Expedição Brasil Express: 2ª parada

Dentro de algumas horas desembarco numa cidade linda, que visitei há mais de 10 anos! Lugar quente, colorido, vibrante, cheio de ladeira para subir e descer! O carnaval daqui é um dos mais famosos do Brasil. Vou comer galinha à cabidela e a tapioca de Dona Nicinha!

Na bagagem…

Minha calça skinny preferida com uma camiseta vermelha (de elastano – que não amassa), ambas básicas.  Nos pés, meu all-star-sobrevivente-do-atacama. Esmalte Luxo, vermelhão da Colorama – para esse meu momento maracatu.  Na mala, além de notebook e máquina fotográfica, uma muda de roupa, produtos de higiene pessoal e nada mais.  Vou contando tudo no twitter. Acompanhe-me: @matraqueando.

Foto: Matraca’s Image Bank




Outlet Premium São Paulo

Não sei se você ouviu falar mal, mas na época em que foi inaugurado –  junho do ano passado – choveram críticas a respeito do Outlet Premium São Paulo. Muitas lojas importantes ainda estavam fechadas, volume massivo de pessoas, estacionamento (gratuito) lotado, filas imensas na fraquíssima praça de alimentação. Que, aliás, continua anêmica até hoje, embora com novas opções para o visitante.

Argumento: a propaganda do outlet na época reforçava que ele teria os mesmos moldes de seus similares na Europa e nos Estados Unidos. Seria aquele shopinzão, recheado de grandes marcas – nacionais e importadas – que ficam em eterna liquidação. Fato: nem todas as grandes grifes estavam lá (com as portas abertas) e a liquidação não era muito diferente das que se podia encontrar em algumas lojas ou bazares multimarcas da capital paulista. O slogan “Chic é pagar pouco” acabou virando piada.

Depois de alguns meses, acredito que a administração reviu o posicionamento estratégico e passou a valer o conceito de outlet: mercadorias com descontos reais de até 70% em relação às lojas tradicionais. Não se engane. Não se trata de caridade ou de responsabilidade social. São peças das coleções passadas (ou até com mínimos defeitos que a gente nem percebe) que vão parar nas prateleiras dos outltes. Funciona assim, ou deveria funcionar assim, em qualquer lugar do mundo.

É certo, algumas lojas ainda desconhecem ou ignoram o termo outlet. Mas, pelo que vi, muita coisa mudou para melhor. Primeiro, todas as empresas estão funcionando a pleno vapor. Se bem que eu não poderia  – na verdade não é meu padrão de consumo – comprar em boa parte delas. Porque mesmo em oferta continuam sendo, para mim – reforço, uma tremenda facada. O detalhe é que com a enorme quantidade de lojas, as opções aumentam e nossas possibilidades de compra, também!

MARCAS QUE VOCÊ ENCONTRA NO OUTLET PREMIUM

TNG, Simulassão/CTX, MMartam, Nike, Ellus, Aramis, Surfstock, Miss Sixty, Energie, John John/Levi’s/Blue Beach/M.Officer, Calvin Klein Jeans, Mandi/VR, Canal, Diesel, Herchcovitch, Track & Field, Zeferino, Spicy, Trosseau, Primo Bambino, Hugo Boss, Venom, Planet Girls, Casa das Calcinhas, Playsize, Adidas, Capodarte/Dumond, Brasolin, Rip Curl, UZ Games, Hering/PUC/Dzarm, (Billabong/Element/Quiksilver), Carmen Sttefens, Armani Exchange, Ermenegildo Zegna, Lacoste, Lilica & Tigor, Victor Hugo, New balance, Mormaii – entre outras. Veja todas as marcas com respectivos telefones aqui.

PREÇOS MÉDIOS DE ALGUMAS MARCAS:

Alexandre Herchcovitch:

- camisetas  a partir de R$ 49,90
- blusa feminina por R$ 170,00
- jeans masculino a partir de R$ 139,00

Animale:

- calça alfaiataria por R$ 80,00
- camisa por R$ 100,00
- blazer a partir de R$ 120,00
- jeans a partir de R$ 120,00

Armani Exchange

- camiseta básica a partir de R$ 245,00. (Só vi isso, porque saí correndo!)

Blue Beach:

- tops por R$ 25,00
- biquinis R$ 20,00 por peça
- bolsa em lona por R$ 45,00
- saída de praia longa por R$ 50,00

Carmen Steffens: 50% off em bolsas e calçados. Verdade!

Casa das Calcinhas:

- calcinha Valfrance por R$ 9,90
- soutien Puket por R$ 30,00

Diesel:

- regata feminina por R$ 104,00 | camisa masculina por R$ 275,00
- calça jeans feminina por R$ 499,00 | calça jeans  masculina por R$ 590,00
- sandália por R$ 360,00 | mala por R$ 370,00

Dumond/Capodarte:

- rasteiras e sapatilhas a partir de R$ 59,90
- sandálias e sapatos a partir de R$ 79,90
- bolsas a partir de R$ 119,90
-carteiras e cintas a partir de R$ 39,90

Ermenegildo Zegna:

- gravata de R$ 780,00 por R$ 390,00
- sapato de R$ 2.260,00 por R$ 1.130,00
- camisa branca de R$ 780,00 por R$ 507,00
- jeans de R$ 690,00 por R$ 345,00
- malha de R$ 960,00 por R$ 480,00

Everlast + Puma + Nike

- camiseta Puma básica por R$ 48,00
- pólo masculina a partir de R$ 80,00
- moletom a partir de R$ 100,00   

Hering/Dzarm:

- calça de moletom R$ 29,90
- camiseta básica masculina manga longa por R$ 16,90
- blusa de moletom por R$ 44,90
- blusa de alcinha por R$ 12,99

Lacoste:

- calça R$ 179,00
- camisa de manga curta R$ 149,00 | manga comprida R$ 179,00
- jaqueta R$ 389,00
- pólo de manga curta R$ 169,00 | manga comprida R$ 189,00

Levi’s:

- jeans entre R$ 150,00 e R$ 170,00
- camiseta feninina por R$ 50,00

Lei Básica (Fiorucci/Missbela/Bill/Lei Básica):

- jeans feminino Lei Básica a partir de R$ 47,00
- camiseta masculina Fiorucci por R$ 39,90
- moletom masculino Fiorucci por R$ 70,00

Lilica & Tigor (moda infantil): toda a coleção passada com 40% de desconto.

Marcia Mello: tudo de 50% a 70% mais em conta.

Miss Sixty/Energie/John John/Red Iodice:

- jeans de todas as marcas por R$ 230,00
- camisas Iodice masculina R$ 150,00
- camiseta masculina Iodice R$ 99,00

Mormaii:

- biquinis a partir de R$ 29,00
- bermuda masculina a partir de R$ 73,00
- jeans masculino qualquer modelo por R$ 99,00

Ophicina (Oakley/Local Motion/Free Surf):

- biquini Oakley por R$ 63,00
- camiseta feminina Oakley por R$ 127,00
- tricot masculino Oakley por R$ 229,00

Nike:

- moletom a partir de R$ 89,90
- casaco termo dry por R$ 130,00
- casaco dry fit por R$ 99,00
- camisetas manga curta a partir de R$ 49,90 e manga longa por R$ 70,00

Ricardo Almeida:

- terno por R$ 1.093,00
- camisa por R$ 194,00
- gravata por R$ 148,00

Reebok:

- tênis feminino por R$ 150,00
- camisetas femininas a partir de R$ 49,90

Zeferino: peças que variam  entre R$ 180,00 e R$ 650,00.

Opções de restaurantes:

Applebee’s, Sacramento, Yoi Rolls e Temaki, Subway, Vivenda do Camarão, Casa do Pão de Queijo, Chilly Peppers, Roasted Potato, Griletto, Joy Juice.

Comida típica… de shopping!

Optei por comer um prato executivo no Griletto. A aposta era simples e não tinha como dar errado: arroz, purê de batata, tutu de feijão e frango grelhado. Pois deu errado! Para mim, o tutu estava azedo e o purê foi descongelado a paulada. Na salada – de folhas! – nem mexi. (Morro de medo de pegar aquele bichinho que entra no céLebro). Só como alface em casa. Cheguei a reclamar no restaurante, que só tinha garçonetes e nenhum gerente.  Prato: R$ 11,90 + R$ 3,50 do refrigerante. Só comi o frango e parte do arroz. 

Diquinha off topic

A cinco minutos caminhando para fora do outlet está o Shopping Serra Azul. Além do sempre salvador-da-pátria McDonald’s (pode não ser a melhor opção, mas pelo menos você sabe o que vai encontrar), há outros restaurantes disponíveis como o Frango Assado e uma barraca de frutas na entrada do centro comercial absurdamente cheirosa. Caixas de figo por R$ 10,00!

SERVIÇO:

Outlet Premium São Paulo

Onde fica: Rodovia dos Bandeirantes, km 72. Mapa aqui.  O acesso é pela entrada do Shopping Serra Azul, Hopi Hari e Wet’n’Wild.

Horário: diariamente das 9h às 21h, inclusive feriados.

Como chegar vindo de Campinas: clientes da companhia área Azul têm transfer gratuito saindo do aeroporto de Viracopos. Veja os horários aqui.

Como chegar vindo de São Paulo: o ônibus do Outlet Premium sai diariamente do Bar Brahma na Av. São João, nº 677 (no cruzamento da Av. Ipiranga) – com destino ao outlet.

São Paulo => Outlet Premium: 8h30 – 13h30 – 17h10 | Outlet Premiun => São Paulo: 12h – 15h30 – 21h10

Valor por pessoa: R$ 25,00 (ida e volta) ou R$ 15,00 por trecho.

As reservas devem ser feitas diretamente nos escritórios da empresa, através do telefone 11/3361.2131.

Fotos: Matraca’s Image Bank

A visita ao Outlet Premium São Paulo faz parte da Expedição Brasil Express, by Matraqueando. Entenda o projeto




Blogs que ensinam a viajar mais com menos

Blogs de viagem são conversas ao pé do ouvido, sem censura prévia. É o trabalho público de gente comum como você e eu, geralmente livre de pressões políticas ou comerciais. É a necessidade de compartilhar histórias, vivências e impressões. Os blogueiros escrevem partindo de uma análise doméstica. Retratam o cenário de acordo com uma visão própria, seja ela crítica, apaixonada, indignada, complacente ou descomprometida.

Ao contrário dos meios de comunicação tradicionais – em que os produtores de conteúdo são jornalistas, articulistas, escritores, filósofos ou cronistas – a blogosfera é alimentada por qualquer um que seja alfabetizado e que tenha acesso a um computador conectado à internet. Pode ser um profissional liberal, um artesão ou uma dona de casa.

Com o aparecimento da fotografia digital os blogs se transformaram em campo fértil para o antigo diário de bordo, aqueles caderninhos nos quais eram anotados todos os detalhes do passeio e que se transformavam, com o passar dos anos, em verdadeiros alfarrábios. Mais do que isso: os sites pessoais de viagem colocam a nosso alcance informações – que vão desde dicas de utilidade pública a devaneios mochilísticos.

Não conheço nenhuma estatística a respeito, mas tenho a impressão de que – com o advento da web 2.0 (e com a ajudinha de uma ou outra companhia aérea de baixo custo, é verdade) – as pessoas passaram a viajar mais. Acompanhar os périplos de um desconhecido pela internet não só incentiva novos passeios como faz brotar dentro de nós a vontade de – inerente a qualquer um – agarrar o mundo. Se isso puder ser feito sem que a gente tenha que vender o carro na volta das férias para pagar a conta do cartão de crédito, melhor ainda.

Conheça alguns blogs que ensinam você a viajar mais, economizando ou gastando pouco:

Nova York para mãos de vaca
Tudo, tudinho o que você quiser saber para não acabar com seu salário do mês no segundo dia batendo perna em Manhattan. O site é feito por Henry Bugalho e Denise Nappi, dois brasileiros que há muitos anos vivem por lá.

Viajar mais barato
Tem seções específicas que levam você ao melhor dos voos baratos, hotéis econômicos e cruzeiros acessíveis em diversos lugares.  Divulga também dicas de campismo e dá ideias que ajudam a poupar durante as viagens.

Viajando bem e barato pela Europa

É um blog cheio de dicas de como viajar com menos, sem desprezar o conforto e a segurança. O objetivo é compartilhar com os viajantes muquiranas experiências pessoais na Europa e dar dicas práticas para facilitar o planejamento do roteiro.

Viajar bem e barato
Escrito pela jornalista Rachel Verano, ex-editora da revista Viagem e Turismo, o blog revela desde onde ficar em Estocolmo sem ir falência até o que fazer em Fernando de Noronha com melhor custo-benefício.

Matraqueando
Blog da jornalista Sílvia Oliveira, essa que vos fala. Criou um guia Europa a 50 euros por dia e dá sugestões de como economizar nas viagens – inclusive nas nacionais – sem perder a dignidade. Já percorreu o Brasil, passou uma temporada em Nova York, morou dois meses em Lisboa e viveu nas Ilhas Canárias e Sevilha por conta do mestrado (em turismo!) e doutorado. Mas não entende nada do assunto e vive se metendo em roubada. Seu lema é: aquela que vai antes para você não se estrepar depois.

Texto originalmente publicado na minha coluna “Viagens Econômicas e Inteligentes”,  que sai toda semana no portal Descubra Brasil .




Em Curitiba, como ir do aeroporto ao centro

MICROÔNIBUS ESPECIAL

Uma linha regular de microônibus executivos liga o aeroporto Internacional Afonso Pena, em São José dos Pinhais, ao centro de Curitiba. No trajeto, várias paradas estratégicas: Rodoferroviária, Teatro Guaíra, Receita Federal, Biblioteca Pública, Rua 24 Horas e Shopping Estação. O circuito aeroporto-centro demora cerca de 25 minutos. Rápido, cômodo e barato. Para mim, é a melhor opção.

Dentro do itinerário, é possível parar também em qualquer ponto de ônibus – desde que você não tenha malas no compartimento de bagagem para descarregar. O microônibus tem ar-condicionado e sai a cada 20 minutos durante a semana e a cada 25 minutos – aos sábados, domingos e feriados. Veja os horários de saídas. No aeroporto, o ponto fica em frente ao terminal de desembarque. Compre a passagem diretamente com o motorista. Tarifa: R$ 8,00. Conheça o mapa do roteiro e verifique os hotéis que estão próximos às principais paradas.

TRANSPORTE COLETIVO

Para os mão-de-vaca-muquirana existe a opção do Ligeirinho Aeroporto, transporte público que recebe este nome por fazer menos paradas que os ônibus tradicionais. Mas uma vez eu peguei o dito cujo e demorei uma hora e meia para chegar ao centro. Não sei se foi o trânsito, falta de sorte minha, ou sei lá o quê. Só sei que nunca mais fui de Demoradinho. De qualquer maneira,  esta linha está conectada à Rede Integrada de Transporte. Ao desembarcar nos terminais, você pode pegar outro ônibus até o destino final com a mesma passagem. Tarifa: R$ 2,20.

TÁXI

A primeira e única vez que peguei um táxi do aeroporto de Curitiba ao centro foi em 2007, voltando de um vôo de Paris que chegou de madrugada na fria capital paranaense. E de madrugada não há outra opção, senão o táxi. Paguei R$ 65,00. Infarto agudo do miocárdio. De dia a facada é pouco menor: uma corrida do aeroporto até o centro da cidade custa em torno de R$ 40 a R$ 50.

CURIOSIDADE

FAST SLEEP

Para quem não quer sair do aeroporto, mas tem que esperar muito nele, há serviço de fast sleep, em Curitiba. São cabines para repouso e banho. É uma espécie de “hotel”, onde você só pode ficar no máximo 12 horas. As cabines contam com ar condicionado central, Internet banda larga, TV e telefone. Valores: a primeira hora sai R$ 40,00 e as demais  – R$ 15,00. A partir de 8h seguidas há uma tarifa única de R$ 100,00. Não há serviço de frigobar, mas oferecem toalha, shampoo e sabonete – tudo incluído no preço. Criança de até seis anos é cortesia acompanhada pelos pais na mesma cabine. O fast sleep está localizado dentro do aeroporto, no 2º andar. Funciona das 7h às 23h. Telefone: 41/3381.1313.

AEROPORTO INTERNACIONAL AFONSO PENA | CURITIBA

Av. Rocha Pombo s/n°
São José dos Pinhais – Paraná
Telefone: (41) 3381-1515 | Fax: (41) 3381-1127
Site: www.infraero.gov.br | Distância do centro de Curitiba: aproximadamente 18 km.

Foto: Matraca’s Image Bank




Meu primeiro voo na Azul


Azul: aviões novos, 100% brasileiros.

Estou certa de que quando você vai pesquisar alguma passagem aérea nacional nem sempre se lembra de fazer a cotação com a Azul. Estamos acostumados a acumular milhas na laranjinha ou na vermelhinha. É que, para onde quer que vá, a Azul faz uma parada no Aeroporto de Viracopos, em Campinas – QG da empresa. O que pode realmente desestimular a compra de uma passagem Curitiba-Florianópolis, por exemplo. Nesse caso, sai de Curitiba, voa para Campinas e só depois volta para Floripa. Um périplo, apesar da low-cost quase sempre oferecer as tarifas mais em conta.

Para amenizar estes “detalhes” a Azul está empenhada em oferecer não só os melhores preços e facilidades no pagamento, mas um serviço de primeira. A novidade para mim (desde o ano passado) foi o Passaporte Azul, um voucher que custa R$ 899,00 e permite viagens ilimitadas durante um período de dois meses. Se você realmente conseguir viajar umas quatro ou cinco vezes durante 60 dias, já vai valer à pena. Aliás, dependendo do seu destino (Manaus?), ir e voltar uma única vez já paga o passaporte.


Tripulação, preparar para a decolagem: bancos de couro com televisão individual.

Mas – mais do que isso – o Passaporte Azul mexe com o imaginário do viajante. É aquela sensação de que posso ir e vir na hora em que quiser, quando quiser e para onde quiser. Os gerentes de marketing da empresa sabem que “encantar” é o que faz a diferença. E trabalham incessantemente nesse quesito. Só acho estranho que eu, acostumada a cair em todas as pegadinhas da mídia, tenha demorado tanto para ceder aos apelos marketeiros da azulzinha.

No voo de estreia – lembrando que uma vez jacu sempre jacu – já fiquei babando no avião, todos 100% brasileiros, como gosta de destacar a tripulação. Bancos de couro, tudo cheirando a novo e com… televisão individual nas poltronas. E ainda conectada ao GNT, meu canal de entretenimento preferido em português. (A última vez que viajei com televisão individual foi em 2007 num voo transatlântico da Air France).

O serviço de bordo também superou minhas expectativas. Nada de lanchinho quente, é verdade (o vôo Curitiba-Campina dura 45 minutos). Mas você escolhe entre bolachinhas doces ou salgadas e as bebidas não vêm num copo cheio de gelo – que pode ser solicitado à parte. Eu pedi suco de pêssego e me ofereceram um suco de caixinha, fechado. Quem pediu refrigerante, ganhou a lata inteira. E nada da Bauducco… tudo personalizado ao melhor estilo Azul.


Voltando para casa. :-)

Quando eu achava que mais nada pudesse superar a minha ótima impressão da empresa, um pouco antes de aterrissar em Campinas, a comissária líder (assim que eles chamam o/a “chefe de cabine”) sorteou um kit da marca L’Occitane entre os passageiros. Parecia uma quermesse: adooooro! Pouco menos de uma hora depois de levantar voo, a tripulação despede-se com: “Que tenham um dia azul”. Na volta, chegando a Curitiba: “Que tenham uma noite azul”. Coisa mais gracinha, gente!

Fotos: Matraca’s Image Bank

Meu primeiro voo na Azul faz parte do projeto Expedição Brasil Express do Matraqueando.




Expedição Brasil Express: 1ª parada

Daqui a pouco, às 8h da manhã, meu voo sai de Curitiba com destino ao primeiro pit-stop da Expedição Brasil Express do Matraqueando. E hoje é “express” mesmo.  Volto no fim da tarde. Aproveito para avaliar o serviço da Azul e conhecer o maior outlet da América Latina, inaugurado há menos de um ano – cheio de marcas mundiais famosésimas. (Alguém aí arrisca algum palpite?) Não, nada de compritchas. Acredite, vou a trabalho mesmo!  :mrgreen:

Na bagagem…

Meu tradicional modelito-safari: calça caqui, blusa básica marrom, jaqueta  para proteger do friozinho da manhã e uma sapatilha rasteira megaconfortável. Esmalte Xeréu, da Impala – para esse meu momento fashionista. Rá!  Na mala  mesmo, só o notebook e a máquina fotográfica.  Acompanhe-me no twitter: @matraqueando.

Foto: Matraca’s Image Bank




Expedição Brasil Express, by Matraqueando

Desde o ano passado – quando foi lançado – o Passaporte Azul da companhia aérea Azul virou meu sonho de consumo. O passaporte é uma espécie de voucher que permite viagens ilimitadas para todos os destinos operados pela empresa durante um período pré-determinado, pagando o valor único de R$ 899,00.

Depois de uma semana negociando uma carta de alforria com meu sinhozinho, comprei o passaporte! A ideia é percorrer, se não todas, a maioria das capitais brasileiras – indo num dia e voltando no outro. (A carta de alforria me dá licença de, no máximo, 48h longe de casa.) Por isso, o termo Express. Mas não se trata de tentar derriçar Salvador ou Porto Alegre em 24 horas. O projeto é quase uma brincadeira: tentar botar o pé em várias cidades com propósitos específicos em cada uma.

Como funciona o Passaporte Azul:

- Período de vendas: até 08/03/2010.

- Período de viagens: de 01/03/2010 a 30/04/2010.

- Compra do passaporte: pelo site do Passaporte Azul ou no Azul Center com taxa de 10% do valor Passaporte Azul

- Reservas de viagens: pelo site do Passaporte Azul. Reservas realizadas pelo Azul Center terão uma taxa de R$ 50,00.

- Restrições: não poderão ser realizadas viagens às sextas-feiras e aos domingos assim como 01/04, 03/04 e 05/04 de 2010.

- É válido somente para os voos operados com a tarifa “Promo”.

- As taxas de embarque são por conta do passageiro.

Como será a Expedição Brasil Express:

- Econômica, com duração de 24h/48h em cada cidade, viajando uma vez por semana (se possível) durante os dois meses de validade do Passaporte Azul.

- Vou ficar em hostel/albergue. É mais barato para quem viaja sozinho. Vai ser uma excelente oportunidade, inclusive, para avaliar este tipo de hospedagem nas principais capitais do Brasil. Em último caso – por motivos diversos – posso optar por pousadas simples ou hotéis em conta, dependendo do lugar visitado.

- Devo eleger uma prioridade no destino: ou visitar o centro histórico, ou conhecer um museu de porte, ou passear por alguma praia badalada, ou dedicar uma tarde ao mercado municipal, ou testar algum serviço e/ou tour que seja interessante – entre outras possibilidades. Não vou fazer maratona.

- O almoço deve ser típico. Quero visitar algum restaurante, boteco ou padaria que retrate a alma do lugar.

O projeto começa amanhã. Mais informações a qualquer momento.

Foto: Raul Mattar – que, infelizmente,  não poderá me acompanhar. Por certo, alguém tem que trabalhar nessa casa. :mrgreen:




Quando continua a série Europa a 50 euros?

É a pergunta que mais leio por aqui. Ainda faltam Itália e Portugal. Prometo para semana que vem! Sem falta.  Era para publicar Itália por estes dias, mas arrrumei mais sarna para me coçar com a Expedição Brasil Express  – que começa nessa semana! Detalhes no próximo post…




Conservatória, capital mundial da seresta | Por Lana Cristina

A querida Lana Cristina é conservatória-maníaca, na definição da própria. Já desembarcou inúmeras vezes nesse distrito da cidade de Valença, no estado do Rio de Janeiro – a 142 quilômetros da capital. Um lugar que cheira a poesia, canta o amor e embala as emoções. Acho que deve ser uma das poucas regiões do País a preservar tanta brasilidade.

Apesar do forte êxodo rural,  Conservatória sobrevive… da música. Da boa música.  Silvio Caldas, Vicente Celestino, Nelson Gonçalves… Já pensou que lindo isso? Os turistas são atraídos por essa atmosfera lúdica que traz emocionadas recordações. Toda sexta e sábado, a partir das 23h (exceto quando chove)  acontece a tradicional serenata. Sem falar nas inúmeras serestas em espaços fechados. A Lana preparou um post encorpado e dá todas as dicas – desde onde comer, ficar e o que fazer – para você preparar seu roteiro e passar um fim de semana (ou mais!) por aqui.

Fotos: Lana Cristina




O barato do Brasil

Temos uma moeda forte no exterior. As passagens aéreas internacionais não são exatamente uma pechincha, mas a oferta é ampla e há promoções ruidosas. Alguns países como a Argentina nunca foram tão baratos para o brasileiro como agora. Com tanto apelo fica difícil pensar em viajar pelo Brasil – que está sempre aqui, pertinho de nós.

Sei o que você está pensando. Que passar sete dias numa pousada domiciliar em Fernando de Noronha fica apenas um pouco mais em conta – ou a mesma coisa –  que uma semana em Cancun, no México. Também já fiz esse tipo de comparação. Aliás, mea culpa, conheci as Cataratas do Niágara, no Canadá antes de botar os pés em Foz do Iguaçu, que está a 650 quilômetros da minha casa.

Não é difícil de entender este raciocínio. Uma viagem internacional – até há bem pouco tempo – era coisa de gente rica, bem sucedida ou metida à besta. De qualquer forma, carimbar o passaporte sempre foi sinônimo de status, prestígio ou evolução espiritual. Mesmo a mais mochileira das viagens à Europa dará a você a reputação de gente bacana!

O detalhe é que se nos déssemos ao trabalho de descobrir todos os países que existem dentro do Brasil, iríamos considerar mais vezes as viagens nacionais. Eu tenho feito este esforço. Parei de reclamar, coloquei o Brasil na – minha – moda, aproveitei o ensejo, ignorei alguns preconceitos e decidi que o país do futuro é, na verdade, meu presente. Nos dois sentidos.

Olhe só: ainda não atravessei o Danúbio, o segundo rio mais extenso da Europa. Mas já percorri o Rio Amazonas, o maior do mundo. Não deu ainda para destrinchar todos os vilarejos da Alemanha. O bom é que já tive a oportunidade de conhecer a autêntica Pomerode, cidade catarinense onde a Rota do Enxaimel revela a mais pura herança da cultura germânica no Brasil.

Infelizmente não estive no Museu Hermitage – que abriga a maior coleção de pintura da Terra – em São Petersburgo, na Rússia. Ah, mas felizmente já passei um dia inteiro no arrebatador Museu da Língua Portuguesa, em São Paulo. O único, em todos os continentes, a homenagear um idioma, o nosso.

Turismo exótico? Não é necessário ir à Índia que, aliás, fica bem mais longe que dar uma esticadela, logo ali, ao Nordeste brasileiro. Em qual outro lugar do mundo – senão aqui – você provaria uma buchada de bode, dançaria um tipo de música chamada eguinha pocotó e acenderia uma vela para Deus e outra para Padim Ciço?  Explorando o Brasil, certamente de bacana passaríamos a inteligentes. E de viajados, a sortudos!

Foto: Florianópolis, SC. (Raul Mattar)

Texto publicado originalmente na minha coluna “Viagens econômicas e inteligentes”, que sai toda semana no portal Descubra Brasil.




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