Silvia Oliveira
  • Eu deveria ser a primeira a saber que este blog é de viagens e… comidinhas. Mas me vejo tão envolvida com os posts turísticos que até me esqueço de compartilhar aqui as receitinhas de araque da Cozinha Maravilhosa da Matraca. Há […]

  • Não tenho saudades de mim. De quando viajava e não tinha um blog para contar. Ao contrário. Partir está cada vez melhor. Alinhar minhas expectativas com o que o leitor espera do blog me tornou uma turista mais centrada e […]

  • Não pense você que é tão fácil assim determinar as regiões turísticas (ou menos turísticas) de Madri. Do ponto de vista prático um mesmo atrativo pode estar em dois bairros ao mesmo tempo. O Parque del Retiro, por exemplo, tem […]

  • Não à toa considero Madri uma das melhores cidades da Europa para viver ou passear. Cada bairro da capital tem seu pedaço notável de história, artes, aristocracia, letras, gastronomia ou agito. Ainda que não seja tão badalada quanto sua concorrente […]

  • Se eu perguntar a você qual o principal cartão postal de Paris ou Roma logo vem à sua cabeça os atrativos turísticos ícones destas cidades — Torre Eiffel e Coliseu, respectivamente. Para não sairmos da Espanha temos Barcelona com um […]

  • Não sei se você observou, mas nos últimos meses quase não escrevi aqui. Além de ter acumulado três viagens grandes entre maio e julho (Espanha, Nova York e Fortaleza) ainda estava revisando e atualizando os Guias Matraqueando. Sem contar a […]

  • Seiscentos e vinte quilômetros separam Madri de Barcelona. De carro (ou ônibus) você leva, no mínimo, seis horas e meia para fazer o trajeto. Se optar pelo avião o percurso dura 1h10, mas tem o inconveniente de chegar uma hora […]

  • Se existe algo que uma viagem rende é uma boa história. Ou várias. Não há souvenir que guarde com tanta precisão como foram as férias quanto os relatos apaixonados de quem é feliz viajando.  No livro Eu Amo Viajar você […]

quarta-feira, 01 de outubro de 2014

Cozinha da Matraca | Tagliatelle com camarão ao vinho branco

Tagliatelle camarao 01

Eu deveria ser a primeira a saber que este blog é de viagens e… comidinhas. Mas me vejo tão envolvida com os posts turísticos que até me esqueço de compartilhar aqui as receitinhas de araque da Cozinha Maravilhosa da Matraca. :mrgreen:

Há alguns dias preparei um tagliatelle com camarão que foi mó sucesso, tudo naquele nosso velho estilo: rápido e prático. É um prato bacana para receber amigos especiais ou até para o dia a dia. Em 40 minutos está pronto.

RECEITA DE TAGLIATELLE COM CAMARÃO AO VINHO BRANCO

Ingredientes

500 g de macarrão do tipo tagliatelle

500 g de camarão médio descascado

½ xícara de vinho branco

2 colheres de sopa de suco de limão

3 colheres de sopa de manteiga

Cebolinha e alecrim fresco para enfeitar (opcional)

Sal e pimenta a gosto (eu coloco pimenta caiena)

Tagliatelle camarao

Matraqueando Instagram

Modo de preparar

Cozinhe o macarrão al dente. Reserve. Frite os camarões na manteiga por uns 3 minutos (até ficarem rosados). Retire os camarões e reserve. Na mesma frigideira coloque o vinho, o suco de limão e deixe reduzir em fogo médio por dois minutos (o líquido ficará pela metade). Acrescente o camarão e coloque o sal e a pimenta a gosto. Dê novamente uma leve refogada. Depois é só misturar o macarrão. Se você achar que ficou muito seco acrescente um pouquinho de azeite na massa. Rende 4 porções generosas.

Dica da Matraca |  Essa receita também fica uma delícia com molho branco. É só fazer o molho branco à parte e depois misturar com os camarões feitos neste passo a passo (com vinho branco e suco de limão).

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Fotos: Sílvia Oliveira

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quinta-feira, 04 de setembro de 2014

Ofício de blogueira versus espírito de viajante: como manter um sem acabar com o outro

Silvia Oliveira Matraqueando

Não tenho saudades de mim. De quando viajava e não tinha um blog para contar. Ao contrário. Partir está cada vez melhor. Alinhar minhas expectativas com o que o leitor espera do blog me tornou uma turista mais centrada e produtiva. Ser blogueira me obrigou a revisitar lugares e a construir novas percepções da história e das pessoas.

Tive que compreender as necessidades das famílias viajantes, assimilar a aflição do mochileiro fresco e absorver os desafios da cocotinha mão-de-vaca-muquirana. Se viajar é um ato de abnegação, ser blogueiro faz você se esquecer de que algum dia já teve umbigo. Tudo se expande. A paciência cresce. O olhar desabrocha. A empatia ganha.

O lado B existe, porém.  Já não temos aqui (nem por aí) aqueles textos soltos e despretensiosos como “hoje acordei e saí sem rumo pela cidade”. A crônica de viagem se perdeu. É certo que 90% das minhas escapadas pelo Brasil e pelo mundo são baseadas na minha satisfação pessoal.  Luz do espírito viajante. Mas para atender ao plano das férias alheias seguimos, muitas vezes, um script pensado no que você (e não eu) gostaria de fazer. Ossos do ofício.

No blog-passatempo o texto é moldado pelo prazer. No blog-trabalho a gente se esquece disso. Quando tentamos misturar as duas coisas dá nisso: eu só quero falar de Madri e você, já sei, não aguenta mais. Muda de canal sem sequer dizer adios.

Meu sistema operacional interno, o matraquindows,  começa a entrar em colapso sempre que se dá conta de que algumas dezenas de posts que tenho atrasados são voltados ao planejamento da viagem (o que fazer, onde dormir, como chegar) — aqueles focados no blog-trabalho. Tchau espírito de viajante. Embora importantíssimos, não são relatos exatamente prazerosos. Nem de escrever nem de ler. Bem-vindos ossos do ofício.

Se você acha que tenho o melhor trabalho do mundo… você está certo.  Eu escolhi estar aqui.  Por isso, não entenda esse quimera como um amontoado de lamúrias ou incertezas. Não é. Até porque eu deixo o queixume para quem não gosta do que faz. E o Matraqueando é um espaço colaborativo cheio de gente feliz.

Bem-aventurado o blogueiro de viagem que se torna uma espécie de santo de devoção do leitor. A transmutação se dá na caixa de comentários, quando nos convertemos em consultores financeiros (quanto devo levar?), psicólogo comportamental (meu filho vai se adaptar?) e até na moça do tempo (como estará o clima em Veneza em 2017?). Sou grata por confiar em mim. Mas, acredite, não sou especialista em nada. Malemá sei interpretar um mapa.

A questão é saber equilibrar essas duas funções — blogueira e viajante. Será sempre um desafio embaraçoso. É como ser dono e empregado do mesmo lugar ao mesmo tempo. Eu, como patroa do brogue, me dou uma espinafrada e me mando escrever com prazer e dedicação sem nunca me esquecer das necessidades do leitor. Eu, como funcionária da bagaça, só quero saber quando saem as próximas férias e voltar a escrever quando eu bem entender. :mrgreen:

É quando tenho saudades de mim. De quando viajava e não tinha um blog para contar.

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terça-feira, 02 de setembro de 2014

Madri bairro a bairro | Gran Vía e Callao

Gran Via Edificio Metropolis

Não pense você que é tão fácil assim determinar as regiões turísticas (ou menos turísticas) de Madri. Do ponto de vista prático um mesmo atrativo pode estar em dois bairros ao mesmo tempo. O Parque del Retiro, por exemplo, tem uma pequena porção instalada no distrito de Salamanca, a parte chique da cidade que a gente já mostrou aqui. Mas eu vou falar realmente dele só quando chegarmos ao Paseo del Prado.

Gran Via Souvenir

Já a Gran Vía poderia ser, tranquilamente, incluída no roteiro pelo Centro Antigo, onde ficam as emblemáticas Plaza Mayor e Puerta del Sol. Mas quando fui refazer o circuito pela afamada calle da capital levei mais de meio dia percorrendo a dita cuja até chegar a Callao — região característica pela enorme concentração de cinemas e teatros… o que me fez criar uma rota exclusiva para ela.

Gran Via Instituto Cervantes

À direita, o Instituto Cervantes: próximo à Plaza Cibeles

Se você olhar no mapa da cidade percebe que a Gran Vía é quase uma linha divisória que separa alguns dos principais bairros de Madri. Ao norte da rua, à direita, está Chueca. E, à esquerda, Malasañas. Ao sul estão as regiões Sol e Ópera. A pulsante artéria vai da Plaza Cibeles à Plaza de España.

O QUE FAZER

Gran Vía | Embora nossa protagonista esteja bem perto do casco antiguo de Madri, estamos falando de uma rua relativamente nova. Criada em 1910, em pouco mais de 100 anos transformou-se em um dos principais cartões postais da cidade. Acolhe edifícios de destacada arquitetura e os primeiros arranha-céus da capital espanhola como o Edifício Metrópolis e o Edifício Telefônica. A Gran Vía tem intensa vida comercial, cultural e gastronômica. Só nela dá para passar um dia inteiro e ainda pedir mais!

Plaza Cibeles Madri Como chegar

Plaza Cibeles | Seu passeio pela região pode começar pela mais imponente praça de Madri. No centro da rotatória está a Fonte de Cibeles, esculpida em 1782 totalmente inspirada num desenho de Ventura Rodríguez, arquiteto espanhol do século 18. A região ficou famosa por acolher alguns dos mais ilustres edifícios da capital: Palacio de Buenavista, Casa de América e o Palacio de Comunicaciones (com mirante que oferece uma vista panorâmica privilegiada da cidade), sede da prefeitura de Madri desde 2007. Em dia de jogo é aqui que a torcida do Real Madri constuma se reunir. Metrô Banco de España.

Gran Via Edificio Metropolis Foto Noturna

Matraqueando Instagram

Edifício Metrópolis | Ao sair da Plaza Cibeles em direção à Gran Vía você passa em frente ao Instituto Cervantes (Calle Alcalá, nº 49) e, logo em seguida, dá de cara com o Metrópolis. O prédio — projetado pelos arquitetos Jules y Raymond Février — acabou transformando-se num inegável cartão de visita da queridinha rua com pinta de avenida. Na verdade, na verdade… ele também fica na Alcalá (nº 39), numa bifurcação da Gran Vía. Mas isso é só um detalhe. Trata-se de uma belíssima construção formada por uma torre redonda sustentada por colunas. A cúpula está coroada por uma estátua com asas douradas. Metrô Gran Vía.

Gran Via Circulo de Bellas Artes

Círculo de las Bellas Artes | Projeto por Antonio Palacios, a construção de 1926 está bem em frente ao Edifício Metrópolis . É um dos centros culturais e artísticos mais expressivos da cidade. Além de receber diversos concertos, oficinas e exposições é possível subir ao terraço (pago à parte) para ter uma das mais belas vistas panorâmicas de Madri, incluindo a própria a Gran Vía.

Gran Via Azoteas

Vista do terraço do Círculo de Bellas Artes

Acesso ao edifício e restaurante: € 1. Acesso às exposições: € 3. Acesso ao terraço: € 3. Acesso combinado Exposições-Terraço: € 4. Veja os horários aqui. Calle Alcalá, nº 42. Metrô Gran Vía.

Edifício Telefónica | Foi o primeiro arranha-céu de Madri. Tem 89 metros de altura com estilo barroco madrilenho. Hoje, recebe o Espacio Fundación telefónica (entrada pela Calle Fuencarreal, nº 3), um grande centro de educação e tecnologia voltado para o desenvolvimento sócio-cultural. Grátis. Metrô Gran Vía.

Gran Via Cones de la Plaza Callao

Plaza de Callao | Caminhando pela Gran Vía em direção à Plaza de Espanha você chega à Plaza de Callao, região de cinemas e teatros. (Veja aqui a programação de cinema em Madri.) A área é chamada de Broadway de Madri por receber alguns dos mais famosos musicais do mundo. O Palacio de Prensa, todo feito em ladrilhos vermelhos, é outro marco da arquitetura do lugar.

Gran Via Plaza de Callao

Desde a praça saem duas vias de pedestres, Calle Preciados (onde estão a FNAC e o El Corte Inglês) e a Calle del Carmen que vai dar justamente na célebre estátua “El Oso y El Madroño”, já na Puerta del Sol. Metrô Callao.

Gran Via Madri  Monasterio  Descalzas Reales

Mosteiro de las Descalzas Reales | Descendo pela calle Preciados você encontra esta linda construção que alberga um monastério de freiras franciscanas em clausura. Parte do prédio está dedicada a um museu de arte aberto ao público. Há objetos e tapeçaria do século 18 e obras de Tiziano, Sánchez Coello, entre outros. Terça a sábado, 10h às 15h e 16h às 18h30. Domingos, 10h às 15. Entrada € 6. Plaza Descalzas Reales, nº 3. Metrô Ópera.

Gran Via Plaza de Espana Madri

Plaza de España | O final da Gran Vía termina nesta praça em alto estilo. Com 37 mil metros quadrados, a Plaza de España é uma das maiores do país. Tecnicamente, ela já está no bairro de Argüelles. No centro, há uma grande fonte dedicada à Don Quixote e seu fiel escudeiro Sancho Pança. Uma amostra fabulosa do modernismo madrilenho está aqui com a Casa Gallardo. Dois imponentes edifícios, Torre de Madri e Edifício Espanha, contribuem para a majestade do lugar que, não por acaso, está bem próximo ao Palácio Real de Madri.

ONDE COMER

Gourmet Experience | No nono andar do El Corte Inglês Callao está uma das famosas plantas gastronômicas de Madri. O lugar tem 10 restaurantes e um empório sofisticado com produtos que agradam tanto quem gosta de cozinhar quanto quem gosta de comer.

Gran Via Gourmet Experience El Corte Ingles 1

Apesar do comentadíssimo e caro StreetXo (do chef David Muñoz) fazer parte do complexo, é possível provar pintxos (espetinhos), pizzas e tapas (também elaborados por cozinheiros famosos) a preços que valem o nome da casa — experiência gourmet! O detalhe adicional é a ótima vista da Gran Vía (foto abaixo). Plaza de Callao, nº 2 – 9º andar.

Gran Via Gourmet Experience

ONDE COMPRAR

A Gran Vía oferece toda a sorte de lojas: roupas, sapatos, acessórios, produtos made in china e lembrancinhas de viagem a ótimos preços.

Gran Via calles

As duas ruas que saem da Plaza de Callao (Preciados e del Carmen) também formam um corredor interessante para quem gosta do entra e sai vitrineiro. Por aqui estão lojas tradicionais da cidade como Mango, Zara e H & M. Sem contar o próprio El Corte Inglés, um gigante na Plaza de Callao.

Gran Via El Corte Ingles Callao

COMO CHEGAR À GRAN VÍA E CALLAO

Gran Vía | Metrô Gran Vía (Linha 1 e Linha 5) e Plaza de Espanha (Linha 2, Linha 3 e Linha 10)

Callao | Metrô Callao (Linha 3 e Linha 5)

Mapa Gran Via 1

Madri combina com

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Salamanca

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Fotos: Sílvia Oliveira

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sábado, 30 de agosto de 2014

Madri bairro a bairro | La Latina

La Latina Madri Centro

Não à toa considero Madri uma das melhores cidades da Europa para viver ou passear. Cada bairro da capital tem seu pedaço notável de história, artes, aristocracia, letras, gastronomia ou agito. Ainda que não seja tão badalada quanto sua concorrente direta (Barcelona), Madri oferece regiões muito bem definidas, cada uma com estilo e código de conduta próprios.

La Latina Madri Fiestas

Depois de passearmos pelo erudito Barrio de las Letras, pelos destemidos Chueca e Malasañas e pelo aristocrata Salamanca chegamos ao boêmio bairro La Latina. Muitos estudiosos dizem que esta região — que ocupa grande parte da chamada Madri de los Austrias — é o verdadeiro centro histórico da cidade, uma vez que foi o primeiro espaço urbano de Madri na Idade Média.

La Latina Madri bairros

Matraqueando Instagram

O bairro está numa área que compreende a Calle Segovia (ao norte), Calle Bailén (a oeste), Puerta de Toledo (ao sul) e a Calle de Toledo (a leste)  — porta de entrada para o famoso El Rastro, o maior mercado de pulgas da Espanha.  É uma região de fácil acesso porque está perto de outras zonas de grande interesse turístico como Plaza Mayor e os bairros de Lavapiés e Madrid Río.

La Latina Madri Cave Baja 1

La Latina tem uma distribuição medieval. São ruas estreitas, ladeiras com chão de pedra, becos azulejados e vielas onde só circulam pedestres. Apesar da importância histórica do bairro, sua fama vem, principalmente, do circuito de tavernas, restaurantes e bares de tapas. As principais ruas giram em torno da Plaza de la Cebada e da Plaza de la Plaja, com destaque para as calles Cava Baja e Cava Alta, vias paralelas que fervem ao anoitecer e aos fins de semana.

La Latina Madri Cave Baja

O que fazer

Jardín de las Vistillas | Seu passeio pelo bairro pode começar por este hermoso parque que fica a 300 metros da Catedral de la Almudena. Não chega a ser tão encorpado e cheio de detalhes quanto o Parque del Retiro, mas oferece o pôr do sol mais espetacular da cidade. Calle Morería, 12.

La Latina Madri Basilica San Francisco El Grande

Basílica de San Francisco el Grande | Está a 200 metros do Jardín de las Vistillas. A basílica já foi hospital, prisão e depósito de pólvora. A cúpula do edifício é a maior da Espanha e a quarta da Europa, perdendo apenas para a basílica de São Pedro e o Panteão de Agripa (ambos em Roma) e para Santa Maria del Fiore, em Florença. Tem uma pinacoteca com pintura espanhola dos séculos 17 a 19, com destaque para Goya e Zurbarán. Para entrar na basílica é grátis. O museu cobra € 3. Plaza de San Francisco, s/n.

Museo de San Isidro | Saindo da Basílica de San Francisco suba pela Carrera de San Francisco (rua em frente à igreja). Ao chegar no entroncamento da Plaza de la Cebada e a Calle Humilladero vire à esquerda e você chegará à Plaza San Andrés onde está o Museo de San Isidro — também chamado de Museo de los Orígenes de Madri. O lugar mistura história do santo padroeiro de Madri com objetos achados durante as escavações arqueológicas da cidade. As exposições mostram a evolução de Madri desde sua origem muçulmana. De terça a domingo e feriados, 9h às 20h. (Em agosto o horário é mais restrito. Informe-se aqui). Grátis. Plaza de San Andrés, nº 2.

La Latina Madri San Isidro

Plaza de San Andrés: a construção à direita é o Museo de San Isidro e, à esquerda, está a Iglesia de San Andrés.

Igreja de San Andrés | Fica ao lado Museo de San Isidro. A igreja, com cúpula octogonal, foi construída sobre a antiga mesquita da cidade, uma vez que o bairro recebeu muitos árabes durante a ocupação moura. Abriga o sepulcro de San Isidro. Plaza de San Andrés, nº 1.

La Latina Madri Mercado de Cebada

Mercado de la Cebada | É um dos principais mercados de abastecimento de Madri. Ao contrário do Mercado de San Miguel (no centro) e dos Mercados de San Antón e Ildefonso (Chueca e Malasãnas, respectivamente), o de la Cebada é um mercado municipal com características muito populares e ambientação simplória. Há grande oferta de peixe, carne de porco, queijo, frutas e vegetais frescos. Algumas áreas parecem sujas. Mas a fachada foi recentemente revitalizada e ganhou um lindo colorido projetado pelo coletivo Boa Mistura, um grupo de artistas urbanos especializado em dar vida à regiões deterioradas em diversos lugares do mundo. Não é um mercado turístico exatamente, a não ser que você queira comprar ou ver o lado antropológico do dia a dia madrilenho.  Segunda a sexta, 9h às 14h e 17h às 20h30. Sábado, 9h às 14h. Plaza de la Cebada, nº 15.

Onde comer

Não foi nesta minha última visita que consegui mapear os melhores bares para tapear por aqui. Acho que só este item — onde comer no bairro La Latina — merecia um post completo e bem trabalhado. Enquanto não volto a Madri para fazer isso por você fique com dois queridinhos: Juana La Loca (Plaza de Puerta de Moros, nº 4 – em frente à Plaza de los Carros. Tel. 91 364 05 25 ) e El Tempranillo (Calle Cava Baja, nº 38 Tel. 91 364 15 32).

La Latina Madri Tapeo

No primeiro prove a tradicional tortilha de papas, considerada  a melhor da cidade. Chegue cedo porque lota.  Já no segundo vá de Morcilla de Burgos Rebozada (empanada). A média de gasto em ambos fica em torno de € 20 por pessoa  com bebida.

Onde comprar

El Rastro | É uma mistura de Feira da Ladra de Lisboa com a Feira de San Telmo de Buenos Aires. O mercado El Rastro ocupa um enorme quarteirão e faz o bairro La Latina ferver aos domingos e feriados. Como toda feira do gênero há centenas de barracas vendendo artesanato, roupas, antiguidades, objetos de cozinha, disco de vinil, bijuterias, revistas usadas, livros raros… olha, a lista parece não ter fim! O centro nevrálgico do mercado é a Plaza de Cascorro. A dobradinha perfeita seria visitar o mercado e em seguida ir de tapas pelos bares de La Latina. Domingos e feriados, 9h às 15h.  Calle Ribera de Curtidores e arredores.

Como chegar

Metrô La Latina (Linha 5)

Mapa La Latina

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quinta-feira, 28 de agosto de 2014

Madri bairro a bairro | Salamanca

Bairro Salamanca calle Serrano

Basta uma manhã no bairro Salamanca de Madri para você se sentir o próprio herdeiro da dinastia Bourbon. O lado chique, alinhado e bem-vestido da cidade está aqui. Trata-se de um grande trecho da capital delimitado pela Paseo de la Castellana, Parque del Retiro, Calle María Molina e Francisco Silvela.

Bairro Salamanca Palacetes 2

Salamanca tem uma organização urbana bem estruturada com ruas largas e arborizadas. Embora seja um corredor de compras de alto nível,  não é uma zona exatamente turística. Aliás, boa parte da área é residencial. Diversos políticos, diplomatas e milionários da cidade vivem justamente neste charmoso e sofisticado quadrilátero.

Bairro Salamanca Ortega y Gasset

Algumas das lojas mais luxuosas e caras ficam nas ruas Serrano, Velázquez, Goya e Ortega y Gasset, as vias mais importantes do bairro. A calle Serrano começa na Plaza de Independencia onde está a famosa Puerta de Alcalá — pedaço que abriga a entrada principal do Parque del Retiro e lindíssimos palacetes do século 19. Mesmo que você não disponha de bufunfa para gastar, vale  conhecer para apurar o gosto! :mrgreen:

Bairro Salamanca Palacetes 1

Matraqueando Instagram

Um passeio descompromissado, porém, vai revelar alguns atrativos interessantíssimos que vão muito além da ruína do seu cartão de crédito. Salamanca reúne museus, fundações e o próprio Parque del Retiro (que também faz parte da região do Paseo del Prado), um bálsamo gratuito e acessível a qualquer mortal da cidade. É uma das regiões da cidade mais agradáveis para caminhar e apreciar arquitetura histórica bem conservada.

Bairro Salamanca Puerta de Alcalá

Puerta de Alcalá: onde começa (ou termina) a Calle Serrano

O que fazer

Residencia de Estudiantes | É um lugar mítico para a cultura espanhola do século 20.  Fundada em 1910, a residência foi o primeiro centro cultural da Espanha. É uma casa aberta à reflexão, ao diálogo e ao intercâmbio científico e artístico desde o período entreguerras até os dias atuais. Passaram temporadas por aqui nomes como Federico García Lorca, Luís Buñuel, Salvador Dalí, Ortega y Gasset, entre tantos outros. Até hoje acolhe estudantes com projetos que promovam o debate intelectual.  A Fundação Federico García Lorca – com biblioteca aberta ao público – faz parte do complexo. Calle del Pinar, nº 21-23. (Rua paralela à calle Serrano.)  Metrô República Argentina ou Gregorio Marañón.

Bairro Salamanca Palacetes 4

Museo Nacional de Ciencias Naturales | É a versão reduzida do Museu de História Natural de Nova York.  Segue a linha dos museus do gênero: esqueletos de dinossauros, animais empalhados e insetos nos mais variados tamanhos.  Ótimo passeio para aficionados do gênero e para quem está com crianças. Fica entre a calle Serrano e o Paseo de la Castellana, praticamente em frente à Residencia de Estudiantes. Veja horários de visitas aqui. Entrada € 6.  Calle José Gutiérrez Abascal, nº 2.  Metrô República Argentina ou Gregorio Marañón.

Palacio-Museo Lázaro Galdiano | Está numa belíssima mansão e abriga uma das mais vivas coleções privadas da Espanha. (Em breve um post só dele!) São 15 mil obras de arte — como Goya, El Greco, Velázquez, Murillo, Zubaran, Constable, entre outros — e uma biblioteca com mais de 20 mil livros. Só isso já valeria a visita, mas a fundação reúne ainda diversas peças decorativas de gigante valor histórico como porcelanas, tapetes e objetos em bronze e prata. Abre das 10h às 16h30 e domingos das 10h às 15h. Fecha às terças-feiras. Entrada € 6. Calle Serrano, 122. Metrô Gregorio Marañón e Ruben Darío.

Bairro Salamanca escultura

Museo Arqueológico Nacional | Reúne uma impressionante coleção que data desde os primeiros povoados pré-históricos da Península Ibérica até a Idade Moderna, além de retratar as antigas civilizações mediterrâneas e orientais. Acho o passeio indicado, principalmente, para crianças em idade escolar. Elas vão se divertir e aprender muito. Terça a sábado, 9h30 às 20h. Domingo e feriados, 9h30 às 15h. Entrada € 3. Gratuito aos sábados a partir das 14 e domingos pela manhã. Calle Serrano, 13. Metrô Colón.

Onde comprar

Calles Serrano, Goya, Ortega y Gasset e Velázquez | Essas ruas abrigam lojas de diversas grifes internacionais como Yves Saint-Laurent, Carolina Herrera, Gucci, Tiffany, Cartier e Chanel — além de estilistas espanhóis como Purificación García e Adolfo Domínguez. Opções mais acessíveis como as tradicionais Zara e Stradivarius também têm sua portinha no bairro.

Bairro Salamanca Cartier

Para dar um fôlego, no nº 70 da Serrano você encontra um enorme El Corte Inglés, a loja de departamento mais famosa do país. (Ao lado do El Cortés Inglés tem um fofo carrossel para as crianças.) O centro comercial ABC Serrano fica no nº 61 da mesma rua (também há uma entrada pelo Paseo de la Castellana). O refinado shopping está cheio de boutiques de roupas, sapatos e acessórios. Já o El Jardín de Serrano também é um reduto de lojas chiquérrimas situadas em dois palacetes do século 19.

Bairro Salamanca El Corte Ingles

Bairro Salamanca Adolfo Dominguez

Onde comer

Eu deveria ter vergonha de indicar uma rede batida e baratex num lugar tão chiquetê como Salamanca. Mas se você estiver disposto a gastar nos bistrôs e restaurantes do bairro não se prenda por mim. :) Na Calle Serrano nº 41, perto do El Corte Inglés, há uma unidade da rede de restaurante VIPs.

Bairro Salamanca Restaurante VIPs

É uma cadeia que oferece desde o café da manhã, sanduíches até refeições completas a preços excelentes. Meu almoço aqui foi o menu do dia (há várias opções): prato principal com carne, pão, salada e bebida por € 7,90.  Existem muitas unidades do VIPs em Madri. Encontre a sua aqui.

Onde ficar

Ainda não tive a oportunidade de me hospedar ou visitar qualquer hotel nessa região. Mas é uma área ótima para ficar, principalmente se você conseguir algo perto de uma estação de metrô. Apesar de estar cercado por uma intensa zona comercial, Salamanca é um bairro calmo, agradabilíssimo e cheios de árvores. (Caso já tenha ficado hospedado por aqui, deixe sua dica na caixa de comentários, pufavô!) :)

Bairro Salamanca ruas

Como chegar

Metrô Colón, Serrano e Velázquez (Linha 4), Goya (Linha 3 e Linha 5), Retiro e Príncipe de Vergara (Linha 2).

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Fotos: Sílvia Oliveira

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quarta-feira, 27 de agosto de 2014

Madri bairro a bairro | Chueca e Malasañas

Chueca e Malasanas

Se para mim o Barrio de las Letras revela a essência da capital espanhola, poderíamos dizer que Chueca e Malasãnas — grudadinhos um no outro — confirmam a vocação de Madri para o fuzuê inventivo.

A mundialmente conhecida Movida Madrileña nasceu aqui. A região virou uma espécie de reduto de designers, galerias de arte e encontros GLS. E até hoje toda a área — talvez a mais criativa da capital espanhola — abriga novidades exclusivas entre os bares e as lojas da cidade.

A Movida, para quem não se lembra ou nunca ouviu falar, abarcou uma série de acontecimentos que marcaram a história, a cultura e o comportamento dos espanhóis. Na década de 80, alguns anos após a morte do ditador Franco, a casta sociedade da época experimentou a liberdade através da arte, das drogas e do rock and roll. Começava a brilhar uma das estrelas do cine espanhol, Pedro Almodóvar.

Chueca Plaza Chueca

Chueca — que de tão cool já foi chamado de SoHo Madrilenho — está espremido entre o Paseo de Recoletos a leste e a Calle de Fuencarral a oeste. A Plaza de Chueca (foto acima) é o centro de atividades do bairro. Está rodeada de restaurantinhos, padarias, bancas de frutas e fica a pouco passos do Mercado de San Antón, um dos pontos queridinhos do quarteirão.

Tanto Chueca quanto Malasãnas não são bairros com grandes e marcados atrativos turísticos, embora três bons museus da cidade — dois deles, grátis — deem o ar da graça justamente por aqui.

O divertido da região é tropeçar a cada esquina com geniosas vitrines, caminhar por ruas fofíssimas, comprar coisinhas legais e participar das noites animadas. O comércio alternativo e de vanguarda faz um contraponto ao luxo estabelecido nas lojas da Calle Serrano, no bairro Salamanca — refúgio e baluarte dos podres de rico da cidade.

Ainda que muitos alimentem a ideia de que Chueca é um bairro gay e de que Malasañas é a parte punk da cidade, a verdade é que ambos são os mais democráticos de Madri. A região, que abriga a Parada Gay, recebe bem desde famílias com crianças até solteiros em busca de aventura.

Chueca Como Chegar

Já o centro de Malasañas é a Plaza del Dos de Mayo, que fica paralela à calle Fuencarral — mais ou menos na altura da estação do metrô Tribunal. A duas quadras da praça está a Corredora Alta de San Paulo, rua que fica entre a Calle Velarde e a Calle del Espíritu Santo, com um comércio gracioso e cheio de cafés e bares simpáticos.

A História de Madri considera Malasañas palco de duas revoluções importantes na cidade. A primeira foi um levante contra a ocupação napoleônica em 1808. Uma bordadeira de 17 anos, Manuela Malasaña, foi baleada no dia dois de maio daquele ano porque carregava tesouras, consideradas armas de “alta periculosidade” pelos militares franceses. O fato foi tema de uma famosa obra de Goya. O segundo “motim” foi justamente na década de 80, a afamada Movida Madrileña.

O que fazer

Chueca Museo Historia de Madrid

Matraqueando Instagram

Museo de Historia de Madrid | O prédio é um belíssimo exemplo do barroco em Madri. O acervo, com mais de 60 mil peças, oferece uma visão global das artes, das indústrias e da vida comum dos habitantes da cidade desde que foi eleita capital da Espanha até os dias de hoje. Grátis. Terça a domingo, 9h30 às 20h. Calle Fuencarral, nº 78 – Chueca.

Museo Municipal de Arte Contemporáneo de Madrid | Abriga grandes obras de artistas espanhóis, coleções temporárias e exposições de fotografia. De terça a sábado, 9h às 14h e 17h30 às 21h. Grátis. Calle del Conde Duque, nº 9 – Malasañas. Metrô Ventura Rodriguez ou Noviciado.

Chueca Museo del Romanticismo

Museo del Romanticismo | Uma pérola que só fui conhecer nessa minha última visita à cidade. O museu conserva um importante acervo de objetos artísticos e históricos referentes à corrente do romantismo do século 19. Todo o mobiliário é lindíssimo. Não é permitido fotografar. Além da coleção, o museu oferece um Café Jardín, um espaço maravilhoso para tomar um chá da tarde ou um delicioso café da manhã. Entrada € 3. Grátis aos sábados a partir das 14h. Terça a sábado, 9h30 às 20h30; domingos e feriados, 10h às 15h. Calle San Mateo, nº 13. (Já está quase em Alonso Martínez)

Onde comer

Chueca Mercado de San Anton

Mercado de San Antón | São três andares divididos em mercado tradicional, comidinhas e restaurante. Há uma enorme ala gourmet com 10 pontos de degustação de massas, tortas, queijos, presunto e doces. Oferece rede wi-fi gratuita nos três andares. Horário de abertura e fechamento variado. Consulte o site.  Calle Augusto Figueroa, nº 24. Metrô Chueca.

Chueca Mercado de San Anton Suoer

Dica da Matraca: no subsolo do Mercado de San Antón está uma unidade do supermercado SuperCor. O local tem ótimos preços. Encontrei a geleia Dalfour (que no Brasil sai a R$ 18) por menos de 3 euros cada!

Chueca Mercado

Mercado de San Ildefonso | Há pouco mais de dois meses foi inaugurada a mais nova praça gastronômica madrilenha, com um espírito “Street Market”. São 500 metros quadrados distribuídos em três andares com mais de 20 boxes de comida variada. A proposta é atrair um público eclético que gosta de uma boa caña (o chope deles) acompanhadas de porções geniais de tapas, o petisco espanhol. A abertura do San Ildefonso acompanha a proliferação de espaços com vocação gourmet em Madri. Todos os dias, 12h à 1h (e até às 2h de quinta a sábado). Calle de Fuencarral, nº 57 – Malasañas. Metrô Tribunal.

Onde comprar

Chueca Calle de Fuencarral Tiger

Loja Tiger: objetos e artigos de design com ótimos preços

Calle de Fuencarral | É uma das principais vias comerciais de Madri. Começa na Gran Vía e termina na Glorieta de Quevedo. Eu diria que ela já foi mais alternativa. Mas abriga lojas tradicionais como Zara (nº 125), Adidas (nº 46) e Diesel (nº 19). De qualquer maneira, a rua está voltada para moda jovem com as marcas Desigual (nº 36-38) e Foot Locker (nº 4). Recentemente a Rituals (nº 22) e a Kiko Make Up (nº 39), lojas de cosméticos, também despontaram na região. Mas o meu xodó aqui são as tiendas de design.

Chueca Calle de Fuencarral Hosten

A dinamarquesa Hosten: fofurices e artigos inteligentes

Destaco duas sensacionais lojas dinamarquesas, a Hosten (nº 94 - inaugurada há pouco mais de um ano) e a Tiger (mº 103 com lojas em várias cidades europeias). Ambas vendem utilidades, bugigangas de alto nível e objetos de decoração a preços honestíssimos.

Mercado de Fuencarral | Um shopping vertical moderninho cheio de lojinhas de acessórios, cosméticos e roupas de todos os gostos, mas com preços nem sempre atrativos. Segunda a sábado, 11 às 21h. Metrô Tribunal.

Onde ficar

Na minha última viagem a Madri fiz questão de me hospedar em Chueca. Fiquei no Room 007, hostel novíssimo, inaugurado em abril de 2014, e que me custou módicos € 15 a diária num quarto coletivo com banheiro privado. Fica a 100 metros da estação de metrô Chueca.

Chueca Hostel Room 007

A Calle de Fuencarral está a 2 minutos a pé do hostel, enquanto que o Mercado de San Antón fica a 200 m de distância. Crianças são bem-vindas! Já o wi-fi não funcionou direito. Fiz minha reserva pelo Booking.com, onde o hostel tem a incrível nota 9,0! Veja mais fotos aqui! 

Como chegar a Chueca e Malasañas

Chueca | Metrô Chueca (Linha 5)

Malasaña | Metrô Tribunal (Linha 1 e Linha 10), Bilbao (Linha 1 e Linha 4) e Noviciado (Linha 2)

Mapa Chueca malasanas

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Fotos: Sílvia Oliveira

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terça-feira, 26 de agosto de 2014

Madri bairro a bairro | Barrio de las Letras

Barrio de las Letras Madri

Se eu perguntar a você qual o principal cartão postal de Paris ou Roma logo vem à sua cabeça os atrativos turísticos ícones destas cidades — Torre Eiffel e Coliseu, respectivamente. Para não sairmos da Espanha temos Barcelona com um nome fortemente associado à Antoni Gaudí e suas obras modernistas. Ou ainda Sevilha com todos os estereótipos da nação espanhola: flamenco e touradas.

Madri nem sempre pode ser descortinada através de imagens consagradas. Evidentemente que num exercício de construção imaginária encontramos referências à Plaza Mayor, ao Palácio Real e à Gran Vía. Mas o melhor da capital, sua gente e história, nem sempre sai na fotografia.

Barrio de las Letras Madri  Calle de las  Huertas

Partindo dessa análise matraco-freudiana reconheci no Barrio de las Letras a intensa identidade de Madri. A região recebeu este nome por ter sido o lugar onde viveram alguns dos grandes escritores espanhóis do chamado “Siglo de Oro” como Lope de Vega, Miguel de Cervantes, Francisco de Quevedo e Luís Góngora.  Em 2002, o bairro sofreu uma bela intervenção e transformou-se num encantador cruzamento cultural, histórico e arquitetônico.

Hoje, recebe diversas manifestações artísticas e tornou-se, ao lado do bairro La Latina, uma das regiões mais boêmias da cidade. Aliás, não há outra maneira de descobrir o bairro se não for a pé. Existem vários pontos de partidas para “callejear”, algo como vagar sem rumo em português.

Você pode começar pelas Plazas Jacinto Benavente, Ángel ou Santa Ana — onde são homenageados outros nomes importantes da literatura espanhola como Calderón de La Barca e García Lorca. Ao entrar nesse miolinho você tem acesso às ruas primordiais como a Calle Prado — onde está o Ateneo de Madri — e a Calle de las Huertas, a principal artéria peatonal do bairro,  cheia de citações literárias no chão em grandes letras douradas.

Por estas duas ruas (Prado e Huertas) você chega a outras calles destacadas como a León, Cervantes e Lope de Vega. Saliento também que foi daqui, do Barrio de las Letras, de onde saiu a primeira edição de Don Quijote de la Mancha, em 1605. A oficina onde foi impressa a obra-prima que inaugurou a literatura moderna ficava na Calle Atocha. Por certo, não há região melhor em Madri para encontrar toda a sorte de livrarias especializadas em obras raras e antigas!

O que fazer

Barrio de las Letras Madri  Calle de las  Huertas Frases

Calle de las Huertas | É o epicentro do bairro. A rua, somente para pedestres, tem cravado no solo algumas das principais citações dos escritores que aqui viveram. Recebeu este nome, huertas, porque os moradores tinham o costume de cultivar muitas hortas na região. Na verdade, no século 16 o bairro era onde terminava a cidade e começava o campo.  Você pode entrar na Calle de las Huertas vindo do Paseo del Prado ou, no outro extremo, pela Plaza del Ángel.

Barrio de las Letras Madri  Casa Lope de Vega

Casa Museo Lope de Vega | O escritor Félix Lope de Vega viveu seus últimos 25 anos aqui. A visita guiada mostra a história conturbada do escritor e revela um pouco da Madri dos séculos 16 e 17. Não é permitido tirar foto no interior da casa. Ironicamente a casa de Lope de Vega está na Calle Cervantes, nº 11 — sobrenome do seu arqui-inimigo na época. Terça a domingo, 10h às 15h. O pequeno museu está aberto à visitação gratuita. Mas é necessário agendar pelo telefone 91 429 92 16 ou pelo e-mail [email protected]. As visitas começam a cada meia hora e duram cerca de 45 minutos.

Barrio de las Letras Madri  Calle Cervantes

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Casa de Francisco Quevedo |  Graças a um trabalho de manutenção a casa de Quevedo está em excelente estado de conservação. Uma placa indica que ali viveu o escritor. O bafafá aqui é que ele comprou justamente a vivienda de onde havia sido despejado seu desafeto Luís Góngora. Está perto do Convento de las Trinitarias Descalzas.  Calle Quevedo quase esquina com Lope de Vega.

Casa Cervantes | Atenção: a casa natal de Cervantes fica em Alcalá de Henares, a 30 quilômetros de Madri. No Barrio de las Letras podemos observar a primeira casa do escritor quando chegou à capital. Está na Calle de las Huertas, nº 18. Já na Calle Cervantes, nº 2 está a casa onde ele viveu seus últimos anos e morreu.

Imprenta del Quijote | A poucos metros da primeira casa de Cervantes está a imprenta de Juan de la Cuesta, onde foi rodada a primeira parte de Don Quijote de la Mancha, em 1605. Hoje, é possível conhecer uma réplica idêntica da máquina que deu vida à obra-mestra da literatura espanhola. É necessário agendar a visita pelo e-mail [email protected]. Calle Atocha, nº 87.

Convento de las Trinitarias Descalzas | Onde estariam os restos mortais de Cervantes. Calle de Lope de Vega, n º 18. (O convento também tem uma fachada que dá na Calle de las Huertas)

Iglesia de San Sebastián | Onde estariam os restos mortais de Lope de Vega. Calle Atocha, nº 39.

Real Academia de la Historia | Instituição encarregada de estudar a História da Espanha. Para quem tem interesse específico no tema há uma biblioteca com grande acervo disponível. Calle León, nº 21. Entrada livre.

Onde comer

Barrio de las Letras Madri  Cardapio

Cervecería Restaurante Quevedo | Pelo preço de uma caña (chope) você ganha uma porção de tapas generosa: tortillas, queijos, azeitonas, papas bravas e até jamón serrano. Cardápio com preços honestos. Fecha às terças o dia inteiro e sábado à noite. Calle de Quevedo, nº 7. Tel.  914 29 4058.

Onde comprar

Mercado de las Ranas | No primeiro sábado do mês o comércio abre suas portas e coloca os produtos em promoção nas ruas. Uma grande feira ao ar livre movida a apresentações artísticas. O nome do mercado é uma referência à antiga Calle Catarranas (a atual calle Lope de Vega). Reza a lenda que no século 17 o lugar era abarrotado de rãs que se agrupavam por ali por causa das hortas do bairro.

Barrio de las Letras Madri  Libreria Desnivel

Librería Desnível | Está num edifício de 1887. Especializada em montanhismo, escaladas e viagens. Vende ótimos mapas da Espanha e suas regiões. Plaza de Matute, nº 6.

Como chegar ao Barrio de las Letras

O metrô mais próximo é a estação Antón Martín. Mas é possível chegar caminhando da Puerta del Sol (metrô Sol) ou mesmo do Museo do Prado.

Mapa Barrio de Las letras

O Barrio de las Letras está perto de:

Museu do Prado

Centro de Arte Reina Sofía

Museu Thyssen-Bornemizsa

Caixa Fórum

Madri bairro a bairro

Barrio de las Letras

Chueca e Malasañas

Salamanca

La Latina

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Fotos: Sílvia Oliveira

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MATRAQUEANDO - Viagens e Comidinhas | Por Sílvia Oliveira | Jornalista & Blogueira | Curitiba, BR

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