou com a TAM este mês e teve a curiosidade de ler a revista de bordo da companhia é bem provável que tenha me encontrado por lá. Estou na página 92 contando um pedacinho da minha história de amor, turisticamente falando, com a cidade de São Paulo.

Revista TAm Matraqueando Silvia Oliveira

O texto foi publicado originalmente no Livro Eu Amo Viajar que reúne relatos de 50 pessoas apaixonadas por viajar pelo Brasil e pelo Mundo. (Já falei do livro e de nossa participação aqui.)

A TAM é uma das patrocinadoras da obra e todo mês reproduz uma das histórias nas páginas da revista, com a diferença de que na revista TAM nas Nuvens o texto também está traduzido para o inglês. Você também pode acessar a revista on-line para ler esta edição (abril de 2015) e as anteriores.

Revista TAm Matraqueando

O livro Eu Amo Viajar está à venda  nas livrarias e no Facebook. Com o apoio da TAM, parte da renda é revertida para a Garupa e a Icei, instituições sem fins de lucro que apoiam o turismo sustentável. Legal, né?

E eu tô aqui fazendo a dancinha da alegria. ~0~ ~0~ ~0~

Matraqueando na Mídia

Entrevista da Matraca no Encontro com Fátima Bernardes

Entrevista da Matraca no programa Revista Curitiba da ÓTV

Matraqueando é destaque no jornal Estadão

Matraqueando no livro 100 dicas para viajar melhor do Ricardo Freire

Sílvia Oliveira: eleita melhor blogueira de viagem no Bloscars 2013

Entrevista especial do Sílvia Oliveira no jornal Folha de Londrina

Matraqueando é indicado na revista Viagem e Turismo como um blog para chamar de seu!

Matraqueando na revista Conselhos da Fecomércio de São Paulo

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Veja tudo o que já saiu na imprensa sobre nós aqui!

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quarta-feira, 15 de abril de 2015

Nova York pela primeira vez: roteiro de 3 dias

Nova York Chrysler

Taí um post que não sei exatamente como escrever: roteiros fechados de acordo com determinado número de dias. Eu gosto mesmo é da fórmula bairro a bairro, marca registrada no blog e nos Guias Matraqueando. No meu sistema preferido a pessoa escolhe uma região da cidade para passear (uma manhã, uma tarde ou o dia inteiro) e desenvolve o passeio a seu bel-prazer.

Mas entendo que essa tomada de decisão não é nada fácil para quem vai pela primeira vez a uma cidade do porte de Nova York. Estamos falando do centro do centro do mundo. E exatamente como acontece com os grandes destinos europeus, o leque de atrativos não acaba nunca. Há dezenas de museus, centros culturais, parques, praças, feiras, lojas, comidinhas e um sem fim de shows e espetáculos (a Broadway é aqui, lembra?).

Nova York I love NY camisetas

A cidade é dividida em cinco distritos: Bronxs, Queens, Brooklyn, Staten Island e Manhattan. A jurupoca começa a piar justamente quando você se pergunta onde se hospedar. Hotel bom e barato em Nova York é lenda urbana. O que você encontra são algumas opções com relativo bom custo/benefício.

Muitos preferem ficar na região conhecida como Midtown, em Manhattan (a área mais turística de NY), mas até o Brooklyn (antes decadente) e o Harlem (sempre marginalizado) ressucitaram e podem ser interessantes se o seu estilo de viagem for mais cool e desencanado.

+ Como chegar e sair do aeroporto JFK

NOVA YORK | ROTEIRO DE 3 DIAS

É sua primeira vez em Nova York? Tem só 72 horas na cidade? Então, não queira pagar de viajante padrão Ed Motta e ignorar os principais, manjados e disputados atrativos turísticos. Quem tem medo de dor de barriga não come, né. Portanto, se joga, migão! Você ainda vai voltar muitas vezes!

Cinco dias seriam o mínimo do mínimo para conhecer o básico da cidade, é bem verdade. Mas se não der para ficar mais tempo, nada de mimimi. Portanto, analise bem seu ritmo e adapte o passeio à sua expectativa e disposição.

1º DIA | LOWER MANHATTAN

Você pode começar pelo Battery Park (Metrô South Ferry – Linha 1) de onde saem as balsas para a Estátua da Liberdade (Liberty Island) e para Ellis Island, que abriga o Museu da Imigração, grátis — mas não o conheço e não sei dizer se vale a pena. A visita à estátua custa US$ 18 (ou US$ 21 para subir à coroa) e o ingresso pode ser comprado on-line ou no quiosque do parque que fica no Castle Clinton — um forte construído em 1812 aberto à visitação.

Nova York Vista Manhattan Passeio State Island

Vista de Manhattan no ferry grátis que leva a Staten Island

A opção muquirana superluxo para quem não quer pagar para (ou não tem interesse em) visitar a estátua é pegar a balsa gratuita no Whitehall Terminal, (ao lado do Battery Park, Metrô Whitehall – Linhas N e R) até Staten Island. Durante o trajeto, que dura uns 25 minutos, além de passar próximo à Estátua da Liberdade você tem a visão do lindíssimo skyline de Manhattan.

Financial District

Saindo do Battery Park pegue a Broadway, uma rua que corta Manhattan de norte a sul, em direção ao Financial District. Caminhando cinco minutinhos você chega ao Bowling Green Park onde está o Charging Bull, o touro de bronze — escultura famosa do artista ítalo-americano Arturo di Modica.

Nova York Charging Bull

Charging Bull: o poderoso touro de bronze em Wall Street

Talvez seja a atração gratuita mais disputada de Nova York. Reza a tradição que passar a mão nos testículos do cidadão atrai prosperidade e fortuna. E a jacuzada (presente!) não se faz de rogada para garantir uma foto com o tal do boizão poderoso.

Ainda pela Broadway, duas quadras acima, está a Wall Street (Metrô Wal Street – Linhas 2 e 3), o centro financeiro de Nova York. Observe a arquitetura histórica da região onde nasceu a cidade. Por aqui temos edifícios lendários como a Bolsa de Valores e o Federal Hall National Memorial, onde George Washington tomou posse como primeiro presidente dos Estados Unidos em 1789.

Escondida e espremida entre arranha-céus do bairro está a Trinity Church, uma igreja anglicana histórica (Broadway, 75, esquina com Wall Street). Subindo um pouco mais Broadway você passará pelo Zucotti Park (pequena praça bastante danificada durante os ataques do 11 de setembro) e sua gigante escultura vermelha Joie de Vivre do escultor Mark di Suvero.

Nova Yorl Memorial September 11

Memorial em homenagem às vítimas do 11 de setembro

Na praça, vire à esquerda na Liberty Street e dois quarteirões mais você está no Ground Zero, a área onde ficavam as Torres Gêmeas. Estive pela primeira vez neste local seis meses após os atentados de 2001. Apesar de ter voltado aos Estados Unidos em outras oportunidades, somente no ano passado quis novamente visitar a região.

O Memorial construído é lindo, silencioso, sereno e, sim, triste. Aqui fica o National September 11 Memorial & Museum  (Metrô Fulton – Linhas 4 e 5 e Cortlandt – Linhas N e R), construído no subsolo das torres. A visita ao museu dói e causa certa angústia por remeter vivamente àquela manhã trágica.

Nova York Memorial 11 setembro

Mas para quem gosta de história e se lembra até hoje onde estava quando recebeu a notícia do acontecido, será um aprendizado e tanto. A entrada custa US$ 24. Gratuito às terças-feiras, a partir das 17h. É necessário pegar diretamente no museu o tíquete free que é distribuído neste dia a partir das 16h.

(Nota: a visita completa ao museu — o que inclui alguns filmes — pode levar de 3 a 4 horas. Analise se cabe no seu roteiro e se está de acordo com seus interesses da viagem).

** Não quero tirar seu foco (1): mas bem ao lado do Ground Zero tem uma Century 21, a loja de departamentos com os melhores preços da cidade. Fica na Courtlandt, 22.

Daqui suba mais três quadras até o City Hall, sede da prefeitura de Nova York. Dependendo do seu ritmo e o tempo dedicado à Estátua da Liberdade e ao Museu 9/11 (ou à Century 21) pode ser que seu dia termine aqui. Mas se você estiver numa cadência mais ligeira vá caminhando até a Brooklyn Bridge (Metrô Brooklyn Bridge-City Hall, Linhas 4, 5 e 6) para conhecer uma das mais afamadas pontes de Nova York. Fica bem pertinho do City Hall.

Nessa sua primeira vez na cidade — e tendo só três dias para desbravar newyorkcity — sugiro tirar uma foto da ponte e partir para o Chinatown (Metrô Canal Street – Linhas 1, 2, 4, 6, J, N, R, Q) que fica grudado no Little Italy que por sua vez fica próximo ao SoHo e ao Nolita. São bairros localizados entre Lower Manhattan e Midtown.

Chinatown e Little Italy

Nova York Chinataown

Chinatown é um universo curioso, um pedaço da China dentro da estrambótica Nova York. Apesar de ser uma região turística, é voltada principalmente para a comunidade chinesa com letreiros, cardápios e placas… em chinês.

É, também, um reduto de compras made in… China. Portanto, o que você vai encontrar aqui não será muito diferente dos bons camelôs da 25 de Março em São Paulo. O passeio vale mais pela experiência antropológica, por assim dizer.

Nova York Little Italy

Da Canal Street suba a Mulberry Street, a principal rua de Little Italy, local cheio de restaurantes, obviamente, italianos. É bem menor que Chinatown, mas mantém algumas tradições como a Festa de San Genaro e diversos cafés que servem o típico cannoli, deliciosa sobremesa siciliana. Aqui fica a tradicional Lombardi’s Pizza. Funcionando desde 1905 é considerada a primeira pizzaria dos Estados Unidos. A Pizza de seis fatias sai a partir de US$ 16. Pagamento só em dinheiro. (Poizé…)

SoHo e Nolita

Nova York Loja SoHo

Lojinhas inventivas do SoHo

Mas se você quiser algo mais moderninho e hype pule o Chinatown e o Little Italy (ou tente encaixá-los em outro dia) e parta para o SoHo (abreviação de South of Houston Street). Já foi uma região deteriorada. Mas na década de 60, os aluguéis baratos atraíram artistas e designers que passaram a montar seus ateliês e estúdios na região. A arquitetura do SoHo também é singular. São mais de 250 prédios com fachadas em ferro fundido (Cast Iron).

De lugarzinho maluco-beleza o SoHo se transformou em atrativo para ricos excêntricos que passaram a viver nos lofts restaurados do bairro. As lojas são puro delírio para fashionistas e apreciadores do design inventivo. O Metrô Broadway-Lafayette St (linhas D e F) deixa você no miolinho histórico do bairro.

Nova York SoHo

Quase afogado entre SoHo e Chinatown está o bairro de Nolita, uma continuação natural para quem visita o SoHo. Assim como seu vizinho ilustre, Nolita é uma área bacana, mas sem aquela movimentação frenética. A Old Saint Patrick´s Cathedral está na Mott Street com Prince Street. A construção de 1815 foi a primeira igreja católica de Nova York, depois transferida para a Saint Patrick’s da 5 ª Avenida.

Nova York New Museum

New Museum of Contemporary Art: fachada premiada

É nesta região que você pode conhecer o New Museum of Contemporary Art, um museu destinado aos artistas contemporâneos que estão despontando no mercado. Só a parte externa do prédio já vale a visita. Lembra uma coluna vertebral contorcida, projeto dos premiados arquitetos japoneses Kazuko Sejima e Ryue Nishizawa.

(Ah, a uma quadra daqui tem um Whole Foods Market, o templo da comida orgânica fresca e saudável com ótimos preços. 95 East Houston St)

** Não quero tirar seu foco (2): mas na Broadway entre a Prince St e a Houston St tem uma Victoria Secrets. (Não está mais aqui quem falou.)

Nova York Brooklyn

Vista noturna de Manhattan a partir do Brooklyn

Dica da Matraca | Caso você opte pelo passeio grátis de balsa só para visualizar a Estátua da Liberdade, não queira visitar o Museu do 11 de Setembro e pule o New Museum of Contemporary é bem provável que sobre tempo para você cruzar a ponte do Brooklyn e jantar por lá mesmo observando uma das vistas mais lindas de Manhattan.

+ E-book | Como tirar o visto americano

2 º DIA | MIDTOWN

Se você tivesse um único dia em Nova York eu diria para se concentrar nesta região. Midtown reúne alguns dos maiores ícones turísticos não só da cidade como do mundo: Times Square e o Empire State Building. Existem muitas formas de começar seu passeio por aqui.

Nova York Grand Central Terminal

Eu escolheria o Grand Central Terminal (42nd St com a Park Avenue, Metrô Grand Central – Linhas 4, 5, 6, 7 e S) como ponto de partida. É o maior terminal ferroviário do mundo em número de plataformas e umas das construções mais incríveis da cidade em estilo beaux-arts. Observe o teto do Salão Principal (Main Concourse) com uma agradável pintura do céu e suas constelações e astros do universo, além dos três enormes janelões para entrada de luz natural de 23 metro de altura.

A obra é do artista francês Paul César Helleu. Ao sair da estação — que também conecta Manhattan a outros destinos do estado de Nova York e Connecticut — examine a fachada da 42nd Street. O relógio é a maior peça de vidro Tiffany do mundo e está rodeado por esculturas de deuses gregos como Hércules, Minerva e Mercúrio.

Nova York Magnolia Bakery

Dentro da estação há uma loja da Apple e uma Magnolia Bakery e seus cupcakes consagrados na série Sexy and City. Não achei nada demais. Acho que é mais fama do que sabor. Mas os bolos e as bolachinhas são incríveis. Valeu para matar a curiosidade. Há outras unidades em Nova York.

Nova York Chrysler Building

Continue pela 42nd Street em direção ao lado leste. Você verá o Chrysler Building (405 Lexington Ave esquina com a 42nd St). Quando o prédio de 77 andares — 319 metros de altura — foi inaugurado em 1930 era o mais alto de Nova York. De todos os arranha-céus daqui este é o meu preferido. A torre no estilo art-déco feita em aço inoxidável tem janelas triangulares vazadas e lembra o radiador de um automóvel. Não à toa o prédio reflete o poderio econômico das indústrias automobilísticas da época.

Mais quatro quarteirões e você está na sede da ONUOrganização das Nações Unidas. O prédio é projeto do brasileiro Oscar Niemeyer em dobradinha com Le Corbusier. É possível fazer um tour guiado que dura uma hora. O passeio mostra a história e o funcionamento do lugar e ainda te leva à maior sala de reuniões das Nações Unidas, a General Assembly Hall (Assembleia Geral), local onde os 193 membros da ONU se reúnem para discussões.

O tour custa US$ 18 e o bilhete deve ser adquirido on-line antecipadamente (não é vendido na sede da ONU). Você deve chegar 45 minutos antes do horário agendado para passar pelo sistema de segurança. Não são permitidas crianças menores de cinco anos. (Nota: este tour pode tomar quase 2,5 horas do seu dia, uma vez que é obrigatório chegar com muita antecedência. Analise se cabe no seu roteiro e se está de acordo com seus interesses de viagem.)

Pegue novamente a 42nd Street, mas agora em direção à 5th Avenue. Você chegará à New York Public Library (5th Ave e 42nd St) , um magnífico exemplo do Beaux-Arts, um estilo arquitetônico rebuscado que mistura influências gregas, romanas e renascentistas. O edifício, todo em mármore, é de 1911. Dentro, possui uma gigantesca sala de leitura. Acesso livre.

Nova York I love NY

Atrás da biblioteca fica o Bryant Park. Se você for em novembro/dezembro aproveite a feirinha natalina que acontece por ali. O parque também tem uma pista de patinação no gelo, bem menor que a do Rockfeller Center, mas com uma diferença gritante: é grátis! Patins para alugar a partir de US$ 15 (preço de 2014). Metrô 42st-Bryant Park – Linhas B, D, F e M)

Você já está quase chegando à Times Square. Mas calmaí, deixe para tirar a sua selfie lá quando estiver anoitecendo. A foto vai ficar muito mais linda, garanto. Aproveite que ainda está de dia (suponho) e vá para seu momento-patrão na 5ª Avenida, talvez a rua mais glamourosa do planeta.

Subindo cinco quadras na 5th Ave, a partir do Bryan Park, você chega ao Rockfeller Center, um dos quadriláteros mais imponentes da cidade. O complexo compreende a região da W 48th St à W 51st ST, entre a 5th Ave e 6th Ave.  Abriga 14 prédios comerciais em art-déco. Uma das principais atrações, a Ice-Skating Rink (pista de patinação) fica aberta de outubro a abril.

Nova York Radio City Hall

Já o teatro Radio City Music Hall foi o maior do mundo quando inaugurado em 1932. Os estúdios da rede NBC de televisão (o tour à sede está suspenso no momento por motivo de reforma) e a célebre casa de leilões Christie’s também ficam aqui.

Mas o prédio mais assediado é o G.E. Building, onde está o Top of The Rock, com três observatórios que permitem uma vista de 360º de Nova York, além de favorecer uma belíssima foto do Central Park. É do Top of The Rock (US$ 30 para subir) que você também terá a melhor vista do seu concorrente direto, o Empire State Building.

** Não quero tirar seu foco (3): mas a Saks Fith Avenue, uma das maiores lojas de departamento de Nova York, está praticamente em frente ao Rockfeller Center.

A uma quadra está a Saint Patricks Cathedral (na 5th Ave, entre a E 51st St e E 50th St), maior catedral gótica dos Estados Unidos.

Nova York MoMA

Mais três quarteirões acima a partir da catedral e você chega ao MoMaThe Museum of Modern Art, o museu que abriga uma das maiores (se não for a maior) coleção de arte moderna do mundo. O quadro que marcou o começo do cubismo — Les Demoiselles d’Avigon (1907) de Pablo Picasso — está aqui.

A lojinha do museu é incrível, tem desde fofos imãs de geladeira até pôsteres com reprodução das obras com preços bem honestos. Ah, o MoMA é grátis às sextas-feiras, das 16h às 20h30. (Se esta for sua opção prepare-se para enfrentar a enorme fila!)

(Nota: a visita ao museu pode tomar de duas a três horas do seu dia. Analise se cabe no seu roteiro e se está de acordo com seus interesses de viagem. Por exemplo, entre a visita à ONU e ao MoMa com qual você ficaria?)

Nova York Apple 5th ave

Loja da Apple na 5ª Avenida: aberta 365 dias por ano, 24 horas por dia

Continue pela 5ª Avenida apreciando o gramur da região. Você vai passar pela Tiffany & Co. (nº 727) e mais adiante encontrará o emblemático cubo de vidro da Apple Store, (nº 767), loja que fica aberta 365 dias por ano, 24 horas por dia. Grudada na Apple está a lendária loja de brinquedos F.A.O Schwarz (nº 767) e seu disputado piano no chão onde os turistas tocam músicas pisando nas teclas.

Nova York FAO Schwarz

A lendária loja de brinquedos F.A.O Schwarz

Chegou a hora de voltar. O foco agora é o Empire State Building, que está a dois quilômetros da Apple Store. Você pode descer pela própria 5ª Avenida ou pegar a Madison Ave, paralela, e conhecer outra importante artéria comercial da cidade. Mas com roteiro apertado e para ganhar tempo pegue o metrô na estação 5 Av-59 st (Linhas N, Q, R – a uma quadra da Apple Store) e desça na 34st –Herald Sq (Linhas N, Q, R – ao lado do Empire State).

Nova York Empire State Building

O Empire State  Building tem 102 andares e talvez seja o prédio mais famoso de Nova York. Foi inaugurado em 1931 e durante 40 anos ostentou o título de mais alto do mundo. Perdeu o posto em 1972 com a abertura da torre norte do World Trade Center. O prédio muda de cor de acordo com o dia ou datas comemorativas como o Natal. O observatório (US$ 32 para subir) oferece uma excelente vista da cidade, mas não dá para ver muito bem o Central Park.

A pergunta que não quer calar: Top of The Rock ou Empire State Building? O primeiro tem bem menos fila e permite uma visão maravilhosa da cidade, do Central Park e do próprio concorrente. Já o segundo é o… Empire State Building. Decida! A minha dica é, tendo dinheiro e tempo, visite os dois — um de dia e o outro ao anoitecer. Só não sei se caberia visitar os dois no mesmo dia.

** Não quero tirar seu foco (4): mas a gigante Macy’s está a duas quadras do Empire State Building, na Herald Square (151 W 34th St). A loja de departamento parece um shopping e ocupa uma quadra inteira. Apresente seu passaporte no setor de visitantes e retire um cartão de descontos de 10%.)

Cem metros para frente você chega ao Madison Square Garden, sede de importantes times de basquete e casa de eventos das mais variadas atrações. É possível conhecer o local com um tour.

Nova York Times Square anoitecendo

Se já anoiteceu pegue a Broadway e corra para a, enfim, Times Square. Prepare-se para desequilibrar os chacras. Centenas de luminosos gigantes, telões enormes de propaganda, muitas lojas e restaurantes farão você ficar com dor no pescoço olhando para cima e vendo aquele jogo frenético e intenso de luzes contínuas.

Nova York Times Sqaure Taxis

A Times Square é uma espécie de largo composto por vários cruzamentos. O principal entroncamento está na Broadway com a 7th Ave. Além dos outdoors, a região está cheia de telões das empresas jornalísticas como Reuters e redes ABC e NBC transmitindo notícias o tempo todo. A região abriga também o Museu de Cera Madame Tussauds (o local onde as fotos jacus alcançam seu grau máximo) e as deliciosas lojas Toy “R” Us e M&M, o viciante chocolatinho colorido.

Nova York Times Sqaure Broadway

Se ainda tiver pique para ver algum espetáculo da Broadway vá ao escritório da TKTS (Broadway esquina com 47th St) e compre ingressos com até 50% de desconto para as sessões realizadas no mesmo dia. Ou tente pelo site de desconto.  Há outros escritório da TKTS no Brookylin e no South Street Seaport, perto do Financial District — ambos com bem menos fila.

Nova York Eataly

Eataly: complexo dedicado à gastronomia italiana gourmet

Dica da Matraca | Se você passar batido pela ONU e pelo MoMA pode ser que consiga encaixar neste mesmo dia um pulinho no Eataly (W 23rd St esquina com a 5th Ave, Metrô E 23 St – Linhas N e R), um complexo dedicado à gastronomia italiana gourmet.  Quase em frente ao Eataly está o Flatiron Building, um dos primeiros prédios construídos de Nova York. O nome Flatiron (ferro de passar) vem de sua arquitetura que tem o formato de um ferro de passar roupa. Você tem uma visão boa do edifício a partir do Empire State Building.

Nova York Highline Park Chelsea

Outra opção é correr para o Chelsea Market (a umas 10 quadras da Madison Square, metrô 14st – Linhas A, C e E) e conhecer, ali perto, o superjardim suspenso, o High Line Park – uma antiga linha de trem transformada em parque.

3 º DIA | UPTOWN – UPPER EAST SIDE E UPPER WEST SIDE

Como em quase todos os roteiros em Nova York a caminhada é o que revela o melhor da cidade. Nesta região, circular tanto pelo Upper West Side (entre a 60th Street e a 110th Street) quanto pelo Upper East Side (entre a 60th Street e a 96th Street) será sua melhor opção para entender a dinâmica, a arquitetura e a história do local.

No lado leste você vislumbra as sofisticadas e elegantes boutiques. É considerada uma das áreas mais ricas de Manhattan. Foi cenário da queridinha série Gossip Girls, que retrata a vida chique e luxuosa de adolescentes novayorquinos.

Nova York Upper West Side

Enquanto o lado leste abriga a aristocracia, o Upper West Side tem fama de acolher intelectuais, escritores e filósofos da cidade. De qualquer forma, ambos bairros são ilustres e caros, onde um plebeu dificilmente teria cacife para comprar seu puxadinho. Já foi reduto de imigrantes vindos do leste Europeu e Alemanha, a maioria judeus. No ano passado eu fiquei hospedada aqui num hotel bacana e econômico.

+ Hotel bom e barato em Nova York: dicas testadas e aprovadas

O Central Park é uma das estrelas de Uptown. Um dia inteiro seria pouco para desbravar essa imensa área verde de Manhattan. O parque envolve mais de 50 quarteirões — vai de Midtown até chegar ao Harlem. É formado por lagos (o Reservoir é o maior deles), quase 40 pontes, muitos playgrounds (as crianças adoram!) e mais de 90 quilômetros de calçadas para pedestres. Até um tradicional zoológico com 130 espécies animais faz parte do local.

É possível alugar barcos e bicicletas na Loeb Boathouse. Há banheiros públicos e diversas opções de locais para comer como lanchonetes e restaurantes. A região do Central Park está limitada entre a W 59th Street (ao sul) e W 110th Street (ao norte); 5ª Avenida (a leste) e 8ª Avenida (a oeste).

Upper West Side

Nova York Dakota Building

Dakota Building: onde John Lennon morou e foi assassinado

Dentro do parque na altura da 72nd Street, lado oeste, você chega ao Strawberry Fields, uma homenagem a John Lennon idealizada por Yoko Ono. Na mesma rua, saindo do parque está o Dakota Building, prédio residencial em art-déco, onde o cantor morou e foi assassinado em 1980.

Este roteiro não foca o lado gastronômico da cidade, mas não posso deixar de destacar que é aqui, na West 74th Street, que está a Levain Bakery, padaria que produz o melhor cookie do mundo. Não é exagero nem modo de falar. Veja nosso relato completo aqui!

Nova York Levain bakery e Grays Papaya

Sem contar que a duas quadras da Levain está a unidade mais famosa do Gray´s Papaya, o cachorro quente célebre da cidade (acompanhado de.. suco de papaya). Por menos de US$ 5 você compra dois sanduíches feito no melhor estilo americano. Ou seja, almoço e sobremesa para muquirana algum botar defeito!

Ao lado do Levain Bakery está o histórico Beacon Theatre (Metrô 72nd Street – Linhas 1, 2 e 3), perfeito para shows intimistas. Marisa Monte já cantou aqui. Tem uma arquitetura interna lindíssima, não costuma ter muita fila e está longe do agito broadwiano. Veja a grade de shows aqui.

Nova York Museu Historia Natural

Pertinho está o American Museum of Natural History (Museu de História Natural, Metrô 81st – Linhas A, B e C e Metrô 79th – Linhas 1 e 2), quase sempre indicado para quem está com crianças. Mas garanto, agrada a todos. O museu ocupa quatro quarteirões e tem acervo gigante que vai de meteoritos, vasta coleção de fósseis, animais empalhados a esqueletos de dinossauros, incluindo o do Tiranossaurus rex. A entrada tem o valor sugerido de US$ 22 como colaboração — sendo que você pode pagar o quanto quiser para visitar o museu.

A três quadras do Museu de História Natural está outro espaço incrível feito para os bacuris de zero a 10 anos: o Children’s Museum of Manhattan (entre as estações de Metro 79th ou 86th – Linhas 1 e 2). O museu é dividido em quatro andares temáticos. Há brinquedos de vários tipos e quase tudo é interativo.

Há uma programação especial com apresentações de teatrinho e contação de histórias. Custa US$ 11 (adultos e crianças maiores de um ano pagam o mesmo valor). Grátis na primeira sexta-feira do mês, das 17h às 20h. (Nota: você fica três horas facinho aqui dentro. Analise se cabe no seu roteiro e se está de acordo com seus interesses de viagem.)

Ainda deste lado está o Riverside Park, margeando o Rio Hudson. Como é sua primeira vez na cidade imagino que sua opção de área verde vai ficar concentrada no Central Park.

Mas deixo aqui registrado porque o Riverside Park, apesar de ser bem menos turístico, já foi cenário de muitos filmes, tem extensa área arborizada, quadras de futebol, vôlei, basquete e um pôr do sol i.n.c.r.í.v.e.l. Podendo voltar aqui no fim do dia, recomendo. Lembrando que no verão o sol se põe por volta das 21h.

Nova York Estatua da Liberdade Souvenir

Descendo mais um pouco você encontra o Lincoln Center (Metrô 66 St – Lincoln Center), um dos complexos culturais mais respeitados do mundo, daqueles que a gente não sabe que roupa coloca para ir nem onde enfia a mão quando chega lá.

A instituição é dividida em vários espaços entre eles o Avery Fisher Hall (que recebe a Filarmônica de Nova York) e o Metropolitan Opera House, talvez a melhor casa de ópera dos Estados Unidos. O Lincoln Center também é responsável por três grandes festivais anuais na cidade: Mostly Mozart, o Lincoln Center Festival e o American Songbook. Oferece diferentes tours a partir de US$ 18.

Nova York Time Warner

Time Warner Center: gigante centro comercial na Columbus Circle

Caminhe mais três quadras pela Broadway, sentido sul, e logo você estará na Columbus Circle, uma das rotatórias mais emblemáticas de Nova York, aos pés do Central Park. Aqui ficam os dois arranha-céus do Time Warner Center, um supercomplexo que lembra muito um shopping de luxo brasileiro com banheiros limpíssimos à disposição do visitante. São várias lojas (a maioria caríssima, mas tem uma H&M para a gente não morrer de ódio) e restaurantes com preço médio de US$ 120 por pessoa. Ou seja…

Nova York Whole Food Market Time Warner

Whole Foods Market:  buffet por quilo de comida orgânica e saudável

Mas é justamente no subsolo do Time Warner Center que você encontra uma megaloja da Whole Foods Market, o caminho, a verdade e a vida da comida orgânica e fresca. Além de sanduíches e porções de comida para levar, oferece um buffet por quilo maravilhoso. Um bom prato não sai mais de US$ 10.

O chiquérrimo hotel Mandarin Oriental está entre o 35º e 54º andar do Time Warner Center. Oferece vistas espetaculares do Central Park, do Rio Hudson e da linha do horizonte de Manhattan. A diária custa módicos US$ 845, mas mortais como nós podemos almoçar no restaurante do hotel gastando em torno de US$ 50 por pessoa pelo menu do dia.

Só para constar, caso seja do seu interesse, na Columbus Circle também fica o novo Museum of Arts and Design, espaço dedicado à criatividade dos profissionais da área.

Nova York Upper West Side casas

Upper East Side

Para chegar ao lado leste pegue a W 59th Street até a 5ª Avenida. (Dica: se no dia anterior você não conseguiu visitar a megastore da Apple, prestenção, a loja e seu enorme cubo de vidro estão justamente nesta esquina da 5th Ave, entre a E 59th Street e a 58th Street.)

Caminhe até a 2nd Ave com a 60th Street para fazer um dos passeios mais inusitados de Nova York: o teleférico Roosevelt Island Tram. Não é gratuito, mas se você tiver um MetroCard Unlimited (veja aqui como adquirir o seu) não paga nada. O trajeto dura tão somente quatro minutos e oferece uma vista incrível de Manhattan (passa por cima das ruas) e do East River. Parece um tour de helicóptero voando baixo.

+ Como comprar e usar o MetroCard em Nova York

Na 61st Street quase esquina com a Lexington Ave está o Brio, um restaurante italiano agradabilíssimo, atendimento impecável com pratos incríveis e um dos melhores custo/benefício de Nova York. Média de US$ 20 por pessoa (ou menos) sem vinho. Superdica da Marcie do blog Abrindo o Bico que nos levou lá para jantar!

** Não quero tirar seu foco (5): mas há uma loja do estilista norte-americano Michel Kors, um dos mais influentes da sua geração, bem pertinho. Fica na 790 Madison Ave, entre a 66th e a 67th Street. (Tá, se não é para seu bolso vale nem que seja uma olhadinha para apurar o gosto!)

Nova York Museum Mile 5th ave

Um dos marcos desta região, no entanto, fica um pouco mais para cima. É a Museum Mile, um pedaço da 5ª Avenida (entre a 82nd Street e agora até a 110th Street com a chegada do The Africa Center) que abriga nove espaços culturais com imensa diversidade em arte, cultura, história e design. Visitar todos no mesmo dia é humanamente impossível. Veja a lista completa aqui  e escolha aquele que mais agrade ao seu estilo e que esteja de acordo com suas expectativas de viagem. Abaixo, um resuminho dos três museus da Museum Mile que eu já visitei.

Metropolitan Museum of Art | 5th Ave, entre a 82nd e 86th Sreet

Guardadas as devidas proporções, o Met — como também é chamado — é quase um Louvre novayorquino. Talvez esteja entre os maiores e mais importantes do mundo. Tem quase 2 milhões de obras, um acervo que vai de artes egípcias, objetos com mais de 50 mil anos a exposições contemporâneas. O terraço tem uma linda vista do Central Park. Oferece tour em português. A entrada tem o valor sugerido de US$ 25 como colaboração — sendo que você pode pagar o quanto quiser para visitar o museu. O ingresso do Met dá direito à visita na mesma semana ao The Cloisters, museu escondido no Harlem focado na arte medieval.

Nova York Guggenheim e Neue

Neue Galerie | 5th Ave com 86th Street

Um pequeno e maravilhoso museu dedicado à arte alemã e austríaca com destaque para Klimt e Schiele. Não é permitido fotografar as galerias nem a lojinha do museu. Entrada: US$ 20. Grátis na primeira sexta-feira do mês das 18h às 20h.

Solomon R. Guggenheim Museum | 5th Ave com 88th Street

O prédio com fachada de linhas curvas e em espiral é projeto do célebre arquiteto americano Frank Lloyd Wright. O museu tem importante acervo de arte moderna. São mais de 600 obras doadas pelo próprio Guggenheim. Traz nomes como Van Gogh, Kandinsky, Picasso e Chagal, além de uma extensa coleção fotográfica registrada por Robert Mapplethorpe.  Entrada US$ 25. Grátis aos sábados das 17h45 às 19h45.

Nova York Museum Mile

Apresentações de rua durante o Festival Museum Mile

Em breve a Museum Mile vai ganhar um novo museu: o The Africa Center. Localizado inicialmente no Queens, estava fechado desde 2010 para reformulações e transferência para um prédio da 5th Ave esquina com a 110th Street. A instituição acabou de anunciar a contratação da ex-embaixadora dos Estados Unidos em Botswana e especialista em África, Michele Gavin, para ser a diretora do Museu.  A reinauguração estava prevista para março de 2015, mas ainda não aconteceu.

Ah, durante o Festival Museum Mile, que em 2015 acontece no dia 9 de junho, este trecho da avenida fica fechado ao tráfego de carros e todos os museus abrem suas portas gratuitamente. Espere filas quilométricas, já aviso. Além da gratuidade dos museus neste dia, são mais de 20 quarteirões cheios de animação, atividades para crianças e apresentações de rua.

Dica da Matraca | Esta região de Uptown reserva muitos museus. Se não for sua praia você talvez possa tirar meio dia para dar uma esticada ao Harlem (post completo em breve) e conhecer o maior reduto cultural e comercial dos afro-americanos. Nas minhas duas idas a Nova York no ano passado incluí este bairro, região quase sempre desprezada pelos turistas. Para mim, foi a melhor parte da viagem! ;)

Nova York Harlem

Harlem: fila gigante para assistir ao culto da Abyssinian Baptista Church

Se for domingo, tente assistir ao culto gospel na Abyssinian Baptista Church. Começa às 11h. Eu cheguei às 9h e já havia fila para entrar. (Atenção: alguns blogs e guias dizem que é possível assistir ao culto das 9h. Não é possível. Este horário é exclusivo para membros da igreja.)

O culto pode chegar a três horas (ou mais!) e não se trata de uma performance de artistas hollywoodianos. É uma cerimônia religiosa. Importante: é proibido entrar com mochilas, fotografar ou filmar. Não há guarda-volume. Você deve tratar o “passeio” como uma experiência lúdica e sensorial, não turística.

Nova York bones

Prontinho. Sei que seu ritmo e interesse pessoal podem ser bem diferentes do meu. Leia e releia este post e tire (ou acrescente) o que seja mais viável ao seu modo de turistar. Já disse lá em cima e reforço aqui: este roteiro não é uma receita pronta.

Já vi vários blogs e guias em que a pessoa se concentra somente nos pontos turísticos em si. O cara está lá na Estátua da Liberdade e o cidadão manda pegar um metrô direto para a Times Square. É válido? Se sua ideia é só “ticar” monumentos e pontos turísticos, acredito que sim!

Nova York Trukey leg

Por favor, lembre-se de comer uma turkey leg por mim. Gradecida.

Mas meu céLebro não permite ziguezague na cidade. Por isso, eu particularmente prefiro me organizar por bairros (o que, de certa forma, até consegui neste roteiro de 3 dias) e resolver o que quero ver em determinada região, ganhando tempo e aumentando minha produtividade turística. Lembre-se: Nova York é feita de pessoas e seus estilos. Os atrativos são meros coadjuvantes. Vai ser na sua caminhada de um ponto ao outro que você realmente conhecerá e entenderá a cidade.

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Importante: não tive a ambição neste post de esgotar todos os aspectos e pontos da cidade. Você não vai encontrar aqui uma lista do que é obrigatório ou não fazer, muito menos diquinhas de “lugares escondidos”. Esta é sua primeira vez, néam? Então, pelo menos os clássicos estão aqui. A proposta vai ao encontro do meu perfil pessoal: o que eu gostaria de ter feito na minha primeira vez em Nova York se, naquela época, existissem blogs de viagem para me ajudar! :D

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Fotos: Sílvia Oliveira

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quarta-feira, 08 de abril de 2015

Matraqueando no Twitter: você já segue?

Twitter Matraqueando

Quando entrei no Twitter, em 2009, eu nem sabia o que era Facebook. Nem do finado Orkut eu participava. Aliás, só entrei para o feyssy três anos depois. Mas o “microblogging” me conquistou à primeira vista. (Ó, “microblogging” está para o Twitter assim como “rede mundial dos computadores” está para a Internet.) Rá!

O Twitter é uma rede social dinâmica, ágil e com pouco espaço para longuíssimas divagações. Em 140 caracteres a gente tem que dar o recado. Pode parecer pouco, mas isso faz as pessoas trabalharem seu poder de síntese. A princípio pode parecer difícil entender como funciona, mas se até eu aprendi a mexer na bagaça, qualquer ser alfabetizado terá êxito ali! :mrgreen:

Se você já segue o Matraca News no Facebook e no Instagram pode começar a seguir também no Twitter. Além de ser mais um canal para a gente conversar, tenho feito o esforço de dar dicas diferentes nos três espaços, assim você absorve o melhor do blog sem ver postagens repetidas em todas as redes. Sem contar que é no Twitter que o dia a dia da viagem acontece, tipassim, o que eu tô fazendo aqui e agora!

Caso você ainda não tenha uma conta no Twitter, entre aqui e cadastre-se agora mesmo. Depois é só buscar por @matraqueando e começar a seguir a minha pessoa. Você também pode baixar o aplicativo do Twitter no celular para acompanhar de perto não só o Matraqueando, mas também os seus perfis preferidos.

Então tá combinado, eu sou a @matraqueando e a gente se vê por lá!

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quinta-feira, 02 de abril de 2015

Madri: dois hostels novos, descolados e baratim

Impressionada com a oferta de hotéis bons e baratos em Madri. Sempre foi assim, na verdade. Mas de uns tempos para cá, acho que até por conta da crise que tomou conta da Espanha há alguns anos, pipocaram algumas dezenas de hostels moderninhos e bem localizados.

Para quem está entrando agora no universo viajante não custa lembrar. Hostels são os nossos albergues da juventude, uma opção quase sempre imbatível para quem viaja sozinho e está com o orçamento restrito. O melhor da história é que este tipo de hospedagem está cada dia mais completa, espaçosa e bonitinha. Alguns albergues, inclusive, já oferecem quartos duplos ou família.

+ E-book | O Barato de Madri –> baixe o seu agora mesmo!

Matraqueando Instagram

U Hostels 

Reserva | Pelo Booking.com. O sistema não cobra taxa de reserva e tem cancelamento grátis para a maioria dos quartos, incluindo este.

U Hostel madri

O quarto | Eu fiquei no dormitório feminino com seis camas. Superclean, espaçoso (acho que foi o quarto de albergue mais espaçoso que já fiquei) e com varanda. Há luminárias de leitura e tomadas ao lado de todas as camas. Tem ar condicionado, armários individuais e a roupa de cama está incluída. Piso de madeira. Tudo cheira a novo. Toalhas podem ser alugadas na recepção. Há quartos para pessoas com mobilidade reduzida. Veja mais fotos aqui.

Wi-fi | Gratuito e funciona bem.

Localização | O U Hostels Está a apenas cinco minutos caminhando do descolado bairro Chueca. Há três estações de metrô num raio de 300 metros (Bilbao, Tribunal e Alonso Martínez, a mais próxima). É possível chegar à Puerta del Sol em 20 minutos caminhando.

U Hostel Madri  Hotel bom e barato madri

Check-in | A partir das 14h. Eu cheguei à noite e havia várias pessoas fazendo o check-in para um único atendente. Demorou um pouco, mas sem qualquer stress. Pagamento é feito na entrada. Aceita Visa e Mastercard.

Check-out | Até às 11h.

Atendimento | Simpático.

Vantagem | Localização, quarto espaçoso (para o padrão hostel) e ótimo chuveiro. Todos os andares têm computadores para o hóspede usar gratuitamente. Cozinha disponível para preparar refeições rápidas.

Desvantagem | Para mim não houve qualquer desvantagem. Algumas avaliações reclamam que o café da manhã é fraco. Hellooo! Você está num albergue, pagando uma mixaria. Custos são reduzidos. Para um buffet colonial dirija-se ao Ritz, por gentileza.

Preço | A partir de € 25 (inclui café da manhã simples) por pessoa em quarto coletivo. Quarto duplo sai por € 65.

Room007 Chueca

Reserva | Pelo Booking.com. O sistema não cobra taxa de reserva e tem cancelamento grátis para a maioria dos quartos, incluindo este.

O quarto | Moderninho e com decoração design. Roupa de cama e toalhas estão incluídas, assim como sabonete líquido nos banheiros. Há luminárias de leitura e tomadas ao lado de todas as camas. Fiquei no quarto feminino com quatro camas. Todos os quartos, mesmo os coletivos, possuem banheiro privativo. Veja mais fotos aqui.

Wi-fi | Gratuito. Mas quando estive lá não funcionou muito bem.

Chueca-Hostel-Room-007

Localização | O Room007 Chueca está a 100 metros da estação de metrô Chueca. O bairro é conhecido por seu fuzuê inventivo. (Veja nosso post sobre Chueca e Malasañas) A mundialmente conhecida Movida Madrileña nasceu aqui. A famosa rua de pedestres Fuencarral está a menos de cinco minutos a pé. O Mercado de San Antón está a duas quadras. A Gran Vía fica a 500 metros do albergue.

Check-in | A partir das 14h30. Pagamento na entrada. Aceita Visa e Mastercard.

Check-out | Até às 12h.

Atendimento | Muito simpático e solícito.

Vantagem | Preço, qualidade e localização. Está novíssimo, foi inaugurado há menos de um ano. O hostel tem bar e restaurante e serve refeições baratas. Há cozinha disponível para o hóspede e computadores de uso gratuito.

Desvantagem | Nenhuma. Atendeu às minhas expectativas em tudo.

Preço | A partir de € 21 por pessoa. Com café da manhã. Quarto duplo a partir de € 75.

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Pagamos todas as nossas despesas de viagem. Não aceitamos convites nem cortesias. Sempre nos hospedamos anonimamente nos hotéis indicados. A proposta é mostrar para você uma resenha íntegra e isenta do lugar. Aqui, você pode confiar!

Disclaimer | Este post contém links para o Booking.com (parceiro comercial do blog) inseridos espontaneamente pela autora.

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Fotos: Sílvia Oliveira

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quarta-feira, 01 de abril de 2015

Colônia Witmarsum: café colonial, história alemã menonita e descanso ao lado de Curitiba

Colonia Witmarsun Casas

Sessenta quilômetros. Menos de uma hora. Tempo e distância a seu favor para conhecer a inusitada Colônia Witmarsum, pertinho da capital paranaense. A área, fundada por alemães menonitas, reúne confeitarias típicas, restaurantes, lojas, um grande mercado, pousadas, ecoturismo e, de quebra, oferece uma feirinha gastronômica aos fins de semana.

Quem visita Curitiba geralmente tem um único foco para passeios nos arredores: o trem pela Serra do Mar que leva a Morretes ou a visita à Ilha do Mel que, aliás, merece bem mais do que um bate e volta. Mas eu já falei aqui de outras possibilidades incríveis: a conservadíssima e histórica Lapa e o sítio geológico do Parque Estadual de Vila Velha.

A Colônia Witmarsum é outro estirão redondo partindo de Curitiba. O nome do lugar é uma referência à cidade catarinense de Witmarsum de onde saíram os menonitas — um grupo étnico-religioso que migrou há 70 anos aos campos gerais do Paraná. Localizada no município de Palmeira, a colônia é referência na produção de leite e queijos.

Colonia Witmarsum Vacas

Hoje, o local conta com 1500 habitantes e preserva todas as referências à cultura alemã, desde o idioma — que você vai ouvir o tempo todo entre eles — até a culinária típica como tortas e salsichas alemãs, além dos tradicionais eisbein (joelho de porco), chucrute e marreco recheado.

Roteiro de um dia na Colônia Witmarsum

Logo que você sai da BR 277 (na altura do km 146 para quem vem de Curitiba) e entra em direção à colônia você já começa a descortinar a paisagem campestre do lugar. São diversas casas rurais com laguinhos em frente e aquela imagem bucólica das vaquinhas pastando ao léu. Você passará em frente de alguns restaurantes e cafés coloniais.

Colonia Witmarsun Feira do Produtor bolachas geleias

O final de semana é o período ideal para conhecer a Colônia Witmarsum. É que no sábado, das 9h às 12h,  acontece a feirinha do produtor. Pressupondo que você chegará pela manhã, vá direto ao mercado central (que fica no final dessa rua de acesso à colônia), onde acontece a tal feirinha.

Colonia Witmarsun Feira do Produtor

A partir daí já pode começar a chamar gezuis de meu lôro! Pães, geléias (de jabuticaba, physalis, amora, morango), requeijão, queijos, massas frescas, bolachas caseiras, conservas, doces, tortas, salgados típicos… tudo, tudim produção artesanal. A feira é pequenina. Algumas poucas — e fartas —mesas resumem o evento.

Colonia Witmarsun Feira do Produtor bolachas caseiras

Entre degustação e comprinhas você pode investir mais de uma hora aqui. A feirinha acontece em frente ao mercado central, onde você encontrará toda a variedade de queijos finos e coloniais com a marca Witmarsum (brie, camembert, ricota, emmental, raclette, appenzeller, entre outros).

Colonia Witmarsun queijos finos

O mercado só fecha no final do dia. Por isso, caso queira levar os queijos para a casa deixe para comprar mais perto do seu retorno. Leve um isopor, se necessário.

Colonia Witmarsum Toll

Quase em frente ao mercado está o Museu de História Witmarsum, uma das paradas mais importantes para entender a história da fundação da colônia. Mas como ele só funciona no período da tarde, nós fomos conhecer, primeiro, a lojinha Toll, um verdadeira relíquia do artesanato alemão de alto nível.

Colonia Witmarsum Toll Presentes

São objetos de decoração, brinquedos pedagógicos, móveis provençais e relógios Cuco originais importados da região da Floresta Negra, na Alemanha. Mas o que me fascinou foram as delicadas peças de artesanato de Christian Ulbricht. Um trabalho único, feito em madeira com pintura precisa. Não é nada “baratinho”. Você paga o valor por algo único e singular para colocar na sua casa ou presentear.

Mas existem outras lojas de artesanato como a Artesanato de Witmarsum (instalada numa casinha que parece de boneca de tão fofa) e a Witmalhas (com artesanato em tecido), que fica ao lado da Confeitaria Kliewer.

Colonia Witmarsum Igreja Menonita

Se você for à Colônia Witmarsum no domingo poderá acompanhar o culto menonita totalmente em alemão. Começa às 9h30. Há placas na rua principal de acesso à colônia indicando onde fica a igreja.

Almoço

Você tem três opções para almoçar a típica comida alemã: Bauernhaus Restaurante, Restaurante Bela Vista e Restaurante Frutilhas Lowen.

Colonia Witmarsum Como chegar

O mais ajeitado, completo e com melhor custo benefício é o Bauernhaus. Além de restaurante, o local vende geleias, embutidos e artesanato. O buffet livre com mais de 30 itens sai por R$ 38 por pessoa (crianças de até 5 anos não pagam e de 6 a 12 pagam a metade). Sucos e sobremesa incluídos. Veja o cardápio aqui.

Colonia Witmarsum Restaunta e Pousada Bela Vista

Já o Restaurante Bela Vista trabalha com pratos a la carte. Oferece comida alemã tradicional como marreco recheado, kassler, spätzli, entre outros. Os pratos para duas pessoas variam de R$ 80 a R$ 100. Um dos melhores joelhos de porco que já comi. Veja o cardápio aqui.

Colonia Witmarsum  Frutilhas

Suco de amora e sorvete com calda de framboesa do Frutilhas Lowen

Colonia Witmarsum Eisbein

O mais simples é o Restaurante Frutilhas Lowen, localizado numa propriedade de 30 hectares.  Tem produção especializada em frutas vermelhas e verduras orgânicas. No buffet livre serve goulash, frango caipira, lombo de porco, spatzle, pirogue, risoto de frango, molho branco e saladas. Sai R$ 30 por pessoa. Crianças de 7 a 13 anos pagam R$ 15. Bebidas e sobremesa à parte. Sucos de frutas vermelhas (amora, framboesa e morango) a partir de R$ 5 o copo. Embora o buffet por pessoa saia mais barato do que no Bauernhaus, no Frutilhas você paga a bebida e a sobremesa à parte. E se quiser o joelho de porco são R$ 10 a mais. Logo…

Colonia Witmarsum Localizacao

Colonia Witmarsum Colhe Pague morangos

A comida no Frutilhas Lowen é farta, mas bem meia-boca. Já o suco de amora (da fruta mesmo, não a polpa) é sensacional. Tem um parquinho para as crianças e redário para descanso. O restaurante oferece colha e pague de morangos por R$ 15 o quilo.

Tarde

Depois do almoço, fomos finalmente ao Museu de História Witmarsum, a antiga casa grande da Fazenda Cancela, nome da propriedade comprada pelos menonitas quando chegaram aqui. A construção é marcada por lambrequins que formam um rendado na madeira que circundam os beirais da casa.

Colonia Witmarsun Museu Heimat

O museu preserva um acervo interessantíssimo com móveis, objetos, peças, roupas antigas, fotos e equipamentos usados pelos menonitas que fundaram a colônia.  Mas o melhor da visita é a super aula dada pelo historiador Heinz Egon Philippsen. O encontro não tem hora marcada. Os visitantes vão chegando, acomodando-se… até que Heinz começa a contar tudo sobre a colônia.

Colonia Witmarsun Museu Historico

É nessa hora que você compreende melhor os menonitas e desfaz a impressão de que eles seriam uma espécie de Amish paranaense.  Os Amish, para quem não sabe, são um grupo cristão conservador radicado nos Estados Unidos e Canadá. Uma das características do grupo é o uso restrito de tecnologia como telefones e automóveis, além de viver baseado em uma interpretação rigorosa da bíblia. Ambos, menonitas e Amish, são descendentes dos grupos suíços anabatistas, mas os menonitas seriam a parte mais progressista, digamos.

Colonia Witmarsum Museu Heinz

O historiador Heinz Egon Philippsen: aula grátis no museu

O museu funciona sábado, domingo e feriados, 14h às 17h. Se quiser ser atendido durante a semana faça seu agendamento pelos telefones (42) 3254-1347  e (42) 8411-2895.  Entrada: R$ 5.

Colonia Witmarsum Museu

Depois do museu você pode optar pelos diversos passeios rurais que a colônia oferece. Um dos mais concorridos é o Tracktur, um tour de trator que leva você pelas plantações até o rio com parada para banho. Custa R$ 25 por pessoa. Somente criança de colo não paga. O passeio acontece pela tarde, mas se for grupo grande pode ser feito pela manhã também. Agende pelo telefone (42) 3254-1152.

Colonia Witmarsum Tracktur Passeio de Trator

A Pousada Campos Gerais e a  Chácara Silomac (42 9141-0438) promovem cavalgadas pela região. Custa R$ 25 por pessoa. O passeio é oferecido somente aos fins de semana e feriados. No caso da pousada, se você se hospedar lá a cavalgada está incluída no valor da diária.

Depois da diversão vem a parte mais esperada pelos visitantes: o café colonial. Se você almoçou bem talvez só vá ter fome no final da tarde. As três opções são a Confeitaria Kliewer, Sabores da Colônia e Edit’s Kaffe Hof.

Colonia Witmarsum  Kliewer

O que apresenta mais estrutura para as crianças é a Confeitaria Kliewer  com um parquinho próprio. O café colonial da Kliewer custa R$ 33 por pessoa e é servido na mesa (broas, pães, queijos, lingüiça, tortas, café, leite e limonada suíça). O café colonial deles, mesmo, eu nunca provei — mas já comi aqui um delicioso strudel de maçã, salgados, cupcakes (esses da foto acima) e levei para a casa pães e bolachas caseiras.

Colonia Witmarsum Confeitaria  Kliewer

É possível também comprar as tortas por pedaço (a partir de R$ 3,50).  Os proprietários garantem que tudo é feito com receitas alemãs originais. Funciona de terça a domingo, 8h às 18h. Tel. (42) 3254-1278.

Colonia Witmarsum  Sabores da Colonia Cafe Colonial

Sabores da Colônia fica atrás do museu. É o melhor custo benefício entre todos os cafés de Witmarsum. Oferece diversos tipos de bolos, tortas, geléias caseiras e cinco pratos quentes — além de café, leite e sucos naturais como uva e clorofila (limão com couve). Custa R$ 24 por pessoa. Crianças de 5 a 10 anos pagam a metade. Se preferir é possível comprar as tortas e bolos por fatias que variam de R$ 2 a R$ 5, dependendo do tamanho. Funciona sábado, domingo e feriado, 12h30 às 18h30. Tel. (42) 9118-0577.

Colonia Witmarsum Parana Cafe Colonial Ediths

O Edit´s Kaffe Hof está logo na entrada da colônia. Também tem um bom custo/benefício. Oferece o café com grande variedade de quitutes e duas sopas, incluindo iguarias brasileiras como pão de queijo, coxinha e pasteizinhos.  Sai por R$ 25 por pessoa ou R$ 36 o quilo. Funciona sábado e domingo, 13h às 21h e feriados, 10h às 21h. Tel. (42) 3254-1214 e (42) 9900-0224.

A sua visita vai se desenrolar de acordo com seu gosto e expectativa. Se estiver com criança é bom ajustar os passeios rurais ao horário de almoço e /ou café da tarde. Para o fim de semana perfeito você pode dormir na colônia e desfrutar de todos os passeios, restaurantes e cafés com mais tranquilidade ainda.

Onde dormir | Hospedagem na Colônia Witmarsum

Pousada Bela Vista | É a mesma que possui o restaurante que oferece comida alemã a la carte. As  acomodações são bem simples, mas é a mais barata de Witmarsum. Tem TV, varanda e uma área verde comum deliciosa. Diária para casal a partir de R$ 110 com café da manhã incluído. Criança até 7 anos grátis.

Colonia Witmarsum Pousada Bela Vista

Quarto triplo da Pousada Bela Vista

Pousada Campos Gerais | Tem quartos mais estruturados com TV e ventilador de teto, mas ainda assim pode ser considerada uma hospedagem de instalações simples. Está numa bonita área verde. A diária para casal está R$ 280 (com varanda) ou R$ 260 (sem varanda). A segunda diária sai por R$ 170. Criança de 5 a 12 anos paga R$ 45. Inclui café da amanhã colonial e cavalgada até o rio.

Colonia Witmarsum  Pousada Campos gerais

Quarto duplo da Pousada Campos Gerais

Pousada Katarina | Segue o padrão da hospedagem simples e funcional. Tem um lindo jardim quase sempre florido. Quartos com TV (de 14”) e ventilador. Diárias para casal a partir de R$ 120,00. Quarto triplo por R$ 140. Não inclui café da manhã. Está na rua principal de acesso à colônia.

Dicas da Matraca

- O passeio à Colônia Witmarsum é turismo rural, portanto vá com roupas e sapatos confortáveis. Leve boné/chapéu, protetor solar e um traje de banho, caso queira dar um mergulho no rio depois da cavalgada ou passeio de trator.

- No verão, a cidade de Palmeira (onde está a colônia) pode chegar a 35º C. Mas faz bastante frio no inverno, com média de 10º C — podendo chegar a abaixo de zero em períodos de geada.

- O celular pega mal e o wi-fi disponível nos estabelecimentos não funciona bem. Mas a ideia é relaxar, né? Então, tá! :mrgreen:

- Para quem vai dormir na colônia e quiser jantar mais tarde (depois do fechamento dos cafés coloniais), a única opção é a Bele Lanches e Pizzaria. (42) 3254-1556 ou o restaurante da Pousada Bela Vista.

- Apesar da colônia ser hoje um reduto turístico, a maioria dos estabelecimentos ainda não tem site (e os que têm estão desatualizados, com uma ou outra exceção). É bem difícil falar ao telefone (toca, toca e ninguém responde!). Mas todos os telefones deste post foram testados, existem e funcionam. Portanto, se precisar tirar alguma dúvida específica com eles é só insistir que a qualquer momento alguém te atende! #figas

Colonia Witmarsun Como ir

Como chegar à Colônia Witmarsum saindo de Curitiba

Pegue a BR 277 em direção a Ponta Grossa. Na altura do km 146 (depois do pedágio) você terá que se manter à esquerda para fazer um pequeno retorno (voltando a Curitiba). A entrada para a colônia está logo após a este retorno. Há placas indicativas.

Como chegar à Colônia Witmarsum saindo de Ponta Grossa

Pegue a BR 376 em direção a Curitiba. A entrada da colônia fica no km 549, após o SAU — Serviço de Atendimento ao Usuário.

A grosso modo é possível dizer que a Colônia Witmarsum está no entroncamento das BR 277 e BR 376. As estradas são pedagiadas.

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Fotos: Raul Mattar e Sílvia Oliveira

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domingo, 08 de março de 2015

Paris | Museu Bourdelle: a incrível casa-ateliê do discípulo prodígio de Rodin

Musee Bordelle Paris 04

Difícil pensar em qualquer outro museu em Paris depois de passar pelo Louvre ou pelo D’Orsay. Temos, para ajudar, o Museu Picasso (recém-aberto após um longo período de reforma) e o moderninho Georges Pompidou. Poderia citar mais uns três ou quatro, só para ficar entre os grandes e mais renomados da capital francesa.

Musee Bordelle Paris 06

Musee Bordelle Paris Banhista de Cocoras sobre a rocha

Mas são nos pequenos espaços da cidade – quase sempre gratuitos, incluindo este – que você poderá ter algumas de suas experiências mais genuínas em Paris. O Musée Bourdelle, praticamente desconhecido dos brasileiros, vai encher seus olhos e seu coração e, de lambuja, aumentar incrivelmente sua sensibilidade sobre a arte de fazer… arte.

(O “praticamente desconhecido dos brasileiros” é apenas uma percepção empírica de quem foi até a 5ª página do Google e não encontrou mais do que dois relatos completos em português sobre o local.)

Musee Bordelle Paris 01

Escondido numa esquina de Montparnasse, está a antiga casa de Antoine Bourdelle, escultor francês e discípulo de ninguém menos que Rodin (outro que tem coleção com sede própria em Paris). Os dois trabalharam juntos por 15 anos.

Eu não entendo nada de arte, sou uma observadora da criatividade humana, apenas. Mas o folhetinho do museu destaca que Bourdelle tinha traços romanticistas, o que atenuava o expressionismo de Rodin. Seja lá o que isso signifique, estamos falando de uma das figuras mais destacadas da Belle Époque francesa.

Musee Bordelle Paris 10

O local já passou por muitas reformas e foi ampliado algumas vezes. Além de preservar boa parte do acervo deixado por Bourdelle, o museu guarda o comovente e intocado ateliê do artista. Apesar de ter mais de cem anos,  a oficina é algo tão presente e penetrante que você terá um sucessão de “déjà vu” ali dentro.

Musee Bordelle Paris atelie

Móveis, esculturas, piso, parede e objetos que Bourdelle usava, tudo conservado em estado original. Não precisa ser um místico sensitivo para absorver a aura do lugar. Depois de me perder pelo bairro, cheguei  desconcentrada e esbaforida ali –  mas foi só botar o pé na oficina que eu pude ouvir o profundo silêncio do lugar.

Musee Bordelle Paris 07

Musee Bordelle Paris 09

A casa-museu é dividida em várias salas. O quarto de Bourdelle, quase em frente ao ateliê, contribui com essa aproximação do visitante ao cotidiano do artista. Mas são nos jardins e no Grande Salão que você poderá ver algumas de suas esculturas monumentais. O branco e a claridade do lugar reforçam uma das principais fontes de inspiração de Bourdelle: a Grécia Antiga, seus deuses e heróis.

Musee Bordelle Paris 02

Da intimidade do ateliê do artista ao gigantismo das esculturas, você terá liberdade para escolher o caminho da sua visita. Pode fotografar todos os ambientes e ficar horas admirando um único molde de gesso. Não há filas para entrar nem multidões debatendo-se para garantir a melhor selfie diante das figuras de “Hércules, o Arqueiro”, obra- estudo de destaque, uma espécie de “Monalisa” do lugar.

Musee Bordelle Paris Hercules

Musee Bordelle Paris 05

Além da vasta coleção de esculturas em gesso, mármore, bronze (entre outros materiais), o Musée Bourdelle abriga também fotografias e desenhos feitos pelo artista. O aluno prodígio de Rodin deixou uma contribuição intrigante e altamente didática para os visitantes, sejam eles entendidos ou não do assunto.

Pela proporção e grandeza de sua obra, você sai do museu com uma sensação de engrandecimento, com as expectativas dilatadas e vai passar o resto do dia perguntando-se “como eu nunca havia ouvido falar desse cara antes?”

Musee Bordelle Paris 08

SERVIÇO

Musée Bourdelle

Local: 18, rue Antoine Bourdelle | 75015 Paris | Metrô Falguière

Tel. + 33 (0) 1 49 54 7373

Horário: de terça a domingo, 10h às 18h. Fechado: segundas-feiras e feriados.

Entrada: grátis

Como chegar: embora o site do museu diga para você descer na estação de metrô Montparnasse-Bienvenüe, a estação de metrô mais próxima é a Falguière. Ao sair da estação, pegue a rue Falguière e vire na 2ª rua, à esquerda, que já é a rua Antoine Bourdelle. Da estação ao museu são uns 200 metros.


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segunda-feira, 02 de março de 2015

O mundo acabando e você aí, falando de viagens?

Balaozinho Matraqueando 2015

Spoiler: este texto contém ironia.

As redes sociais criaram um personagem divertidíssimo chamado “ativista digital”. Quando ele surgiu, há alguns anos, era até interessante em sua essência e proposta: víamos pessoas insatisfeitas com a realidade e que encontravam um universo perfeito — a internet — para levantar a bandeira de sua causa.

Hoje, não importa sua carreira ou seu partido político. Todos são ativistas digitais. O importante é ser engajado e, como consequência, ganhar muitas curtidas e compartilhamentos com seus posts brilhantemente politizados e humanistas. Só que não.

Os engajados virtuais estão prontos para desconstruir o tema do dia porque tem sempre um assunto que ele considera mais importante. Existe uma necessidade incrível de inferiorizar um acontecimento em detrimento de outro.

São pessoas que quase sempre tentam constranger o seu posicionamento porque acham que o dela (ou aquele que ela leu na timeline do amigo-cabeça) é mais humano, verdadeiro ou necessário.

Há um esforço colossal em fazer os outros ficarem envergonhados com sua indignação ou opiniões, uma vez que o ativista digital tem sempre algo que ele julga mais digno de pesar ou atenção.

Parece não ser mais possível falar sobre qualquer coisa que não sejam os escândalos de corrupção no Brasil, as decapitações do Estado Islâmico ou a miséria do Sudão.

Caso alguém ouse a se distrair — ou trazer um pouco de leveza e bom humor à sua rotina tentando descobrir qual é a cor do vestido — seres iluminados ficarão horrorizados: “como alguém pode perder tempo discutindo a cor de uma roupa enquanto na África mulheres nem vestidos tem para usar?”. #gentechata

Observe. Se ficamos indignados com a chacina dos cartunistas do Charlie Hebdo, há quem menospreze o problema lembrando que no Brasil morrem muito mais pessoas assassinadas por dia. E aí começa a ladainha:

#JeSuisCharlie #JeNeSuisPaCharlie #JeSuisPalestine #JeSuisAfrique #JeSuisMessi #JeSuisRonaldo #JeSuisTheMinions #JeSuisMatraca #JeSuisUneMerdeIssoSim

Se ficamos indignados com o patrocínio polêmico que o governo ditador da Guiné Equatorial ofereceu à escola de samba Beija-Flor, há quem lembre que o jogo do bicho é mais escandaloso.

Se ficamos indignados com os maus tratos em animais, há quem evoque as crianças de rua abandonadas. Se você ousa solidarizar-se com a tragédia do 11 de setembro há quem diga que o genocídio de Ruanda matou muito mais e ninguém comenta.

Atenção. Isso aqui não é uma disputa de tragédias e desgraceiras. Se é para dar uma opinião, posicione-se, apenas. Levante sua bandeira. Defenda sua causa. Mas você não precisa fazer isso depreciando a comoção ou a indignação ou a curiosidade do outro. Muito menos macular a notícia do dia, mesmo que ela não seja significativa para você.

Há, ainda, quem amaldiçoe qualquer tema ameno e, digamos, mais agradável como se não existisse no seu dia a dia a deliciosa conversa fiada. Caros, a história da humanidade não é feita só de mazelas. E para os que reclamam de notícias supostamente fúteis saiba que jornalismo não é só política e economia.

Nosso cotidiano é movido por ciência, tecnologia, religião, espiritualidade, viagens, moda, beleza, saúde, curiosidades e, principalmente, comportamento.

Fico imaginando o que essa gente pensa de mim — que escrevo, falo e vivo o supérfluo universo das viagens. Supérfluo? Para mim, é indispensável.

Pior, o que essa gente pensa de mim que ganho dinheiro viajando? Muito pior: o que será que passa pela cabeça dessas pessoas quando descobrem que isso é meu trabalho: viajar e escrever? Muito, muuuito pior, quase o apocalipse: que tipo de devaneios eles têm quando percebem que não aceito convites, cortesias, não participo de viagem patrocinada, não faço post pago e, ainda assim, construí um negócio fazendo… turismo?

Por que eu não escolhi cuidar de idosos? Não recolho animais na rua? Não trabalho com refugiados? Não luto pelas causas indígenas? Não saio pelada em passeata feminista? Por que não me inscrevo no Greenpeace? Por que eu cometi o pecado de fazer jornalismo e — sacrilégio — virar blogueira de viagem?

Pois eu que pergunto a estes seres engajados e onipresentes sempre prontos a desconstruir o assunto da hora ou a tarefa do outro com suas verdades absolutas, quais são mesmo seus planos — e ações — para salvar a mundo?

E você, o que está fazendo aí fuçando neste blog frívolo, oco e distante da realidade cruel, ferina e virulenta a que somos submetidos diariamente? Tire a mão do queixo, a outra do mouse e vai arrumar uma roça para carpir, bando de alienados!

(Mas,  por favor,  antes me diga: o vestido é branco e dourado ou azul e preto?)

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MATRAQUEANDO - Viagens e Comidinhas | Por Sílvia Oliveira | Jornalista & Blogueira | Curitiba, BR

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