Silvia Oliveira
segunda-feira, 23 de maio de 2016

Passport Lisbon: hostel com o melhor custo-benefício de Lisboa

Passporte Lisbon Hostel praca luis de camoes

Praça Luís de Camões: vista a partir da sacada do hostel

Importante: se hospedagem subi-na-vida for essencial nas suas viagens este post não é para você. (Talvez este aqui te interesse mais!) Acabei de chegar do #MatracaNaZoropa 2016. Foram 24 dias muquiranas muuuito felizes. Rá! Já tem um monte de fotos e dicas na nossa Fanpage, Instagram e Twitter. Corre lá!

Com o euro no patamar em que está, a minha primeira providência mão de vaca do planejamento foi gastar o menos possível com hotel porque, para mim, interessava mais investir em comida e passeios.

Os critérios eram os de sempre: ter boa localização (com fácil acesso a transporte público) e uma avaliação geral dos hóspedes acima da média. Eis que encontro o Passport Lisbon Hostel com essas características por apenas € 9 (nove!) a diária (quarto coletivo) com café da manhã incluído.

Passporte Lisbon Hostel quarto duplo

Quarto duplo com banheiro compartilhado

Reserva | Pelo Booking.com — onde faço minhas reservas de hospedagem há anos. O sistema não cobra taxa alguma e tem cancelamento grátis para a maioria dos quartos, inclusive este.

Passporte Lisbon Hostel quarto coletivo

Dormitório feminino: cortina, luz e tomada individuais

O quarto | Fiquei no dormitório coletivo feminino com seis camas. Não era um quarto grande. Havia gavetões para guardar as malas (leve seu cadeado) e cada cama tinha sua luz, tomada e cortina individuais. Banheiro compartilhado.  Na noite de sábado para domingo foi difícil dormir por causa do barulho que vinha da rua. Nos outros dias, tranquilo. Portanto, evite o fim de semana. 😉

Passporte Lisbon Hostel suite

A suíte com banheiro privativo acomoda até três pessoas

Wi-fi | Não pegava bem no quarto. Só nas áreas comuns. Tem computador com internet disponível gratuitamente para o hóspede.

Localização | E.x.c.e.l.e.n.t.e. Fica no começo do Bairro Alto, bem na divisa com o Chiado, a dois passos do famoso café A Brasileira (aquele que tem a estátua do Fernando Pessoa para a gente tirar uma bela foto jacu). Está bem em frente à Praça Luís de Camões, a 100 metros do metrô Baixa-Chiado. Como o aeroporto (ou a estação de trem) é conectado ao metrô, você chega aqui em 20 minutos gastando € 1,40 de passagem. Atenção: a entrada do hostel é meio escondida. No pequeno hall que dá acesso ao elevador tem uma banquinha que vende de tudo um pouco e deixa o local com um aspecto feio.

Passporte Lisbon Hostel cafe da manha

Check-in | Das 14h às 24h. (Embora a recepção seja 24 horas, para fazer check-in na madrugada você deve enviar um e-mail avisando detalhadamente o horário de chegada). Pagamento feito na entrada. Tem que deixar um depósito de € 5 pelas chaves. Quando você as entrega na saída eles devolvem os € 5 de caução. Aceita cartões Visa e Máster.

Passporte Lisbon Hostel cafe

Ckeck-out | Até às 12h. Sem burocracia. Lembre-se de pedir os € 5 deixado como caução pelas chaves.

Atendimento | Bastante simpático e solícito.

Vantagem | Pelas minhas pesquisas, o Passport Lisbon Hostel tem o melhor custo-benefício de Lisboa, tratando-se de albergues. Localização maravilhosa e ainda inclui um café da manhã muito digno. Havia pães, presunto, queijo, bolo, cereais, bebidas quentes e frias (café, leite, chá e sucos), manteiga e geleia. E mesmo que não tivesse o café incluído ainda assim seria um excelente negócio. Cozinha equipada disponível para os hóspedes.

Passporte Lisbon Hostel cozinha

Cozinha equipada à disposição do hóspede

Desvantagem | Para avaliar o que pode ser desvantagem diante de uma tarifa de pouco mais de € 10 a diária é importante destacar o que realmente importa para você. Eu precisava de preço baixo com boa localização, uma cama gostosa e chuveiro decente. Nota 10 para todos esses itens. Mas não existe preço em conta que justifique uma limpeza mal feita. Os banheiros femininos precisavam de uma garibada mais eficiente, digamos. O banheiro é todo design como podem ver pelas fotos, mas o chão e tapetinhos rosas estavam sempre com aquela aparência por limpar. Já deixei essa observação na minha avaliação no Booking e espero que encarem como uma crítica construtiva. De qualquer forma, me hospedaria novamente no hostel, sem dúvida.

Passporte Lisbon Hostel banheiro

Preço | Eu paguei € 9 (nove euros) em maio de 2016. Mas fiz uma pesquisa para os próximos meses e ficou assim: diárias em quartos coletivos a partir de € 10,20. Quarto duplo com banheiro compartilhado a partir de € 42. Suíte a partir de € 59. Importante: desde janeiro deste ano as hospedagens em Portugal cobram o valor de € 1 por pessoa por diária. O valor máximo cobrado por hóspede é de € 7. Ou seja, se você ficar 10 dias o máximo que podem cobrar de você são € 7 de imposto pela estadia toda.

Passporte Lisbon Hostel predio

Praça Luís de Camões: o Passport Lisbon Hostel está neste prédio amarelo ao fundo, à direita.

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Fotos: Sílvia Oliveira | Todos os direitos reservados.

 

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sexta-feira, 13 de maio de 2016

Matraca, ao vivo, direto da Zoropa!

porto estacao sao bento

Estação São Bento, Porto

É claro que vocês são matraquetes de carteirinha (me acompanham aqui, aqui e aqui) e já sabem que estou no tour #MatracaNaZoropa 2016 há quase duas semanas, néam? Poizé, migos, este post deveria ter sido feito láááá no começo da viagem.

Blog Lisboa e Porto

Portugal

Mas titia Matraca, 4.2. original de fábrica, já não dá mais conta de percorrer um destino o dia inteiro e ainda chegar ao hotel e fazer diário de bordo no blog.

Blog Holanda

Holanda

Então, estou viajando sozinha. Já passei por Portugal, Holanda, República Tcheca e estou rumo à Alemanha. Seis dias só em Berlim. U-hu! Já coloquei várias fotos com dicas nas minhas redes sociais. Segue lá no Instagram, Facebook e Twitter.

Blog Praga

República Tcheca

A novidade é que estou entrando Ao Vivo, com transmissão em tempo real, na nossa fanpage do Facebook. Para ser notificado quando eu entro você tem que seguir a gente lá e assinar o feed (coloque o mouse em cima da palavra curtir e clique em “ativar notificações” ou “todas ativadas”).

Ao vivo direto da Europa

Você pode ver a 1ª transmissão aqui direto do Porto, em Portugal (um desastre, fiquei com a câmera virada de ponta cabeça durante cinco minutos, hahahaha!) e a 2ª aqui, em Praga, capital da República Tcheca, um pouco melhorzinha – mas ainda muito o que aprender. :mrgreen:

Essa ferramenta de streaming do Facebook é sensacional. Pelo que eu sei não são todas as fanpages que têm acesso a essa transmissão ainda. Mas o Mark, sabendo da relevância do Matraqueando para o mundo, resolveu liberar pá nóis! \o/

praga placa kafka

Imã de geladeira (de Itu) garantido em Praga

Essa interação vai nos aproximar ainda mais, já que – apesar dos leitores me cobrarem muito – não uso snapchat (demais para o meu tico e teco) e meu canal do youtube só tá lá de enfeite (por enquanto).

Além disso, ao contrário de Periscope e Snapchat, em que o conteúdo compartilhado se evapora em 24 horas, o vídeo da transmissão no feyssy fica disponível lá na página. E quando a gente estrear o Jornal da Matraca ao vivo no dia 01 de junho de 2016 (sim, vem coisa boa por aí), vou organizando os vídeos aqui no blog por tema.

Mas eu conto mais detalhes depois. Inté! 😀

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Fotos: todas tiradas durante o tour #MatracaNaZoropa. A maioria tá lá no nosso instagram. Acompanhe aqui: @matraqueando

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segunda-feira, 18 de abril de 2016

O conteúdo deste blog está sendo usado sem autorização

nao autorizado

Se você está lendo esse post fora do Matraqueando tem alguma coisa errada.

O conteúdo dos blogs de viagem brasileiros está sendo usado — sem autorização — por “agregadores”. São sites que não têm conteúdo próprio e que, através de recursos técnicos (como RSS e iframes), puxam os posts dos blogs de viagem e exibem como se o agregador fosse um portal.

Explicando melhor: tem gente que abre um site, não produz nada a não ser reunir o trabalho sugado de vários blogs, alegando que está direcionando tráfego para nós.

Pelo amor dos meus filhinhos: imagine, por exemplo, um site que acabou de abrir, que não tem qualquer visibilidade e usa o MEU conteúdo que vem sendo elaborado e consolidado há 10 anos (DEZ ANOS!) e ainda diz que vai ser bom para mim, que ele (o site chupinha) está direcionando visitas para o meu blog. Oi?

M.e. p.o.u.p.e, migo!

Veja, uma vez que ele reúne posts de terceiros e tem uma proposta comercial para este site, no mínimo — repito, NO MÍNIMO — estes agregadores têm que consultar se queremos estar ali ou não, mesmo que o leitor seja direcionado para o meu material. E, NÃO, eu não quero associar o Matraqueando ao portal de ninguém! Somos independentes. Ponto!

Para piorar, muitos desses agregadores modificam o endereço (a url) dos posts originais e o associam ao do site agregador, confundindo o Google, por exemplo. Em tempo: estes sites NÃO perguntam se queremos ter nossa marca associada a eles e ainda acham que estão fazendo um favor aos blogueiros que tiveram seu conteúdo usurpado.

Apesar de inúmeros pedidos, alguns agregadores se recusam a parar de puxar o conteúdo dos blogs, mesmo depois dos blogueiros se manifestarem informando que não querem participar desses projetos.

Por isso, a ABBV – Associação Brasileira dos Blogs de Viagem, organizou essa blogagem coletiva:

– para chamar atenção dos leitores e do mercado para o desrespeito com o trabalho dos blogueiros;

– para alertar sobre a violação do direito autoral (Lei 9.610/1998);

– e destacar o prejuízo comercial e de imagem que isso representa para os blogs.

Então, se você identificar posts do MATRAQUEANDO com algum tipo de barra acima do conteúdo ou sendo exibidos em outro endereço na internet que não seja o www.matraqueando.com.br, por favor, denuncie aqui colocando o site onde você está vendo nosso conteúdo sendo usado indevidamente.

Nós, blogueiros de viagem, investimos tempo, energia e dinheiro para viajar e compartilhar as experiências que tivemos, ajudando nossos leitores a viajar melhor. Estamos unidos para não permitir que projetos abusivos prejudiquem nosso trabalho.

Agradeço imensamente à ABBV pela iniciativa e pela luta constante pelos direitos dos blogs de viagem.

Lista de blogs de viagem que participam dessa ação: 

Andreza Dica e Indica
Tá indo pra onde?
ITALIAna
Coisos on the go
Rascunhos de Fotografia
Os Caminhantes
Ideiasnamala
Segredos de Viagem
Passeios na Toscana
Hotel California Blog
Imagina na Viagem

(Esta lista será atualizada ao longo do dia.)

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quarta-feira, 16 de março de 2016

Barcelona bairro a bairro: 2º dia | Eixample e Gràcia

Casa Batlo Barcelona

A Barcelona que existe no seu imaginário está aqui. Atrações, museus, parques, praças e igrejas de grande interesse se misturam entre os bairros vizinhos Eixample e Gràcia.

Comecei meu roteiro de 4 dias em Barcelona pelo Bairro Gótico, La Ribera e El Born por uma questão cronológica em relação à história da fundação da cidade. Mas se você tiver um único dia na cidade, sugiro que se concentre nos bairros de hoje.

Gracia Barcelona Imas

Eixample tem uma zona urbana bem desenhada com algumas das maiores preciosidades do modernismo como a Casa Batló e a Sagrada Família de Antoní Gaudí.

Já Gràcia possui um traçado peculiar com características ainda preservadas de quando era uma imensa área rural independente da capital da Catalunha. Abriga alguns mercados bacanas e o fabuloso Hospital de la Santa Creu i Sant Pau (que na verdade está em Horta Guinardó, bairro vizinho — mas muito próximo da Sagrada Família, por isso encaixei aqui).

A obra é de Lluís Domènech i Montaner, outro modernista não tão famoso entre os brasileiros, mas tão genial e grandioso quanto Gaudí.

2º DIA – MANHÃ | EIXAMPLE

Importante destacar que algumas das atrações mais famosas de Barcelona estão neste roteiro. Vou enumerar algumas delas, mas não posso levar em consideração o tempo que você vai demorar para visitar cada uma. O que significa que, dependendo do seu ritmo, você pode passar o dia todo somente no Eixample e deixar Gràcia para o 3º ou 4º dia de turistagem. 😉

Eixample livros sobre Gaudi

O Eixample é a região com a maior concentração de prédios modernistas por metro quadrado da cidade. Podemos considerar como a área central. Tem amplas avenidas, quadras simétricas e abriga parte do comércio chique de Barcelona.

O bairro é resultado do intenso progresso barcelonês do século 19, quando a cidade precisou crescer para fora das muralhas. Tem uma área enorme e, em alguns casos, para ir de um ponto turístico a outro talvez seja necessário pegar metrô para economizar tempo e pernadas.

O QUE VISITAR

– Plaça Catalunya

Você vai passar pela Plaça Catalunya muitas vezes. Eu poderia ter falado dela quando estava indo para o Bairro Gótico ou começando meu passeio por Las Ramblas. É que esta grande praça no coração da cidade é um espécie de entroncamento que leva a muitos distritos importantes de Barcelona.

Placa Catalunya Barcelona

Na Plaça Catalunya estão famosas lojas de departamento como o El Corte Inglés e o principal escritório de informação turística de Barcelona. Três linhas de metrô passam por aqui e é desta área que você vai partir para o Passeig de Gràcia, onde estão algumas das maiores obras e pontos turísticos deste roteiro.

– Passeig de Gràcia

O Passeig de Gràcia é uma via tão importante do ponto de vista histórico, turístico e arquitetônico que em uma das vezes que visitei Barcelona eu passei quase o dia inteiro nela, sem entrar em atração alguma.

Eixample Passeig de Gracia

A avenida é aquele momento subi na vida do povo catalão. Quando foi construída atraiu os magnatas espanhóis que investiam em suas moradas, contratando os melhores arquitetos da época que competiam uns com os outros.

Todo o entorno é cercado por lojas de grifes, hotéis suntuosos e algumas das mais belas casas que o modernismo poderia ter criado. Não à toa as majestosas La Pedrera (Casa Milá) e a Casa Batló, ambas de Gaudí, estão neste trecho da cidade.

– Casa Batló

Partindo da Plaça Catalunya pelo Passeig de Gràcia, a Casa Batló — minha obra preferida de Gaudi  — é nossa primeira parada. Ainda que a Sagrada Família seja tão hipnotizante quanto,  a Batló me chama atenção por ter tido começo, meio e fim totalmente idealizados pelo mais famoso arquiteto catalão.

Eixample Casa Batlo

A construção, Patrimônio Mundial da UNESCO, oferece uma sequência de soluções visuais e arquitetônicas que levam a experiência a uma espécie de realismo fantástico. Todos os cômodos apresentam novidades e detalhes impressionantes que só caberiam na cabeça criativa de um gênio.

Eixample Casa Batlo Barcelona

No terraço, as míticas chaminés emolduram o telhado de escamas, feito para lembrar as costas de um dragão combatido por Sant Jordi (São Jorge). Sonhos e enigmas se misturam com representações da natureza.

Barcelona pontos turisticos  Casa Batlo

A visita é acompanhada de um audioguia, imprescindível para entender e acompanhar o raciocínio e a engenhosidade inventiva de Antoní Gaudí. Abre todos os dias do ano, 9h às 21h. Entrada € 22,50. Menores de 7 anos não pagam. Metrô Passeig de Gràcia (linhas 2, 3 e 4).

– Casa Amatler e Casa Lleó Morera

Juntamente com a Casa Batló, as Casas Amatler e Lleó Morera formam um quarteirão chamado de Manzana de la Discordia (Quarteirão da Discórdia). Como era de praxe a rixa entre os arquitetos modernistas no começo do século 20, as construções entraram para a história da cidade.

A Casa Amatler está exatamente ao lado da Casa Batló. Foi projetada por Josep Puig i Cadafalch, o mesmo que criou a lendária Casa Martí, mais conhecida como Els Quatre Gats — lugar encravado no bairro gótico onde Rusiñol, Novell e Picasso participavam de festivas tertúlias artísticas.

Eixample Quadrado de Ouro

A fachada teve influência das casas medievais holandesas e muitos elementos de inspiração românica e gótica. Mas a combinação de ferro, pedra e policromia a conservou como um dos destaques do modernismo catalão. Está aberta à visitação. Entrada € 15.

Já a Casa Lleó Morera, na esquina do Passeig de Gràcia com a Carrer del Consell de Cent, foi projetada por Domènech i Montaner (o mesmo arquiteto do Hospital de la Sant Creu i Pau e do Palau de la Música Catalana). Das três é a mais discreta, digamos. Foi aberta ao público há apenas dois anos.  Oferece visita guiada de 60 minutos (€ 15) ou visita express de 30 minutos (€ 12). As entradas só podem ser compradas on-line. Metrô Passeig de Gràcia (linhas 2, 3 e 4).

– La Pedrera

Subindo mais um pouco pelo Passeig de Gràcia outra obra-prima de Gaudi: La Pedrera, também chamada de Casa Milá. E eis que começa o dilema. “Tenho pouco tempo e/ou dinheiro: qual das duas casas de Gaudí devo visitar, Batló ou Milá?”

Eixample La Pedrera

Posso dizer que já visitei as duas construções mais de uma vez cada. A Milá reserva várias surpresas no seu interior com trabalhos em ferro, gesso e madeira. A fachada ondulada mostra a tradição arquitetônica de Gaudí de dar vida ao concreto.

Vários cômodos estão decorados com peças que reproduzem a vida cotidiana do século 20. Mas a grande revelação está no terraço com seu bosque de chaminés escultóricas.

Eixample La Pedrera Casa Mila

Impossível dizer qual toca mais o coração. Assim como a Casa Batló, La Pedrera é Patrimônio da Humanidade. Visitas todos os dias, 9h às 20h30. De 3 de novembro a 24 de dezembro, fecha às 18h30. Entrada € 20,50. Metrô Diagonal (linhas 3 e 5).

– Sagrada Família

O cartão postal de Barcelona talvez seja a obra mais enigmática do mundo. A Basílica Sagrada Família é considerada o maior delírio consciente de Gaudí, um castelo de areia gigante construído no centro da cidade.

Eixample Sagrada Familia Barcelona

O projeto de arquitetura conflitante, quase esfíngica, começou quando Gaudí tinha 31 anos e foi o último de sua vida. Dedicou mais de 40 anos à obra. O arquiteto morreu e não deixou nem os esboços para que pudessem finalizar o monumento mais criativo e genial dos últimos séculos.

Diversos artistas, engenheiros e arquitetos já deram inúmeras contribuições tentando finalizar a obra. Mas já se passaram mais de 90 anos desde a morte do visionário catalão e a previsão é de que fique totalmente pronta só em 2025.

Eixample Sagrada familia

A cripta e a fachada da Natividade são Patrimônio Mundial da UNESCO. A Sagrada Família está a 1,6 quilômetros da La Pedrera (Casa Milá). São uns 20 minutos de caminhada. Se quiser ganhar tempo pegue o metrô na estação Diagonal (linhas 3 e 5) e desça na estação Sagrada Família (linhas 2 e 5).

Eixample Loja Sagrada familia

Por ser um dos atrativos mais visitados de Barcelona costuma ter longas filas para entrar. Fiquei duas horas da última vez. Não seja bocó como eu, compre o ingresso antecipado. Entrada € 15. Visita guiada por € 24. Os horários mudam dependendo do mês. Consulte o site.

Dica da Matraca | Não deixe de passar na lojinha da igreja. Tem muito souvenir bacana e criativo com preços ótimos.

Outras atrações do bairro: Museu del Modernisme Catalá e Fundació Antoní Tàpies.

2º DIA – TARDE | GRÀCIA

Gràcia já foi um povoado independente.  O distrito passou a fazer parte de Barcelona somente no século 19. É um dos menores bairros da cidade, mas tem alta densidade demográfica — característica que transformou toda a região num fervilhante quadrilátero de bares, restaurantes, mercearias, cafés, lojas e mercados.

O curioso é que mesmo fazendo fronteira com o Eixample, Gràcia tem perfil muito próprio como se ainda fosse um município autônomo. Tem várias praças, muitas lojas de design, de comida natural e vida noturna famosa. Foi o bairro onde me senti mais acolhida, com alguns senhores e senhoras sorridentes me cumprimentando pelas ruas, como se estivesse numa antiga cidade histórica mineira.

O QUE VISITAR

– Hospital de la Santa Creu i Sant Pau

Partindo do pressuposto de que você terminou sua visita da manhã na Sagrada Família, em uma das esquinas da igreja pegue a Avinguda Gaudi (avinguda significa avenida) e em 15 minutos de caminhada (coisa de um quilômetro) você chega a uma das obras mais magistrais do modernismo catalão: Hospital de la Santa Creu i Sant Pau, também chamado de Recinte Modernista de Sant Pau.

Hospital-Saint-Pau-Barcelona-Arquitetura-Modernista

Importante destacar que tecnicamente o recinto está no bairro Horta Guinardó, mas como ele fica grudado no distrito de Grácia e muito próximo da Sagrada Família aproveitei para incluí-lo aqui.

Hospital de la Santa Creu i Sant Pau, Patrimônio da Humanidade, é considerado o maior conjunto civil modernista do mundo e uma das mais antigas instituições sanitárias da Europa. Passou por um ambicioso projeto de recuperação nos últimos anos e foi reaberto recentemente à visitação.

Hospital-Saint-Pau-Barcelona-Detalhes-teto

Lluís Domènech i Montaner autor deste projeto – e do memorável Palau de la Música Catalana – levou muitos conceitos do Modernismo Catalão ao complexo hospitalário.

São esculturas, ferro forjado, cerâmicas, formas arredondadas, cúpulas, vitrais, mosaicos, cores e diversos elementos decorativos que dão aquele movimento único às obras dessa corrente artística e arquitetônica.

Os horários de visitação variam de acordo com a época do ano. Consulte aqui. Entrada: € 10 para visita livre e € 16 para visita guiada. Menores de 16 anos não pagam. Veja aqui meu relato completo.

– Casa Fuster

Se você deixou para visitar a Sagrada Família e o Hospital de la Santa Creu i Sant Pau em outro dia e terminou o passeio da manhã na Casa Milá (La Pedrera), é só continuar subindo mais umas quatro quadras pelo Passeig de Gràcia para conhecer a Casa Fuster, a última obra que o arquiteto modernista Domènech i Montaner realizou em Barcelona.

(Caso você esteja saindo do Recinto Modernista de Sant Pau, pegue o metrô e desça na estação Diagonal. Se preferir caminhar entre na Carrer de Sant Antoni Marie Claret — que passa em frente ao hospital — e caminhe uns 2 quilômetros até a Casa Fuster. Você vai passar por boa parte da essência do bairro Gràcia.)

Gracia Casa Fuster Barcelona

Hoje, a Casa Fuster é um hotel cinco estrelas chiquérrimo.  Caso não queira investir € 330 na diária, leve em consideração tomar umas biritas no café do local, que funciona das 9h à 1h da manhã. Passeig de Gràcia, 132. Metrô Diagonal (linhas 3 e 5).

– Mercado de la Libertad

A partir da Casa Fuster, o Passeig de Gràcia passa a se chamar Carrer Gran de Gràcia, uma das principias ruas do bairro com diversos restaurantinhos baratos e lojas bacanas. Subindo mais um pouco está o Mercado de la Libertad (que fica, na verdade, numa rua paralela).

Gracia Mercat de la Libertad Barcelona

É o principal mercado do bairro, basicamente frequentado por moradores. Passou por uma enorme reformulação em 2009 e nem de longe lembra a muvuca histérica do La Boquería nas Ramblas e é bem menos turístico que o Mercado de Santa Caterina, no bairro El Born.

Gracias Mercado de la Libertad Barcelona Espanha

A arquitetura modernista preserva a principal característica dos edifícios da região. Funciona de segunda a sábado, 8h às 20h30 e sábados, 8h às 15h. Plaça Libertad, 27. Está a três quadras do metrô Fontana (linha 3).

– Plaça del Sol e Plaça de la Revolució 

Saindo do Mercado de la Libertad, do outro lado da Carrer Gran de Gràcia, a gente entra no miolinho antigo do bairro. Aqui estão algumas das mais famosas pracinhas da região.

Gracia Placa del Sol

A Plaça del Sol é uma das mais emblemáticas. Chama a atenção a Casa Ricard Mestres (detalhe na foto abaixo), um edifício modernista de fachada estreita que fica bem na esquina.

Gracia Casa Ricard Mestres

Já a Plaça de la Revolució, uma alusão à Revolução Gloriosa que derrubou a rainha Isabel II da Espanha, marca o espírito guerreiro e combativo do bairro de Gràcia.  O Metrô Fontana (linha 3) deixa próximo das duas praças, que estão a 200 metros uma da outra.

– Mercado de l’Abaceria Central

A uma quadra da Plaça de la Revolució está o Mercado de l’Albaceria Central, construído no fim do século 19 para organizar as antigas feiras de ambulantes locais. Do lado de fora ele é feião e mal-apanhado. Muito turista que circula por ali deve passar reto. Pois pare e entre.

Gracia Mercat de Abaceria

Além de ser um mercado típico barcelonês com todos aqueles pré-requisitos de frutas, verduras e frutos do mar, oferece vários boxes com comidas tradicionais da cidade. Provei aqui uma deliciosa e farta paella por € 6 preparada na hora e na minha frente.

Gracia Mercado Abaceria Barcelona Espanha

Abre de segunda a quinta, 7h às 14h30 e de 17h30 às 20h30. Sextas, 7h às 15h e 17h às 20h30. Sábados, 7h às 15h e 17h às 20h. (O lugar é tão voltado para os nativos que o site do mercado só tem a versão em catalão). Travessera de Grácia, 186.

– Casa Vincens

Volte para a Carrer Gran de Gràcia e suba até a Carrer de les Carolines e vire à esquerda. Nesta rua está a Casa Vincens. A construção, projetada por Gaudí, marca o início do modernismo e foi considerada sua primeira obra importante.

Barcelona-pontos-turisticos-Casa-Vincens

Os azulejos com temas florais e janelas, portões e grades de ferro já demonstravam a arquitetura orgânica perpetuada por Gaudí. Não pode ser visitada por dentro, mas vale a vista externa. Carrer Carolines, 18. Metrô Fontana (linha 3).

– Park Güell

Não canso de tentar decifrar a mente extraordinária e criativa de Antoni Gaudí, o arquiteto responsável pela delicadeza do Park Güell. Nada por aqui é convencional. Curvas se misturam com caquinhos de azulejos que formam os mais belos mosaicos do modernismo.

Barcelona-pontos-turisticos-Parc-Guell

Tombada pela UNESCO como patrimônio cultural, a obra foi encomendada à Gaudí pelo magnata catalão Eusebi Güell, que queria fazer do projeto um grande bairro residencial, algo como uma cidade-jardim. Nem tudo saiu como o planejado e do traçado original sobrou somente o Park Güell, que seria a entrada do tal bairro.

Gracia Park Guell Gaudi

Pela praça serpenteia um banco todo sinuoso também ladrilhado de infinitas nuances. Como o parque está localizado em uma colina, dali se tem uma vista estupenda de boa parte de Barcelona. Nas escadarias de acesso está o célebre lagartão, todo coloridinho – no estilo inconfundível de Antoni Gaudí – jorrando água pela boca.

O Park Güell abre todos os dias do ano. Os horários de visitação variam de acordo com a temporada. Consulte aqui. Entrada € 8. tem desconto para compra antecipada on-line. Menores de seis anos não pagam.

Gracia Park Guell Barcelona

O Park Güell está a uns 30 minutos de caminhada da Casa Vincens. O melhor é ir de metrô e descer na estação Vallcarca (linha 3). Ao sair da estação é necessário caminhar para pegar as escadas rolantes que levam à parte mais alta de Gràcia, onde está o parque. Há placas indicativas. Veja aqui meu post completo sobre a visita ao parque.

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IMPORTANTE | A Espanha faz parte parte do Tratado de Schengen, um acordo que estabelece normas para quem pretende visitar os países membros. A determinação EXIGE um seguro de viagem obrigatório com cobertura mínima de € 30 mil que muitas vezes deve ser apresentado na imigração, caso solicitado. A boa notícia é que leitor do Matraqueando tem 15% de desconto no seguro internacional da Mondial Assistance. Pegue seu cupom aqui e viaje tranquilo! Vale para mochileiro, viajante solo, luxo, aventureiro e família. E ainda dá para dividir em até 6 vezes!

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quarta-feira, 09 de março de 2016

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La Ribera Arquitetura

A capital da Catalunha talvez seja a cidade espanhola com mais atrativos por metro quadrado. Vibrante, colorida e com bairros demarcados com uma identidade muito própria, Barcelona circula com harmonia do medieval ao modernismo, das callejuelas às avenidas contemporâneas.

Antonio Gaudí, o arquiteto que revolucionou a arquitetura da cidade, dá o tom. O povo catalão ensina a melodia. Mas é você quem organiza o ritmo. Elaborei um roteiro de quatro dias bairro a bairro. Mas como o post virou quase um livro resolvi dividi-lo em quatro artigos recheados de informações, fotos e mapas.

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sexta-feira, 04 de março de 2016

Os melhores lugares para comer salgados em Curitiba: coxinha, quibe, esfiha, pastel e empadinha

O título é meio pretensioso. Mas é bom deixar claro que vou falar dos melhores lugares para comer salgados em Curitiba de acordo com o Matraca Ibope. Não é uma lista definitiva nem pretendo esgotar todas as possibilidades que existem na cidade.

QUIBE E ESFIHA

Você pode encontrar os dois no mesmo lugar: Kibe da Boca. O local fica no buchicho turístico de Curitiba, quase em frente à Boca Maldita, no centro da capital. A esfiha aberta de carne e homus (R$ 3,60) tem um tempero inexplicável.

O quibe apresenta uma textura que eu adoro, crocância leve (não gosto de quibe com casca dura) e o recheio suculento, do tipo molhadinho (R$ 4,60). Os salgados saem na hora, o tempo todo,  tudo quentinho.

Melhores salgados Esfiha Kibe da Boca Curitiba

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sábado, 27 de fevereiro de 2016

Nova York bairro a bairro: Harlem

Harlem Apollo Theater

Você não precisa de guia ou roteiro para conhecer o Harlem. Apenas compreender um pouco da história do maior reduto da cultura afro-americana já basta para viver uma experiência única em Manhattan. Prometo ser o mais objetiva possível no textão introdutório. (Mas sem ele fica difícil entender e dar o devido valor ao bairro!)

O Harlem era essencialmente agrícola. Foi povoado por holandeses, recebeu imigrantes judeus e latinos e, por ter aluguéis mais baratos, foi se consolidando como uma referência para os negros que vinham do sul dos Estados Unidos fugindo do preconceito e da segregação racial.

Na década de 20, foi do auge — com o Harlem Renaissance (uma explosão cultural que tinham nomes como Louis Armstrong à frente) —  à decadência total com a quebra da Bolsa de Nova York em 1929, o crash que deu todo o sentido à frase comer o pão que o diabo amassou.

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Matraqueando - Blog de viagem | Por Sílvia Oliveira

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